
Se você tá planejando conhecer Mendoza em julho, prepara o casaco: a cidade entra em pleno inverno seco, com manhãs geladas, tardes ensolaradas e os Andes pintados de branco ali do lado. É uma época linda, mas que tem seus detalhes — e quem não se prepara direito acaba passando mais frio do que precisava.
A gente já foi a Mendoza em diferentes épocas do ano, e o inverno tem um charme especial: céu azul, vinícolas vazias e aquele contraste das montanhas nevadas com os parreirais secos que rende fotos lindas. Mas tem coisa que ninguém conta antes — tipo que dificilmente neva na cidade, ou que dá pra congelar de manhã mesmo num dia de sol.
Neste guia a gente reuniu tudo sobre Mendoza em julho: o clima de verdade, o que vestir, o que fazer, quanto custa e os erros mais comuns dos brasileiros por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu o passo a passo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em tudo — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios.
Como é o clima de Mendoza em julho?
Em julho, Mendoza está em pleno inverno seco. As temperaturas costumam variar entre 1 ºC e 3 ºC de mínima e ficam em torno de 14 ºC a 15 ºC de máxima. Ou seja: madrugadas e noites bem frias, com geada, e tardes mais agradáveis e ensolaradas.
A amplitude térmica é grande — pode amanhecer perto de zero e dar uma esquentada bonita no meio da tarde. Por isso, roupa em camadas é a regra de ouro aqui.
O clima é árido o ano todo, então no inverno chove pouquíssimo, algo em torno de 25 a 30 mm no mês inteiro. Resultado: dias predominantemente secos e com céu azul, o que deixa a sensação térmica mais suportável e rende paisagens espetaculares nas vinícolas e na cordilheira.
O ar muito seco também tem um efeito que pega o brasileiro de surpresa: lábios rachados e pele ressecada. Leva hidratante e protetor labial que você agradece.
Você pode conferir as temperaturas ao longo do ano neste gráfico abaixo e já planejar quais passeios encaixam melhor em cada época. E olha: se vinho é seu foco, dá uma olhada também nas melhores vinícolas de Mendoza na nossa matéria.

Neve em Mendoza: cai na cidade?
Essa é a dúvida que mais aparece — e a resposta surpreende muita gente: neve é raríssima no centro de Mendoza. Ela fica restrita às áreas de montanha, na estrada para o Chile e na região do Aconcágua.
Então, se o seu sonho é brincar na neve, esquece esperar que ela apareça nas ruas da cidade. Pra isso, é quase sempre necessário fazer o passeio de Alta Montanha (Potrerillos, Uspallata, Puente del Inca, Penitentes, Parque Aconcágua). É lá que você encontra a neve de verdade.
O que vestir em Mendoza em julho?
A palavra-chave é camadas. Assim você se adapta ao frio da manhã e ao sol da tarde sem sofrer. O kit básico inclui:
- Segunda pele (camiseta térmica) por baixo de tudo;
- Fleece ou moletom pra camada intermediária;
- Casaco corta-vento ou de pluma pra camada externa;
- Gorro, luvas, cachecol e meias térmicas — essenciais pra passeios na montanha e à noite;
- Botas impermeáveis se for pra neve (nada de tênis comum molhando o pé);
- Protetor solar e óculos de sol — mesmo no frio, o sol é forte por causa da altitude e reflete na neve.
A gente errou nessa na primeira vez e foi de tênis e jeans fino pra alta montanha. Resultado: pé molhado, frio nos dedos e vontade de voltar pro carro. Vai preparado.
Reserve os passeios e o transfer com antecedência
Como julho é mês de férias de inverno (no Brasil e na Argentina), Mendoza fica cheia. Vinícolas, tours e o passeio de Alta Montanha esgotam horários rápido — então comprar tudo antes faz diferença no preço e garante a vaga.
A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar passeios, tours de vinícola e até o transfer do aeroporto pro hotel. Costuma ter o menor preço e é um dos poucos com pagamento já em reais, evitando o IOF dos pagamentos internacionais.
Outra vantagem: dá pra parcelar, o atendimento é em português e a política de cancelamento ajuda muito — especialmente na Alta Montanha, onde a estrada pode fechar por neve e você precisa remarcar.
O que fazer em Mendoza em julho?
