Vista externa do Museu do Louvre

Três dias em Paris é tempo suficiente pra conhecer o essencial da Cidade Luz sem sair correndo, desde que você organize o roteiro por região e compre os ingressos das atrações concorridas com antecedência. Nessa matéria a gente montou um roteiro dia a dia pra você aproveitar ao máximo e ainda pagar mais barato em tudo.

Quando a gente foi pela primeira vez, o erro clássico que quase cometemos foi tentar encaixar tudo: Torre Eiffel, Louvre, Versalhes, Disneyland e mais um monte de coisa em três dias. Não dá. O segredo é focar no essencial, deixar os bate-voltas mais distantes pra outra viagem e respirar entre um passeio e outro.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Paris a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Primeiro dia: eixo clássico e Torre Eiffel

No seu primeiro dia em Paris, comece cedo pela Torre Eiffel. Dá pra tirar muitas fotos, passear pelos Jardins do Trocadéro (que ficam logo abaixo) e, se quiser, pagar pra subir e ver o Champ de Mars lá do alto. A vista clássica pra foto é da Esplanade du Trocadéro e da Pont de Bir-Hakeim.

Vista da Torre Eiffel com fontes à sua frente no verão

A torre costuma abrir por volta das 9h e fica aberta até cerca das 23h, variando conforme a estação (vale conferir o horário oficial perto da viagem). Subir até o 2º andar fica em torno de €20 a €30 por adulto; até o topo, de €30 a €40. Reserve umas 2 a 3 horas pra essa visita.

Depois, atravesse o Rio Sena em direção ao Arco do Triunfo, um dos monumentos mais famosos da cidade, com 128 batalhas gravadas nas paredes. Dá pra subir os cerca de 300 degraus pra uma vista incrível da avenida — o ingresso costuma sair por volta de €13 a €20. Dali começa a Champs-Élysées, a avenida de lojas de grife, cafés e restaurantes que liga o arco até a Place de la Concorde.

De lá, dá pra fazer um lanche rápido numa das padarias de rua (um café com croissant numa boulangerie sai por uns €4 a €8) e caminhar em direção ao jardim do Louvre, que é lindo. E aí reserve toda a tarde pra conhecer o maior museu de arte do mundo, com a Mona Lisa e a Vênus de Milo entre as obras mais procuradas.

Como comprar os ingressos de Paris pagando mais barato

Antes de seguir o roteiro, deixa eu te dar a dica mais importante pra economizar de verdade em Paris: comprar os ingressos pela internet, com antecedência. Em atrações concorridas como Torre Eiffel, Louvre e Versalhes, comprar na hora pode significar perder metade do dia na fila — quando o ingresso do dia não está esgotado.

Tem outro detalhe que pega muita gente: se você compra no site oficial da atração, a cobrança é na moeda do país, então você paga IOF e não consegue parcelar. Por isso a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios de Paris, e já costuma ser um dos lugares mais baratos.

A grande vantagem é que você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar. Além disso:

  • Free tours: ele oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
  • Transfer: lá você também encontra o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe o destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Muito mais fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h, em português, se precisar.

Pra subir ao Arco do Triunfo e pra excursão ao Palácio de Versalhes, por exemplo, vale garantir tudo por lá com antecedência.

Interior do Museu do Louvre em Paris

Voltando ao Louvre: o museu é enorme e dificilmente você vai conseguir ver tudo, então pega um mapa na entrada e já marca as áreas que mais te interessam. O ingresso costuma ficar em torno de €17 a €25, e reservar de 3 a 4 horas dá pra ver um bom resumo dos destaques. Fica atento que ele costuma fechar um dia na semana — em geral, na terça.

Depois de sair do Louvre, já à noite, cruze a Pont des Arts, a ponte famosa pelos cadeados deixados por casais apaixonados. Dali dá pra chegar à Catedral de Notre-Dame, na Île de la Cité. Vale lembrar que, depois do incêndio de 2019, a catedral passou um bom tempo fechada à visitação interna — confira a situação da reabertura antes de ir. Mesmo assim, o entorno e a ilha continuam ótimos pra caminhar. Pra fechar a noite em grande estilo, jante num bistrô parisiense (um prato principal sai por uns €18 a €25).

