
Nova York é, sem exagero, a cidade dos arranha-céus. Caminhar pelas ruas de Manhattan com o pescoço empinado pra cima é quase um rito de passagem pra quem chega pela primeira vez — e olha, mesmo quem já foi várias vezes não cansa de babar pro skyline. Aqui a gente reuniu os maiores e mais icônicos arranha-céus da cidade, dos clássicos Art Déco aos novos gigantes que mudaram a paisagem nos últimos anos.
A primeira vez que a gente subiu num observatório em Nova York, escolhemos o pôr do sol — e foi mágico ver a cidade trocar a luz do dia pelas milhares de luzinhas acendendo aos poucos. Mas teve um erro: chegamos em cima da hora e quase perdemos o horário na fila do controle de acesso. Fica a dica que a gente detalha mais pra frente.
E não esquece: aqui no nosso guia das 25 melhores coisas para fazer em Nova York a gente reuniu um monte de dica pra montar a viagem inteira aproveitando melhor o tempo e o orçamento.
Os maiores e mais icônicos arranha-céus de Nova York
Hoje os prédios mais altos da cidade se concentram entre o Lower Manhattan (na região do One World Trade Center) e os arredores do Central Park e Midtown, onde brotaram várias torres residenciais super esbeltas na última década. Mas os clássicos continuam roubando a cena. Bora conhecer um por um.
1. One World Trade Center
É o prédio mais alto de Nova York e de todos os Estados Unidos, com cerca de 541 metros (1.776 pés) e 104 andares. Inaugurado em 2014, ele se tornou o novo símbolo do Lower Manhattan, no lugar das antigas Torres Gêmeas. Uma curiosidade linda: os 1.776 pés de altura são uma homenagem ao ano de 1776, o da Independência dos Estados Unidos.
O observatório fica nos andares 100 a 102 (o One World Observatory) e a subida já é uma experiência: os elevadores têm telas que “contam” a evolução de Nova York enquanto você sobe. Lá de cima dá pra ver a Estátua da Liberdade, o Brooklyn e até New Jersey.
O horário costuma ser das 9h às 21h ou 22h, variando conforme a época (sempre vale conferir o site oficial antes de ir). O ingresso adulto costuma ficar em torno de US$ 40 a 50, com opções mais caras de acesso rápido e pacotes combinados.
Dica de quem já foi: combine a visita com o 9/11 Memorial & Museum, que fica logo ao lado. Dá pra reservar meio dia só pra essa região e sair com a alma cheia.
2. Empire State Building
O queridinho dos filmes e o arranha-céu mais famoso do mundo. Inaugurado em 1931 no estilo Art Déco, o Empire State tem cerca de 381 metros (sem a antena) e 102 andares, recebendo milhões de visitantes por ano.
O ponto alto do passeio (literalmente) é o observatório do 86º andar, com vista 360° ao ar livre de toda a cidade. Tem também as famosas “super lentes”, onde você coloca duas moedinhas de 25 centavos de dólar e enxerga os detalhes lá embaixo. Quem quiser subir mais ainda tem o mirante do 102º andar, pago à parte e mais alto.
O prédio costuma abrir das 9h até 23h ou até 1h da manhã, dependendo da estação. O ingresso do 86º andar fica na faixa de US$ 45 a 55, e o combo 86º + 102º andar costuma sair em torno de US$ 70 a 80. No segundo andar tem ainda um museu interativo bem legal, contando a história do prédio e a presença dele na cultura pop.
Olha, o pôr do sol aqui é um espetáculo de outro mundo. Mas chegue com antecedência: o ideal é estar no local pelo menos 45 a 60 minutos antes do horário agendado, porque a segurança e o controle de acesso levam tempo.
3. Flatiron Building
Um dos prédios que deram início à era dos arranha-céus na cidade. Hoje ele não é dos mais altos, com apenas 21 andares, mas a história e o design garantem o destaque.
Inaugurado em 1902, o formato triangular do Flatiron causou polêmica na época — muita gente apostou que o edifício ia desabar! Ele também inovou na estrutura, usando aço em vez de paredes de pedra, uma grande novidade pro período. Não tem observatório, mas vale muito uma foto da esquina icônica.
4. Chrysler Building
Sem dúvida um dos arranha-céus mais bonitos da cidade. Concluído em 1930, com cerca de 319 metros, o Chrysler foi o prédio mais alto do mundo por pouco tempo — perdeu o posto justamente pro Empire State em 1931. A torre de aço inoxidável com os recuos progressivos é a cara do Art Déco.
A beleza não está só do lado de fora: o saguão principal usa mármores e granitos vindos de vários cantos do planeta, dando um charme extra. Ele não tem observatório aberto ao público, mas vale a pena entrar só pra apreciar o lobby Art Déco com todos aqueles detalhes metálicos. Como ele fica pertinho da Grand Central, dá pra encaixar no caminho fácil.
Como circular entre os arranha-céus
A melhor forma de se locomover por Nova York é de metrô, disparado. É rápido, barato e quase todos os arranha-céus ficam a poucos quarteirões de alguma estação importante: o One WTC fica na estação World Trade Center / Oculus, o Empire State perto das linhas da 34th Street, o One Vanderbilt e o Chrysler na Grand Central–42 St, e o Edge na estação 34 St–Hudson Yards.
