O que fazer em Nice: 12 passeios e pontos turísticos

Nice é aquele destino que a gente volta lembrando de detalhes: as cadeiras azuis olhando pro mar, o cheiro de socca saindo das barraquinhas do Cours Saleya, o pôr do sol visto lá do alto da Colline du Château. É a ‘capital’ não oficial da Costa Azul e, na nossa opinião, a melhor base pra explorar toda a Riviera Francesa — Mônaco, Èze, Villefranche, Antibes, Cannes, Saint-Tropez. Tudo pertinho, tudo fácil de bater-e-voltar.

Neste guia, a gente reuniu 12 passeios e pontos turísticos pra você aproveitar Nice de verdade, com preços médios, dicas de horário, o que provar, como se deslocar e os erros que a gente vê brasileiro cometendo por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Costa Azul a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Uma dica que a gente aprendeu na prática: não tenta fazer Nice + Mônaco + Èze + Cannes tudo num dia. A galera se anima e acaba só passando correndo por lugares que mereciam uma tarde inteira. Foca em 2 ou 3 paradas por dia, com calma.

1. Free tour pelo centro histórico de Nice

Se você tem só um dia inteiro em Nice, começa por aqui. Um tour guiado pelo Vieux Nice (Cidade Velha) é a forma mais rápida de entender por que a cidade tem tanta cara italiana — Nice pertenceu ao Reino da Sardenha e só foi anexada à França no século XIX, e isso aparece na arquitetura em tons pastel, na gastronomia e até no sotaque.

O passeio caminha pelas ruas estreitas, passa pelo Cours Saleya e sobe até a Colline du Château, com uma das melhores vistas da Baía dos Anjos. Vai de calçado confortável de verdade — tem escadas, ladeira e calçamento irregular — e leva água e protetor solar.

Pra reservar seu lugar e conferir horários, dá uma olhadinha aqui.

Place Masséna no centro histórico de Nice

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2. Passeio de barco entre Nice e Mônaco

Ver a Riviera pelo mar é um outro nível. O barco sai do Port Lympia e vai passando por Villefranche-sur-Mer, Cap Ferrat e Èze, até chegar em Mônaco — e você vê falésias, praias escondidas e casarões que só dá pra ver dessa perspectiva.

Uma dica: escolhe horário de manhã. O mar tende a ficar mais calmo e o sol ainda não tá castigando. Leva toalha, roupa leve e uma garrafinha de água, porque nem toda embarcação tem bar a bordo.

Pra ver detalhes e reservar, clica aqui.

Passeio de barco entre Nice e Mônaco

E já que a gente tá falando de passeios: compra SEMPRE com antecedência. Na hora fica mais caro e muitos esgotam, principalmente no verão. A gente usa esse site aqui pra reservar tudo em Nice — ingressos, tours, transfer do aeroporto. Ele é o único com pagamento já em reais (então zero IOF de 6% que sai em compra internacional), tem cancelamento grátis na maioria dos passeios e ainda oferece um monte de tour gratuito com guia em português. É o que a gente sempre recomenda.

3. Mercado Cours Saleya

O Cours Saleya é o coração de Nice e funciona como mercado desde 1896. De manhã, é mercado de flores, frutas, queijos, azeites, ervas da Provence e produtos artesanais. À tarde as barracas fecham e a praça vira zona de bares e restaurantes. Nas segundas-feiras, muda o clima: o mercado vira feira de antiguidades e pulgas.

É ali que você tem que provar a socca (uma espécie de crepe grosso de grão-de-bico, típico daqui) e a pissaladière (torta de cebola caramelizada com anchovas). Prato principal em restaurante simples da região costuma sair entre €15 e €22; menu de almoço com entrada + prato, entre €20 e €30.

Chega cedo, tipo antes das 10h, pra ver o mercado bombando e conseguir foto sem multidão. Quem vai só à tarde perde a melhor parte.

Mercado Cours Saleya em Nice

4. Excursão a Cannes, Antibes e Saint-Paul-de-Vence

Se você tem um dia extra e quer conhecer três cidades bem diferentes em um único passeio, essa excursão é ótima. Cannes com a Croisette e o glamour do festival; Antibes com centro histórico charmoso, Museu Picasso e um dos maiores portos de iates da Europa; e Saint-Paul-de-Vence, um vilarejo medieval nas colinas cheio de galerias de arte.

