
Paris tem fama de cidade cara, mas a verdade é que dá pra montar dias inteiros de passeio sem pagar quase nada. Entre museus municipais de graça, parques lindos, igrejas abertas, vistas panorâmicas e bairros que são um espetáculo só de caminhar, a Cidade Luz é generosa com quem viaja com orçamento curto.
Quando a gente foi pela primeira vez, ficou surpreso com quanta coisa boa não cobra ingresso: vista da Torre Eiffel do Trocadéro, museu de belas-artes de graça, pôr do sol nas escadarias de Montmartre. Dá pra gastar basicamente com transporte e comida e ainda assim ter uma viagem cheia.
Aqui a gente reuniu o que fazer de graça em Paris de verdade, com dicas práticas de horário, época e os erros que turista brasileiro costuma cometer. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Paris a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Andar pela Champs-Élysées
Esse é um dos cartões-postais da capital francesa e fica bem no coração da cidade. A avenida é repleta de lojas como Zara, Montblanc, Hugo Boss, Cartier, H&M, Lacoste, Nike, Adidas e l’Occitane, mas o melhor de tudo é que caminhar por ela não custa nada.

A dica é fazer o trajeto da Place de la Concorde até o Arco do Triunfo, apreciando as vitrines, a arquitetura e o clima. Vale também passar à noite, quando a avenida fica toda iluminada e ganha ares bem diferentes. Se quiser, para num café no caminho — esse é o único gasto opcional.
Ir até a Catedral de Notre-Dame
A gente também recomenda muito conhecer a lendária Catedral de Notre-Dame, uma das principais atrações de Paris e uma das igrejas mais famosas do mundo. Ela tem mais de 700 anos e arquitetura em estilo gótico.

Depois do incêndio de 2019, a reabertura ao público vem acontecendo de forma escalonada, então vale checar as atualizações oficiais antes de ir. De qualquer forma, apreciar a fachada, circular pela Île de la Cité e curtir o entorno do Rio Sena é totalmente gratuito e rende fotos lindas. A entrada na catedral, tradicionalmente, é livre.
- Se você vai pra Cidade Luz, já anote tudo o que há pra fazer na capital francesa com a nossa lista de o que fazer em Paris.
Conhecer o Arco do Triunfo por fora
Aproveite o mesmo dia da visita à Champs-Élysées pra chegar ao Arco do Triunfo, um dos símbolos de Paris. O monumento foi inaugurado em 1836 pra comemorar as vitórias de Napoleão, que ordenou sua construção 30 anos antes.
Subir ao topo é pago, mas observar o monumento e a rotatória de baixo já rende ótimas fotos sem custo nenhum. É um daqueles cliques clássicos de Paris que cabem perfeitamente num roteiro grátis.

Ver a Torre Eiffel de graça
Pouca gente sabe, mas ver a Torre Eiffel não custa absolutamente nada. As melhores vistas, inclusive, vêm de fora: a Esplanade du Trocadéro, o Champ de Mars e as margens do Sena são os pontos perfeitos pra fotografar o monumento inteiro.
À noite a torre brilha em dourado e, nos primeiros cinco minutos de cada hora, cintila com milhares de luzes — um espetáculo que vai do pôr do sol até a 1h da manhã. Uma curiosidade legal: essa iluminação piscando é considerada obra protegida por direitos autorais pra uso comercial de fotos e vídeos.
Se você quer subir em algum mirante pago da cidade ou garantir passeios e ingressos sem fila, vale usar esse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo, tem praticamente tudo de Paris e a maior vantagem é poder pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Tem cancelamento gratuito, oferece os free tours (você só dá gorjeta ao guia no fim) e o suporte é em português 24h.
Lá também dá pra reservar o transfer do aeroporto até o hotel: às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista) e o motorista te espera com uma plaquinha com seu nome na saída do desembarque. Muito mais tranquilo pra chegar sem perrengue.
Aproveitar o Rio Sena e as pontes
Caminhar às margens do Rio Sena é um clássico gratuito de Paris. Dá pra começar perto do Musée d’Orsay e seguir em direção à Torre Eiffel apreciando a vista o tempo todo. No caminho você encontra pontes emblemáticas, como a Pont des Arts, famosa pelos cadeados de casais, além da Pont Neuf e da deslumbrante Pont Alexandre III.

