
Junho é um dos meses mais subestimados pra conhecer Mendoza — e olha que é um erro, viu? Quando a gente foi nessa época, o que mais surpreendeu foi o contraste: a cidade com aquele frio seco gostoso, os vinhedos podados e a cordilheira branquinha de neve aparecendo no fundo. Parece cenário de filme de inverno mesmo.
Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa saber pra montar uma viagem a Mendoza em junho: como é o clima de verdade, o que vale a pena fazer, quanto custa em média e os erros que a gente vê brasileiro cometendo o tempo todo. A ideia é que você chegue lá preparado e aproveite cada dia.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Como é o clima de Mendoza em junho?
Em junho, Mendoza está no comecinho do inverno do hemisfério sul: faz frio e o tempo é seco. As temperaturas costumam variar entre mínimas em torno de 2 a 4 ºC e máximas perto de 13 a 15 ºC. Durante o dia, com sol, dá pra circular tranquilo; à noite o termômetro cai e a sensação fica perto ou até abaixo de zero, principalmente em áreas abertas.
A chuva é baixíssima — Mendoza tem clima árido, então você dificilmente vai pegar dias chuvosos. A neve na cidade em si é rara, mas na cordilheira (a região de Alta Montanha e as estações de esqui) a chance de pegar neve é alta entre junho e agosto.
Outro detalhe importante: os dias são mais curtos e escurece cedo, por volta das 18h. Vale se organizar pra fazer os passeios ao ar livre mais cedo, aproveitando bem a luz do dia.
Você pode conferir as temperaturas ao longo do ano no gráfico abaixo e já planejar quais passeios combinam mais com cada época. E se quiser ir mais a fundo no enoturismo, dá uma olhada também nas vinícolas imperdíveis de Mendoza.

Vale a pena ir a Mendoza em junho?
A gente acha que sim — desde que você saiba o que esperar. Junho é baixa temporada, então hospedagem e passeios costumam sair mais em conta, e as vinícolas ficam bem mais tranquilas pra visitar, sem aquela disputa de feriado e época de colheita.
Some a isso a neve por perto (junho já entra na temporada de esportes de inverno na cordilheira) e o calor zero — quem sofre com o verão argentino de 30 ºC e mais escapa fácil. É a combinação perfeita pra quem quer unir vinho + cordilheira nevada.
O lado menos charmoso: os vinhedos ficam sem uvas e sem folhas, podados, com aquela paisagem mais parda (a colheita e os parreirais carregados rolam entre fevereiro e abril). E como os dias são curtos, sobra menos tempo de luz pra fotos e passeios. Vale lembrar também que estradas de alta montanha podem fechar em dias de nevasca forte — o passo pro Chile, por exemplo.
Como muitos dos melhores passeios (vinícolas, alta montanha, transfer) trabalham com horário marcado e tendem a esgotar mesmo na baixa temporada, a dica de ouro é reservar com antecedência. A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar tudo, inclusive o transfer pro hotel. Ele costuma ter o menor preço e é um dos poucos com o pagamento já em reais, o que evita o IOF dos pagamentos internacionais. Ainda tem tours gratuitos, que são ótimos pra conhecer a cidade.
O que fazer em Mendoza em junho
São muitas possibilidades, e dá pra montar um roteiro que mistura vinho, montanha, neve e até relax. Olha as nossas recomendações.
Visitar as vinícolas (bodegas)
Mendoza é conhecida como a capital do vinho da Argentina, e as bodegas funcionam o ano inteiro. Em junho você foge das multidões e tem experiências bem mais intimistas — muitas degustações acontecem em ambientes internos aquecidos, então o frio fica fácil de administrar.
As principais regiões pra você focar são:
- Luján de Cuyo — pertinho da cidade, com muitas vinícolas clássicas.
- Maipú — boa pra combinar vinícola com passeio de bicicleta.
- Valle de Uco — vinhedos com vista espetacular da cordilheira nevada (rende fotos lindas no inverno).