Vai de calçado bom mesmo — Saint-Paul-de-Vence tem ladeiras íngremes e piso irregular. Pra garantir vaga, principalmente entre junho e setembro, confere aqui.

Vista do centro histórico de Antibes

5. Promenade des Anglais

O calçadão mais famoso de Nice tem cerca de 7 km ao longo da Baía dos Anjos e é o cartão-postal absoluto da cidade. Dá pra caminhar, correr, andar de bike (tem ciclovia praticamente toda a extensão) ou simplesmente sentar numa das icônicas cadeiras azuis e ficar ali vendo o mar passar — coisa que os moradores fazem religiosamente.

Aqui vai um alerta importante: as praias de Nice são de seixos, não de areia. Se você entrar descalço, machuca o pé. Leva papete, sapatilha aquática ou compra uma sandália de borracha em mercado local — sai muito mais barato que nos beach clubs. Canga fininha também não resolve, o ideal é esteira ou toalha grossa.

Tem trechos de praia pública gratuita intercalados com beach clubs privados. Nos clubs, cadeira + guarda-sol sai em torno de €20 a €35 por dia na alta temporada (muitos vendem meio-período pela metade). Cerveja em bar de praia, uns €7 a €9; taça de vinho rosé (o rei aqui), €6 a €10.

Uma coisa que a gente aprendeu do jeito difícil: a água é linda mas fria, mesmo em agosto. Não espera ‘água morna de Nordeste’, ajusta a expectativa.

Promenade des Anglais com as cadeiras azuis

6. Degustação de vinhos em Grasse

Grasse é famosa mundialmente como capital do perfume (Fragonard, Molinard, Galimard ficam por lá), mas a região também produz vinhos deliciosos da Provence, principalmente rosés.

Nesse passeio você visita vinícolas tradicionais, aprende sobre a produção local e faz degustações guiadas. É uma pausa gostosa das atrações mais óbvias e ainda rende ótima ideia de presente. Vai com roupa confortável e nunca com o estômago vazio — degustação não substitui refeição e o vinho bate rápido.

Pra reservar com antecedência, clica aqui.

Degustação de vinhos em Grasse
Vinícola em Grasse

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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.

Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

7. Colline du Château (Colina do Castelo)

Mesmo quem já subiu no free tour vale a pena voltar com calma. A Colline du Château é um parque no topo de uma colina com dois miradouros incríveis: de um lado a Baía dos Anjos e a Promenade toda esticada, do outro o Port Lympia com os iates coloridos.

Pra subir, tem duas opções: encarar as escadas (uns 500 degraus) ou usar o elevador gratuito, que funciona todo dia mais ou menos das 10h às 17h30 (vale checar no dia porque o horário muda por estação). Lá em cima tem cascata artificial, restos da fortificação e área verde ótima pra picnic.

Vai de fim de tarde pro pôr do sol ou de manhã cedinho se quiser fugir da multidão. É o mirante que rende as fotos mais icônicas da cidade.

Vista da Colline du Château em Nice

8. Ônibus turístico

Pra quem quer conhecer Nice sem se preocupar com transporte, o ônibus turístico panorâmico (hop-on hop-off) é uma mão na roda. Ele passa pelos principais pontos — Promenade, Vieux Nice, Cimiez, Port Lympia, MAMAC — e você desce e sobe quantas vezes quiser dentro do bilhete.

Nos dias mais quentes, pega os primeiros horários da manhã e vai de chapéu e protetor solar, principalmente se sentar no andar de cima (aberto e sem sombra). Pra ver horários e reservar, clica aqui.

Ônibus turístico panorâmico em Nice

9. Museu Matisse

Henri Matisse viveu boa parte da vida em Nice e o museu, no bairro de Cimiez, ocupa uma mansão do século XVII cercada por oliveiras. A coleção reúne pinturas, esculturas, os famosos recortes de papel colorido e objetos pessoais do artista.

É um museu de tamanho gostoso — dá pra ver com calma em 1h30 a 2h — e os jardins ao redor são um ótimo lugar pra sentar depois. Ingresso costuma ficar em torno de €10 a €15 e tem passes combinados com outros museus municipais que compensam pra quem gosta de arte.

Um alerta importante: muitos museus de Nice fecham às terças-feiras (o Matisse é um deles), então confere o dia antes de encaixar no roteiro — é o erro mais comum que a gente vê. O acesso é fácil de ônibus a partir do centro.

