Vista do monumento

Quer saber como viajar barato para Milão sem abrir mão de aproveitar a capital da moda? Fica por aqui, porque a gente juntou nessa matéria as dicas que realmente fazem diferença no bolso — de passagem aérea a aperitivo, passando por hospedagem, transporte e ingressos.

Milão tem fama de cara, mas a verdade é que, fora dos grandes eventos de moda e design, ela costuma sair menos cara que Roma ou Veneza em hospedagem, desde que você planeje com antecedência. E olha, a cidade tem muito programa bom de graça.

Quando a gente foi pela primeira vez, errou feio: chegou na época do Salone del Mobile e o hotel custava o dobro do normal. Aprendeu na marra que a escolha da data muda tudo. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Milão a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Melhor época pra ir gastando pouco

A baixa temporada europeia é a sua melhor amiga pra economizar. De outubro a março (tirando Natal, Ano Novo e datas de feiras grandes) as passagens e hotéis costumam cair bastante de preço.

Vários comparadores apontam outubro como um dos meses mais baratos pra voar até Milão. Outubro, novembro e março são ótimos equilíbrios entre clima suportável e preços mais em conta. Janeiro e fevereiro são mais frios, mas as tarifas ficam ainda menores.

O que você quer evitar é junho a agosto (alta temporada e calor forte) e os períodos de grandes feiras, como o Salone del Mobile em abril, quando os hotéis disparam e muitos ficam lotados.

Como encontrar passagens aéreas baratas pra Milão

A passagem costuma ser o item mais caro da viagem, então vale caprichar na pesquisa. A primeira dica é usar um comparador de passagens, que faz a busca em várias companhias de uma vez e te mostra todas as opções pra Itália em segundos.

Pessoas entram em avião para decolar, com uma mulher de cabelos soltos em primeiro plano.

A gente está sempre usando esse comparador de passagens aéreas, porque costuma ter os melhores preços e é um dos mais seguros e conhecidos aqui no Brasil. Clica nele, segue as dicas e dá pra economizar muito na compra das passagens.

Algumas estratégias que funcionam de verdade: seja flexível nas datas (quanto mais aberto você for, mais fácil achar tarifa baixa) e compre com boa antecedência — pra Europa, reservar em torno de 4 a 5 meses antes costuma render boas tarifas.

Outra sacada é checar os diferentes aeroportos de Milão: Malpensa (MXP) é o principal internacional e muitas vezes tem boas tarifas; Linate (LIN) é mais central, mas geralmente um pouco mais caro; e Bergamo/Orio al Serio (BGY) é hub de low-cost, ótimo pra quem chega de outro país europeu.

Onde comprar os ingressos de Milão e da Itália

Aqui mora uma das maiores economias da viagem. Olha as duas regras de ouro:

Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é quase sempre mais barato. Na bilheteria, além de sair mais caro, o ingresso pode já ter esgotado pro dia que você quer — e você ainda perde um tempão na fila.

Dica do IOF: se você comprar no site oficial das atrações, é uma compra na moeda do outro país. Aí você paga IOF e não consegue parcelar. Procure sites que já permitem pagar em reais.

Um site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo, tem todos os ingressos e passeios de Milão, e já é um dos lugares mais baratos. A maior vantagem é que você paga em reais (fugindo do IOF) e pode parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo algum.
  • Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Muito mais tranquilo.
  • Atendimento em português: suporte 24h e em português, se precisar.

Pra fechar com chave de ouro: “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci (Cenacolo Vinciano) precisa de reserva com muita antecedência. Ter flexibilidade de dia e horário aumenta MUITO suas chances de pegar ingresso oficial com preço normal, sem cair em revenda cara. Já o Duomo (catedral e terraço) também sai mais em conta comprando online e ainda evita a fila enorme da bilheteria.

Atrações baratas ou gratuitas em Milão

Apesar da fama de luxo, Milão tem MUITO programa de graça que ajuda a montar um roteiro econômico:

  • Caminhar pela Piazza del Duomo, ver a catedral por fora e entrar na Galleria Vittorio Emanuele II — é um “shopping de luxo”, mas fotografar e apreciar a arquitetura não custa nada.
  • Passear pelo bairro dos Navigli, à beira do canal, cheio de bares de aperitivo.
  • Relaxar no Parco Sempione, ao lado do Castello Sforzesco.
  • Visitar igrejas históricas, muitas com entrada gratuita ou contribuição simbólica.

Vale ficar de olho também nos museus, que vez ou outra têm dias ou horários gratuitos ou com tarifa reduzida (alguns domingos ou fins de tarde durante a semana, por exemplo).

Como economizar com o seguro viagem

Vale lembrar que pra entrar em qualquer país do Espaço Schengen, incluindo a Itália, é obrigatório ter seguro viagem internacional, com cobertura mínima de 30 mil euros. Ele te protege contra imprevistos e cobre gastos com hospital e até extravio de bagagem.

