
Seis dias em Paris é o tempo ideal pra ver o essencial da Cidade Luz com calma, sem aquele corre-corre exaustivo que deixa a viagem com gostinho de obrigação. Dá pra encaixar os clássicos, dois ou três bairros charmosos e ainda um bate-volta pra Versalhes — tudo respirando.
A gente montou esse roteiro dia a dia testando o que realmente funciona: o que vale ver de manhã, o que rende mais à noite e onde os turistas costumam perder tempo à toa. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como cada arrondissement tem uma cara própria — você vira uma esquina e parece que mudou de cidade.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Paris a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Dia 1 em Paris: Arco do Triunfo, Champs-Élysées e Torre Eiffel
A nossa primeira dica pra aproveitar Paris em 6 dias ao máximo é fazer um voo noturno pra chegar bem cedo na cidade. Essa opção é uma ótima forma de economizar bastante na sua viagem.
Comece o passeio por um dos pontos turísticos mais famosos: o grandioso Arco do Triunfo, inaugurado em 1836 pra celebrar as vitórias de Napoleão Bonaparte. A subida ao topo rende uma das vistas mais lindas da cidade — você vê a Champs-Élysées se abrindo em leque e a Torre Eiffel ao fundo. O acesso é pela estação de metrô Charles de Gaulle – Étoile.

Depois, siga pela famosa avenida Champs-Élysées, cheia de lojas, cafés e cinemas. Se você não se importa em gastar um pouco mais, fica por lá e aproveita um almoço num dos restaurantes charmosos do local. O almoço num bistrô simples costuma sair em torno de € 15 a € 25 por pessoa, então dá pra calibrar conforme o bolso.
O próximo ponto é a Place de la Concorde — basta continuar caminhando pela avenida. É uma praça linda, ótima pra fotos, e dela você já avista o Jardin des Tuileries e o Rio Sena. Cruzando a praça, aproveita pra relaxar e curtir a paisagem.
E pra fechar o primeiro dia no melhor estilo parisiense, dá um pulinho na Torre Eiffel. A torre costuma abrir por volta das 9h e ficar aberta até tarde da noite, com o último elevador em torno das 22h45, dependendo da época. Tem uma coisa que ninguém conta: muita gente deixa de ver Paris do alto à noite e perde o melhor — quando a torre acende e começa a piscar, o impacto é absurdo. A área do Champ de Mars e o Jardim do Trocadéro rendem as melhores fotos.
Onde comprar ingressos de Paris pagando mais barato
Antes de seguir pro roteiro, vale uma parada importante: Paris é uma cidade de ingressos. Torre Eiffel, Louvre, Versalhes, Arco do Triunfo, cruzeiro no Sena — quase tudo precisa de entrada antecipada. E aqui vai a dica que mais economiza e poupa tempo.
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Na bilheteria, além de ser mais caro, o ingresso do dia pode já ter esgotado — e você perde um tempo precioso na fila.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra sai na moeda do país. Você paga IOF e não consegue parcelar. Procure sempre sites que aceitam pagamento em reais.
Um site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo, tem todos os ingressos e passeios de Paris, já costuma ter os melhores preços e — a maior vantagem — você paga em reais (sem IOF) e ainda pode parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo algum.
- Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (o que evita golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque. Muito fácil e seguro.
- Atendimento em português: suporte 24h, em português, caso precise de ajuda.
A gente errou nessa na primeira viagem: tentou subir a Torre Eiffel sem reserva num dia de sol e a fila tava virando a esquina. Com ingresso com horário marcado, a diferença é gritante.
Dia 2 em Paris: Notre-Dame, Louvre e Tuileries
No segundo dia, comece com um passeio pela Catedral de Notre-Dame, na Île de la Cité. Depois do incêndio de 2019, a catedral passou por um longo processo de restauração — vale conferir o status antes de ir, porque o acesso interno pode estar limitado. Mesmo assim, o exterior e a ilha continuam lindos pra fotos e caminhadas. A estação mais próxima é a Cité (linha 4).
Siga a pé pela Île de la Cité passando pela Pont Neuf, a ponte mais antiga de Paris. Andando um pouco mais, você chega ao maravilhoso Museu do Louvre, um dos maiores e mais famosos do mundo. Pra absorver toda a riqueza de obras, reserve a tarde inteira. Atenção pra um detalhe que bagunça muito roteiro: o Louvre fecha às terças-feiras — não programe o museu pra esse dia. O acesso é pelo metrô Palais Royal – Musée du Louvre (linhas 1 e 7).

