Neste post, vamos te mostrar o roteiro perfeito pela rota dos vinhos na Argentina! Uma das perguntas que mais recebemos é como montar um itinerário lógico que combine as três principais regiões produtoras de vinho: o centro histórico de Mendoza, a terra do Malbec em Luján de Cuyo, e o luxo selvagem aos pés das montanhas no Vale de Uco.
Para fazer esta viagem sem correria, aproveitando os almoços harmonizados que duram a tarde toda e as paisagens andinas, nós recomendamos pelo menos cinco a sete dias. Por isso, nós preparamos um roteiro super completo de sete dias com o melhor dessa região, detalhado dia a dia. Então, vamos lá!
Quando ir e quantos dias ficar em Mendoza
Qual a melhor época para visitar a Rota dos Vinhos?
Mendoza é um destino de sol o ano todo:
- Outono (março a abril): A melhor época disparada! É a época da vendimia, a colheita da uva, quando a cidade está em festa, as parreiras estão carregadas de uvas e o clima é perfeito.
- Primavera (outubro a dezembro): Também é linda e muito verde.
- Verão (janeiro a fevereiro): É muito quente, com temperaturas passando dos 35°C, o que pode cansar.
- Inverno (junho a agosto): É frio e seco. Ideal para quem quer ver neve nas montanhas próximas ou esquiar, mas as parreiras estarão secas.
Quantos dias ficar?
Para fazer este roteiro cobrindo as vinícolas clássicas, as modernas do Vale de Uco e o passeio de alta montanha, o mínimo do mínimo que recomendamos é de quatro dias.
Mas para fazer com calma e incluir um dia de spa nas termas, o ideal são seis ou sete dias. Com sete dias, você pode ficar três noites no centro de Mendoza ou Chacras de Coria e três noites no Vale de Uco para uma experiência imersiva.
Transporte e como se locomover na Rota dos Vinhos
Para chegar, você voará para o Aeroporto Internacional El Plumerillo, em Mendoza (MDZ).
Para se locomover entre o centro e as vinícolas, a logística exige planejamento, pois o álcool e a direção não combinam e a lei é rigorosa:
- Remis ou motorista privado: É a opção mais confortável. Você contrata um motorista para o dia todo (custa cerca de R$ 400 a R$ 600 a diária, dependendo da distância, já que Maipú é mais perto e Uco é longe).
- Busvit Vinícola: É um ônibus turístico que faz rotas fixas no estilo hop-on hop-off pelas vinícolas. Custa cerca de R$ 200 o bilhete e é ótimo para quem está sozinho ou em casal e quer economizar.
- Aluguel de carro: Só vale a pena se você tiver um motorista da rodada que não beba ou para ir até o hotel no Vale de Uco e ficar por lá. As estradas são ótimas.
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Onde ficar hospedado: Melhores regiões
Ficar hospedado em uma boa região vai fazer sua viagem ficar muito mais fácil. A estratégia nesta rota é dividir a hospedagem ou escolher uma base estratégica:
- Centro de Mendoza: É prático, barato e perto da vida noturna. Ideal para quem quer fazer bate e volta todos os dias e jantar a pé.
- Chacras de Coria (Luján de Cuyo): É um bairro residencial de luxo, cheio de árvores e hotéis boutique. É tranquilo, charmoso e fica no meio do caminho entre o centro e as vinícolas.
- Vale de Uco: Fica a 1 hora e meia da cidade. É para quem busca luxo absoluto, acordando dentro das vinícolas com a Cordilheira dos Andes na janela.
Nós criamos um mapa personalizado que explica exatamente qual é a melhor região em cada uma dessas áreas. Ficando nessa área demarcada, não tem erro.
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Ferramentas de planejamento e economia na viagem
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- Chip de celular internacional (eSIM): Para ter internet nas estradas;
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- Comparador de aluguel de carro: Essencial para a logística do Vale de Uco;
- Conta global: Para levar pesos ou dólares pagando menos taxas.
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Roteiro detalhado de 7 dias em Mendoza e região
Dia 1: Chegada e Centro de Mendoza
Chegue pelo aeroporto e pegue um táxi ou Cabify para o hotel no centro (a corrida custa cerca de R$ 40). Comece caminhando pela Plaza Independencia, o coração da cidade, e veja a fonte das águas dançantes. Caminhe pela Peatonal Sarmiento, uma rua de pedestres cheia de cafés, e pare para tomar um sorvete ou um café com medialunas.
Jante na Avenida Arístides Villanueva, que é a rua da vida noturna. Escolha uma cervejaria artesanal, como a Chachingo, ou um bar de tapas e comece a entrar no clima.
Dia 2: As origens em Maipú
Hoje é dia de visitar a região de Maipú, a mais antiga e próxima do centro. Comece pela Bodega La Rural, que abriga o Museu do Vinho com ferramentas antigas e tonéis gigantes de madeira (a visita é acessível e histórica).
Para o almoço, a parada obrigatória é a Casa Enemigo, do enólogo Alejandro Vigil. O almoço harmonizado aqui é uma experiência lendária inspirada na Divina Comédia de Dante, com vários pratos e vinhos premiados (custa cerca de R$ 450 e precisa reservar com três meses de antecedência).
