Excursão de Floripa a Urubici e Serra do Rio do Rastro

Sabe aquele bate-volta que parece outra viagem? A excursão de Florianópolis a Urubici e Serra do Rio do Rastro é exatamente isso: você acorda na praia, almoça a 1.400 metros de altitude no meio dos cânions e ainda dá tempo de jantar de volta em Floripa. Em um único dia, troca o clima litorâneo por araucárias, paredões de basalto e uma das estradas mais cênicas do Brasil.

A gente fez esse bate-volta e a sensação é meio surreal: em poucas horas, a paisagem muda completamente. No mirante da Serra do Rio do Rastro, em dia limpo, dá pra ver até o litoral catarinense a quase 100 km de distância. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Florianópolis a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida e passeios.

Como é a excursão (na prática)

O passeio é longo: sai por volta das 7h da manhã e volta entre 19h30 e 20h. Ou seja, prepare-se pra cerca de 13 horas de roteiro, com bastante tempo de estrada (são uns 220 a 250 km até a serra, em torno de 3h30 a 4h de cada perna).

O transporte costuma ser em micro-ônibus ou van, com guia em português, e o pickup é feito nos hotéis das regiões Central, Norte e Oeste de Florianópolis. Quem fica fora dessa área normalmente tem ponto de encontro em algum shopping da cidade, tipo o Villa Romana.

O roteiro padrão segue mais ou menos essa sequência:

  • Saída de Floripa pela manhã em direção à Serra Catarinense.
  • Mirante da Serra do Rio do Rastro, com vista pros paredões de basalto e o vale lá embaixo.
  • Almoço típico serrano em Bom Jardim da Serra, Lauro Müller ou Urubici (galeto, truta, carnes, buffet caseiro).
  • Urubici à tarde: gruta Nossa Senhora de Lourdes, cachoeira (Barrinha ou Avencal, depende da agência) e parada em uma fazenda de maçãs.
  • Retorno a Florianópolis no fim do dia.

Algumas operadoras invertem a ordem dependendo da previsão do tempo — se a serra estiver com neblina pela manhã, fazem Urubici primeiro e o mirante à tarde. Isso é até bom, porque garante mais chance de pegar o ponto alto com céu limpo.

Cascata da Barrinha

Como reservar a excursão

A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar os tours. Preferimos ele porque não dá dor de cabeça, é um dos maiores do mundo nesse tipo de serviço e costuma ter os melhores preços do mercado.

O legal é que dá pra ver avaliações reais de quem já fez o passeio antes de fechar. E tem três vantagens que fazem diferença: pagamento em reais (sem IOF), possibilidade de parcelar e cancelamento gratuito até 24h antes da excursão. Ou seja, se chover ou der algum imprevisto, você cancela e recupera tudo.

Comprar com antecedência também evita que esgote a vaga (no inverno e em feriados, lota rápido) e garante preços melhores. A faixa costuma ficar entre R$ 250 e R$ 450 por pessoa, dependendo do que está incluído (transporte, guia, ingressos, almoço).

Serra do Rio do Rastro: o que esperar

A Serra do Rio do Rastro fica na divisa entre Bom Jardim da Serra (no topo) e Lauro Müller (no pé da serra), na rodovia SC-390. Ela tem mais de 280 curvas fechadas e o mirante principal está a cerca de 1.400-1.450 metros de altitude.

Lá em cima, a vista é absurda: paredões verticais, mata de araucárias e, em dias claros, visibilidade de até 100 km de distância. Tem estacionamento gratuito no mirante e fica todo mundo encostado nas grades fazendo foto.

Dica importante: o melhor horário pra estar no mirante é entre 11h e 15h. Antes das 10h ou depois das 16h, a chance de pegar tudo fechado na neblina é muito maior, principalmente no inverno. A boa excursão já sabe disso e calibra o horário.

Uma coisa que poucos contam: essa não é serra de velocidade, é de contemplação. Quem vai por conta própria precisa ter experiência com estrada de montanha — as curvas são fechadas, tem caminhão, pode pegar neblina e às vezes animais na pista. Ir de excursão tira esse problema da sua cabeça.