Vários trechos foram reurbanizados, com bancos, pistas pra pedestres e ciclistas, além das famosas bouquinistes — aquelas barraquinhas verdes de livros e pôsteres antigos que viraram símbolo da cidade.
Visitar os museus municipais gratuitos
Aqui mora um dos maiores segredos pra economizar em Paris: a cidade tem vários museus municipais com entrada permanente gratuita na coleção permanente, sem precisar esperar dia especial. Eles costumam abrir das 10h às 18h, fechando um dia por semana (geralmente segunda ou terça).

- Musée Carnavalet: conta a história de Paris, da época romana à cidade contemporânea, num casarão elegante no Marais. Ótimo pra entender o contexto da Revolução Francesa e das reformas de Haussmann.
- Petit Palais: o Museu de Belas-Artes da Cidade de Paris, com obras de várias épocas e um pátio interno bem fotogênico. Combina perfeitamente com a Champs-Élysées e a Ponte Alexandre III.
- Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris: no Palais de Tokyo, reúne mais de 15 mil obras de artistas como Picasso, Matisse e Braque. A coleção permanente é grátis (exposições temporárias são pagas).
- Casa de Victor Hugo: no Place des Vosges, mostra a vida do escritor e tem entrada gratuita na coleção permanente.
E os museus nacionais no primeiro domingo do mês
No primeiro domingo de cada mês, vários museus nacionais ficam gratuitos, como Louvre, Musée d’Orsay, Centro Pompidou, Arco do Triunfo e Panthéon, dependendo do período. Mas atenção: na maioria é obrigatório reservar ingresso gratuito com hora marcada nos sites oficiais, e os horários esgotam rápido.
A gente errou nessa logo de cara: foi num primeiro domingo achando que ia entrar fácil e pegou fila virando a esquina. Em muitos casos compensa mais ir num dia pago com menos gente, principalmente no Louvre e no d’Orsay.
Andar pelo bairro de Montmartre
Montmartre é um bairro boêmio e artístico, com ruas sinuosas, grafites e praças cheias de artistas. Por ali já circularam nomes como Salvador Dalí, Pablo Picasso e Van Gogh. Reserve um período do dia só pra caminhar e curtir o clima.

Entre os destaques gratuitos estão caminhar pela Place du Tertre (cheia de artistas pintando), ver a fachada do Moulin Rouge e, claro, subir as escadarias da Sacré-Cœur pra apreciar a vista.
Conhecer a Basílica de Sacré-Cœur
A Basílica de Sacré-Cœur fica no ponto mais alto de Montmartre — e da cidade. É linda de visitar mesmo pra quem não é religioso, com interior tão bonito quanto a fachada. A entrada na igreja é gratuita; só se paga pra subir à cúpula.

A grande sacada é que as escadarias da basílica oferecem uma vista panorâmica incrível de Paris sem custo nenhum. É um dos melhores pontos pra ver o pôr do sol na cidade — vai um pouco antes pra garantir lugar. No inverno, o pátio costuma abrigar uma pista de patinação.
Outras igrejas gratuitas pra visitar
Além da Sacré-Cœur, outras igrejas têm entrada livre e valem o passeio. A Église de la Madeleine parece um templo grego, com 52 colunas coríntias, e fica pertinho da Place de la Concorde e das lojas de luxo da Rue du Faubourg Saint-Honoré.
Só uma dica de etiqueta: em locais de culto, evite boné, falar alto, fotografar durante a missa ou usar flash. É malvisto e a gente quer manter uma boa postura de turista.
Visitar o Cemitério Père-Lachaise
Pode parecer estranho, mas o Cemitério Père-Lachaise é um dos passeios gratuitos mais interessantes de Paris. É o cemitério mais famoso da França e abriga túmulos de ícones da música, literatura e artes, como Allan Kardec, Chopin, Georges Méliès, Oscar Wilde, Edith Piaf, Max Ernst e Jim Morrison.

