
Zurique é uma das cidades mais bonitas (e mais caras) da Europa, e em 2 dias bem planejados dá pra conhecer o melhor dela sem correria. A gente já passou por lá algumas vezes e a sensação é sempre a mesma: uma cidade compacta, super organizada, com o lago e os Alpes ali do lado, e um centro histórico medieval que rende fotos lindas em cada esquina.
Nesse post a gente montou um roteiro dia a dia, com tudo o que vale a pena ver, faixas de preço pra você não tomar susto, e os erros que a maioria dos brasileiros comete por aí. E não esquece: aqui no guia completo de Zurique a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, chip e ingressos.
Antes de começar: o básico de Zurique
Zurique é a maior cidade da Suíça, mas não é a capital (essa é Berna). O idioma oficial é o alemão suíço, mas inglês rola super bem em restaurantes, hotéis e atrações. A moeda é o franco suíço (CHF) — não, eles não usam euro, mesmo a Suíça estando no meio da Europa.
Uma coisa que a gente precisa avisar logo de cara: Zurique está entre as cidades mais caras do mundo. Uma refeição simples costuma custar em torno de 20 a 30 CHF por pessoa, e um restaurante mais tradicional vai pra faixa de 40 a 60 CHF sem bebida. Quem chega esperando preço de “Europa média” toma um baita susto.
Como se locomover em 2 dias
O centro é super compacto e dá pra fazer muita coisa a pé. Pra distâncias médias, o tram (bondinho elétrico) é a melhor opção: passa toda hora, é pontual no minuto e cobre a cidade inteira. A estação central, a Zürich Hauptbahnhof (HB), é o grande hub e fica coladinha na Bahnhofstrasse e na Altstadt.
Vale considerar o Zürich Card: dá transporte público ilimitado, entrada gratuita ou com desconto em 43 museus, 50% no tour guiado a pé pelo centro e até 20% de desconto em algumas lojas. Costuma valer a pena se você pretende visitar 2 ou mais museus pagos ou usar bastante tram.
Chip de internet pra usar o mapa
Falando em transporte, uma coisa que faz toda a diferença é ter internet no celular pra checar horário de tram, mapa, tradução de cardápio e onde está o próximo restaurante. A gente sempre viaja com esse chip de viagem que a gente usa — funciona super bem na Suíça inteira, vem com internet rápida e estável, e você já chega no aeroporto com o celular funcionando, sem ter que procurar loja na rua.
Ingressos e passeios — compre online antes
Outra dica importante: pra museus, tours guiados, passeios de barco no lago e bate-volta pra Lindt ou cidades vizinhas, a gente sempre compra antes pela internet. Usamos esse site que a gente usa em todas as viagens: tudo em português, pagamento em reais (sem IOF), parcelamento e cancelamento gratuito em quase tudo até 48h antes. Em Zurique tem desde city tour pela Altstadt até passeio pro Lago Lucerna e Lindt Home of Chocolate, com guia em português ou inglês.
Dia 1 — Altstadt, Lago de Zurique e Zurich-West
Manhã: cidade velha (Altstadt)
Comece o dia mergulhando na Altstadt, a cidade velha. Ela é dividida em duas partes pelo rio Limmat: a Niederdorf (lado direito), que é uma rua de pedestres super charmosa cheia de cafés e lojinhas, e o lado esquerdo, com o mirante do Lindenhof.
Não deixa de passar pela Augustinergasse, uma das ruas mais fotogênicas da Suíça, cheia de bandeirinhas e fachadas coloridas, fechada pra carro. E caminhe pelo Limmatquai, a margem do rio Limmat — a vista das casinhas medievais com as torres das igrejas ao fundo é o postal clássico da cidade.
As três igrejas históricas
- Grossmünster: a catedral símbolo de Zurique, com duas torres gêmeas. A entrada na igreja é gratuita, e subir na torre (vista panorâmica linda do centro e do lago) custa em torno de 5 CHF.
- Fraumünster: famosa pelos vitrais de Marc Chagall e Giacometti. Fica do outro lado do rio, na Münsterhof. A entrada costuma ser gratuita, mas pode haver cobrança pra ver os vitrais em alguns horários.