Mesmo com frio, julho tem programação de sobra. Separamos os melhores passeios pra incluir no roteiro.
1. Visitar as vinícolas
Mesmo no inverno, as vinícolas funcionam normalmente — e são um dos grandes motivos da viagem. Nesta época os parreirais ficam secos, sem aquele verde da vindima, mas o contraste das linhas de parreira com a cordilheira branca ao fundo é puro cenário de foto.
As principais regiões vinícolas são:
- Luján de Cuyo — a mais clássica e perto do centro (30 a 40 minutos);
- Maipú — vinho, azeites e passeios de bike;
- Valle de Uco — mais distante (cerca de 1h30 a 2h), altitude maior e vistas espetaculares dos Andes.
Entre as bodegas mais buscadas estão a Catena Zapata (Luján de Cuyo), ícone argentino com arquitetura em forma de pirâmide maia, e a Bodega Salentein (Valle de Uco), que une vinhos, arte e arquitetura moderna com vista incrível pros Andes. Outras procuradas: Achaval Ferrer, Norton, Ruca Malen, Kaiken, Andeluna e Domaine Bousquet.
Degustações simples costumam custar a partir de algo em torno de 10 a 30 dólares por pessoa, e almoços harmonizados nas bodegas de destaque ficam por volta de 40 a 80 dólares. Reserve com antecedência: em julho, os horários mais disputados somem rápido.
Confira aqui um tour de vinícolas bem legal, com valores atrativos — super vale a pena.

2. Passeio de Alta Montanha (Cordilheira dos Andes)
É o passeio clássico de inverno pra quem quer ver neve. O roteiro de dia inteiro costuma passar pelo Lago de Potrerillos, Uspallata, Puente del Inca, mirantes da antiga estação de esqui de Penitentes e, se a estrada estiver aberta, o Parque Provincial Aconcágua, com trilhas curtas até mirantes.
Em julho, a chance de encontrar neve nas margens da estrada e nos mirantes é grande. Mas atenção: a rota (RN-7) pode fechar por causa de tempestades de neve, gelo ou vento zonda, e o passeio pode ser adaptado ou cancelado. As temperaturas lá em cima ficam facilmente abaixo de zero, mesmo com sol.
O passeio de dia inteiro saindo de Mendoza costuma custar a partir de algo em torno de 40 a 80 dólares por pessoa, dependendo se é excursão regular ou tour privado. Geralmente inclui transporte; a alimentação fica à parte nos restaurantes de montanha.
3. Esportes de neve e parques de neve
A região de Mendoza tem áreas de esqui ligadas à cordilheira, mas vale checar na temporada se as pistas estão abertas — algumas bases tradicionais, como Penitentes, têm passado por operação irregular.
Mesmo quem não esquia costuma curtir os parques de neve, com trenós, tubing e brincadeiras na neve em áreas próximas à rota pro Chile. Dá pra alugar o equipamento todo (botas, calças e jaquetas impermeáveis), o que ajuda quem não quer comprar tudo. O aluguel básico de roupa de neve fica em torno de 20 a 40 dólares por dia, e atividades nos parques de neve costumam partir de uns 30 a 50 dólares.
4. Parque Provincial Cordón del Plata
Pra quem ama montanhismo e trekking, o Parque Provincial Cordón del Plata é uma imersão na natureza. Fica a uns 100 km da cidade e tem paisagens impressionantes da Cordilheira dos Andes, com picos que passam dos 6.000 metros.
Por lá você explora trilhas que levam a mirantes panorâmicos, lagunas glaciares e vales profundos, além de observar a fauna andina — guanacos, condores e plantas típicas. Em julho, as trilhas podem ter neve e gelo, então o ideal é ir com guias locais e equipamento adequado.

5. Parque Termal de Cacheuta
Nada como uma água quentinha num dia frio. Localizado nas encostas dos Andes, o Parque Termal de Cacheuta tem piscinas termais alimentadas por águas naturais ricas em minerais, cercadas por paisagens montanhosas. É relaxante demais no inverno.
Além das piscinas, o parque oferece serviços de spa, com massagens e tratamentos de beleza — uma experiência completa de bem-estar. Veja mais informações e valores aqui.

6. Tour pelo centro de Mendoza
Pros dias mais frios ou nublados, o centro é uma ótima pedida. A Plaza Independencia é o epicentro da vida local, com feirinhas em alguns dias, apresentações culturais e muitos bares e restaurantes no entorno.
