
Se você tá planejando a viagem pra Floripa, já vai se acostumando com uma ideia: a maioria das atrações da cidade é grátis (praia, trilha, mirante, Mercado Público), mas os passeios mais legais e os eventos mais disputados dependem de ingresso comprado com antecedência. E é aí que muita gente erra — chega na ilha querendo decidir tudo na hora e perde vaga, paga mais caro ou fica horas em fila.
Nesse guia, a gente reuniu o que realmente vale a pena comprar antecipado em Floripa, como funcionam os ingressos das principais atrações, faixas de preço pra você se planejar e os erros que a gente já viu turista cometer (inclusive a gente mesmo nas primeiras viagens). E não esquece: aqui no nosso guia completo de Florianópolis a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
A boa notícia: existe uma forma simples de resolver a maior parte dos passeios sem dor de cabeça. Bora ver.
Como funcionam os ingressos em Floripa
Antes de tudo, vale entender a lógica da cidade. Floripa tem três grandes tipos de “ingresso”:
- Passeios turísticos pagos (tour panorâmico, escuna, Ilha do Campeche, excursão pra Blumenau): comprados em sites ou agências.
- Eventos gratuitos com retirada online: cada vez mais comum, principalmente em festas grandes organizadas pela prefeitura. É grátis, mas você precisa garantir o ingresso pelo CPF antes.
- Festas, baladas e beach clubs: vendidos em lotes (preço sobe conforme esgota) em plataformas como Sympla, Blueticket e Shotgun, ou na porta (quase sempre mais caro).
Quanto mais perto do verão (dezembro até o Carnaval), mais coisa esgota e mais cara fica. A gente já chegou em janeiro querendo fechar passeio de escuna pra dois dias depois e simplesmente não tinha vaga em nenhum horário decente. Fica a dica: se a viagem é em alta temporada, compre antes de embarcar.
Onde comprar ingressos dos passeios em Florianópolis
Pra passeios turísticos (tour pela ilha, Ilha do Campeche, excursão a Blumenau, transfers de passeio), a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores comparadores de passeios do mundo e tem uma série de vantagens que fazem diferença na prática:
- Pagamento em reais, sem IOF, dá pra parcelar.
- Cancelamento gratuito em vários passeios (a gente sempre confere se tem essa opção antes de fechar).
- Atendimento em português e ingresso direto no e-mail — chega no passeio mostrando o celular.
- Preço costuma ser mais barato do que comprar no balcão da agência local.
Outra vantagem boba mas que a gente gosta: o ingresso vem em nome do titular do cartão. Não precisa cadastrar nome de cada um da família, basta apresentar o voucher no embarque.
Olha só os passeios mais legais e o que esperar de cada um:
1) Tour panorâmico por Florianópolis
Esse é o passeio que a gente recomenda pra quem chega na ilha sem saber por onde começar. Em um dia, o tour panorâmico com guia em português passa pelos principais cartões-postais da cidade — perfeito pra entender a geografia da ilha e decidir onde voltar com mais calma nos dias seguintes.
A primeira parada é o centro histórico, com a Catedral Metropolitana, a Praça XV e o Mercado Público. De lá, o grupo segue pra Ponte Hercílio Luz, com cerca de 20 minutos de parada pra caminhar e tirar foto. Ela foi a primeira ponte ligando a ilha ao continente e é o símbolo mais reconhecido de Santa Catarina.
Depois vem o Morro das 7 Voltas, com pausa no mirante (a vista lá em cima do morro vale a foto), seguido de um trecho panorâmico pela Lagoa da Conceição. A próxima parada é a Praia da Joaquina, com cerca de uma hora pra curtir a areia, as dunas ou nadar.
Em seguida o passeio segue pra Barra da Lagoa, onde dá pra fazer uma trilha curta até as piscinas naturais — esse trecho é o que mais surpreende quem nunca foi. Depois passa por Praia dos Ingleses, faz um tour panorâmico por Jurerê Internacional (a praia das mansões e dos beach clubs badalados) e fecha com meia hora em Santo Antônio de Lisboa, o bairro histórico de arquitetura açoriana, perfeito pra um café no fim de tarde.
2) Passeio de barco à Ilha do Campeche
Esse aqui é o passeio que a gente acha que todo mundo tem que fazer pelo menos uma vez em Floripa. A Ilha do Campeche tem aquele combo clássico que parece foto de cartão-postal: areia branquinha, água azul transparente e mata preservada. Inclusive é tombada como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, com sambaquis e gravuras rupestres que dá pra ver fazendo uma das trilhas.
O legal do passeio organizado é que ele inclui transfer do hotel, então você não se preocupa com onde sair, onde estacionar nem com risco de chegar depois da hora do barco. Durante a navegação (que dura cerca de uma hora), você ainda passa por algumas das praias do leste da ilha, como Mole, Joaquina e Galheta — quase um city tour aquático.