Museu Matisse em Nice

10. Excursão a Saint-Tropez

Saint-Tropez fica um pouco mais longe (uns 100 km de Nice), então essa excursão costuma sair cedinho, por volta das 8h, com transporte já incluído a partir do hotel. Em micro-ônibus, você segue até o vilarejo com tempo livre pra explorar no seu ritmo.

Vale caminhar pelas ruelas do centro histórico, subir até a cidadela pra ver a vista, dar uma volta no famoso mercado de peixes e tomar um café numa das mesinhas do porto olhando os iates milionários. Antiga vila de pescadores, Saint-Tropez virou point da alta sociedade nos anos 1950 (culpa da Brigitte Bardot) e ainda mantém aquele charme misturado com glamour.

Se interessou? Dá uma olhadinha aqui pra reservar.

Vista do porto de Saint-Tropez

11. Praia de Villefranche-sur-Mer

Se as praias de seixo de Nice não te agradaram, a solução tá a 10 minutos de trem. Villefranche-sur-Mer é o vilarejo colado em Nice e tem uma das praias mais bonitas da Costa Azul: enseada natural em formato de meia-lua, mar caladíssimo e cor azul de cartão-postal. É praia boa pra família porque a água entra rasa e sem correnteza.

O vilarejo em si é charmoso demais — casinhas coloridas, ruelas medievais, restaurantes de frutos do mar de frente pro mar. No verão chega cedo pra pegar lugar bom, leva toalha, protetor solar e calçados confortáveis pra caminhar depois pelo centro histórico.

Como chegar: trem regional TER a partir da estação Nice-Ville leva uns 8-10 minutos, com bilhete abaixo de €5. Também dá pra ir de ônibus da Lignes d’Azur por cerca de €2. É o bate-volta mais fácil da região.

Enseada e praia de Villefranche-sur-Mer

12. Museu de Arte Contemporânea de Nice (MAMAC)

O MAMAC (Musée d’Art Moderne et d’Art Contemporain) é obrigatório pra quem curte arte moderna. Fica no centro, num prédio icônico com quatro torres ligadas por passarelas, e reúne obras de Yves Klein, Niki de Saint Phalle, Andy Warhol, Arman e Ben, entre outros.

A cereja do bolo é o terraço superior, que tem vista panorâmica de 360° da cidade e da Promenade — e é gratuito, mesmo pra quem não vai visitar a coleção. Reserva umas 2h pra ver tudo com calma. Ingresso costuma ficar em torno de €10 a €15, com passes combinados disponíveis. E lembra: também confere o dia de fechamento antes de ir.

Fachada do Museu MAMAC em Nice

Dicas práticas pra aproveitar Nice ao máximo

Transporte urbano: Nice tem uma rede de tram e ônibus excelente, bilhete simples em torno de €2. Do aeroporto ao centro, o tram custa €2-3 e leva uns 20-30 minutos. Pra bate-voltas clássicos (Mônaco, Villefranche, Cannes, Antibes, Èze-sur-Mer), usa trem regional TER — bilhetes entre €4 e €12 por trecho, muito mais barato que táxi ou tour privado.

Melhor época pra visitar: pra praia, vai entre final de maio e começo de outubro — fora disso o mar tá gelado demais. Alta temporada mesmo é julho e agosto (cidade lotada e preços altos). As meias-estações (maio, junho, setembro) são o sweet spot: clima ameno, menos gente, preços mais camaradas. Inverno é ótimo pra quem quer museus, gastronomia e o famoso Carnaval de Nice, que rola em fevereiro por umas duas semanas — mas reserva hotel com bastante antecedência.

Erros mais comuns: tentar fazer Nice + Mônaco + Èze + Cannes num único dia (impossível aproveitar); ir pra praia sem sapatilha aquática; não checar o dia de fechamento dos museus; chegar no Cours Saleya só à tarde (o mercado é só de manhã); e subestimar o sol forte do verão.

Chip de celular pra usar em Nice

Pra usar o celular tranquilo o tempo todo — GPS, tradutor, mapa dos trens, WhatsApp com a família — vale demais levar um chip de viagem já do Brasil. A gente usa esse chip que a gente sempre pega — chega em casa antes da viagem, atendimento em português e evita aquela dor de cabeça de comprar chip local com burocracia.