- St. Peter: tem o maior relógio de igreja da Europa, com mais de 8 metros de diâmetro no mostrador. Vale uma parada rápida.
Lindenhof: o mirante grátis mais lindo do centro
Suba até o Lindenhof, uma pracinha tranquila no alto da colina que entrega uma das melhores vistas grátis de Zurique. Dá pra ver o rio Limmat, as torres da Grossmünster do outro lado e toda a Altstadt. Local perfeito pra fotos sem turismo lotado.
Almoço na Niederdorf
Pra almoçar, a região da Niederdorf é cheia de opção. Dois clássicos suíços: Zum Kropf (cozinha tradicional, ambiente histórico) e Alpenrose (ótimo pra provar raclette, rösti e salsichas suíças). Reservar com antecedência ajuda muito em alta temporada — a gente errou nessa uma vez e ficou rodando até achar mesa.
Tarde: Bahnhofstrasse e Lago de Zurique
Depois do almoço, desça pela Bahnhofstrasse, uma das ruas comerciais mais caras do mundo. São 1,4 km de Rolex, Chanel, Bucherer, Tiffany e bancos suíços de um lado a outro. Mesmo sem comprar nada, é interessante caminhar pelo simbolismo do lugar — ela representa muito do que Zurique é como centro financeiro.
A Bahnhofstrasse termina na Bürkliplatz, exatamente na beira do Lago de Zurique. Com sorte de céu limpo, dá pra avistar os Alpes ao fundo — uma das vistas mais bonitas da cidade.
Passeio de barco no lago
Da Bürkliplatz saem vários barcos de passeio. Os mais curtos duram entre 1h e 2h e custam em torno de 10 a 30 CHF, dependendo da rota. É um programa relaxante e fotogênico — você vê a cidade de um ângulo totalmente diferente, com as colinas verdes ao fundo. Quem tem o Zürich Card costuma ter desconto ou cruzeiro curto incluído.
Se ainda sobrar tempo, caminhe pela margem até a praça Bellevue e estenda até o Jardim Chinês e o parque Zürichhorn. É um calçadão plano, super agradável, ótimo no fim de tarde.
Noite: Zurich-West e jantar
Pra fechar o dia, vá pro Zurich-West (também chamado de Kreis 5). Era a antiga zona industrial e virou o bairro mais descolado da cidade: galpões transformados em bares, restaurantes, lojas de design e arte urbana por todo lado.
O queridinho de lá é o Frau Gerolds Garten, um espaço a céu aberto com jardim, contêineres coloridos, food trucks, bares e arte. No verão é puro charme; no inverno servem fondue ao ar livre. Vale jantar lá ou só tomar uma bebida pra sentir a vibe da Zurique moderna.
Dia 2 — Üetliberg, museus, chocolate e Langstrasse
Manhã: suba o Üetliberg pra vista panorâmica
Comece o segundo dia subindo o Üetliberg, a montanha “da casa” de Zurique, com 870 metros. Você chega de trem urbano em uns 25 minutos saindo da estação central, e depois é uma trilha leve de 10 a 15 minutos até o topo. A vista lá de cima é absurda: a cidade inteira, o lago todo, e em dias claros os Alpes ao fundo. É um dos passeios mais lindos e o mais bacana é que dá uma sensação de Alpes sem precisar pegar trem pra outra cidade.
Dica de quem já foi: leve um casaco mesmo no verão, lá em cima costuma ventar e ficar bem mais frio que na cidade.
Meio-dia: museus pra todo gosto
De volta à cidade, escolha 1 ou 2 museus de acordo com seu perfil:
- Landesmuseum (Museu Nacional Suíço): fica ao lado da estação central. Conta a história e cultura da Suíça com armas, roupas, objetos do cotidiano, maquetes e exposições interativas. Ingresso em torno de 10 a 15 CHF (grátis pra quem tem o Zürich Card e pra jovens até 16 anos).
- Kunsthaus Zürich: o grande museu de arte da cidade, com obras de Monet, Picasso, Van Gogh, Matisse, Magritte e arte suíça importante. Passou por uma ampliação recente que aumentou bastante o espaço expositivo. Plano B perfeito pra dias de chuva.