Ao sair, descanse no Jardin des Tuileries, em frente ao Louvre e um dos mais bonitos de toda a França. Se você curte impressionismo, ali ao lado fica o Musée de l’Orangerie, com os Nymphéas de Monet — uma dica extra que pouca gente encaixa no roteiro e vale demais.
Dia 3 em Paris: Ópera, Madeleine e Montmartre
No terceiro dia, conheça o Palais Garnier, também chamado de Ópera Garnier, e passeie observando a arquitetura interna deslumbrante e as pinturas. Pros amantes de literatura, esse lugar inspirou “O Fantasma da Ópera”, um dos maiores clássicos franceses.
Depois, siga pra Igreja de la Madeleine, que tem um dos altares mais bonitos de Paris e a arquitetura de templo clássico.
- Se você vai pra Cidade Luz, já anote tudo na nossa lista de o que fazer em Paris.
Da Madeleine, dá pra emendar com o bairro de Montmartre, aquele cantinho boêmio cheio de ladeiras e ruelas fotogênicas que ficou imortalizado no filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. É o tipo de lugar pra andar sem pressa.
Pela tarde, não deixe de subir até a Basílica do Sacré-Cœur, que fica no ponto mais alto de Paris. Prepare as pernas pra escadaria, mas a vista compensa cada degrau. A entrada da basílica é gratuita; a subida à cúpula é paga. Costuma funcionar todos os dias, das 6h30 às 22h30. A nossa dica é ficar pro pôr do sol lá de cima — é um dos programas mais memoráveis da cidade.

Dia 4 em Paris: Panthéon, Luxembourg, Marais e Pompidou
Pro quarto dia, comece a manhã visitando o clássico Panthéon, monumento que abriga os túmulos de figuras como Voltaire, Rousseau e Victor Hugo. Ele fica pertinho do Jardin du Luxembourg, com acesso pelo RER Luxembourg ou pelos metrôs Cardinal-Lemoine e Maubert-Mutualité.

Depois siga pro centro cultural Georges Pompidou, o museu de arte moderna com aquela arquitetura “ao avesso”, de tubulações e estruturas expostas. A vista do terraço é linda. Fica na Rue du Renard, com acesso pelo metrô Rambuteau (linha 11). De quebra, se sobrar fôlego, vale dar uma volta pelo charmoso bairro do Marais, entre o 3º e o 4º arrondissement, cheio de lojinhas, cafés e galerias, com a linda Place des Vosges.
Após o almoço, siga pro encantador Jardim de Luxembourg — um dos mais queridos dos parisienses, ótimo pra um piquenique e um descanso. E finalize o dia com um incrível passeio de barco pelo Rio Sena, que à noite, com os monumentos iluminados, fica ainda mais bonito.

Dia 5 em Paris: bate-volta ao Palácio de Versalhes
Neste penúltimo dia, não deixe de conhecer o Palácio de Versalhes, que fica a cerca de 30 km de Paris. A gente tem uma matéria exclusiva sobre como chegar a Versalhes saindo de Paris, vale conferir. Em resumo, dá pra ir de trem (RER C) até a estação Versailles Château Rive Gauche e completar com uma caminhada curtinha.
O palácio é luxuoso e guarda boa parte da história da monarquia absolutista francesa — foi residência da corte de 1682 até a Revolução Francesa, em 1789. Os jardins são um deslumbre à parte, com esculturas e vegetação riquíssima espalhados por 800 hectares.
A nossa dica é dedicar o dia inteiro a conhecer o palácio, já que a essa altura você terá visto a maior parte de Paris. Se der pra escolher, planeje ir de quarta a sexta — sábado, domingo e terça costumam ser bem mais cheios. Não falta restaurante, sorveteria e cantinho pra um lanche e um descanso por lá.

