Altstadt, Zurique, Suíça

Zurique tem fama de ser uma das cidades mais caras da Europa — e é mesmo. Só que tem um segredo que muita gente não percebe: a maior parte das atrações boas de Zurique é totalmente de graça. Vista panorâmica, banho de rio, museu de arte com obras de Monet e Picasso, jardim botânico, bike emprestada pela cidade… tudo isso sem gastar um franco.

Quando a gente foi pela primeira vez, ficou impressionado com a quantidade de coisa legal pra fazer sem pagar entrada. Dá pra encher um dia inteiro com lago, parque, mirante e museu e o gasto fica só na comida (que dá pra resolver com piquenique de supermercado, sinal verde dos suíços).

Nesse post a gente reuniu tudo o que vale a pena fazer de graça em Zurique, com dicas práticas de quando ir, o que esperar e como evitar os erros que a maioria dos brasileiros comete por aí. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Zurique a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Parque Lindenhof: o melhor mirante grátis de Zurique

Se a gente tivesse que escolher uma única atração gratuita pra recomendar, seria o Lindenhof. É uma colina histórica bem no coração da Cidade Antiga, com uma das vistas mais bonitas da cidade — você vê o rio Limmat, os telhados da Altstadt, a torre da Grossmünster e parte da Bahnhofstrasse.

É um parque tranquilo, com moradores jogando xadrez gigante no chão e gente sentada na grama tomando sol. Tem vestígios romanos por ali (a colina foi uma fortificação medieval), mas hoje é puro descanso. A dica é ir no fim de tarde, quando a luz fica dourada e as fotos saem incríveis.

Lago de Zurique: passeio à beira d’água e pôr do sol

O Lago de Zurique (Zürichsee) é o coração da vida ao ar livre da cidade. Caminhar pelo calçadão, pedalar, tomar sol, fazer piquenique e ver o pôr do sol com os Alpes ao fundo em dias claros: tudo de graça.

Os melhores trechos pra começar são a região da Bürkliplatz e Bellevue, pertinho da Cidade Antiga. Quem quer caminhar mais pode seguir em direção ao Zürichhorn, um parque à beira do lago com gramado, esculturas e espaço pra piquenique.

Lago de Zurique, Suíça

De fim de maio a setembro dá pra nadar; no outono fica lindo pra fotos. Uma dica que aprende rapidinho observando os locais: a galera leva comida de supermercado e faz piquenique na grama. Restaurante à beira do lago custa caro; supermercado resolve por uma fração do preço e ainda vira programa.

Banhar no rio Limmat (as famosas “badis” gratuitas)

Essa é uma das coisas que mais surpreende quem chega: nadar no rio que corta a cidade. Os suíços levam isso a sério e várias áreas são totalmente gratuitas, com plataformas de madeira, escadinhas pra entrar na água e clima de praia urbana.

Duas “badis” gratuitas que valem o passeio:

  • Oberer Letten: área mais jovem, descolada, com plataforma comprida ao longo do rio. No verão fica cheia de gente bronzeando.
  • Werdinsel: uma ilha com áreas verdes e pontos de banho — mais tranquila e familiar.

A temporada vai de meados de maio a início de setembro, dependendo da temperatura da água. Importante: a correnteza pode ser forte, então é pra quem nada bem mesmo, e sempre respeitando as placas. E uma dica que ninguém conta: leve a roupa de banho na mala mesmo em viagem curta. A gente já viu muito brasileiro perder a experiência por não ter levado.

Kunsthaus Zürich: museu de graça toda quarta-feira

O Kunsthaus é o maior museu de arte da Suíça, com obras de Monet, Picasso, Matisse, Van Gogh, Magritte e Giacometti. O ingresso normal não é dos mais baratos, mas tem um detalhe que muda tudo: toda quarta-feira a entrada é gratuita, em geral das 10h às 20h.