Entre as bodegas mais citadas estão a Bodega Catena Zapata, um ícone da região, e a Bodega Salentein, que tem uma estrutura enorme com arte e arquitetura marcante. Nas duas você mergulha no processo de produção e faz degustações guiadas pelos enólogos.
Uma dica de roteiro que funciona bem: um dia de vinhos em Luján de Cuyo e outro em Maipú, sem amontoar tudo no mesmo dia. E como beber e dirigir não combina, o ideal é ir com agência ou transfer. Dá uma olhada nesse tour de adegas aqui, que tem valores bem atrativos.

Passeio de Alta Montanha e neve
O clássico do inverno em Mendoza é o passeio de Alta Montanha, que segue pela Ruta 7 rumo à cordilheira. O tour costuma incluir paradas em pontos como Potrerillos, Uspallata, Penitentes, Puente del Inca e mirantes voltados pro Aconcágua, dependendo do roteiro.
Em junho, essas áreas costumam estar com neve nas montanhas e, em alguns pontos, dá até pra brincar na neve. A gente errou nessa na primeira vez: foi de tênis de academia e o pé ficou encharcado em minutos. Leve bota impermeável e roupa que segure a água — neve molha e suja fácil.
Esses tours saem cedo, lá pelas 7h ou 8h, e voltam no fim da tarde, então não marque vinícola pro mesmo dia. E se você pretende seguir de ônibus ou carro pro Chile, fica esperto: o passo Los Libertadores pode fechar em dias de nevasca forte. Sempre deixe ao menos um dia de folga no roteiro pra essa travessia.
Esqui e esportes de neve
Mendoza fica perto de várias estações de esqui na cordilheira, e junho marca o início da temporada. Nem sempre todas as pistas estão 100% abertas logo de cara, mas já dá pra ter experiência de neve.
A estação Penitentes é tradicional, mas em alguns anos opera de forma limitada, então sempre vale checar a abertura na temporada específica antes de programar. Pra esqui com estrutura mais completa, muita gente compara Mendoza com destinos como Las Leñas (na mesma província, porém mais longe da capital) ou estações no Chile.
O importante é entender que, saindo da cidade de Mendoza, a experiência típica é de um dia de neve com agência (snowboard, esquibunda, caminhada na neve), e não de uma semana de ski-in/ski-out.
Termas e relax
No inverno, as águas termais ganham um charme especial — não tem nada melhor do que ficar na piscina aquecida com o ar geladinho ao redor. A região de Mendoza tem várias termas com piscinas aquecidas ao ar livre, que são uma ótima sugestão de day trip relaxante depois de um dia de vinhos ou de neve.
Reserve pelo menos meio dia pra curtir sem pressa e leve chinelo, roupa de banho e toalha.
Cânion do Atuel e San Rafael
Explorar o Cânion do Atuel e a cidade de San Rafael é uma imersão na geologia e na beleza natural da região. O cânion foi esculpido ao longo de milhões de anos pelo Rio Atuel e tem formações rochosas e desfiladeiros que rendem vistas lindas.
Por lá dá pra encarar rafting, caiaque e tirolesa, além de trilhas que levam a mirantes e pontos de interesse geológico. Já em San Rafael você ainda combina vinícolas locais, degustação de vinhos regionais e a culinária tradicional nos restaurantes. Veja mais informações e os valores dessa excursão aqui.

Parque Provincial Cordón del Plata
A cerca de 100 km da cidade de Mendoza, o Parque Provincial Cordón del Plata é um prato cheio pra quem curte atividade ao ar livre. A paisagem das montanhas dos Andes é de outro mundo, e o parque tem uma rede grande de trilhas passando por vales, picos nevados e lagunas cristalinas.
Dá pra fazer caminhadas tranquilas ou encarar rotas de trekking mais exigentes, explorando essa região mais remota. No inverno, lembre que o frio em altitude é intenso, então roupa adequada é indispensável.

Cascata El Salto
A trilha até a Cascata El Salto começa com uma caminhada serena por bosques verdejantes, com o som do riacho do lado fazendo de trilha sonora. Conforme você avança, o terreno fica mais desafiador, com subidas íngremes e trechos rochosos, exigindo um esforço físico considerável.