Dia 6 em Paris: Conciergerie, Sainte-Chapelle e Belleville
No último dia, visite a Conciergerie, que foi sede do poder real entre os séculos X e XIV e depois virou prisão — ficou famosa por ter abrigado Maria Antonieta antes da execução. Bem ao lado fica a Sainte-Chapelle, conhecida pelos vitrais impressionantes, que dá pra combinar no mesmo dia.
Depois, pare pra almoçar num pequeno restaurante às margens do Sena. E pra fechar, vale conhecer o bairro de Belleville: apesar de ser mais afastado do centro, é um lugar super interessante e animado, com muita arte de rua e galerias. Curta o fim de tarde num dos bares e cafés da região.

Como se locomover em Paris
O grande barato de Paris é que ela é uma cidade pra caminhar — esquece alugar carro aqui, porque o centro é compacto, tem ZTL, estacionamento caríssimo e um transporte público que dá conta de tudo. O metrô é extenso, rápido e relativamente simples. Quase todas as atrações têm estação pertinho: a Torre Eiffel fica perto da Bir-Hakeim (linha 6), o Louvre no Palais Royal (linhas 1 e 7) e o Pompidou no Rambuteau (linha 11).
Pra distâncias maiores, como Versalhes, Disneyland ou os aeroportos, o RER resolve. Os ônibus são mais lentos, mas ótimos pra ir vendo a cidade pela janela. Táxi oficial tem taxímetro, e apps funcionam em boa parte da cidade, mas ficam caros em horário de pico.
Uma dica importante: o sistema de transporte tem migrado pros cartões recarregáveis e pagamento por aproximação, então evite comprar bilhetes de papel em grande quantidade. E pague sempre — as fiscalizações são frequentes e a multa pra quem está sem bilhete válido é alta.
Melhor época pra ir a Paris
Paris é linda o ano todo, mas cada estação tem seu charme. A primavera (de abril a junho) traz clima agradável e jardins floridos — é uma das épocas mais procuradas. O verão (julho e agosto) tem dias longos e muito evento ao ar livre, mas pode fazer calor forte e a cidade fica lotada, principalmente em agosto, quando alguns comércios fecham pras férias.
O outono (setembro e outubro) é o nosso favorito pra quem gosta de caminhar: temperaturas amenas, folhagens bonitas e menos turista. Já o inverno (de novembro a fevereiro) é frio, com dias curtos, mas a cidade fica deslumbrante iluminada. Dezembro é caro e cheio por causa do Natal; janeiro e fevereiro costumam ter preços melhores.
Vale o lembrete: na alta temporada (de abril a outubro), reserve hospedagem e os principais ingressos com meses de antecedência. As atrações mais concorridas esgotam rápido.
Erros comuns de quem visita Paris
Pra você não cair nas mesmas armadilhas da maioria, anota esses deslizes que a gente vê o tempo todo:
- Querer ver tudo: emendar vários museus no mesmo dia só leva à exaustão. Seis dias pedem priorização e pausas em parques e cafés.
- Ignorar os dias de fechamento: o Louvre fecha às terças e o Musée d’Orsay às segundas. Esquecer isso bagunça o roteiro inteiro.
- Deixar ingresso pra última hora: Torre Eiffel, Louvre e Versalhes podem consumir horas de fila se você não comprar antecipado.
- Escolher hospedagem distante só pelo preço: economiza na diária e perde tempo e dinheiro no transporte.
- Esquecer a etiqueta: cumprimentar com “Bonjour” ao entrar em lojas e restaurantes melhora muito o atendimento. Parece bobo, mas faz diferença.
- Chegar em cima da hora no aeroporto: no voo de volta, chegue com cerca de 3 horas de antecedência por conta dos controles.
Curiosidades e programas gratuitos em Paris