Urubici: a estrela da Serra Catarinense

Urubici é a cidade que mais aparece nos roteiros de quem vai pra Serra Catarinense, e por bons motivos. É de lá que saem várias das atrações naturais mais famosas da região. Numa excursão bate-volta, você vai conseguir ver uma parte — o suficiente pra ter vontade de voltar e dormir alguns dias.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Uma gruta com imagem de Nossa Senhora envolta por paredões de pedra e vegetação, com aquele clima de santuário. Visitação geralmente é gratuita ou com doação espontânea. É uma parada rápida, mas tem uma energia bonita.

Cachoeiras (Barrinha ou Avencal)

Dependendo da agência, a parada pode ser na cascata da Barrinha (mais simples, ótima pra foto) ou na Cascata do Avencal, uma das mais famosas de Urubici, com queda de mais de 100 metros e tirolesa atravessando o cânion. O ingresso costuma custar em torno de R$ 20 a R$ 30, e a tirolesa fica em torno de R$ 40 a R$ 70 — valores cobrados na hora, geralmente em espécie.

Formações rochosas em Urubici

Formações rochosas e fazendas de maçã

A região tem formações rochosas impressionantes (Morro do Campestre, com aquela “janela” na rocha, é uma das mais conhecidas — ingresso na casa de R$ 20). E, no caminho entre a serra e Urubici, é comum passar por pomares de maçã, com parada rápida pra conhecer a produção e comprar fruta da estação. Em alguns roteiros, essa parada é fixa.

Melhor época pra fazer a excursão

Cada estação tem seu charme nessa região — não tem “época ruim”, tem expectativa diferente:

  • Inverno (junho a agosto): a época mais famosa. Temperaturas próximas de zero, geada, e a possibilidade (rara, mas existe) de pegar neve. É também quando mais lota e quando os preços sobem. Reserve com antecedência.
  • Outono e primavera (abril-maio e setembro-novembro): na nossa opinião, são os melhores meses. Clima estável, céu mais limpo, menos neblina e temperatura amena pra caminhar.
  • Verão (dezembro a março): serra é um refúgio do calor pra quem está em Floripa. Pode pegar pancadas de chuva e neblina, mas os dias são longos e a paisagem fica verdíssima.

Dirigir até a serra ou ir de excursão?

Pra esse bate-volta específico, a excursão sai na frente: o guia conhece a estrada, otimiza o tempo nas paradas e você não precisa encarar as 280 curvas dirigindo. Mas se você quer ficar mais dias na Serra Catarinense — dormindo em Urubici ou São Joaquim, visitando vinícolas de altitude e incluindo outras cidades —, aí carro faz total sentido.

Aluguel de carro (economize até 34%)

Pra quem decide explorar a Serra Catarinense por conta própria, a principal dica é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Fazenda de maçãs em Urubici

Dicas práticas pra aproveitar o bate-volta

A gente errou em algumas coisas na primeira vez e ouviu muito relato parecido. Aqui vai o resumo do que faz diferença:

  • Leve casaco mesmo no verão. O vento nos mirantes é gelado o ano inteiro, e em julho a sensação térmica fica negativa.
  • Roupa em camadas. O dia varia muito: dentro do ônibus quente, fora do ônibus gelado.
  • Calçado confortável. Tênis com boa aderência ou bota — tem trilha curta em algumas paradas.
  • Dinheiro em espécie. Vários atrativos cobram ingresso na hora e o sinal de cartão pode falhar.
  • Remédio pra enjoo se você é sensível a curva. A SC-390 não dá trégua.
  • Power bank. Você vai usar muito o celular pra foto, e bateria descarrega mais rápido com frio.
  • Capa de chuva leve ou corta-vento. O tempo na serra muda em minutos.

Erros que a gente não cometeria de novo

  • Ir sem checar a previsão do tempo. Subir pra Serra do Rio do Rastro e pegar tudo fechado na neblina é triste. Vale consultar previsão na véspera e câmeras ao vivo da região.
  • Subestimar o frio. Quem vem direto da praia em Floripa esquece que serra a 1.400 metros é outro mundo. Gorro e luvas no inverno valem ouro.
  • Não reservar com antecedência no inverno. Julho e feriados prolongados lotam tudo — excursão, hotel em Urubici, restaurante. Quem deixa pra última hora paga caro ou fica sem.
  • Sair de trilha marcada ou pular cerca em mirante. Cânion é cânion. Tem queda livre. Respeite as grades.

