O que fazer em 5 dias em Mendoza?

Quer saber o que fazer em 5 dias em Mendoza sem correria e aproveitando o melhor de cada canto? A gente montou aqui um roteiro completo que mistura vinícolas em vales diferentes, um dia de alta montanha pertinho do Aconcágua, termas pra relaxar e a vida urbana da cidade. É o combo mais redondo pra quem tem cinco dias inteiros.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como Mendoza consegue ser duas coisas ao mesmo tempo: um oásis verde cheio de vinhedos e, logo ali, a Cordilheira dos Andes gigante no horizonte. Dá pra beber um Malbec no almoço e estar diante de montanhas nevadas no fim da tarde.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, com um passo a passo de hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Dia 1: vinícolas, o coração de Mendoza

A gente sempre gosta de começar acordando cedo pra render o dia, e em Mendoza não tem como abrir o roteiro de outro jeito que não seja pelas famosas vinícolas. É o que faz a fama da região e o que ninguém deixa de fora.

Em cada parada você conhece detalhes da produção do vinho, faz degustações e ainda compra garrafas com bom desconto direto na fonte. Uma dica de ouro: quase todas as bodegas exigem reserva prévia, normalmente por site, e-mail ou WhatsApp. Chegar sem agendar é o erro mais comum de brasileiro por lá, principalmente em época de vindima e feriados.

Outra coisa que a gente aprendeu na prática: não tente encaixar muitas bodegas no mesmo dia. O ideal é 3 a 4 vinícolas no máximo, senão vira maratona e você não aproveita degustação nenhuma direito. Vale separar um almoço harmonizado numa bodega pra fazer o dia render mais devagar.

Carro parado ao lado de uma mesinha de madeira com uma garrafa de vinho branco e duas taças de frente para uma vinícola.

As três regiões vinícolas principais são Maipú (a mais tradicional, com bodegas antigas e logística fácil, ótima pra fazer de bike), Luján de Cuyo (grandes nomes do Malbec, com estrutura turística excelente) e o Valle de Uco (mais distante, cerca de 1h30 de carro, mas com vistas espetaculares dos Andes e vinhos de altitude). Pra um almoço na bodega, a gente indica a Bodega La Azul, no Valle de Uco, que tem uma tradição de cultivo de mais de 70 anos. Confira nessas dicas de onde comprar vinhos em Mendoza as bodegas que mais valem a pena.

Como se locomover entre as vinícolas (a dica que poupa dor de cabeça)

Aqui mora a grande questão de quem vai fazer o circuito do vinho: as bodegas ficam espalhadas por vales diferentes, e as degustações são generosas. Dirigir depois de degustar não é uma boa ideia, nem por segurança, nem pela lei seca argentina. Por isso a logística faz toda a diferença pra você beber tranquilo e ainda ter liberdade de horário.

A melhor saída pra rodar entre os vales (e esticar até a alta montanha e as termas) é alugar um carro com antecedência, dividindo o motorista entre os companheiros de viagem ou combinando com tours nos dias de degustação mais intensa. Pra economizar de verdade, a gente sempre usa esse comparador de carros. Ele compara o preço de todas as principais locadoras de uma vez e costuma achar valores bem mais baratos do que indo direto no site de cada uma.

A grande vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e usa o cupom GRUPODICAS pra garantir desconto e pegar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que também é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino, então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Dia 2: a cidade de Mendoza e sua boa mesa

Pra esse segundo dia, comece conhecendo o icônico Parque General San Martín, um dos maiores parques urbanos da América Latina. O lugar era praticamente um deserto e hoje é um belo jardim botânico, cheio de plantas e árvores. Lá dentro ficam o Cerro de la Gloria, o Clube de Regatas e o Teatro Griego, onde acontecem atos da Fiesta de la Vendimia. Os mendocinos usam o parque diariamente pra caminhar, correr e pedalar, então é um ótimo lugar pra ver a vida local de verdade.

Depois, vale caminhar pelo Paseo Peatonal Sarmiento, a rua de pedestres com cafés e lojas, e pela Praça Independencia, no centro. Se quiser levar lembrancinhas gastronômicas (queijos, embutidos, azeitonas), passe no Mercado Central, mas anote uma coisa que pega muita gente de surpresa: o mercado e boa parte do comércio fecham pra sesta entre cerca de 13h e 17h. Quem programa compras no meio da tarde dá com a cara na porta.

