Neste post, vamos te explicar absolutamente tudo o que você precisa saber para viajar para a rota dos vinhos na Argentina, explorando o coração de Mendoza, o charme de Luján de Cuyo e o luxo selvagem do Vale de Uco.
Este é o guia definitivo e o post mais completo que você vai ler hoje sobre esse destino, cobrindo a logística complexa de visitar as melhores vinícolas do mundo, onde comer o churrasco perfeito, harmonizado com Malbec, e como ver a montanha mais alta das Américas.
Vamos te ensinar a diferença entre as regiões, como se deslocar sem gastar fortunas com o motorista e as melhores dicas para trazer suas garrafas para casa. Então, vamos lá!
Mendoza é um oásis no meio do deserto argentino, responsável por quase 70% de toda a produção de vinho do país. É um lugar de contrastes visuais impressionantes, onde parreiras verdes contrastam com a cordilheira dos Andes coberta de neve ao fundo.
É um destino de sofisticação, gastronomia de classe mundial e aventura. Perfeito para casais, grupos de amigos e amantes da boa mesa.
Logística e planejamento da viagem
Qual é a melhor época para visitar a rota dos vinhos?
Mendoza é uma cidade de sol com 300 dias de sol por ano:
- Outono (março a abril): A melhor época disparada é o outono, especialmente março e abril. É a época da vendimia, a colheita da uva, quando a cidade está em festa e as parreiras estão cheias.
- Primavera (outubro a dezembro): Também é linda e verde.
- Verão (janeiro a fevereiro): É muito quente, com temperaturas passando dos 35°C.
- Inverno (junho a agosto): É frio e seco, ideal para quem quer ver neve nas montanhas próximas ou esquiar. Mas as parreiras estarão secas e marrons.
Quantos dias ficar em Mendoza?
Para fazer o roteiro completo visitando as três principais regiões vinícolas e ainda fazer o passeio da alta montanha, o mínimo do mínimo que recomendamos é de 4 a 5 dias. O ideal para fazer com calma e incluir um dia de spa nas termas são seis dias.
Transporte e logística entre as regiões
Para chegar, você voará para o aeroporto internacional El Plumerillo, em Mendoza (MDZ). Para se locomover entre o centro de Mendoza e as regiões de vinho, você tem algumas opções, já que as distâncias são grandes:
- Do Centro para Luján de Cuyo: São cerca de 30 minutos de carro. Um táxi ou Uber custa cerca de R$ 40 a R$ 50 o trecho.
- Do Centro para o Vale de Uco: A distância é maior, cerca de 1 hora e meia de estrada. Um Uber pode custar cerca de R$ 150 a R$ 200, mas a volta pode ser difícil de conseguir.
- Remis (motorista privado): A melhor opção é contratar um remis, motorista privado para o dia todo, que custa cerca de R$ 400 a R$ 500 a diária.
- Aluguel de carro: Vale a pena se você tiver um motorista da rodada, que não beba, pois a lei seca é rigorosa.
- Bus Vitivinícola: Outra opção é o Bus Vitivinícola, um ônibus turístico que faz rotas fixas, hop on, hop off e custa cerca de R$ 200 o bilhete.
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Onde ficar hospedado: Melhores regiões
Ficar hospedado em uma boa região vai fazer sua viagem ficar muito mais fácil. A estratégia nesta rota é dividir a hospedagem ou escolher uma base estratégica:
- Centro de Mendoza: É a base mais prática e barata. Você está perto de restaurantes, lojas e da vida noturna e pode fazer bate e volta para as vinícolas todos os dias.
- Chacras de Coria (em Luján de Cuyo): É um bairro residencial charmoso, cheio de árvores e hotéis boutique. É mais tranquilo e fica no meio do caminho entre o centro e as vinícolas.
- Vale de Uco: É para quem busca luxo e isolamento. Você fica hospedado dentro das vinícolas, acordando de frente para as montanhas. É uma experiência incrível, mas cara, e você fica preso ao hotel para jantar.
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Principais regiões e atrações detalhadas
1. Maipú
É a zona mais antiga e tradicional colada na cidade:
- Atração 1 – Bodega La Rural: Abriga um museu do vinho impressionante com ferramentas antigas.
- Atração 2 – Casa Vigil (El Enemigo): Do famoso enólogo Alejandro Vigil. O almoço harmonizado aqui é considerado uma das melhores experiências gastronômicas da Argentina, inspirado na Divina Comédia de Dante, custa cerca de R$ 400 a R$ 500 e exige reserva com meses de antecedência.
- Atração 3 – Olivícola Laur: Eleita a melhor produtora de azeite do mundo, onde você faz degustação de azeites e acetos.