- Museu Rietberg: o único museu da Suíça com foco em arte não europeia (Ásia, África, Américas, Oceania). Mais de 25 mil obras dentro de edifícios históricos rodeados de jardim.
Tarde: experiência de chocolate na Lindt
Se você ama chocolate, não deixa de incluir o Lindt Home of Chocolate, em Kilchberg, nos arredores da cidade. Inaugurado em 2020, é um dos maiores museus de chocolate do mundo, com aquela fonte gigante de chocolate (10 metros, 1.500 kg!) e degustações no final. Dá pra ir de transporte público ou combinar com passeio de barco pelo lago — fica muito mais especial. Ingresso fica em torno de 15 a 20 CHF.
Compras na Bahnhofstrasse (se ainda não fez)
Se sobrou energia, finalize a tarde voltando pra Bahnhofstrasse pra compras de relógio, chocolate Lindt nas lojas oficiais (sai bem mais barato comprar lá direto), souvenirs e canivetes Victorinox. Lembrando: as lojas costumam fechar cedo e quase nada abre aos domingos, então organize esse momento bem.
Noite: jantar e Langstrasse
Pra fechar a viagem, vá pro bairro Langstrasse, que tem a vida noturna mais animada e multicultural de Zurique. Bares, restaurantes do mundo todo, lojas 24h e muito take-away. É o lado mais alternativo e democrático da cidade — bem diferente do brilho da Bahnhofstrasse.
Se preferir uma noite mais tradicional, jantar um fondue ou raclette num restaurante suíço clássico fecha a viagem com chave de ouro. Reserve antes — em alta temporada os bons restaurantes lotam.
Quanto custa: faixas de preço pra planejar
Pra não tomar susto, dá uma olhada nesses valores aproximados por pessoa:
- Tram/ônibus: bilhete simples em torno de 3 a 5 CHF.
- Zürich Card 24h/72h: em torno de 30 a 60 CHF.
- Refeição econômica (kebab, fast-food, cafeteria): 15 a 25 CHF.
- Restaurante tradicional: 35 a 60 CHF por pessoa sem vinho.
- Café espresso: 3 a 5 CHF.
- Museus principais: 10 a 20 CHF (grátis ou com desconto pelo Zürich Card).
- Passeio de barco no lago: 10 a 30 CHF.
Melhor época pra fazer esse roteiro
Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro a meados de outubro) são as melhores: clima ameno, dia longo e tudo aberto. No verão (fim de junho a agosto) dá pra encarar os badis (balneários) do rio Limmat e do lago, como o Unterer Letten, que é a praia urbana mais icônica de Zurique — vale demais a experiência.
No inverno os dias são curtos e frios, mas tem mercados de Natal lindos e os museus ganham ainda mais relevância. Em alta temporada (verão e Natal) reserve hotel com bastante antecedência — a cidade lota.
Erros que brasileiros costumam cometer em Zurique
- Subestimar os preços: Zurique não é “Europa média”, é Suíça. Faça o orçamento com folga, principalmente em comida e bebida.
- Não respeitar os horários suíços: restaurantes fora da zona turística fecham cedo, lojas fecham aos domingos e bem cedo no sábado. Planeje bem.
- Comprar só bilhete avulso de tram: em 1 ou 2 dias o passe diário ou o Zürich Card costuma sair mais barato — principalmente se incluir 1 ou 2 museus.
- Não reservar restaurante tradicional: em alta temporada lota e quem chega na hora fica sem mesa. Reserve com 1 ou 2 dias de antecedência.
- Ignorar o que é grátis: Lindenhof, caminhada à beira do lago, interior das igrejas, Augustinergasse — tem muita coisa boa e gratuita na cidade.
Seguro viagem pra Suíça é obrigatório
Importante lembrar: a Suíça faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros pra emergências médicas. Sem ele, em tese, você pode até ser barrado na imigração. E na prática, atendimento médico na Suíça é dos mais caros do mundo — uma consulta simples passa fácil de 200 CHF.
A gente sempre contrata por esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras do mercado num lugar só, mostra a cobertura de cada plano e tem desconto exclusivo de 18% pra leitores do Grupo Dicas já aplicado no link.
