
Se você já viu o básico de Milão e quer um dia mais contemplativo, a excursão ao Lago Maggiore saindo de Milão é um daqueles bate-voltas que valem cada minuto. Em pouco mais de 1h30, a gente troca o cinza da cidade por águas azuis, montanhas, palácios barrocos e jardins floridos — tudo num lago que é o segundo maior da Itália.
Nessa matéria a gente reuniu tudo o que importa: como ir (de tour organizado ou por conta própria), o que ver nas famosas Ilhas Borromeu, faixas de preço, melhor época e os erros que a maioria dos turistas comete. A ideia é você chegar lá sabendo exatamente o que fazer.
Uma coisa que a gente aprendeu nas primeiras vezes: o Lago Maggiore tem um clima mais ameno que Milão por estar cercado de montanhas. Na primavera e no outono, pode estar uns graus mais agradável que o centro da cidade — só isso já justifica fugir pra cá. E não esquece: aqui no nosso Guia de Milão a gente reuniu tudo pra planejar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Um pouco sobre o Lago Maggiore
O Lago Maggiore é o segundo maior lago da Itália, com cerca de 212 km², e fica pertinho de Milão: a quase 1h30 de distância, ao norte do país. A beleza do lugar encanta turistas e os moradores das dezenas de cidades espalhadas pelas margens, que somam mais de 60 quilômetros de extensão.
As águas chamam atenção pelo azul profundo, que vai ficando cada vez mais cristalino conforme a gente se aproxima. Na costa, o encanto fica por conta das montanhas e da vegetação verde, que contrastam com as casas e o tom mais sóbrio das ruas.
Tem um detalhe curioso: o lago se estende entre a Itália e a Suíça. A maior parte das cidades turísticas e as três ilhas mais famosas ficam do lado italiano, que é justamente pra onde vão as excursões.

As atrações vão muito além de um simples passeio de barco — que, por si só, já é uma excelente pedida. Dá pra conhecer as ilhas do lago, como a Isola dei Pescatori, a Isola Madre e a incrível Isola Bella, além de jardins de tirar fotos lindíssimas.
Como reservar a excursão e os passeios pelo melhor preço
Pra quem não quer perrengue com horários de trem e barco, a excursão organizada de 1 dia resolve tudo: transporte de Milão até Stresa, cruzeiro pelo lago e paradas nas Ilhas Borromeu, com guia acompanhando. É a forma mais tranquila de fazer o passeio.
O site que a gente usa em todas as viagens pra reservar esse tipo de passeio é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem os ingressos e excursões da região, incluindo o bate-volta ao Lago Maggiore.
A maior vantagem é que você já paga em reais (evitando o IOF) e pode parcelar — diferente de comprar no site oficial, onde a cobrança vem na moeda do país e à vista. Comprar com antecedência também costuma sair mais barato e garante a vaga, já que os tours em alta temporada lotam.
Outras vantagens que pesam na hora de reservar:
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar a reserva sem custo, ótimo se o plano mudar.
- Free tours: tem passeios a pé gratuitos em várias cidades, onde você só paga uma gorjeta pro guia no fim.
- Transfer: dá pra reservar o transfer do aeroporto até o hotel, muitas vezes mais barato que táxi, pago adiantado e com motorista te esperando com plaquinha.
- Atendimento em português: suporte 24h, caso precise de qualquer coisa.
Uma dica de ouro: na hora de reservar, confira o idioma do guia. Alguns tours são só em inglês e outros têm versão em português apenas em dias específicos. Se você não se vira bem em inglês, vale escolher um com guia em português pra aproveitar de verdade as explicações.
Como ir ao Lago Maggiore saindo de Milão
Tem basicamente dois jeitos de fazer esse bate-volta: na excursão organizada, com tudo resolvido, ou por conta própria, pra quem curte mais liberdade. Os dois funcionam bem — depende do seu estilo de viagem.
Excursão organizada
O roteiro clássico sai de Milão pela manhã (em geral entre 7h e 8h30), segue até Stresa, faz um cruzeiro de cerca de 2 horas pelo lago com paradas em Isola Bella e Isola dei Pescatori (alguns incluem a Isola Madre) e retorna no fim da tarde ou início da noite. A duração total costuma ficar entre 7 e 10 horas.
O que geralmente está incluído: transporte em ônibus de turismo com ar-condicionado, guia acompanhante e o cruzeiro de barco pelo lago. O que normalmente não entra: alimentação e os ingressos para os palácios e jardins Borromeo (Isola Bella e Isola Madre).
Em valores, a excursão em grupo costuma ficar em torno de € 110 a € 150 por adulto com guia em inglês, e os tours em português ou com guia exclusivo tendem a ir um pouco mais alto, na faixa de € 150 a € 170 ou mais. Vale comparar antes de fechar.