Se você consegue ajustar o roteiro pra incluir uma quarta em Zurique, encaixa o Kunsthaus de tarde e ainda combina com um passeio pela Cidade Antiga ali do lado. É o melhor programa de cultura sem gastar na cidade.

Murais de Giacometti no hall da polícia

Essa é uma das experiências artísticas mais singulares de Zurique — e poucos turistas conhecem. Dentro do Amtshaus I, o prédio da polícia perto da Estação Central (Bahnhofquai 3), tem um hall todinho decorado com afrescos coloridos de Augusto Giacometti. Sim, você entra de boa, sem pagar nada, e vê uma obra-prima dentro de uma sede da polícia.

Muita gente passa em frente sem fazer ideia de que pode entrar. Vale o desvio de 10 minutos no caminho entre a estação e a Altstadt.

Altstadt: a Cidade Antiga inteira é gratuita

A Altstadt de Zurique é toda caminhável e visitar ela é 100% de graça. Vale reservar uma manhã ou tarde pra perambular pelas ruelas medievais, praças e pontes sem pressa.

O que entra no roteiro grátis:

  • Grossmünster: pode entrar na nave principal sem pagar (subir na torre é cobrado).
  • Fraumünster: a parte externa e a praça já valem a foto. Os vitrais de Chagall por dentro são pagos, mas o conjunto arquitetônico se aprecia de fora.
  • Predigerkirche e outras igrejas históricas com entrada por doação opcional.
  • Münsterbrücke: a ponte que liga as duas margens, entre Grossmünster e Fraumünster.
  • Mühlesteg: a ponte dos cadeados de amor, com vista bem bonita do Limmat.

Altstadt, Zurique, Suíça

Bahnhofstrasse: a rua de compras mais cara do mundo (de graça pra olhar)

A Bahnhofstrasse é citada como uma das ruas comerciais mais caras do mundo. Comprar ali é programa pra quem tem muita grana, mas passear, olhar vitrine e ver as luzes de Natal no fim do ano é totalmente grátis.

Vale por curiosidade: vitrines de relojoarias e joalherias suíças centenárias, prédios históricos de bancos, lojas de departamento elegantes. É um passeio rápido (uns 1,5 km de extensão) que cabe entre outras atrações.

Uetliberg: a “montanha de Zurique” e o melhor pôr do sol

O Uetliberg é o ponto mais alto perto de Zurique, com vista panorâmica pra cidade, o lago e, em dias claros, a cadeia dos Alpes ao longe. O que é grátis ali: as trilhas, os mirantes e o tempo no topo.

O que costuma custar é o transporte de trem/bonde até o topo. Algumas opções pra economizar:

  • Quem tem Zurich Card ou certos passes de transporte paga menos ou nada extra.
  • Dá pra subir parte do caminho a pé a partir de bairros mais altos da cidade — é uma trilha leve a moderada.

Fim de tarde no Uetliberg, com a cidade se acendendo lá embaixo, é uma das memórias que a gente leva de Zurique.

Aluguel de bikes grátis: o programa “Züri rollt”

Essa daqui é genial e quase nenhum turista brasileiro conhece. A cidade tem um programa chamado Züri rollt em que você pega uma bicicleta emprestada sem custo de aluguel — só deixa um depósito em torno de 20 francos que é devolvido quando você devolve a bike.

O posto principal fica na Bike Station da Estação Central (Zürich HB), na região da Europaplatz, e funciona diariamente em torno de 8h às 21h30. Com a bike na mão dá pra fazer um “Zurique em um dia” passando por lago, Lindenhof, Altstadt, Zürich West e jardim botânico sem gastar nada com transporte. É o melhor truque pra economizar muito num só dia.

Jardim Botânico da Universidade de Zurique

O Jardim Botânico pertence à Universidade de Zurique e a entrada é gratuita. Tem cerca de 9 mil espécies de plantas, estufas e áreas ao ar livre que dá pra visitar tanto no inverno quanto no verão.