Curiosidades de Zurique que poucos sabem
- É o maior centro financeiro da Suíça e um dos principais da Europa — daí a quantidade absurda de bancos e relojoarias na Bahnhofstrasse.
- O movimento artístico dadaísta nasceu aqui, no Cabaret Voltaire, na cidade velha. Hoje é um centro cultural meio excêntrico com bar — visita rápida e diferentona.
- Banho de rio é estilo de vida: no verão, moradores saem do trabalho de terno e mergulham direto no Limmat. Surreal de ver.
- Trens e trams são pontuais no minuto exato. Chegue alguns minutinhos antes — eles não esperam.
Onde ficamos em Zurique (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões ideais para turistas em Zurique. A primeira é o centro histórico (Altstadt), perfeito para quem deseja ficar perto dos principais pontos turísticos, como a Bahnhofstrasse, a Igreja Grossmünster e o Lago de Zurique. A área conta com lojas de grife e restaurantes tradicionais. A outra opção é a região próxima à Estação Central de Zurique (Hauptbahnhof), que oferece fácil acesso ao transporte público e é cercada por hotéis, cafés e lojas com preços mais acessíveis do que no Altstadt.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 2 dias em Zurique
2 dias em Zurique são suficientes pra conhecer a cidade?
Sim, dois dias dão pra ver o melhor da cidade com tranquilidade: Altstadt, igrejas históricas, Lago de Zurique, Bahnhofstrasse, Üetliberg, um museu e o bairro Zurich-West. Se quiser incluir bate-volta pra Lucerna ou Alpes, aí o ideal são 3 ou 4 dias.
Vale a pena comprar o Zürich Card?
Vale na maioria dos casos. Se você pretende visitar 2 ou mais museus pagos, usar bastante tram e ainda fazer algum passeio de barco, ele se paga facilmente. Pra quem vai focar só em caminhar pela cidade e não entrar em museus, talvez não compense.
Preciso falar alemão pra viajar pra Zurique?
Não. O idioma oficial é o alemão suíço, mas praticamente todo mundo no setor de turismo fala inglês muito bem. Cardápios em inglês são comuns e os funcionários são acostumados a atender estrangeiros.
Qual é a melhor região pra se hospedar em Zurique?
A Altstadt (cidade velha) é a melhor opção: tudo a pé, perto da estação central, ótimos restaurantes e a região mais charmosa. Zurich-West é uma alternativa mais descolada e moderna, com preços levemente mais em conta.
Zurique é segura pra turistas?
Muito segura. É uma das cidades mais seguras da Europa, com baixíssimos índices de criminalidade. Os cuidados são os normais com objetos pessoais em pontos turísticos e estação de trem, mas você se sente tranquilo a qualquer hora do dia ou da noite.
É melhor pagar em franco suíço ou usar cartão?
Cartão funciona em praticamente todo lugar, até em lojinhas pequenas. Mas vale ter alguns francos suíços em dinheiro pra emergências, gorjeta e mercados de rua. Lembrando que a Suíça não usa euro — não adianta tentar pagar com euros, raramente aceitam.
Vale fazer bate-volta saindo de Zurique?
Sim! Se tiver mais dias, Lucerna (1h de trem), Berna (1h) e Rapperswil (40 min de trem ou de barco) são bate-voltas incríveis. Lucerna em especial é uma das cidades mais bonitas da Suíça e vale o dia inteiro.
Economize ao máximo na sua viagem para Zurique
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Suíça, com todas as dicas para economizar sem deixar de aproveitar.
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- Dinheiro: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para a Suíça, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Zurique pra saber a melhor região e economizar no hotel.
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Pronto pra colocar o roteiro em prática?
Esse é o tipo de cidade que surpreende: a gente foi achando que ia ser só uma parada rápida de viagem pela Europa e voltou querendo ficar mais. Em 2 dias dá pra sentir bem o ritmo de Zurique, viver o lago, andar pelas ruas medievais, comer fondue e ainda subir pra ver a cidade do alto. Com o roteiro, o chip funcionando e os ingressos comprados antes, você aproveita cada minuto sem dor de cabeça. Boa viagem!