À tarde, visite a Olivícola Laur para uma degustação de azeites, fábrica que foi eleita a melhor olivícola do mundo (o tour custa cerca de R$ 50).
Dia 3: A terra do Malbec em Luján de Cuyo
Esta é a região das vinícolas mais famosas:
- Catena Zapata: Comece por esta vinícola cuja arquitetura em forma de pirâmide Maia é um ícone. O tour é super concorrido e explica a história da família que colocou o Malbec no mapa.
- Bodega Lagarde: Siga para uma das mais charmosas da região, com mesas debaixo de árvores centenárias. O menu de passos aqui é longo e relaxante.
- Carmelo Patti: Se tiver energia, termine o dia nesta vinícola. Ele é um enólogo de garagem que muitas vezes recebe os turistas pessoalmente e conta histórias incríveis de forma simples e autêntica.
Dia 4: Alta montanha e o Aconcágua
Hoje é dia de dar uma pausa no vinho e ver a neve! Contrate o passeio de Alta Montanha para pegar a estrada internacional rumo ao Chile. A primeira parada é a represa de Potrerillos, com água azul-turquesa.
Siga até a Puente del Inca, uma formação geológica natural amarela por causa do enxofre. Chegando ao Parque Provincial Aconcágua, faça a caminhada curta até o mirante da Laguna de Horcones para ver o pico do Aconcágua, o mais alto das Américas, com quase 7.000 metros de altitude (leve casaco corta-vento!). O passeio custa cerca de R$ 250.
Dia 5: O espetáculo do Vale de Uco
Hoje vamos para a região mais distante e impressionante: o Vale de Uco. A paisagem aqui é dramática, com as vinícolas diretamente aos pés da montanha. Visite a Bodega Salentein, que tem uma cave subterrânea que parece um anfiteatro ou templo religioso, com uma acústica perfeita e um piano de cauda no centro.
Para o almoço, vá à Zuccardi Piedra Infinita, que foi eleita várias vezes a melhor vinícola do mundo. A arquitetura de pedra se mistura com a paisagem desértica. O almoço é uma experiência de alta gastronomia que custa cerca de R$ 600, mas vale cada centavo pela vista e sabor.
Dia 6: Relaxamento nas Termas de Cacheuta
Vá para as Termas de Cacheuta, um complexo de piscinas de pedra com água termal natural de várias temperaturas, ao lado do Rio Mendoza. Você tem duas opções:
- Parque de Água: Mais popular, cheio de famílias, custando cerca de R$ 40.
- Hotel & Spa Termal: Exclusivo, com buffet de almoço, roupão e piscinas de lama, custando cerca de R$ 350 o dia de spa. Recomendamos muito o dia de spa para relaxar!
Dia 7: Parque General San Martín e despedida
Pela manhã, visite o Parque General San Martín na cidade, que é imenso. Suba até o Cerro de la Gloria para ver o monumento e a vista panorâmica da cidade.
Faça as últimas compras de vinho na loja Sol y Vino, na Avenida Sarmiento (eles embalam adequadamente para o avião), ou compre azeites e alfajores na Avenida Las Heras. Em seguida, siga para o aeroporto.
Dica importante: Compre os ingressos e reserve os almoços com antecedência! Os almoços na El Enemigo, Zuccardi e as visitas na Catena Zapata são os mais concorridos da Argentina. Para reservar ingressos e tours pelo menor preço em reais, clique aqui.
Dicas rápidas de compras
Mendoza é o lugar perfeito para comprar vinhos que não chegam ao Brasil:
- Cota de Vinhos: O limite para trazer na mala de viagem é de 12 litros por pessoa (cerca de 16 garrafas).
- Azeites e couro: Compre também os azeites premiados da Olivícola Laur e jaquetas de couro nas lojas da Avenida Las Heras.
Custo da gastronomia: Quanto custa comer em Mendoza?
Comer em Mendoza oferece um excelente custo-benefício:
- Parrilla clássica: Um bife de chorizo com vinho no Dom Mario (uma parrilla clássica e barata) custa cerca de R$ 80.
- Menu degustação em Vinícolas: Um menu degustação de luxo nas vinícolas varia de R$ 300 a R$ 800 por pessoa.
Vida noturna e dicas para crianças
O que fazer à noite
A rua Arístides Villanueva ferve de quinta a sábado! Bares como o Ginger e a cervejaria Antares ficam lotados de jovens bebendo na calçada. O cassino do Hotel Hyatt é uma opção mais elegante na Plaza Independencia.
Mendoza com crianças
Se você está viajando com crianças:
- O Parque General San Martín tem parquinhos ótimos;
- O Serpentário na cidade é um passeio muito divertido;
- Muitas vinícolas oferecem kits de pintura para crianças enquanto os pais fazem a degustação.
Documentação obrigatória para brasileiros
Para entrar na Argentina é muito simples e prático:
- Documento de entrada: Você precisa apenas do seu passaporte válido ou da carteira de identidade (RG) em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão.
- Atenção: Carteira de motorista (CNH) não serve como documento de entrada no país.
- Visto: Não precisa de visto para turismo.
- Seguro Viagem: O custo médico na Argentina para turistas é cobrado e pode ser caro em clínicas privadas de qualidade. Nós nunca viajamos sem!
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Muito obrigado e uma boa viagem!

Economize ao máximo na sua viagem a Argentina:
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