Segundo dia: Palácio de Versalhes

Como no primeiro dia você já viu boa parte dos cartões-postais do centro, nossa dica é reservar o segundo dia pro encantador Palácio de Versalhes. Já adianto: pra esse passeio, garanta os ingressos com antecedência pra fugir do estresse das filas, que são enormes.

Esse castelo real é considerado um dos maiores do mundo. Ele não fica na capital francesa, e sim na cidade vizinha de Versalhes — mas é pertinho: cerca de 41 km, com cerca de 1 hora de trajeto. A forma mais prática e barata de chegar costuma ser o RER, o trem que sai do centro de Paris direto pra lá.

Vista externa do Palácio de Versalhes em Paris

O Palácio de Versalhes simboliza a Monarquia Absolutista na França, que teve como figura principal o rei Luís XIV. A construção é riquíssima em detalhes e cheia de salões majestosos pra visitar — e o que mais impressiona é a Galeria dos Espelhos.

E não esquece de conhecer também o jardim do palácio, um dos maiores do mundo e um encanto à parte. Reserve o dia inteiro: entre o trajeto, o palácio e os jardins, o tempo voa. A gente errou tentando ver Versalhes de manhã e voltar pra outro passeio à tarde — não deu, ficou tudo corrido.

Vista do Jardim de Versalhes
  • Se você vai pra Cidade Luz, anota tudo o que há pra fazer na capital francesa com a nossa lista de o que fazer em Paris.

Terceiro dia: Montmartre, Sacré-Cœur e compras

No último dia, pra fechar com chave de ouro, comece subindo até a Basílica do Sacré-Cœur, no topo da colina de Montmartre, na Rue du Chevalier de la Barre. A basílica costuma abrir das 6h às 22h30, e a entrada na igreja é gratuita (a cúpula e a cripta saem por uns €7 a €10 à parte).

Esteja pronto pra encarar a grande escadaria, mas o esforço vale muito a pena: a vista de Paris lá de cima é uma das mais bonitas da cidade. Vai num fim de tarde, que a luz fica especial e dá pra ver o pôr do sol sobre os telhados parisienses. Leva a câmera.

Aproveite pra explorar Montmartre, o bairro boêmio com artistas de rua na Place du Tertre, o Café des Deux Moulins (que ficou famoso no filme Amélie Poulain) e o Le Mur des Je T’aime, o muro com a frase “eu te amo” escrita em dezenas de línguas, inclusive português. Logo na mesma região fica o Moulin Rouge — boa parada pra almoçar ou lanchar nos vários cafés e restaurantes ali em volta.

  • Gosta de fazer compras? Aproveite que a cidade tem lojas incríveis e leia já nossa matéria de dicas de compras em Paris!
Vista externa do Moulin Rouge em Paris durante a noite

Pra finalizar o dia, nada melhor do que dar uma volta pelas Galeries Lafayette, com acesso fácil por várias linhas de metrô. O prédio é lindo e tem opções incríveis pra compras (embora não seja barato). Tem uma coisa que pouca gente sabe: o terraço das Galeries Lafayette é um mirante gratuito com uma vista linda da cidade, ótima alternativa pra fotografar Paris sem pagar nada.

Como se locomover em Paris

O metrô é o melhor jeito de circular por Paris, com estações pertinho de quase todos os pontos turísticos. O ticket unitário sai em torno de €2 a €3, e pra três dias pode valer a pena um carnê de 10 tickets ou um passe diário, dependendo de quantos deslocamentos você fizer.

Do aeroporto até o centro, o trem RER B e os ônibus especiais costumam custar entre €11 e €15, enquanto o táxi a partir de Charles de Gaulle fica em torno de €55 a €70, dependendo do trânsito. Por isso o transfer reservado com antecedência costuma compensar bastante.

Uma opção bem divertida é o Batobus, um “ônibus hidroviário” pelo Sena com passe de 24h que funciona como transporte entre os principais pontos ao longo do rio. E falando no rio, vale muito encaixar um cruzeiro pelo Sena no fim do dia, pra ver Paris iluminada — o passeio simples sai por uns €15 a €25.