Um detalhe que pega muita gente de surpresa: alguns tours levam cerca de uma hora dentro de Milão só pra recolher os passageiros em vários pontos, dependendo do trânsito. Essa hora já entra na duração total, então o dia acaba mais longo do que parece no anúncio.
Por conta própria
Quem prefere independência tem boas opções. A distância é de uns 70 a 80 km até a região de Stresa/Laveno, cerca de 1h15 a 1h30.
- De trem: pra Arona, Stresa, Baveno e Verbania saem trens da Milano Centrale ou Porta Garibaldi; pra Laveno, o trem sai da Milano Cadorna, com cerca de 1h30 de viagem. As tarifas giram em torno de € 6 a € 10 por trecho, com preço estável e sem precisar comprar com muita antecedência.
- No lago: de Stresa saem os barcos pras ilhas. O roteiro só com Isola Bella + Isola Madre fica em torno de € 10, e o pelas três ilhas (incluindo a Isola dei Pescatori) em torno de € 15. Os barcos pra Isola Bella e Madre costumam sair uma vez por hora, e pra Isola Superiore a cada 30 minutos.
Fica esperto num ponto crucial: o último barco de volta a Stresa costuma sair por volta das 18h. Quem está por conta própria e perde esse horário pode ter dificuldade pra voltar a tempo. Mantenha sempre uma margem de segurança e confira os horários assim que chegar ao píer.
Stresa: a base das excursões
Stresa é a cidade mais usada como base nas excursões a partir de Milão. Tem clima de resort, com hotéis clássicos à beira-lago, jardins bem cuidados e um calçadão com vista pras ilhas. É de lá que sai a maioria dos barcos turísticos pras Ilhas Borromeu.
Antes ou depois do passeio de barco, vale tomar um café no calçadão e caminhar pelo centrinho, cheio de lojinhas de souvenir, produtos locais e gelaterias. É um ótimo lugar pra terminar o dia com um aperitivo antes de voltar pra Milão.
Ilhas Borromeu: o ponto alto do passeio
As três ilhas principais são o coração de qualquer excursão ao Lago Maggiore. Elas pertencem há séculos à família Borromeo, uma das casas nobres mais influentes do norte da Itália, e os palácios exibem coleções de arte, móveis históricos e jardins planejados pra impressionar.

Isola Bella
A “ilha bela” é a estrela do passeio. O destaque é o Palazzo Borromeo, um palácio barroco do século XVII ricamente decorado, com jardins em terraços, esculturas e até pavões brancos circulando, tudo com vista panorâmica do lago.
A entrada na ilha em si é gratuita, mas o ingresso pro palácio e jardins é pago — em torno de € 15 pra adultos. Os palácios e jardins costumam abrir das 9h às 17h30, geralmente de meados de março até o fim de outubro. Reserve cerca de 1h30 pra visitar com calma.
Isola Madre
É a maior das três ilhas e abriga o primeiro palácio e jardim da família Borromeo. Tem uma atmosfera mais tranquila que a Isola Bella, com foco nos jardins botânicos e nas vistas. O ingresso pro palácio + jardins fica em torno de € 12, e dá pra comprar o combinado com a Isola Bella por cerca de € 20 a € 21. Também aberta aproximadamente de março a outubro, fechada no inverno. Outra parada de cerca de 1h30.
Isola dei Pescatori
A “ilha dos pescadores” (ou Isola Superiore) é pequena, com ruas estreitas e ar de vilarejo antigo. A entrada é gratuita e ela concentra restaurantes simples com frutos do mar e peixes do lago. É o lugar mais indicado pra almoçar, com várias opções com vista. Dá pra conhecer em 30 minutos a 1 hora, sem contar a refeição.
Outras atrações na região do lago
Além das ilhas, a região tem o histórico Mosteiro de Santa Catarina, que data do século XIII. Fica ao sul da pequena província de Varese e guarda, na estrutura dividida em Convento Meridional, Igreja e Conventino, um pedaço da história da Itália.
Quem curte natureza pode visitar os jardins da região, como o jardim Villa Taranto, com uma variedade impressionante de flora, ou o jardim das Isole di Brissago, perfeito pra levar a família.

Melhor época para fazer a excursão
A primavera (abril a junho) é uma das melhores épocas: clima ameno, jardins das ilhas em plena florada, dias mais longos e menos lotação que o auge do verão. O verão (julho e agosto) é mais quente e vibrante, mas o lago fica cheio, com mais filas e preços tendendo a subir.
O outono (setembro e outubro) tem temperaturas agradáveis e folhagens lindas, com barcos e palácios ainda funcionando. Já no inverno (novembro a março), os barcos rodam com frequência reduzida e os palácios Borromeo ficam fechados — em geral a temporada vai de meados de março até o fim de outubro.
Por isso, o conselho é claro: se o foco é ver as ilhas, palácios e jardins, programe o bate-volta pra primavera, verão ou início do outono. Ir no inverno esperando tudo aberto é decepção na certa.