Mas cada passo é recompensado com vistas dos vales e montanhas ao redor. Ao chegar na cascata, você é recebido pelas águas cristalinas caindo das alturas, naquela atmosfera de serenidade. Vale conferir mais fotos, informações e valores dessa trilha aqui.

Festival Internacional de Cine de Montaña
Se a sua viagem coincidir, o Festival Internacional de Cine de Montaña de Mendoza é um evento que vale o olhar. Ele reúne filmes e documentários sobre montanhismo e esportes de aventura, com produções de várias partes do mundo, mostrando experiências, desafios e paisagens das atividades de montanha.
Os filmes cobrem temas como escalada, esqui, exploração e conservação ambiental. Além das exibições, costuma rolar palestras, workshops e debates com cineastas, alpinistas e especialistas. É a cara da vocação de Mendoza pra montanha.

O que comer em Mendoza no frio
Mendoza é um paraíso gastronômico, e o frio combina demais com a comida local. Aposta nas carnes argentinas nas parrillas, nas massas e pratos de influência italiana (herança da imigração) e, claro, nos vinhos locais, com o malbec reinando.
As empanadas mendocinas e os pratos de panela caem perfeitamente no clima invernal. Uma boa pedida é acompanhar pratos mais gordos com tintos encorpados da região. E a nossa dica de ouro: deixe um jantar em restaurante de bodega como programa principal de um dia — muitas oferecem menus harmonizados que valem cada centavo.
Quanto custa Mendoza em junho (faixas de preço)
Os valores variam bastante com o câmbio e a inflação argentina, então encare como referência e confirme sempre antes de viajar:
- City tour ou passeio de vinícola com agência: em torno de R$ 150 a R$ 350 por pessoa (sem almoço).
- Passeio de Alta Montanha: costuma ficar na faixa de R$ 200 a R$ 400 por pessoa, sem refeições.
- Degustações em bodegas: algo entre R$ 60 e R$ 200 por pessoa, dependendo da vinícola e do tipo de tasting.
- Refeição em restaurante médio: prato principal em torno de R$ 40 a R$ 90.
- Transporte por app ou táxi na cidade: corridas curtas costumam ficar bem mais baratas que no Brasil, na casa de R$ 10 a R$ 25.
Transporte e logística em junho
A chegada costuma ser de avião, no Aeroporto Internacional de Mendoza (MDZ), em geral via Buenos Aires ou outras conexões. Em junho, pode rolar algum atraso pontual em voos por causa de neblina ou mau tempo, mas não é regra.
Pra circular, o esquema mais usado é transfer + agências locais, principalmente pras vinícolas e pra Alta Montanha, já que muitas bodegas ficam longe e beber e dirigir não rola. Dentro da cidade, táxi e apps funcionam bem pros deslocamentos curtos.
Se você pensa em alugar carro, dá pra fazer, mas em junho fica o alerta: pras rotas de montanha com neve e gelo pode ser necessário corrente de neve e experiência de direção nessas condições, e as estradas podem fechar temporariamente.
Erros comuns de brasileiros em Mendoza em junho
Pra você não cair nas mesmas armadilhas que a gente já viu (e cometeu), olha essa lista:
- Subestimar o frio: nada de ir só com casaco leve de outono. Leve segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas e cachecol.
- Ir pra Alta Montanha sem roupa adequada: tênis de tecido molha na primeira pisada na neve. Aposte em bota impermeável ou alugue equipamento por lá.
- Não reservar vinícola com antecedência: mesmo na baixa temporada, as bodegas mais famosas trabalham com horário marcado.
- Achar que vai ver vinhedo verdinho e colheita: em junho os parreirais estão podados, sem folhas e sem uvas. O charme é a paisagem invernal com neve ao fundo.
- Planejar Mendoza + Chile sem margem: o passo pela cordilheira pode fechar por neve, então deixe ao menos um dia de folga no roteiro.
- Empilhar passeio de dia inteiro com jantar de degustação: a Alta Montanha pode atrasar na volta; dedique um dia só pra vinhos.