A entrada é gratuita e o acesso é fácil pelas linhas 2 e 3 do metrô (estações Père-Lachaise e Philippe Auguste). Pega um mapa na entrada pra não se perder no labirinto de aleias.
Visitar o café de Amélie Poulain
O Café des Deux Moulins ficou conhecido mundialmente depois de aparecer no filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. O local é encantador e tem aquele clima parisiense típico, em Montmartre. Tirar fotos da fachada é gratuito; se quiser sentar e pedir um café, são alguns euros opcionais.

Curtir parques e jardins de graça
Os parques de Paris são lindos, gratuitos e perfeitos pra descansar entre uma atração e outra. Eles costumam abrir cedo (por volta das 7h-8h) e fecham no comecinho da noite, variando conforme a estação.
- Jardin du Luxembourg: um dos parques mais bonitos e tranquilos, no 6º arrondissement, ótimo pra piquenique e pra ver crianças navegando barquinhos no lago.
- Jardin des Tuileries: entre o Louvre e a Place de la Concorde, com cadeiras verdes pra tomar sol e esculturas ao ar livre.
- Parc des Buttes-Chaumont: com lagos, pontes, gruta artificial e mirantes naturais. Um refúgio menos turístico, ótimo pra fugir da agitação do centro.
Pra quem viaja com crianças, vale conhecer também a Fazenda de Paris, no Bois de Vincennes: entrada gratuita, foco educativo, com hortas e animais.
Conhecer a arte de rua e os bairros históricos
Caminhar pelos bairros de Paris é, por si só, um passeio gratuito. O Marais é um dos mais charmosos e fotogênicos, com a Place des Vosges (a praça mais antiga da cidade), o pátio do Hôtel de Sully e os museus municipais que já citamos.
O Quartier Latin e a Île de la Cité são a parte histórica e universitária, cheia de livrarias, cafés e a Sorbonne. Já o 13º arrondissement virou um museu de street art a céu aberto, com murais gigantes pela avenue d’Italie e arredores — um prato cheio pra quem gosta de fotografia.
Fazer um free tour pela cidade
Várias empresas oferecem walking tours gratuitos em Paris, no modelo “pague o quanto quiser” via gorjeta ao guia. Tem tour clássico pelo centro, por Montmartre e por temas específicos, como Revolução Francesa e arte de rua.
Só fica a dica: apesar de chamarem de “grátis”, o esquema é baseado em gorjeta — o de bom tom é dar algo em torno de 10 a 15 euros por pessoa se o orçamento permitir. Vale reservar com antecedência online.
Dicas de economia pra além das entradas
Mesmo com o foco em atividades gratuitas, dá pra economizar no que não tem como ser de graça:
- Piqueniques: comprar queijo, pão, frutas e vinho em mercados como Monoprix, Franprix ou Carrefour City sai bem mais barato que restaurante. Um piquenique no Jardin du Luxembourg, no Champ de Mars (com vista da Torre) ou nas margens do Sena é a refeição parisiense perfeita.
- Água: há várias fontes de água potável espalhadas pela cidade. Leve uma garrafinha reutilizável e economize.
- Banheiros: muitos parques, museus municipais gratuitos e grandes lojas de departamento têm banheiro sem cobrança.
- Transporte: pra quem vai usar bastante metrô e ônibus, um passe semanal tipo Navigo ou os passes diários deixam os passeios grátis mais acessíveis.
Erros comuns que turista brasileiro comete
Depois de algumas viagens, a gente percebeu alguns deslizes que se repetem muito:
- Achar que grátis sempre compensa: os museus de domingo lotam e às vezes vale mais pagar em outro dia pra pegar menos fila.
- Não checar dia de fechamento: vários museus fecham na segunda ou terça e muita gente dá com a cara na porta.