É um lugar perfeito pra quem quer relaxar, fugir um pouco da agitação do centro e fazer um piquenique no gramado. Vai bem com famílias, fotógrafos e quem só quer respirar verde. As estufas com plantas tropicais são um respiro extra nos dias frios.

Jardim Botânico de Zurique, Zurique, Suíça

Sukkulenten-Sammlung: a coleção de suculentas (também grátis)

Pouca gente conhece, mas Zurique tem uma das maiores coleções de suculentas do mundo. Fica na região do Mythenquai, perto do lago, e a entrada é grátis. São estufas e estufas de cactos e plantas de regiões áridas, organizadas direitinho.

Dá pra combinar com um banho ou caminhada pela margem do lago no mesmo passeio. É uma experiência curta (1h resolve) mas vale a parada — principalmente se você curte fotografia.

Museu Focus Terra (com simulador de terremoto)

O focusTerra é o centro de ciências da Terra da ETH Zürich, a famosa universidade técnica suíça. Entrada gratuita. Tem exposições sobre geologia, planeta e — o destaque mais legal — um simulador de terremoto, em que você sobe numa plataforma e sente diferentes intensidades de tremor.

Programa excelente pra famílias com crianças e pra quem curte ciência. Pequeno o suficiente pra resolver numa hora, gratuito e bem central.

Museu Focus Terra, Zurique, Suíça

Zurich West: arte urbana, contêineres coloridos e cara nova da cidade

O Zurich West (ou Kreis 5) é o bairro mais descolado da cidade. Era zona industrial e foi reaproveitado com murais de street art, galpões virando galerias e bares, contêineres coloridos no Frau Gerolds Garten e arquitetura contemporânea.

Caminhar por ali é grátis e rende muita foto bonita. A região da Escher-Wyss-Platz é o melhor ponto de partida. Dá pra entrar no Frau Gerolds Garten sem pagar nada (consumir comida e bebida é que custa), só pra ver as estruturas.

Zurich West, Zurique, Suíça

Sechseläutenplatz: praça pra relaxar à beira do lago

A Sechseläutenplatz é uma praça enorme do lado do Lago de Zurique e da Casa de Ópera. Tem árvores, bancos, fontes e gente sentada lendo, conversando, comendo sanduíche. Lugar perfeito pra fazer uma pausa no roteiro sem gastar.

Em datas especiais a praça vira palco de eventos e mercados sazonais — sempre vale conferir a agenda da cidade pra ver se pega algum festival gratuito durante a viagem.

Ponte Mühlesteg: os cadeados de amor sobre o Limmat

A ponte Mühlesteg fica sobre o rio Limmat e tem aquela tradição dos casais deixarem cadeados gravados como prova de amor eterno. A vista do rio dos dois lados é linda — pega Grossmünster, Fraumünster e os prédios antigos da Altstadt nas margens.

Travessia rápida, foto certa, custo zero.

Ponte Mühlesteg

Bebida na fonte: 1.200 pontos de água potável grátis pela cidade

Esse é o tipo de coisa que parece pequena mas faz uma diferença absurda no bolso. Zurique tem cerca de 1.200 fontes de água potável espalhadas pela cidade — e dá pra beber direto delas, sem medo. Os locais praticamente não compram água engarrafada.

Pra ter ideia: uma garrafa de água em restaurante na Suíça custa em torno de 5 francos. No supermercado, em torno de 1 franco. Mas se você levar uma garrafinha reutilizável e ir reabastecendo nas fontes, gasta zero o dia inteiro. Em uma viagem de 4-5 dias, isso vira uma boa economia. Algumas fontes são super decoradas, como a Fonte Munsterhof no centro histórico, que rende foto bonita também.

