
Dois dias em Paris parecem pouco — e são — mas dá pra conhecer o essencial da Cidade Luz sem correria desesperada, desde que você organize o roteiro de forma geográfica, agrupando atrações próximas no mesmo dia. É exatamente isso que a gente vai te mostrar aqui.
Quando a gente foi pela primeira vez, o erro clássico aconteceu: tentamos encaixar Versailles, Disney e mil museus em 48h e chegamos exaustos na metade do primeiro dia. A lição ficou: em 2 dias, foca no que realmente importa e aproveita Paris no ritmo dela, com tempo pra sentar num café e ver a cidade passar.
Você pode adaptar todas as dicas de acordo com o que você quer fazer em Paris. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Paris a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos. Bora pro roteiro.
Primeiro dia: os clássicos absolutos de Paris
A primeira dica pro primeiro dos seus 2 dias em Paris é acordar bem cedo pra aproveitar tudo ao máximo. E nada melhor do que começar pela Torre Eiffel, o cartão-postal máximo da cidade.

A torre fica no Champ de Mars (5 Avenue Anatole France) e costuma abrir das 9h30 às 23h45 (no verão estende até quase 0h45). A subida até o segundo andar fica em torno de €20 a €25, e até o topo sobe pra algo entre €30 e €40, variando se você vai de elevador ou escada.
Uma dica de ouro pra foto: salta do metrô na estação Trocadéro e vai descendo a pé. Dali você tem a vista panorâmica mais bonita da torre, de frente, com os Campos de Marte logo atrás. A gente sempre faz esse caminho e o resultado nas fotos é outro nível.
Importante: compre o ingresso com horário marcado e antecedência. Chegar sem reserva na Torre Eiffel pode significar fila virando a esquina ou até indisponibilidade no dia. E olha, no 14 de julho (Dia da Bastilha) o acesso à torre costuma ficar restrito por causa das comemorações — se sua viagem cair nessa data, já programe outra coisa pra esse dia.
Pra garantir ingresso na Torre Eiffel, no Louvre e nos passeios sem pagar IOF e ainda podendo parcelar, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios de Paris, já costuma ser dos mais baratos e o pagamento é em reais (sem IOF e parcelando). Outras vantagens que fazem diferença:
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo, ótimo pra um roteiro apertado que pode mudar com o tempo.
- Transfer aeroporto-hotel: às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evita golpe de taxista) e o motorista te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
- Free tours: tem tours a pé gratuitos, em que você só paga a gorjeta do guia no final — ótimo jeito de entender a cidade no dia 1.
- Atendimento 24h em português: qualquer perrengue, tem suporte na nossa língua.
Com o ingresso garantido e as fotos da torre na mão, caminhe à beira do Rio Sena no sentido do famoso Arco do Triunfo, na Praça Charles de Gaulle. Subir ao terraço fica em torno de €15 a €20, e a vista de lá pra Torre Eiffel e pra avenida vale a subida.

Do Arco do Triunfo, desça a pé pela Avenida Champs-Élysées, cheia de lojas, cafés e cinemas, até chegar na Place de la Concorde. É uma das caminhadas mais icônicas da cidade e dá pra fazer tranquilamente, parando onde der vontade.
Seguindo em frente, você atravessa o Jardim das Tuileries (entrada gratuita) e chega no icônico Museu do Louvre, na Rue de Rivoli — o maior museu de arte do mundo, casa da Mona Lisa e da Vênus de Milo. O ingresso adulto fica em torno de €17 a €25, ele costuma abrir das 9h às 18h (com noites estendidas até cerca de 21h em alguns dias) e fecha às terças — anota isso, porque errar o dia de fechamento estraga o roteiro.
Com tempo apertado, a gente recomenda decidir com sinceridade: se quiser entrar, faz um circuito curto (Mona Lisa, pintores italianos, antiguidades egípcias) em vez de tentar ver tudo em 3h. Se não quiser “gastar” essas horas, dá pra curtir só a praça e a pirâmide de vidro por fora, que já valem a parada.
Logo ao lado do Louvre dá pra atravessar o Sena rumo à Île de la Cité e ver a histórica Catedral de Notre-Dame (6 parvis Notre Dame). Depois do incêndio de 2019, boa parte ficou em restauração — então o foco do visitante é o entorno: a praça, as margens do Sena e a vista da ilha, que continuam lindas. Ali pertinho fica a Sainte-Chapelle, famosa pelos vitrais gigantes (ingresso em torno de €12 a €15), que vale a parada se sobrar tempo.