Uma coisa importante: a Ilha do Campeche tem limite diário de visitantes, controlado pelos órgãos ambientais. Em alta temporada, especialmente no verão, esgota com facilidade. Fechar online com antecedência costuma ser mais seguro (e mais barato) do que tentar negociar na hora com barqueiros na praia.
3) Excursão a Blumenau e Pomerode
Se você vai ficar uns dias em Floripa e quer um bate-volta diferente, vale conhecer o Vale Europeu. A excursão a Blumenau e Pomerode é a forma mais prática de fazer isso sem precisar alugar carro nem montar logística.
Em Blumenau, o passeio passa pela margem do rio Itajaí-Açu — toda cercada por aquela arquitetura enxaimel que parece vilarejo alemão. Você conhece o Jardim da Cerveja (no estilo dos biergartens da Alemanha), a Prefeitura, a Catedral Metropolitana e a famosa Vila Germânica, onde acontece a Oktoberfest.
Em Pomerode, considerada a cidade mais alemã do Brasil, o tour passa pelo Portal Turístico, a Fábrica de Porcelanas Schmidt, o Zoológico e a Vila Encantada. Ainda sobra tempo pra uma parada em uma cervejaria artesanal com degustação inclusa — e olha, a cerveja artesanal de SC é coisa séria.
Passeios de escuna saindo de Canasvieiras e Beira-Mar
Além da Ilha do Campeche, Floripa tem outros passeios de barco populares, especialmente as escunas que saem de Canasvieiras, da Beira-Mar Norte e da Barra da Lagoa. Os roteiros mais clássicos passam pela Baía dos Golfinhos e pela Fortaleza de Anhatomirim, e costumam incluir almoço a bordo.
Faixa de preço típica: em torno de R$ 120 a R$ 220 por pessoa, variando conforme época, empresa e se inclui ou não refeição. Em alta temporada esgotam rápido — em baixa, dá pra negociar até na véspera.
Erro clássico (e a gente já passou por isso): comprar a escuna online sem conferir o ponto de saída. Tem passeio que sai de Canasvieiras, outro do centro, outro da Lagoa. Se você tá hospedado no sul da ilha e o barco sai do norte, o deslocamento em dia de verão pode te fazer perder o embarque. Sempre confira esse detalhe antes de fechar.
Eventos, festas e ingressos gratuitos com retirada online
Uma mudança que vem acontecendo em Floripa é o modelo de evento gratuito com ingresso digital. Festas grandes organizadas pela prefeitura — como a Festa de São João e shows da Maratona Cultural — passaram a exigir retirada online pelo CPF, mesmo sendo de graça.
As regras costumam ser parecidas:
- 1 ingresso por CPF por dia de evento.
- Crianças até 12 anos geralmente não precisam de ingresso.
- Em caso de alta demanda, entra fila de espera no site.
- É permitido sair e entrar de novo com o mesmo ingresso, dentro da lotação.
Se você vai pra Floripa em data de evento, vale ficar de olho nas redes da Prefeitura e nos sites oficiais dos festivais — “evento gratuito” não é mais sinônimo de “é só chegar”.
Festivais, baladas e beach clubs
Pra vida noturna, a lógica é diferente. As festas e festivais grandes — tipo o Folianópolis, micareta que costuma rolar entre fim de outubro e começo de novembro — vendem passaportes pra vários dias de evento. As principais plataformas são Blueticket, Sympla e Shotgun.
O esquema padrão é de lotes: o 1º sai mais barato e os preços sobem conforme esgotam. Festivais grandes começam em torno de R$ 200 a R$ 350 por dia, podendo passar bem disso em camarotes e pacotes VIP.
Em beach clubs badalados de Jurerê, Joaquina e Mole, o sistema é de consumação mínima ou ingresso com show. Faixa comum: R$ 150 a R$ 400 por pessoa em dias de atração, podendo ser bem mais em datas especiais. Em Réveillon, então, vira outro patamar.
Atenção a uma armadilha: consumação mínima nem sempre é abatida integralmente. Taxa de serviço e alguns itens específicos podem ficar de fora. Sempre confira a regra no momento da compra.
Faixas de preço pra você se programar
- Tour panorâmico em ônibus: passeio de dia inteiro com guia.
- Ilha do Campeche (barco compartilhado): R$ 150 a R$ 250 por pessoa em alta temporada.
- Escuna com almoço: R$ 120 a R$ 220 por pessoa.
- Lancha privada: pode passar de R$ 800 a R$ 1.000 a diária, dependendo do tamanho e da época.
- Beach club com show: R$ 150 a R$ 400 (consumação mínima).
- Couvert artístico em bares com música ao vivo: R$ 20 a R$ 50.
- Estacionamento próximo a praias badaladas: R$ 20 a R$ 40 o período (no verão).
- Aluguel de cadeira + guarda-sol na praia: R$ 35 a R$ 70 o conjunto, por dia.
Quando comprar com antecedência (e quando dá pra deixar pra hora)
- Alta temporada (dezembro a Carnaval): compre tudo antes — escunas, Ilha do Campeche, festas de Réveillon, Folianópolis. Deixar pra última hora significa pagar mais ou ficar sem.