Free walking tours: passeio guiado por gorjeta

Em Zurique tem free walking tours guiados — você participa de graça e no fim, se gostou, contribui com uma gorjeta voluntária (em média 10 a 20 francos por pessoa, se valeu a pena). É um jeito ótimo de ter uma introdução histórica e cultural da cidade no primeiro dia gastando pouco.

Geralmente os tours saem da região central, perto da Estação Central ou da Bürkliplatz. Vale verificar os horários no site oficial dos operadores assim que chegar.

Mercado de Oerlikon: comida local com bom custo-benefício

O Mercado de Oerlikon fica num bairro um pouco fora do circuito turístico tradicional e é o lugar onde os próprios suíços vão comprar comida fresca a preços bem mais humanos que os do centro. Caminhar, observar, tirar foto: tudo grátis. O gasto é só com o que você decidir provar.

É um bom programa pra um dia em que você quer fugir do óbvio e ver Zurique fora da bolha de turista.

Erros que os brasileiros cometem (e como evitar)

A gente errou em algumas dessas na primeira viagem, então fica o aviso:

  • Comprar água o tempo todo em restaurante: na Suíça isso destrói o orçamento. Leve garrafa reutilizável e use as fontes públicas — são potáveis e ótimas.
  • Comer só em restaurante: a cultura local é piquenique no parque e à beira do lago. Supermercado resolve almoço por 10-15 francos contra 30-40 num restaurante simples.
  • Ignorar a quarta-feira gratuita do Kunsthaus: muita gente paga ingresso sem saber que existe um dia gratuito.
  • Esperar “clima de praia” no inverno: o lago lindo de banhar é coisa de fim de maio a setembro. No inverno é caminhada e foto, fim.
  • Não levar roupa de banho no verão: Zurique tem uma das melhores culturas de banho ao ar livre da Europa, totalmente gratuita. Perder isso por não ter levado sunga/biquíni é um arrependimento certo.
  • Comprar passagem avulsa de transporte o tempo todo: se vai se deslocar muito num dia, um passe diário compensa. Se vai concentrar em uma região, anda a pé que resolve.

Onde comprar ingressos para os passeios pagos na Suíça

Além dos passeios gratuitos, tem muita coisa boa em Zurique e na Suíça que vale a pena pagar — Monte Titlis, cataratas do rio Reno, bate-volta pra Lucerna ou Interlaken, tour com guia em português. E pra essas atrações pagas, comprar ingresso antecipado faz diferença no preço e na fila.

A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar passeios na Suíça. O pagamento é em reais, sem IOF, dá pra parcelar e cancelar de graça até 48h antes. O catálogo é o mais completo em português que a gente encontrou e os preços costumam ficar iguais ou até melhores que comprando direto.

Vale dar uma olhada nos passeios disponíveis pra Zurique e arredores — tem excursão pra praticamente todos os cantos da Suíça saindo da cidade, com guia em português inclusive.

Seguro viagem para a Suíça (obrigatório!)

A Suíça faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros pra atendimento médico. E mesmo se não fosse obrigatório, seria muito recomendado: atendimento médico na Suíça é dos mais caros do mundo, qualquer consultinha simples já dói no bolso.

A gente cota o seguro em esse comparador de seguros, que mostra várias seguradoras lado a lado e tem 18% de desconto exclusivo pra leitor do Grupo Dicas já aplicado. Pagamento em reais e parcelado, sem IOF.

Chip de celular para usar na Suíça sem pagar fortuna

Usar o celular do plano brasileiro em roaming na Suíça custa uma fortuna. A solução barata e prática é levar um chip internacional já configurado, comprado ainda no Brasil. A gente sempre usa esse chip de viagem que a gente usa em todas as viagens pra Europa. Chega em casa, ativa quando pousar, e pronto — internet o tempo todo, mapas, WhatsApp e tradutor funcionando sem stress.