Pra fechar o primeiro dia em grande estilo, vale um cruzeiro de 1 hora pelo Sena, saindo perto da Torre Eiffel ou da Notre-Dame. O passeio simples fica em torno de €15 a €25, e ao anoitecer, com os monumentos iluminados, fica deslumbrante. Se quiser algo mais especial, há cruzeiros com jantar (€60 a €120 por pessoa).
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Segundo dia em Paris: histórica e boêmia
Como no primeiro dia você já conheceu boa parte dos pontos clássicos, o segundo dos seus 2 dias em Paris pode ter um clima mais de museu, jardim e bairros charmosos.
Reserve a manhã pra um grande museu. As melhores opções pra quem tem pouco tempo são o Museu d’Orsay, na Rue de Lille, com a principal coleção de impressionistas do mundo (Monet, Renoir, Van Gogh), ou a Orangerie, no Jardim das Tuileries, famosa pelas Ninféias de Monet. O d’Orsay costuma abrir de terça a domingo, das 9h30 às 18h (quinta até 21h45), e fecha às segundas; o ingresso fica em torno de €16 a €20. Já a Orangerie abre por volta das 9h às 18h e fecha às terças.
Depois do museu, vale explorar a pé o Quartier Latin, bairro universitário cheio de livrarias, bares e ruas estreitas, com o Panthéon (que guarda túmulos de Voltaire e Victor Hugo) e o entorno da Sorbonne. As ruas ao redor da Rue Mouffetard são ótimas pra almoçar bem e barato, longe das armadilhas turísticas.
Outra opção pra tarde é o lado boêmio de Saint-Germain-des-Prés, com os cafés históricos Café de Flore e Les Deux Magots — ali vale mais pela experiência do que pelo custo-benefício. E o Jardim de Luxemburgo (entrada gratuita), pertinho dali, é um dos parques mais bonitos da cidade pra dar uma descansada entre uma caminhada e outra.

No fim da tarde, suba até Montmartre, o bairro boêmio dos artistas (a Place du Tertre é cheia deles), e termine o dia na Basílica de Sacré-Cœur, na rue du Chevalier de la Barre. A entrada na basílica é gratuita (a subida à cúpula sai por uns €8 a €10), e ela abre das 6h30 às 22h30. A escadaria em frente é um dos melhores lugares gratuitos pra ver o pôr do sol sobre Paris — a gente sentou ali numa tarde e foi um dos momentos mais bonitos da viagem.
Pra fechar a noite no clima parisiense, dá pra jantar num bistrô do próprio Montmartre ou considerar um show no Moulin Rouge, outro cartão-postal da cidade.
Como se locomover em Paris em 2 dias
O metrô e o RER são a melhor forma de circular: a rede é enorme e cobre tudo. O bilhete unitário fica na faixa de €2 a €3, e existem passes diários (como Navigo Easy ou Mobilis) que compensam se você for usar bastante transporte no mesmo dia.
As estações-chave do roteiro são: Torre Eiffel em Bir-Hakeim (linha 6) ou Trocadéro (6/9); Notre-Dame e Île de la Cité em Cité (linha 4) ou Saint-Michel; Louvre em Palais Royal–Musée du Louvre (linha 1/7); e Montmartre em Abbesses (linha 12) ou Anvers (linha 2) com funicular.
Boa parte do roteiro também é caminhável: o trecho Louvre–Tuileries–Concorde–Champs-Élysées–Arco do Triunfo dá pra fazer todo a pé, assim como Île de la Cité–Quartier Latin–Luxemburgo. Por isso, ande sempre com a região agrupada — subestimar distância é um erro clássico que cansa e queima tempo.
Uma dica de quem já levou susto: cuidado com batedores de carteira nas áreas turísticas e no metrô. Mantenha carteira e celular bem guardados e não deixe mochila aberta.
Quanto custa comer em Paris
Dá pra comer bem em vários orçamentos. Crepes de rua, sanduíches e fast-food ficam em torno de €8 a €15. O menu do dia num bistrô simples sai por volta de €15 a €25 por pessoa (sem bebida), e um jantar em bistrô charmoso no Marais ou em Saint-Germain fica entre €30 e €50.
Uma boa pedida econômica são os bouillons, as brasseries tradicionais com comida francesa simples e barata (pratos em torno de €10 a €15) — o Bouillon Chartier, perto dos Grands Boulevards, é um clássico. Não aceitam reserva e costuma ter fila no jantar, então chega cedo.
E a regra que mais melhora a experiência: evite os restaurantes “pega turista” colados na Torre Eiffel e na Champs-Élysées. Caminhar duas ou três ruas pra dentro já te leva a lugares mais autênticos e mais baratos.