- Chegar tarde nos parques no inverno: os dias são curtos, escurece cedo e alguns parques fecham no fim da tarde.
- Descuidar da segurança: batedores de carteira atuam na Torre Eiffel, na Sacré-Cœur, no metrô e na Champs-Élysées. Atenção redobrada com bolsa e celular.
Quando ir pra aproveitar os passeios gratuitos
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro e outubro) são as melhores épocas pra passeios a pé e piquenique: clima agradável e parques floridos ou com folhagens coloridas.
O verão (julho e agosto) tem muitos eventos gratuitos ao ar livre, mas vem com calor, multidões e hospedagem mais cara. Já o inverno tem dias curtos e frios, mas é ótimo pra aproveitar museus, igrejas e mirantes — sempre vale consultar a programação cultural da cidade pro período da sua viagem, porque muita coisa gratuita rola o ano todo.
Pra economizar de verdade, ficar bem localizado faz diferença: você caminha mais e gasta menos com transporte, já que boa parte das atrações grátis fica nas regiões centrais. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Paris:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer de graça em Paris
Dá pra conhecer Paris sem gastar com ingressos?
Dá, e bastante. Entre museus municipais gratuitos, parques, igrejas, mirantes e bairros históricos, é possível montar vários dias de passeio sem pagar entrada. O gasto fica basicamente em transporte e comida.
Quais museus de Paris são sempre gratuitos?
Os museus municipais têm entrada gratuita na coleção permanente o ano todo, como o Musée Carnavalet, o Petit Palais, o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris e a Casa de Victor Hugo.
Quando os museus nacionais de Paris ficam de graça?
No primeiro domingo de cada mês, vários museus nacionais (como Louvre, d’Orsay, Pompidou, Panthéon e Arco do Triunfo) costumam ter entrada gratuita. Na maioria é preciso reservar ingresso com hora marcada nos sites oficiais, e os horários esgotam rápido.
É possível ver a Torre Eiffel de graça?
Sim. Ver a torre não custa nada: as melhores vistas vêm da Esplanade du Trocadéro, do Champ de Mars e das margens do Sena. À noite ela brilha em dourado e cintila nos primeiros cinco minutos de cada hora.
A entrada nas igrejas de Paris é gratuita?
Em geral sim. A Sacré-Cœur, a Madeleine e a Notre-Dame têm entrada livre no interior — paga-se apenas por torres, criptas ou cúpulas. As escadarias da Sacré-Cœur ainda dão uma vista panorâmica incrível de graça.
Free tour em Paris é realmente gratuito?
O modelo é “pague o quanto quiser”: o passeio não tem preço fixo, mas funciona com gorjeta pro guia ao final, em torno de 10 a 15 euros por pessoa. Vale reservar online com antecedência.
Vale a pena visitar o Cemitério Père-Lachaise?
Vale muito. É gratuito, fácil de chegar de metrô e abriga túmulos de figuras famosas como Jim Morrison, Edith Piaf, Chopin e Oscar Wilde. É um dos passeios alternativos mais interessantes da cidade.
Economize ao máximo na sua viagem a Paris:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Paris, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar!
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- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Paris, com os prós e contras de cada opção.
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Paris é a prova de que dá pra viajar bem sem estourar o orçamento. Da vista da Torre Eiffel no Trocadéro ao pôr do sol nas escadarias de Montmartre, são memórias que não custam nada e que a gente faria de novo sem pensar duas vezes. Boa viagem e aproveita cada cantinho da Cidade Luz!