Muita coisa boa em Paris é de graça: a esplanada da Torre Eiffel, o Jardim de Luxembourg, o Jardin des Tuileries, a Basílica do Sacré-Cœur, certas igrejas e o terraço panorâmico das Galeries Lafayette. Dá pra fazer uma viagem econômica e ainda assim cheia de momentos memoráveis.
Outra parada curiosa é o cemitério Père Lachaise, um dos mais famosos do mundo, com os túmulos de Jim Morrison, Oscar Wilde e Édith Piaf. E pra comer como local sem gastar muito, aposte nas boulangeries (croissant e pain au chocolat saem em torno de € 5 a € 10) e nas crêperies. Um piquenique montado num marché de rua com queijo, baguete e frutas também é um clássico parisiense.
Pra aproveitar bem todos esses passeios espalhados pela cidade, ficar bem localizado faz toda a diferença — menos tempo no metrô e mais tempo de Paris. Veja a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 6 dias em Paris
6 dias em Paris é suficiente?
Sim, 6 dias dão pra ver o essencial com calma, incluindo um bate-volta a Versalhes. Dá pra cobrir os clássicos (Torre Eiffel, Louvre, Sacré-Cœur), explorar bairros como Montmartre e Marais e ainda fazer pausas em parques sem aquele corre-corre que cansa.
Quanto custa em média uma viagem de 6 dias a Paris?
Depende muito do estilo. Hospedagem em hotel 3 estrelas bem localizado costuma ficar em torno de € 150 a € 250 a diária pra casal. Refeições variam de € 5 a € 10 em lanches a € 25 a € 40 em jantares de bistrô, e a maioria das atrações pagas custa entre € 12 e € 30 por adulto.
O Louvre abre todos os dias?
Não. O Louvre fecha às terças-feiras. É um detalhe importante pra organizar o roteiro, porque muita gente programa o museu pra esse dia e acaba ficando na mão.
Dá pra entrar na Catedral de Notre-Dame?
Depois do incêndio de 2019, a catedral passou por um longo processo de restauração e o acesso interno pode estar limitado. Vale consultar o status atualizado antes de ir. De qualquer forma, o exterior e a Île de la Cité continuam lindos pra fotos e caminhadas.
Vale a pena comprar o Paris Museum Pass?
Se o seu roteiro tem muitos museus e monumentos (Louvre, Orsay, Pompidou, Conciergerie, Sainte-Chapelle, Arco do Triunfo, Panthéon), os passes que incluem várias entradas podem compensar. A dica é somar o preço dos ingressos individuais do seu roteiro e comparar com o valor do passe.
Preciso de seguro viagem pra ir a Paris?
Sim. A França faz parte do Espaço Schengen, que exige seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros pra saúde. Além de obrigatório, é uma proteção essencial, porque atendimento médico fora do Brasil custa caríssimo.
Como ir de Paris a Versalhes?
O jeito mais prático é de trem, pelo RER C, descendo na estação Versailles Château Rive Gauche, seguido de uma caminhada curta. Reserve o dia inteiro pro passeio e, se possível, vá de quarta a sexta pra fugir das maiores filas.
Economize ao máximo na sua viagem a Paris
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para Paris, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Paris da forma mais barata e segura.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Paris, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular a viagem toda sem preocupação? Garanta um chip europeu ainda no Brasil clicando aqui. É fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Paris pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e o seguro é obrigatório pro Espaço Schengen. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Seis dias passam voando em Paris, mas com esse roteiro você cobre o essencial e ainda sobra tempo pra sentar num café e só observar a cidade passar — que, no fim das contas, é uma das melhores coisas pra se fazer por lá. Boa viagem!