Vista da fachada do bistrô María Antonieta

Na hora de comer, a gastronomia local é fortemente marcada por massas, pizzas e carnes (herança italiana e espanhola), sempre com vinho na mesa, o que agrada demais o paladar brasileiro. A gente indica o ótimo Bistrô María Antonieta, com decoração informal e mesas ao ar livre, perfeito pra passar horas conversando. Pra mais opções, dá uma olhada nas nossas dicas de onde comer em Mendoza. E à noite, o point é a Av. Aristides Villanueva, a avenida boêmia cheia de bares, pubs e restaurantes com happy hour.

Dia 3: alta montanha, Aconcágua e termas

No terceiro dia, que tal conhecer de perto a maior montanha das Américas? A excursão de alta montanha segue pela Ruta 7 até a região do Parque Provincial Aconcágua, normalmente até a Laguna de Horcones, passando por Potrerillos, Uspallata, a Ponte do Inca e vários mirantes. O Aconcágua, apelidado de Teto das Américas, é a estrela do passeio.

Vale saber: esse não é um passeio de escalada, e sim contemplativo, com pequenas caminhadas. A gente recomenda fazer com um tour guiado, porque o parque é imenso (são 70 mil hectares) e o guia te leva pros pontos mais bonitos explicando as formações rochosas e a história da região. Como é em altitude, leve casaco corta-vento, protetor solar e água, mesmo no verão: o sol é forte e o vento é frio.

Vista das piscinas naturais em Mendoza

Depois de tanta montanha, nada melhor que relaxar nas Termas de Cacheuta. As piscinas naturais ficam no meio das montanhas, com águas em torno de 42 graus, perfeitas pra apreciar a paisagem e descansar. O complexo faz parte do Hotel & Spa Termas de Cacheuta e tem opção de day-use com translado. Muitos roteiros combinam as termas com uma parada no Dique Potrerillos, uma represa de lago azulado com vista pra cordilheira, ótima pra fotos e pra um almoço com vista.

Dia 4: esqui (no inverno) ou mais um vale de vinhos

O quarto dia depende muito da época da sua viagem. Se você for no inverno (junho a agosto), dá pra se aventurar no esqui visitando as estações Los Penitentes ou Las Leñas. As duas têm ótima qualidade: Los Penitentes fica mais perto e tem ingresso mais barato, enquanto Las Leñas (mais distante) tem uma vista especial pra Cordilheira dos Andes.

Já se você for fora da temporada de neve, aproveite pra fechar o circuito do vinho com a região que ainda não conheceu, geralmente Luján de Cuyo ou o Valle de Uco, com seus vinhos de altitude e restaurantes de alta gastronomia. Depois do passeio, vale passar numa loja do Café Havanna pra provar o tradicional alfajor com um bom café.

Vista da estação de esqui em Mendoza. Nota-se pessoas praticando o esporte em meio à neve

Dia 5: história, parque e um jantar especial

Pra fechar a viagem, que tal mergulhar um pouco na história da cidade? A gente recomenda o Museu da Área Fundacional, que fica pertinho do centro e conta a história de Mendoza por meio de documentos, maquetes e obras de artistas locais. Vale lembrar que a cidade é um oásis artificial: aquele verde todo vem de um sistema de canais de irrigação alimentado pelo degelo dos Andes, que também sustenta os vinhedos.

Outra parada legal é o Museo Municipal de Arte Moderno, no centro, com pinturas, gravuras, esculturas e cerâmicas de artistas argentinos. Depois, dê um pulinho no Parque Central de Mendoza, uma área verde imensa com um enorme relógio de sol e um lago, que simboliza a importância da água numa região semiárida. Lá rolam atividades culturais e esportivas ao ar livre o tempo todo.

Vista interior do Museu Municipal de Arte Moderno em Mendoza

E pra encerrar com chave de ouro, nada melhor que um jantar memorável. A nossa sugestão é o 1884 Restaurante Francis Mallmann, do chef argentino mais famoso do país. O ambiente é clássico e sofisticado, com pratos típicos da região e fogo de chão, uma experiência e tanto pra fechar a viagem.

Se você quiser garantir esses passeios e muitos outros em Mendoza, vale conferir esse site que a gente usa em todas as viagens, que vende os principais tours de toda a Argentina, com cancelamento gratuito na maioria deles e tudo em português.