Muita gente tem medo do metrô, mas é besteira — aprender o básico (linhas, sentido uptown/downtown) economiza muito tempo e dinheiro. Táxi e apps são práticos à noite ou em grupo, mas em horário de pico o trânsito de Midtown trava feio. E muita coisa dá pra fazer caminhando mesmo: do Empire State dá pra ir andando até a Times Square e o Rockefeller Center, por exemplo.
Como o atendimento médico nos Estados Unidos é caríssimo, a gente sempre reforça: contratar um seguro viagem antes de embarcar é essencial. Vale comparar opções nesse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas. Qualquer imprevisto de saúde lá fora pode custar uma fortuna, então é proteção que vale cada centavo.
5. Top of the Rock (GE Building / Rockefeller Center)
O GE Building, também chamado de Top of the Rock, faz parte do complexo Rockefeller Center. Tem 70 andares e, entre o 67º e o 70º, fica um dos observatórios mais estratégicos da cidade — porque de lá você vê o Empire State Building na foto, coisa que não dá pra fazer quando está em cima dele.
Projetado por Raymond Hood e inaugurado em 1933, o complexo é uma das construções mais famosas de Nova York, com lojas, restaurantes e até a famosa pista de patinação no gelo durante o inverno.
6. One Vanderbilt (SUMMIT)
Inaugurado em 2020, o One Vanderbilt tem cerca de 427 metros e fica colado na Grand Central Terminal, em Midtown. O observatório dele, o SUMMIT One Vanderbilt, virou um dos mais comentados da cidade: tem plataformas internas e externas, instalações espelhadas e experiências imersivas que rendem fotos incríveis.
Lá de cima a vista do Empire State, do Chrysler e de todo o Midtown é de impressionar. O ingresso adulto costuma ficar entre US$ 40 e 60, ficando mais caro no pôr do sol e à noite. Os fins de semana são bem concorridos, então comprar online com antecedência ajuda bastante.
7. 30 Hudson Yards (Edge)
No bairro novo de Hudson Yards, no oeste de Manhattan, fica o 30 Hudson Yards, com cerca de 387 metros. O observatório Edge, aberto em 2020, é aquela plataforma externa em formato de “varanda” com piso de vidro — uma das mais altas do hemisfério ocidental, sensação garantida pra quem não tem medo de altura.
O ingresso adulto fica na faixa de US$ 40 a 50, com acréscimo pra horário do pôr do sol. Dica boa: combine a visita com um passeio pelo The High Line e pelo mercado e shopping de Hudson Yards, que ficam logo ali.
8. Central Park Tower e 111 West 57th (Steinway Tower)
Aqui entram os novos gigantes residenciais da chamada “Billionaires’ Row”, na West 57th Street, ao sul do Central Park. A Central Park Tower, concluída em 2020, tem cerca de 472 metros e é o arranha-céu residencial mais alto da cidade. Já a 111 West 57th Street (Steinway Tower), com cerca de 435 metros, é considerada uma das torres mais esbeltas do mundo em proporção altura/largura.
São prédios super-slender, com poucos apartamentos gigantescos voltados pra compradores ultrarricos do mundo todo. Não têm observatório aberto ao público, mas mudaram completamente o perfil do skyline na última década — menos turismo, mais investimento e luxo.
9. 432 Park Avenue
Outra estrela da “Billionaires’ Row”, o 432 Park Avenue foi concluído em 2015 e tem cerca de 426 metros. Ele ficou famoso pela silhueta minimalista, parecendo um talo finíssimo no meio do skyline, e por render uns debates curiosos sobre o conforto dos moradores em dias de vento forte. Também é residencial e não tem observatório.
10. Os clássicos que vale conhecer: Woolworth, Seagram, Lever House e Citigroup Center
Tem ainda um time de prédios mais antigos que são pura história da arquitetura. O Woolworth Building, ao sul da cidade, foi construído em 1913 e foi o edifício mais alto do mundo por mais de 20 anos — o estilo neogótico dos seus 60 andares atrai admiradores de arquitetura do mundo todo.
O Seagram Building, na Park Avenue, é um edifício elegante feito de retângulos de bronze e paredes de vidro fumê, um marco do modernismo. O Lever House foi pioneiro ao usar uma fachada inteira de vidro e aço numa estrutura vertical, garantindo seu lugar na história. E o Citigroup Center, na 601 Lexington Avenue, chama atenção pelo topo triangular — que originalmente seria um painel solar, ideia que não deu certo, mas virou marca registrada. Foi o primeiro arranha-céu pós-moderno da cidade, construído em 1978.
Pra fechar, o World Wide Plaza, de 1989, tem mais de 48 andares com uma cobertura de cobre e uma coroa de vidro fosco no topo da torre, num belo estilo pós-moderno.
Quais observatórios valem mais a pena?