Dicas práticas pra aproveitar melhor o dia
Algumas coisas que fazem diferença e quase ninguém conta:
- Leve um casaco leve: mesmo no verão, venta no barco e refresca durante o cruzeiro.
- Protetor solar, óculos e chapéu no calor, além de água e um lanchinho — o tempo nas ilhas é contado e os restaurantes turísticos saem mais caro.
- Dinheiro em espécie: nem todos os pequenos estabelecimentos e barcos aceitam cartão.
- Roupas confortáveis em camadas e tênis ou sapato baixo pra caminhar nas ilhas.
- No barco, suba pro deck superior: rende as melhores fotos das ilhas com as montanhas ao fundo. Essa é a dica de ouro.
- Não confunda os lagos: muita gente mistura Lago Maggiore com Lago de Como na hora de reservar. Confira o nome do lago e das cidades (Stresa, Arona, Isola Bella) antes de fechar.
A gente errou nas primeiras vezes subestimando o custo da comida nas ilhas — os restaurantes com vista cobram bem mais que em Milão. Se quiser economizar, vale dar uma olhada no menu antes de sentar e considerar um lanche rápido com café em Stresa.
Quanto custa fazer por conta própria
Pra quem vai independente, dá pra ter uma ideia somando os custos: trem ida e volta (€ 6 a € 10 por trecho), barco privado pelas três ilhas (em torno de € 15), ingresso combinado dos dois palácios (cerca de € 20 a € 21) e refeições simples. No total, fica algo na casa de € 80 a € 120 por pessoa, dependendo do estilo de restaurante. Quem vai de carro ainda paga uns € 4 de pedágio no trajeto.
Pra fechar o planejamento da viagem com tranquilidade, vale também pensar num seguro viagem. Pra Europa ele é obrigatório no espaço Schengen, com cobertura mínima de 30 mil euros, e atendimento médico fora do Brasil custa caríssimo. A gente compara as opções nesse comparador de seguros, que já vem com desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas.
Antes de bater a cabeça com o trajeto, lembra que ficar bem localizado em Milão facilita pegar os trens cedo pro lago e voltar tranquilo no fim do dia. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Milão:
Onde ficamos em Milão (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Milão é no centro histórico da cidade, principalmente próximo da Piazza del Duomo. Lá, estão os principais pontos turísticos, como a Catedral de Milão e a Galeria Vittorio Emanuele II.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre a excursão ao Lago Maggiore
Quanto tempo dura a excursão de Milão ao Lago Maggiore?
A maioria dos tours de 1 dia dura entre 7 e 11 horas, saindo cedo (entre 7h e 9h) e voltando no fim da tarde ou início da noite. Lembre que parte desse tempo é o deslocamento e, em alguns tours, a coleta de passageiros dentro de Milão.
Quanto custa uma excursão ao Lago Maggiore saindo de Milão?
A excursão em grupo costuma ficar em torno de € 110 a € 150 por adulto, com guia em inglês e sem almoço ou ingressos de palácio. Tours em português ou com guia exclusivo geralmente vão de € 150 a € 170 ou mais.
Dá pra ir ao Lago Maggiore por conta própria?
Dá sim. De trem, saindo da Milano Centrale, Porta Garibaldi ou Cadorna, chega-se às cidades do lago em cerca de 1h30, com tarifas de € 6 a € 10 por trecho. De Stresa, os barcos levam às ilhas. Só fique de olho no último barco de volta, que costuma sair por volta das 18h.
Qual a melhor época para visitar o Lago Maggiore?
Primavera, verão e início do outono são as melhores épocas. No inverno, os palácios e jardins Borromeo ficam fechados (a temporada vai de meados de março ao fim de outubro) e os barcos têm frequência reduzida.
Preciso pagar entrada nas Ilhas Borromeu?
A entrada nas ilhas em si é gratuita. O que se paga é o ingresso pros palácios e jardins: cerca de € 15 na Isola Bella e € 12 na Isola Madre, com combinado dos dois em torno de € 20 a € 21. A Isola dei Pescatori é totalmente gratuita.
Onde almoçar no Lago Maggiore?
A Isola dei Pescatori é a parada mais indicada pra almoçar, com vários restaurantes familiares de peixe e pratos italianos simples. Stresa também tem boas opções, de trattorias a restaurantes à beira-lago. Restaurantes com vista costumam ser mais caros, então confira o menu antes de sentar.
Economize ao máximo na sua viagem a Milão:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Milão, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar!
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O Lago Maggiore é daqueles passeios que ficam na memória: a gente sempre volta pra Milão com a sensação de ter visto outra Itália, mais calma e cinematográfica. Programe com antecedência, escolha um dia de tempo bom e aproveite cada parada nas ilhas. Boa viagem!