Vale visitar o Museu del Área Fundacional, que conta a origem da cidade e mostra vestígios da antiga Mendoza destruída por terremoto. E não deixe de caminhar pelo enorme Parque General San Martín, com lago, bosques e o mirante do Cerro de la Gloria — as árvores podem estar mais peladas no inverno, mas a vista pros Andes segue linda.
À noite, a região da Avenida Arístides Villanueva concentra bares, cervejarias e restaurantes bem movimentados nas férias. Aproveite pra provar as empanadas mendocinas, o asado, as carnes na parrilla e os pratos com cordeiro.
Veja aqui comentários de quem já foi e fotos de todos os locais.

Vale a pena ir a Mendoza em julho?
Depende do que você procura. Julho tem vantagens claras: alta chance de pegar neve na cordilheira, céu limpo e seco ótimo pra fotografia, e enoturismo funcionando normalmente. As vinícolas ficam mais vazias e o visual dos Andes brancos é de outro mundo.
Por outro lado, tem os contras: o frio é intenso de manhã e à noite, é alta temporada (férias no Brasil e na Argentina), então hospedagem e passeios ficam mais caros e disputados, e os vinhedos estão secos, sem o verde típico da vindima.
Se o seu foco é colheita e parreirais carregados, fevereiro a abril são melhores (com a Fiesta de la Vendimia no início de março). Pra clima ameno e preços mais amigáveis, outono e primavera ganham. Mas pra neve, paisagens brancas e enoturismo de inverno, julho é a escolha certa.
Sugestão de roteiro de 3 a 5 dias em julho
- Dia 1: vinícolas de Luján de Cuyo ou Maipú (mais perto do centro), com almoço harmonizado;
- Dia 2: passeio de Alta Montanha — pra ver neve e os Andes nevados;
- Dia 3: centro de Mendoza, Parque General San Martín e gastronomia local;
- Dia 4: Valle de Uco (vinícolas com as melhores vistas) ou Parque Termal de Cacheuta;
- Dia 5 (coringa): reserve pra remarcar a Alta Montanha caso a estrada feche, ou pra mais vinícolas.
Quanto custa viajar pra Mendoza em julho?
Os valores variam bastante com câmbio e inflação argentina, mas dá pra orientar com faixas médias (em dólares):
- Hotéis simples no centro: em torno de 40 a 70 dólares a diária em quarto duplo;
- Hotéis boutique / 4 estrelas: algo em torno de 80 a 150 dólares;
- Lodges e hotéis em vinícolas de renome: facilmente acima de 200 a 300 dólares;
- Almoço simples no centro: em torno de 8 a 15 dólares por pessoa;
- Jantar mais arrumado: algo em torno de 20 a 40 dólares;
- Menu degustação em vinícola renomada: na faixa de 40 a 80 dólares;
- City tour ou tour de vinícolas em grupo: a partir de 30 a 60 dólares;
- Alta Montanha: em média 40 a 80 dólares por pessoa.
Como chegar e se locomover em Mendoza
Do Brasil, há períodos com voos diretos sazonais, mas muitos turistas chegam via Buenos Aires e seguem de avião ou ônibus. O Aeroporto Internacional de Mendoza (El Plumerillo) fica a uns 15 a 20 minutos do centro.
Na cidade, táxis e apps funcionam bem pra deslocamentos curtos. Pra vinícolas e montanha, o mais comum é contratar tours com agências, usar um remís (carro com motorista, comum na Argentina) ou alugar carro — esse último só pra quem está acostumado a dirigir em estrada de montanha com neve e gelo.
Erros comuns de brasileiros em Mendoza em julho
Depois de algumas viagens, a gente já viu (e cometeu) esses deslizes clássicos. Anota pra não repetir:
- Subestimar o frio da montanha: ir de tênis comum e casaco leve dá ruim. Leve botas impermeáveis, meias térmicas, segunda pele e casaco adequado pra neve;
- Achar que vai ver neve na cidade: a neve está na cordilheira, acessível pelo passeio de Alta Montanha — não nas ruas;
- Não reservar vinícolas com antecedência: em julho, tentar chegar e entrar em Luján de Cuyo ou Valle de Uco frustra a experiência;
- Programar a Alta Montanha em um único dia: se a estrada fechar, o passeio cancela. Deixe um dia coringa pra remarcar;
- Levar pouca proteção solar: o sol reflete na neve e queima, especialmente crianças. Óculos UV, protetor solar e hidratante labial são essenciais;
- Ignorar a altitude: subir correndo em trilhas perto do Aconcágua pode causar mal-estar. Vá devagar, beba água e tenha cuidado redobrado se tiver problema cardíaco ou respiratório.