- Média temporada (novembro, março, feriados): festas grandes ainda vale comprar antes, mas passeios de barco aceitam decisão de véspera sem grandes problemas.
- Baixa temporada (inverno): tudo mais tranquilo e mais barato. Alguns beach clubs operam menos ou fecham, mas surgem festas juninas e festivais culturais com ingresso gratuito.
Erros comuns de turista (e como evitar)
- Deixar passeios pra última hora no verão: ingresso esgotado ou preço cheio na agência local.
- Não conferir o local de saída do barco: trânsito de Floripa em janeiro é cruel, não dá pra contar com 10 minutos de margem.
- Achar que “evento gratuito” dispensa ingresso: tem que retirar online com CPF.
- Esquecer documento de meia-entrada: estudante, idoso e PCD precisam levar carteirinha ou comprovante, senão paga inteira.
- Não checar o que o ingresso inclui: escuna pode ou não ter almoço; beach club pode incluir consumação parcial ou só acesso ao show.
- Subestimar o deslocamento: em alta temporada, Centro–Sul ou Norte–Sul pode levar mais de uma hora.
Seguro viagem pra Florianópolis
Mesmo sendo viagem dentro do Brasil, vale uma palavra sobre seguro. Atendimento médico em cidade lotada de turista no verão lota também — e qualquer coisinha (um corte na pedra da praia, uma intoxicação alimentar, um acidente na trilha) pode virar gasto inesperado. A gente sempre usa esse comparador de seguros, que mostra as principais seguradoras lado a lado e tem 18% de desconto exclusivo pra quem vem pelo Grupo Dicas. Pra viagem de uma semana, o valor costuma ser bem em conta.
Chip de viagem? Em Floripa basicamente não precisa
Como é viagem nacional, seu plano de celular funciona normalmente — não precisa de chip internacional aqui. Só uma dica: nas praias mais afastadas (Lagoinha do Leste, Naufragados, alguns trechos da costeira) o sinal cai. Vale baixar o mapa do Google offline antes de sair pra trilha.
Onde ficamos em Florianópolis (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Podemos dividir Florianópolis em: norte, leste, sul e centro/continente. Cada uma dessas regiões tem suas particularidades e vai proporcionar uma experiência diferente de hospedagem.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre ingressos em Florianópolis
Vale a pena comprar ingressos de passeios pela internet?
Sim, principalmente em alta temporada. Além de garantir vaga, costuma sair mais barato do que comprar direto com a agência no balcão, e você evita filas. O ingresso chega no e-mail e basta apresentar no celular.
Os ingressos podem ser cancelados?
Vários passeios oferecem cancelamento gratuito até 24 ou 48 horas antes. Sempre confira essa condição na hora da compra — é o que dá flexibilidade caso o tempo vire (e o tempo em Floripa muda rápido).
Precisa imprimir o ingresso?
Não. Os principais passeios aceitam o ingresso direto no celular. Só vale ter uma cópia salva offline caso o sinal falhe na hora do embarque.
Crianças pagam?
Depende do passeio. Muitos têm gratuidade até certa idade (geralmente 3 ou 4 anos) e meia-entrada até 11 ou 12 anos. Em eventos gratuitos da prefeitura, crianças até 12 anos costumam ficar isentas de ingresso.
Como funciona a Ilha do Campeche? Pode ir sem reserva?
A ilha tem limite diário de visitantes controlado por órgãos ambientais. Em alta temporada esgota fácil, então o ideal é fechar o passeio antecipado. Em baixa, dá pra ir até a Praia do Campeche e negociar com os barqueiros credenciados na hora.
Posso ir pra Floripa sem comprar nenhum ingresso?
Pode, sim — boa parte das atrações é gratuita (praias, Mercado Público, mirantes, Ponte Hercílio Luz por fora, Santo Antônio de Lisboa). Mas se você quer fazer passeios de barco, Ilha do Campeche, tour com guia ou ir a festas grandes, ingresso antecipado faz muita diferença no verão.
Onde compro ingresso de festa e balada?
As plataformas mais usadas em Floripa são Sympla, Blueticket e Shotgun. Em festas de verão, comprar antecipado em lote inicial costuma sair bem mais barato do que pagar na porta.
Economize ao máximo na sua viagem a Florianópolis
Pra te ajudar a planejar tudo gastando menos, dá uma olhada nos nossos outros guias de Floripa:
- Guia completo de Florianópolis — tudo pra montar a viagem do zero.
Floripa é um daqueles destinos que melhora quando você chega organizado. Os passeios mais legais são justamente os que dependem de logística (barco, transfer, horário), e resolver isso antes de embarcar libera você pra aproveitar de verdade — sem perder manhã na fila de agência nem descobrir que a Ilha do Campeche tá esgotada justo no dia que você queria ir. Da nossa experiência, vale muito mais a pena chegar com os principais ingressos no celular e usar os dias na praia.