Quando ir a Paris
Pra um roteiro de 2 dias, a primavera (abril a junho) é uma das melhores épocas: clima ameno, jardins floridos e dias mais longos pra encaixar mais atrações. O outono (setembro a outubro) também é ótimo, com temperaturas agradáveis e os parques em tons amarelados, rendendo fotos lindas.
O verão (julho e agosto) tem dias bem longos e pôr do sol tarde, ideal pra 2 dias intensos, mas é alta temporada: atrações cheias, preços mais altos e necessidade de reservar tudo com bastante antecedência. Já o inverno (novembro a fevereiro) é frio e com dias curtos, mas tem menos filas e é ótimo pra museus e cafés — só que o roteiro fica mais “indoor”.
Dicas pra economizar e não errar em Paris
Algumas vistas mais bonitas da cidade são gratuitas: a escadaria do Sacré-Cœur, os jardins do Trocadéro (de frente pra Torre Eiffel) e as margens do Sena perto da Pont Neuf. O terraço das Galeries Lafayette também tem uma vista linda e é de graça.
Outra dica financeira: entre novembro e março, alguns monumentos como o Arco do Triunfo costumam ter entrada gratuita no primeiro domingo do mês. Se sua viagem encaixar nessa data, é economia certa.
O Paris Museum Pass pode valer a pena se você for encaixar vários museus em 2 dias (inclui Arco do Triunfo, d’Orsay, Rodin, Panthéon, Invalides), mas pra um roteiro bem “correria” pode ficar apertado de aproveitar — faz a conta antes de comprar.
O seguro viagem é parte importante do planejamento de qualquer ida à Europa. Pra entrar no espaço Schengen, o seguro é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. Pra contratar o melhor e mais barato, a gente usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo e te protege de gastos altíssimos com atendimento médico fora do Brasil.
Pra ficar conectado o tempo todo, sem depender de wi-fi de café e sem pagar fortuna em roaming, vale garantir esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil. É fácil de ativar e te salva pra usar mapa, traduzir cardápio e chamar transporte logo que pisa em Paris.
Em 2 dias, ficar bem localizado faz toda a diferença: você economiza horas no transporte e ganha mais tempo nos passeios. Olha a melhor região pra se hospedar em Paris:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 2 dias em Paris
Dá pra conhecer Paris em 2 dias?
Dá pra conhecer o essencial: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Louvre (por dentro ou por fora), Île de la Cité, um museu como o d’Orsay e Montmartre com o Sacré-Cœur. O segredo é agrupar atrações próximas no mesmo dia e não tentar fazer tudo.
Preciso comprar ingressos com antecedência?
Sim, principalmente pra Torre Eiffel e Louvre. Chegar sem reserva pode significar filas enormes ou indisponibilidade no dia. Comprar antes pela internet costuma ser mais barato e ainda economiza um tempo precioso de fila.
Quais museus fecham em qual dia em Paris?
O Louvre e a Orangerie fecham às terças, e o Museu d’Orsay fecha às segundas. Com só 2 dias, errar essa conta faz você perder a visita, então planeje o roteiro de acordo com esses dias.
A Notre-Dame está aberta pra visitação?
Depois do incêndio de 2019, a catedral passou por um longo processo de restauração. O foco do visitante fica no entorno: a praça, as margens do Sena e a vista da Île de la Cité, que continuam valendo a parada.
Vale a pena fazer o cruzeiro pelo Sena?
Vale muito, principalmente em 2 dias. O passeio de 1 hora fica em torno de €15 a €25 e mostra os principais monumentos. Ao anoitecer, com tudo iluminado, é uma das experiências mais bonitas de Paris.
Qual a melhor época pra ir a Paris?
Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro) são as melhores: clima agradável e menos extremos. O verão tem dias longos mas é mais cheio e caro, e o inverno tem menos filas, mas dias curtos e frios.
Como é melhor se locomover em Paris?
O metrô e o RER são a forma mais eficiente, com bilhete unitário entre €2 e €3 e passes diários que compensam quem usa bastante. Muitos trechos do roteiro também são caminháveis, agrupando atrações próximas.
Economize ao máximo na sua viagem a Paris:
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Lê nossa matéria de como viajar barato para Paris, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Paris da forma mais barata e segura.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Paris, com os prós e contras de cada opção. Existe uma forma que é muito mais barata!
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garante um chip europeu, ainda no Brasil, clicando aqui. É fácil e barato!
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Paris pra saber qual a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo, e o seguro é obrigatório pra entrar na Europa. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
Paris em 2 dias é correria, mas é totalmente possível sair de lá com a sensação de ter conhecido o melhor da cidade. Organiza o roteiro por região, garante os ingressos antes e reserva um tempinho pra simplesmente sentar num café e ver a vida parisiense passar — pra gente, é isso que faz a viagem valer a pena.