Melhor época para visitar Paris

Paris é linda o ano todo, mas cada estação tem seu charme:

  • Primavera (abril a junho): temperaturas agradáveis, dias mais longos e jardins floridos como os Tuileries e o Luxemburgo. Maio e junho têm alta procura, então reserve com antecedência.
  • Outono (setembro a outubro): clima ameno, cores de outono deixam a cidade super fotogênica e tem menos gente que no verão.
  • Verão (julho e agosto): dias bem longos e muitos eventos, mas mais calor, filas maiores e preços mais altos.
  • Inverno (dezembro a fevereiro): menos lotado e mais barato (fora Natal e Ano-Novo), com mercados de Natal encantadores. No frio, vale intensificar museus e cafés aconchegantes.

Erros comuns que você não deve cometer

Pra fechar, alguns deslizes que a gente vê muito brasileiro cometer em Paris:

  • Não comprar ingressos antecipados: Torre Eiffel, Louvre e shows como o Moulin Rouge têm filas longas; comprar na hora pode custar metade do seu dia.
  • Tentar “ver tudo” em 3 dias: encaixar Versalhes, Disneyland e todas as grandes atrações vira correria. Foca no essencial.
  • Subestimar as distâncias: Paris parece pequena no mapa, mas algumas caminhadas são longas e cansativas. Use o metrô a seu favor.
  • Cuidado com golpes: em Montmartre é comum o golpe da “pulseirinha” (colocam uma pulseira no seu pulso e depois exigem dinheiro). Fique de olho com carteiristas no metrô e em pontos cheios.
  • Não saber umas palavras em francês: começar a conversa com um “bonjour”, “s’il vous plaît” e “merci” abre portas e melhora muito o atendimento.
  • Não checar o fechamento das atrações: o Louvre, por exemplo, costuma fechar às terças.

E lembra do espetáculo gratuito: a cada hora cheia, à noite, a Torre Eiffel pisca com milhares de luzes por alguns minutos. Vale encaixar isso no roteiro.

Pra três dias intensos desse jeito, ficar bem localizado no centro economiza horas de transporte e te deixa com mais tempo pra aproveitar os passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Paris:

Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Paris

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre 3 dias em Paris

3 dias em Paris é suficiente?

Sim, é tempo suficiente pra conhecer o essencial: Torre Eiffel, Louvre, Versalhes, Montmartre e os bairros clássicos. O segredo é organizar o roteiro por região e não tentar encaixar bate-voltas distantes demais.

Vale a pena ir a Versalhes em uma viagem de 3 dias?

Vale muito, e é um dos passeios mais marcantes. Reserve um dia inteiro, vá de RER e compre os ingressos com antecedência, porque as filas são enormes.

Quanto custa subir na Torre Eiffel?

Subir até o 2º andar fica em torno de €20 a €30 por adulto; até o topo, de €30 a €40. Comprar online com horário marcado evita filas gigantes.

Preciso comprar ingressos com antecedência?

Pra Torre Eiffel, Louvre, Versalhes e shows como o Moulin Rouge, sim. Além de garantir o acesso na data desejada, comprar online costuma sair mais barato e evita perder tempo na fila.

Como ir do aeroporto até o centro de Paris?

O trem RER B e os ônibus especiais custam entre €11 e €15, e são as opções mais econômicas. O táxi a partir de Charles de Gaulle fica em torno de €55 a €70. Um transfer reservado com antecedência costuma compensar pela praticidade e segurança.

Qual a melhor época para visitar Paris?

Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro) costumam ser as melhores, com clima ameno e menos gente que no verão. O inverno é mais barato e tem os mercados de Natal, mas é frio.

Dá pra conhecer Paris a pé?

Em parte sim, principalmente dentro de cada bairro. Mas as distâncias entre regiões são longas, então o ideal é combinar caminhadas com o metrô, que é eficiente e tem estações perto de quase tudo.

Economize ao máximo na sua viagem a Paris:

Três dias passam voando em Paris, mas com esse roteiro dá pra sair com a sensação de ter aproveitado de verdade. A gente sempre volta com vontade de ficar mais — então já vai planejando a próxima. Boa viagem!