2. Luján de Cuyo
A terra do Malbec fica a meia hora do centro:
- Atração 4 – Catena Zapata: A vinícola tem formato de pirâmide Maia e é a mais famosa da Argentina. O tour é super concorrido.
- Atração 5 – Bodega Lagarde: Uma das mais antigas e charmosas, famosa pelo almoço longo debaixo das árvores centenárias.
- Atração 6 – Termas de Cacheuta: Um complexo de piscinas de água termal natural no meio das montanhas, perfeito para relaxar um dia inteiro. O Terma é a parte exclusiva e custa cerca de R$ 350 com almoço.
3. Vale de Uco
O novo mundo do vinho. Fica a 90 minutos do centro e tem as paisagens mais dramáticas:
- Atração 7 – Bodega Salentein: Ela tem uma cave subterrânea desenhada para ter acústica perfeita e parece um templo religioso, além de uma galeria de arte.
- Atração 8 – Zuccardi Piedra Infinita: Eleita várias vezes a melhor vinícola do mundo pela arquitetura, que utiliza pedras locais e se integra à paisagem desértica. O almoço aqui é inesquecível e custa cerca de R$ 600.
4. Alta Montanha
Não é vinho, mas é imperdível:
- Atração 9 – Parque Provincial Aconcágua: Você pega a estrada internacional rumo ao Chile, passando pela represa de Potrerillos e pela Puente del Inca, uma formação geológica amarela natural. No parque, você faz uma caminhada leve até o mirante para ver o pico Aconcágua, o teto das Américas com quase 7.000 metros de altura. O tour guiado custa cerca de R$ 250.
Dica importante de ingressos: Uma dica importante e que vai fazer você economizar tempo e dinheiro é comprar os ingressos das atrações e passeios com antecedência. Na época da colheita, os almoços nas vinícolas famosas, como El Enemigo e Zuccardi, esgotam 3 meses antes. Para reservar o ônibus vitivinícola, excursões para Alta Montanha e dias de spa no maior site de passeios pelo menor preço e em reais sem taxas internacionais, clique aqui.
Dicas rápidas de compras em Mendoza
Mendoza é o paraíso para comprar vinho e azeite:
- Onde comprar vinhos: Se não quiser carregar o peso nas vinícolas, a dica de ouro é a loja Sol y Vino, na Avenida Sarmiento, no centro, que tem uma seleção enorme e embala para a viagem.
- Azeite: O azeite da Laur é um presente barato e sofisticado.
- Couro e lembranças: Na Avenida Las Heras você encontra couro, jaquetas e bolsas e produtos regionais, como doce de leite e alfajor a preços ótimos.
Gastronomia: Onde comer na Rota dos Vinhos
Em Mendoza, come-se como um rei! O prato principal é o ojo de bife alto e suculento. As empanadas mendocinas assadas são a entrada obrigatória.
- Econômico e autêntico: Para uma experiência barata e autêntica no centro, vá ao Don Mario ou à Parrilla El Patio de Jesús María (um jantar farto custa cerca de R$ 80).
- Bares modernos: Para algo moderno, a Rua Arístides Villanueva é cheia de bares e cervejarias artesanais, como a Yatasto, onde se gasta cerca de R$ 50.
- Almoços de passos: E claro, os almoços de passos (menu degustação nas vinícolas) são a grande atração, variando de R$ 200 a R$ 800 por pessoa.
Vida noturna e viagem com crianças
O que fazer à noite
A vida noturna se concentra na rua Arístides. É onde os jovens e turistas vão para beber cerveja e drinks nas mesas na calçada. O cassino do hotel na praça principal também é uma opção elegante.
Viagem com crianças
Se você está viajando com crianças, Mendoza pode ser um desafio, mas o Parque General San Martín, com seus parquinhos e o lago, é ótimo. O serpentário na cidade diverte os pequenos. Muitas vinícolas agora são kids friendly e oferecem atividades de pintura ou culinária para as crianças enquanto os pais degustam.
Documentação obrigatória para brasileiros
Para entrar na Argentina, as regras são simples:
- Você precisa apenas do seu passaporte válido ou da carteira de identidade (RG), em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão.
- Carteira de motorista (CNH) não serve como documento de entrada no país.
- Não precisa de visto.
- Seguro Viagem: O custo médico na Argentina para turistas é cobrado e pode ser caro em clínicas privadas de qualidade. Nós nunca viajamos sem!
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Como combinar sua viagem
A combinação clássica é com Santiago do Chile. A travessia dos Andes de ônibus é uma das viagens mais bonitas do mundo, passando pela estrada Los Caracoles. A viagem dura cerca de 7 a 8 horas e custa cerca de R$ 200.
Outra opção é combinar com Buenos Aires, já que você provavelmente fará conexão lá.
Muito obrigado e uma boa viagem!

Economize ao máximo na sua viagem a Argentina:
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