Quanto custa uma viagem de 5 dias a Mendoza

Os valores variam muito conforme câmbio, padrão de hospedagem e estilo de viagem, mas dá pra ter uma ordem de grandeza. Pacotes de passeios com transfers (sem hospedagem) costumam girar em torno de R$ 2.000 a R$ 2.500 por pessoa. Já um pacote completo de 5 dias com hotel de categoria intermediária e tours sai em torno de R$ 3.800 a R$ 4.500 por pessoa em quarto duplo, sem aéreo.

As degustações simples nas vinícolas costumam custar o equivalente a um bom restaurante numa capital brasileira, e as premium ou com almoço harmonizado saem mais caras. Vale sempre confirmar os valores direto com as bodegas e prestadores, porque os preços em pesos mudam bastante por causa da inflação e do câmbio. E leve dinheiro em espécie diversificado: muitos lugares preferem pagamento em pesos.

Seguro viagem pra Argentina: não vá sem

O atendimento médico no exterior pode sair caro, e um imprevisto sem cobertura vira pesadelo de orçamento. Por isso a gente nunca viaja sem seguro, ainda mais num destino com alta montanha e dias inteiros de passeio. Pra achar o melhor preço, a gente usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado e compara as principais seguradoras de uma vez. Vale a tranquilidade de saber que você está coberto contra qualquer imprevisto.

Pra um roteiro desse, com tanto deslocamento entre vales e a alta montanha, ficar bem localizado economiza horas de transporte e te deixa mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em 5 dias em Mendoza

5 dias em Mendoza é suficiente?

Sim, 5 dias é o tempo ideal pra fazer um roteiro completo sem correria. Dá pra combinar vinícolas em vales diferentes, um dia de alta montanha, termas e a vida urbana da cidade, intercalando dias mais etílicos com dias de natureza e descanso.

Qual a melhor época pra ir a Mendoza?

Depende do que você quer. Verão e vindima (fevereiro e março) trazem a colheita da uva e a Fiesta de la Vendimia. O outono (abril e maio) tem os vinhedos mudando de cor, lindos pra fotos. O inverno (junho a agosto) tem cordilheira nevada e esqui. A primavera (setembro a novembro) tem clima ameno e cidade tranquila.

Precisa alugar carro pra conhecer Mendoza?

O centro da cidade é compacto e dá pra explorar a pé, mas as vinícolas e os passeios de alta montanha ficam espalhados. Pra ter liberdade de horário, o carro ajuda muito. Só lembre que, nos dias de degustação intensa, vale combinar tours ou motorista particular pra poder beber tranquilo, já que a lei seca na Argentina é rigorosa.

Precisa reservar as vinícolas com antecedência?

Sim, quase todas exigem reserva prévia, geralmente por site, e-mail ou WhatsApp. Chegar sem agendar é o erro mais comum de turista, principalmente na época da vindima e em feriados. Reserve com dias de antecedência pra garantir vaga.

Quantas vinícolas dá pra visitar por dia?

O recomendado é de 3 a 4 vinícolas por dia, no máximo. Mais que isso vira maratona alcoólica e você acaba não aproveitando direito nem as visitas nem as degustações. Reserve um almoço harmonizado pra dar um respiro entre as paradas.

Mendoza é um destino caro?

Varia muito com o câmbio. As degustações simples costumam custar o equivalente a um bom restaurante numa capital brasileira, e os pacotes de 5 dias com hotel intermediário e tours giram em torno de R$ 3.800 a R$ 4.500 por pessoa sem aéreo. Leve dinheiro em espécie diversificado e confirme os preços direto com os prestadores.

Economize ao máximo na sua viagem a Mendoza:

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
  • Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
  • Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se você está pensando em alugar um, veja como alugar um carro na Argentina pelo menor preço possível.
  • Pesos: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para a viagem, com os prós e contras de cada opção. Existe uma forma que é muito mais barata!
  • Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui. É mais fácil e barato!
  • Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Mendoza pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
  • Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro, então é super importante fazer um seguro pra estar coberto contra imprevistos. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
  • Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!

Mendoza é daqueles destinos que conquistam pela combinação de vinho bom, montanha imponente e gente acolhedora. Quando a gente foi, saiu com a certeza de que cinco dias passam voando, mas dá pra montar um roteiro completo e equilibrado, sem ficar refém só das taças. Planeje bem, reserve as bodegas com antecedência e aproveite cada vale, que a viagem fica inesquecível.