Entre tantos prédios, só alguns têm mirante aberto ao público: One World Observatory, Empire State Building, Top of the Rock, SUMMIT One Vanderbilt e Edge. Pra um roteiro de 3 a 5 dias, a nossa dica de quem já cometeu o erro é: escolha no máximo dois observatórios diferentes (por exemplo, um no Lower Manhattan e outro em Midtown ou Hudson Yards). A gente já subiu em três mirantes parecidos e, sinceramente, a vista de Midtown se repete demais — não compensa o gasto duplicado.
Pra garantir o ingresso de Nova York da forma mais barata e segura, dá pra economizar bastante — confira o nosso guia de onde comprar ingressos para as atrações de Nova York.
Melhor época e horário para ver os arranha-céus
As melhores estações são a primavera (abril a junho) e o outono (setembro a início de novembro): clima mais estável, céu limpo e temperatura agradável pra caminhar entre os prédios. No inverno a vista pode ficar cristalina, mas o frio e o vento nos mirantes abertos (como o Edge e o 86º andar do Empire) são intensos — leve casaco corta-vento, gorro e luvas. No verão os dias são mais longos, então dá pra pegar o pôr do sol mais tarde, mas tem mais chance de neblina e calor nas filas.
Sobre o horário do dia: de manhã cedo os mirantes estão mais vazios e a luz fica suave, ótima pra fotos sem multidão. O fim de tarde e o pôr do sol são os mais bonitos, com a cidade de dia, o sol caindo e as luzes acendendo — mas também os mais disputados e caros. À noite tem menos fila e um clima romântico, com o skyline todo iluminado.
Erros comuns de turista (e como evitar)
- Subir em vários observatórios parecidos: escolha no máximo dois com vistas diferentes pra equilibrar tempo e orçamento.
- Comprar ingresso na hora em alta temporada: resulta em filas enormes e horários de pôr do sol esgotados. Compre online com antecedência.
- Ignorar o clima: neblina ou nuvens baixas estragam a vista. Confira a previsão e deixe um dia “flexível” pra remanejar.
- Esquecer do vento e do frio nos andares abertos: no inverno, lá em cima é bem mais gelado que na rua.
- Chegar em cima da hora do pôr do sol: o controle de acesso leva tempo. Chegue com 45 a 60 minutos de antecedência.
- Tentar fazer tudo em um dia só: distribua os mirantes entre 2 ou 3 dias, combinando com atrações próximas.
Pra organizar tudo isso de um jeito que caiba no bolso, vale dar uma olhada no nosso guia de como viajar barato para Nova York.
Pra fechar com chave de ouro: o pôr do sol em Manhattan de cima de um arranha-céu é, na nossa experiência, uma das coisas que mais marcam uma viagem a Nova York. Escolha bem o mirante, vá num dia de céu limpo e prepare o celular — porque a vontade de fotografar tudo é incontrolável.
Ficar bem localizado faz toda a diferença pra explorar os arranha-céus a pé e de metrô, economizando tempo de deslocamento entre o Lower Manhattan e o Midtown. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Nova York:
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Perguntas frequentes sobre os arranha-céus de Nova York
Qual é o maior arranha-céu de Nova York?
É o One World Trade Center, com cerca de 541 metros (1.776 pés) e 104 andares. Ele é também o prédio mais alto de todos os Estados Unidos e fica no Lower Manhattan, no complexo do World Trade Center.
Quais arranha-céus têm observatório aberto ao público?
Os principais são o One World Observatory (One WTC), o Empire State Building, o Top of the Rock (Rockefeller Center), o SUMMIT One Vanderbilt e o Edge (Hudson Yards). Os demais, como o Chrysler e as torres residenciais da Billionaires’ Row, não têm mirante público.
Quanto custa subir nos observatórios de Nova York?
O ingresso adulto costuma ficar entre US$ 40 e 60 nas opções padrão, podendo subir pra faixa de US$ 60 a 90 nas versões VIP, com acesso rápido ou no pôr do sol. Crianças e idosos geralmente pagam um pouco menos.
Qual o melhor observatório de Nova York?
Depende do que você procura. O Top of the Rock é ótimo porque coloca o Empire State na sua foto. O Edge tem a varanda de vidro mais radical. O SUMMIT One Vanderbilt é o mais imersivo e instagramável. E o Empire State é o clássico que todo mundo quer riscar da lista. A dica é escolher no máximo dois com vistas diferentes.
Dá pra visitar o Chrysler Building por dentro?
O Chrysler Building não tem observatório aberto ao público, mas vale entrar no saguão principal (lobby) pra admirar o interior Art Déco, com mármores e detalhes metálicos lindos. É gratuito e fica pertinho da Grand Central.
Qual a melhor época para ver os arranha-céus de Nova York?
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a início de novembro) costumam ter o clima mais estável e o céu mais limpo, ideais pra apreciar as vistas. No inverno o ar fica cristalino, mas o frio nos mirantes abertos é intenso.
Como chegar nos principais arranha-céus?
De metrô, que é a forma mais rápida e barata. O One WTC fica na estação World Trade Center / Oculus, o Empire State perto da 34th Street, o One Vanderbilt e o Chrysler na Grand Central–42 St e o Edge na estação 34 St–Hudson Yards.
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