Seguro viagem (vale pra essa região também)

Mesmo viagem dentro do Brasil pede atenção: estrada de serra, atrativos de aventura (tirolesa, trilha), clima imprevisível. Um seguro viagem nacional sai baratinho e cobre atendimento médico, remoção, bagagem e cancelamento.

A gente usa esse comparador de seguros, que mostra as principais seguradoras lado a lado e tem 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas já aplicado no link.

Vale a pena ficar mais dias na Serra Catarinense?

Na nossa opinião, sim. O bate-volta de Floripa é ótimo como teaser — você vê o melhor da Serra do Rio do Rastro e um gostinho de Urubici. Mas a região tem muito mais: Morro da Igreja/Pedra Furada (ponto mais alto habitado do Sul do Brasil, com cerca de 1.822 m, com autorização do ICMBio), São Joaquim e suas vinícolas de altitude, queijos, salames, vinhos e a cervejaria Lohn Bier em Lauro Müller.

Se sobrar tempo na viagem, vale incluir pelo menos uma noite em Urubici. O ritmo muda e você consegue ver as cachoeiras com calma, sem relógio na cabeça.

Onde ficamos em Florianópolis (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Podemos dividir Florianópolis em: norte, leste, sul e centro/continente. Cada uma dessas regiões tem suas particularidades e vai proporcionar uma experiência diferente de hospedagem.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre a excursão a Urubici e Serra do Rio do Rastro

Quanto tempo dura a excursão de Florianópolis a Urubici e Serra do Rio do Rastro?

O passeio dura cerca de 13 horas, com saída por volta das 7h e retorno entre 19h30 e 20h. É um bate-volta longo, com várias paradas em mirantes, cachoeiras e centro histórico de Urubici.

Quanto custa essa excursão?

O valor costuma ficar entre R$ 250 e R$ 450 por pessoa, dependendo da temporada, da antecedência da reserva e do que está incluído (transporte, guia, almoço e ingressos). Reservar com antecedência costuma garantir preço bem melhor.

Qual a melhor época pra fazer o passeio?

O inverno (junho a agosto) é o mais famoso pelo frio intenso e a chance de neve, mas também é o mais cheio. Outono e primavera oferecem clima mais estável, céu limpo e menos neblina nos mirantes — na nossa opinião, são os meses ideais.

Qual o melhor horário pra estar no mirante da Serra do Rio do Rastro?

Entre 11h e 15h. Antes das 10h ou depois das 16h, a chance de pegar tudo fechado na neblina é bem maior, principalmente no inverno. As boas excursões já programam o horário pensando nisso.

O almoço está incluído na excursão?

Geralmente não. O almoço é feito num restaurante típico serrano (em Bom Jardim da Serra, Lauro Müller ou Urubici) e pago à parte, em torno de R$ 50 a R$ 100 por pessoa. Vale levar dinheiro em espécie também.

Crianças podem fazer essa excursão?

Podem, mas é um dia longo, com muita estrada e várias curvas. Pra crianças muito pequenas pode ser cansativo. Quem enjoa em curva precisa levar remédio, porque a SC-390 tem mais de 280 curvas fechadas.

Dá pra fazer esse passeio de carro alugado por conta própria?

Dá, mas é importante ter experiência com estrada de serra: curvas fechadas, neblina e caminhões na pista. Se você não está acostumado, a excursão é mais tranquila. Pra quem quer ficar mais dias na região, alugar carro compensa muito.

Tem como cancelar a excursão?

Sim. No site que a gente recomenda, o cancelamento é gratuito até 24 horas antes do passeio, o que é ótimo se o tempo virar ou rolar algum imprevisto.

Economize ao máximo na sua viagem a Florianópolis

A excursão de Florianópolis a Urubici e Serra do Rio do Rastro é daquelas experiências que mudam a sua percepção sobre o Sul do Brasil em um único dia. Você sai da praia e termina vendo cânion, araucária e estrada cinematográfica. Reserve com antecedência, leve casaco mesmo no calor e prepare a câmera — a Serra Catarinense entrega cenário em qualquer época do ano.