Curiosidades sobre o inverno e o vinho em Mendoza
Mendoza é uma das mais importantes regiões vinícolas da América do Sul. O clima árido, o sol abundante e a irrigação com água de degelo dos Andes favorecem a produção, especialmente do Malbec. Aliás, você vê esse sistema tradicional de canais de irrigação em muitas ruas da cidade.
Os argentinos jantam tarde: não estranhe restaurantes mais vazios antes das 20h30 ou 21h. Pra quem prefere comer cedo, é até uma vantagem — dá pra pegar mesa sem reserva. E em restaurantes, costuma-se deixar uns 10% de gorjeta, paga em dinheiro (muitos lugares não permitem incluir no cartão).
Seguro viagem pra Mendoza
O atendimento médico no exterior pode sair caro, e em destinos de montanha e frio o risco de imprevisto sobe — então vale a pena ir protegido. A gente sempre usa esse comparador de seguros, que já vem com desconto exclusivo, mostra várias opções lado a lado e deixa pagar em reais e parcelado.
Com criança, ficar bem localizado e ter o passeio protegido faz toda diferença. E falando em localização, ela muda completamente o aproveitamento da viagem em Mendoza.
Pra aproveitar bem as vinícolas, a alta montanha e o centro sem perder tempo no transporte, ficar numa boa região é essencial. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza e os hotéis bons e baratos que a gente testou:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre Mendoza em julho
Faz muito frio em Mendoza em julho?
Sim, é inverno seco. As mínimas ficam em torno de 1 ºC a 3 ºC, com geada de manhã e à noite, e as máximas em torno de 14 ºC a 15 ºC à tarde. A amplitude térmica é grande, então roupa em camadas é fundamental.
Neva na cidade de Mendoza?
Não, é raríssimo. A neve fica concentrada na Cordilheira dos Andes, na estrada pro Chile e na região do Aconcágua. Pra ver e brincar na neve, é preciso fazer o passeio de Alta Montanha.
Vale a pena visitar as vinícolas no inverno?
Vale muito. As vinícolas funcionam normalmente o ano todo, com visitas e degustações. Os parreirais ficam secos, sem o verde da vindima, mas o contraste com a cordilheira nevada rende paisagens lindas — e as bodegas costumam estar menos lotadas.
O que vestir em Mendoza em julho?
Roupas em camadas: segunda pele, fleece ou moletom e casaco corta-vento ou de pluma. Pra montanha, leve gorro, luvas, cachecol, meias térmicas e botas impermeáveis. E não esqueça protetor solar e óculos de sol, mesmo no frio.
Quanto custa uma viagem a Mendoza?
Varia com o câmbio, mas em geral hotéis simples ficam em torno de 40 a 70 dólares a diária, refeições simples de 8 a 15 dólares por pessoa e passeios de grupo a partir de 30 a 60 dólares. A Alta Montanha sai por volta de 40 a 80 dólares.
Preciso reservar os passeios com antecedência em julho?
Sim, julho é mês de férias de inverno e a cidade fica cheia. Vinícolas, tours e a Alta Montanha esgotam horários rápido, então reserve hotel e passeios antes — e fique de olho na política de cancelamento, já que a estrada da montanha pode fechar por neve.
Dá pra esquiar perto de Mendoza?
Existem áreas de esqui ligadas à cordilheira, mas algumas bases tradicionais têm operação irregular. Vale checar na temporada se há pistas abertas. Quem não esquia ainda aproveita os parques de neve, com trenó e tubing.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:
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Mendoza no inverno tem um charme que a gente recomenda de olhos fechados: vinho bom, Andes nevados e aquele céu azul de tirar foto o dia inteiro. Vá preparado pro frio, reserve os passeios com antecedência e deixe um dia coringa pra montanha — e você vai voltar querendo repetir. Boa viagem!