Onde ficamos em Zurique (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões ideais para turistas em Zurique. A primeira é o centro histórico (Altstadt), perfeito para quem deseja ficar perto dos principais pontos turísticos, como a Bahnhofstrasse, a Igreja Grossmünster e o Lago de Zurique. A área conta com lojas de grife e restaurantes tradicionais. A outra opção é a região próxima à Estação Central de Zurique (Hauptbahnhof), que oferece fácil acesso ao transporte público e é cercada por hotéis, cafés e lojas com preços mais acessíveis do que no Altstadt.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer de graça em Zurique

Vale a pena ir pra Zurique mesmo com pouco dinheiro?

Sim. Zurique é cara em hospedagem e comida, mas a maior parte das atrações é ao ar livre e gratuita. Com piquenique, fontes de água públicas, bike grátis do programa Züri rollt e museus em dias gratuitos, dá pra montar dias inteiros sem gastar quase nada além de hospedagem.

Quais museus de Zurique são realmente de graça?

O focusTerra (ciências da Terra da ETH) é gratuito sempre. O Kunsthaus, principal museu de arte da Suíça, tem entrada gratuita todas as quartas-feiras. Também tem o Museu do Dinheiro e museus universitários menores com entrada livre. E os afrescos de Giacometti no hall da polícia, que são uma obra de arte aberta a visitação.

Dá pra nadar de graça em Zurique?

Dá sim. As “badis” gratuitas mais famosas são Oberer Letten (no rio Limmat, mais jovem) e Werdinsel (uma ilha com áreas verdes, mais familiar). Também dá pra entrar no lago em vários pontos públicos da margem. Temporada de banho vai de meados de maio a início de setembro.

Quanto tempo preciso ficar em Zurique?

2 a 3 dias inteiros dão pra cobrir bem a cidade, incluindo Altstadt, Lindenhof, lago, Zurich West, um museu, Uetliberg e algum banho de rio no verão. Com mais dias dá pra encaixar bate-voltas pra Lucerna, cataratas do Reno ou Interlaken.

Como funciona o aluguel de bicicleta grátis em Zurique?

O programa se chama Züri rollt. Você vai até a Bike Station na Estação Central (Europaplatz), deixa um depósito em torno de 20 francos e leva uma bicicleta sem pagar aluguel. Quando devolve, o depósito volta. Funciona em torno de 8h às 21h30, todos os dias.

Vale a pena comprar o Swiss Travel Pass se o foco é fazer coisa de graça?

Se o foco é só Zurique e só atrações gratuitas, não compensa. O Swiss Travel Pass vale a pena pra quem vai circular pela Suíça (Lucerna, Interlaken, Berna, Lugano), porque cobre trens, ônibus e ferries e ainda dá entrada gratuita em vários museus pelo país. Pra ficar só em Zurique caminhando, o passe diário de transporte da cidade resolve.

Posso beber água da torneira e das fontes em Zurique?

Sim. Zurique tem cerca de 1.200 fontes públicas de água potável, totalmente seguras pra beber. Leve uma garrafa reutilizável e reabasteça durante o dia — economiza muito comparado a comprar água engarrafada em restaurantes (que custa em torno de 5 francos).

Qual a melhor época pra fazer programas grátis em Zurique?

De fim de maio a início de setembro, porque libera todos os programas de lago, rio e parque. Fora desse período os passeios ao ar livre continuam possíveis (caminhada, mirante, parques), mas sem banho. Inverno é bonito pelas luzes de fim de ano na Bahnhofstrasse, mas mais limitado pra programa gratuito.

Economize ao máximo na sua viagem a Zurique

Zurique é a prova de que cidade cara não é igual a viagem cara. Com um pouco de planejamento — quarta no museu, piquenique à beira do lago, bike emprestada, garrafa na fonte — dá pra viver dias inteiros gastando praticamente nada com atrações e ainda assim ter uma das viagens mais bonitas da Europa. Quando a gente faz nesse esquema, sai com a sensação de ter aproveitado mais que muita gente que pagou tudo. Boa viagem!