Seguro viagem pra Nice

Seguro viagem pra Europa é obrigatório: o espaço Schengen exige cobertura mínima de €30 mil em despesas médicas. Fora que atendimento médico na França é caríssimo mesmo pra bobagem — uma consulta simples de pronto-socorro sai por centenas de euros.

A gente usa esse comparador de seguros pra achar as melhores ofertas — ele compara preços de todas as principais seguradoras do mercado, o pagamento é em reais (parcela em até 12x) e já vem com 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas aplicado.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em Nice

Quantos dias ficar em Nice?

O ideal é ficar de 3 a 5 dias em Nice. Com 3 dias dá pra ver a cidade com calma e fazer 1 ou 2 bate-voltas (tipo Mônaco/Èze e Villefranche). Com 5 dias você inclui Cannes, Antibes, Saint-Paul-de-Vence e até Saint-Tropez sem correria. Se for usar Nice como base pra Costa Azul inteira, 5 a 7 dias é o sonho.

Vale a pena ir pra Nice em qualquer época do ano?

Depende do objetivo. Pra praia e mar, vai entre final de maio e começo de outubro — fora disso a água tá muito fria. Pra museus, gastronomia e cidade mais tranquila, o inverno funciona bem, com dias ensolarados e menos turista. Fevereiro tem o Carnaval de Nice, um dos maiores eventos de inverno da Europa.

Precisa alugar carro pra conhecer Nice e a Costa Azul?

Não precisa. Os trens regionais TER conectam Nice a Mônaco, Villefranche, Èze, Cannes, Antibes e Menton com preços baixos e horários frequentes. Só faz sentido alugar carro se você quiser explorar vilarejos mais afastados da Provence, o interior de Grasse ou fazer estrada até Saint-Tropez com liberdade. Nas cidades da orla, estacionamento é caro e complicado.

As praias de Nice são de areia ou pedra?

São de seixos (pedrinhas), não de areia. Isso surpreende muito brasileiro. Leva sapatilha aquática ou papete pra entrar na água sem se machucar, e prefere esteira ou toalha grossa em vez de canga. Se quiser praia de areia de verdade, pega o trem pra Antibes/Juan-les-Pins ou vai até Cannes.

O que comer em Nice? Quais são os pratos típicos?

Os clássicos são a socca (crepe grosso de grão-de-bico), a pissaladière (torta de cebola caramelizada com anchovas), a salade niçoise (com atum, ovo, azeitonas e feijão-verde), o pan bagnat (sanduíche versão portátil da niçoise) e a ratatouille. Pra beber, rosé da Provence em taça é praticamente lei.

Vale a pena comprar o passe de museus de Nice?

Se você pretende visitar 3 museus municipais ou mais (Matisse, MAMAC, Museu de Belas Artes, etc.), sim, compensa bastante. Mas confere sempre os dias de fechamento — muitos museus fecham às terças ou segundas, e é comum o pessoal montar roteiro de museus justo no dia que estão fechados.

Quais são os melhores bate-voltas a partir de Nice?

Os clássicos são Mônaco (cassino de Monte-Carlo, palácio, porto), Èze (vilarejo medieval no alto da colina com vista espetacular), Villefranche-sur-Mer (praia calma e vilarejo charmoso), Antibes (Museu Picasso e Port Vauban), Cannes (La Croisette e ilhas de Lérins) e Saint-Paul-de-Vence (vila medieval com galerias). Todos acessíveis de trem ou ônibus por menos de €15 por trecho.

Nice é uma cidade cara?

É mais em conta que Paris, Mônaco ou Cannes, mas ainda assim é uma cidade turística cara. Hospedagem no centro no verão sai facilmente por €150-250 a diária, refeição em restaurante fica em €25-40 por pessoa e beach club custa €20-35 por dia só a espreguiçadeira. Pra economizar: come em barraquinhas de socca, usa transporte público em vez de táxi, escolhe praias públicas e viaja em maio, junho ou setembro.

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Nice é daqueles lugares que a gente sempre volta querendo passar mais tempo. Da primeira vez que fomos, achamos que 3 dias eram suficientes — voltamos e ficamos uma semana inteira, e ainda faltou tempo pra explorar tudo. Se der, alonga um pouquinho a estadia e usa a cidade como base pra descobrir a Riviera Francesa com calma. Vale cada minuto.