- Esquecer o seguro viagem: esportes na neve e a altitude aumentam o risco de pequenos acidentes, e seguro com cobertura pra esportes de inverno é fortemente recomendado.
Seguro viagem pra Mendoza
Esse é um item que muita gente deixa de lado e se arrepende. O atendimento médico na Argentina pode sair caro pra estrangeiro, e em junho, com neve e esportes de inverno na jogada, o risco de um tombo ou mal-estar de altitude aumenta. Vale a pena estar protegido.
A gente sempre cota o seguro em esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras de uma vez e já vem com 18% de desconto exclusivo. Procure um plano que cubra esportes de inverno, ainda mais se você for encarar neve ou esqui.
Quando ir a Mendoza: junho no calendário
Pra você decidir se junho combina com o seu estilo de viagem, vale entender como cada estação se comporta por lá:
- Verão (dez–fev): muito quente, ideal pra ver uvas nos vinhedos e sentir o parreiral vivo.
- Outono (mar–mai): época da vendimia, colheita e festa do vinho, com clima ameno e paisagens incríveis — mas mais caro e concorrido.
- Inverno (jun–ago): frio, chance de neve e vinícolas menos cheias; perfeito pra quem quer unir vinho e cordilheira nevada.
- Primavera (set–nov): clima agradável, vinhedos brotando, boa pra atividades ao ar livre sem calor extremo.
Resumindo: junho é o mês certo pra quem quer sentir o inverno mendocino de verdade, ver a cordilheira branquinha, aproveitar os tintos sem pressa e ainda escapar dos preços e da lotação da altíssima temporada.
Antes de fechar tudo, pensa bem na localização da hospedagem: ficar bem situado em Mendoza poupa tempo de deslocamento pras vinícolas e pros pontos de saída dos tours, e ainda te deixa pertinho dos melhores restaurantes pra um jantar no frio. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre Mendoza em junho
Faz muito frio em Mendoza em junho?
Faz frio, sim, mas é um frio seco e suportável durante o dia. As mínimas ficam em torno de 2 a 4 ºC e as máximas perto de 13 a 15 ºC. À noite o termômetro pode chegar perto ou abaixo de zero, então roupa de inverno é indispensável.
Tem neve em Mendoza em junho?
Na cidade a neve é rara. Mas na cordilheira, na região de Alta Montanha e nas estações de esqui, a chance de pegar neve é alta entre junho e agosto. É justamente o que torna junho atrativo pra unir vinho e neve.
Dá pra visitar vinícolas em junho?
Dá, e é um dos melhores momentos. As bodegas funcionam o ano todo e em junho ficam bem mais tranquilas. Os vinhedos estão podados, sem uvas, mas as degustações acontecem em ambientes internos aquecidos. Só reserve com antecedência, principalmente nas mais famosas.
O que vestir em Mendoza em junho?
Leve segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas e cachecol. Pra passeios na neve, aposte em bota impermeável — tênis comum molha rápido. Em camadas você se adapta melhor à variação entre o dia ensolarado e a noite gelada.
O passo pro Chile fica aberto em junho?
Em geral sim, mas em dias de nevasca forte o passo Los Libertadores pode fechar temporariamente. Se você pretende cruzar pro Chile de ônibus ou carro, deixe sempre pelo menos um dia de folga no roteiro como margem de segurança.
Quantos dias ficar em Mendoza no inverno?
De 3 a 4 dias dá pra aproveitar bem: um ou dois dias de vinícolas, um dia de Alta Montanha ou neve e ainda sobra tempo pra cidade ou uma terma. Se quiser incluir Cânion do Atuel e San Rafael, reserve um ou dois dias a mais.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:
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Junho em Mendoza é uma viagem diferente, daquelas que ficam na memória. A gente voltaria sem pensar duas vezes: vinho na taça, cordilheira branca no horizonte e aquela tranquilidade da baixa temporada. Se você se preparar bem pro frio e reservar os passeios com antecedência, vai aproveitar cada minuto. Boa viagem!