Pra isso, a gente recomenda usar esse comparador de seguros. Você coloca o destino e a quantidade de dias e, em poucos segundos, ele compara o orçamento das maiores e melhores seguradoras do mundo.

Documentos do seguro viagem sobre uma mesa.

Dá pra encontrar preços ótimos em empresas de confiança e, depois de pesquisar, contratar em menos de 5 minutos, sem burocracia. E esse link já vem com um desconto exclusivo pros nossos leitores.

Como economizar em hospedagens em Milão

A hospedagem também é dos itens mais caros, mas dá pra economizar bastante reservando com antecedência. Pra ter uma ideia, hostel costuma sair em torno de € 30 a € 50 por pessoa, e um hotel simples ou B&B econômico fica entre € 80 e € 130 o quarto. Em épocas de feira, esses valores facilmente dobram.

Uma estratégia que funciona muito é ficar um pouco fora do miolo superturístico, mas perto de metrô ou trem. Bairros bem conectados costumam ter diária menor que a região do Duomo, e mesmo assim você chega ao centro em 10 a 20 minutos.

Rua arborizada e florida no bairro Brera, em Milão, com casas charmosas.

Um erro clássico é escolher hotel só pela diária e esquecer a localização: ficar longe do metrô acaba custando caro em táxi e em tempo perdido. Quase sempre vale mais pagar um pouco mais num bairro bem conectado do que economizar numa área isolada. Pra acertar na escolha, olha aqui a melhor região de Milão pra se hospedar e como economizar no hotel:

Como economizar com o chip de celular em Milão

Uma dica importantíssima: evite usar o roaming internacional com o chip do Brasil. Além de muito caro, te deixa preso ao wi-fi do hotel (que às vezes ainda cobra taxa) e só dá pra usar o celular dentro do local.

Pessoas com roupas de frio usando seus celulares na rua.

O que vale muito mais a pena é comprar um chip pré-pago internacional. Além de mais barato, você usa internet a viagem toda com bom sinal — essencial pra usar mapas, apps de transporte e bancos sem medo da conta no final.

Depois de testar vários chips viajando pelo mundo, o que a gente mais gosta e usa é esse chip de viagem. O preço é ótimo, o serviço é excelente e o atendimento é todo em português.

Comer bem e barato em Milão

Comida em Milão pode ser bem econômica se você souber onde procurar. Dá pra fazer uma refeição simples por a partir de € 7 (um panini, uma fatia de pizza ou prato informal) e uma refeição completa normal gira em torno de € 25 a € 30 por pessoa em restaurantes padrão.

Pizza com uma das fatias sendo retirada.

As dicas que mais economizam: fuja dos restaurantes bem em frente ao Duomo e à Galleria, onde os preços são inflacionados. Prefira trattorias familiares em ruas paralelas, paninerias, mercados e padarias. E procure o menu de “pranzo” (almoço) com preço fixo nos dias de semana, que sai bem mais em conta que o jantar.

Outra coisa que a gente sempre faz: aproveitar o café da manhã do hotel, que em muitos lugares é farto e segura a fome até a tarde. E tem uma sacada tipicamente milanesa que vale ouro — o aperitivo: você paga uma bebida um pouco mais cara (uns € 10 a € 15) e tem acesso a um buffet de petiscos que muitas vezes substitui o jantar. Em bairros como Navigli e Porta Romana é tradição.

Como economizar ao levar euros para Milão

Levar euros em dinheiro vivo costuma ser a forma mais econômica pra pequenas despesas, porque comprando em espécie você economiza o IOF mais alto cobrado no cartão de crédito a cada transação.

Só que não dá pra levar tudo em espécie, por segurança. A nossa dica é levar um valor legal em mãos, em torno de 700 a 1200 euros por pessoa, e o restante numa conta global (que a gente explica logo abaixo).

Notas de euro espalhadas.

Pra comprar os euros em espécie dá pra fazer tudo pela internet, recebendo em casa por um portador (se você não quiser retirar numa loja). Clique aqui pra acessar o site que a gente usa pra comprar euros e conferir a cotação. É só fazer o cadastro e escolher a quantia.

Abra uma conta global pra levar seus euros com segurança

Existe uma forma muito prática e segura de levar dinheiro online, ainda no Brasil, e usar tranquilamente na viagem: abrir uma conta digital global em dólar e usar o cartão dela pra todos os pagamentos e saques no exterior, independente da moeda do destino.

Tela de aplicativo de conta digital global em dólar.

De forma geral, comprar os dólares nessa conta global que a gente usa sai bem mais barato, porque você compra na cotação comercial, que é a mais barata de todas. Bancos e casas de câmbio usam a cotação turismo, bem mais cara.

Dá pra criar a conta em menos de 5 minutos, e o único documento exigido é RG ou CNH. Com ela, você coloca dólares e usa o dinheiro em qualquer país do mundo — ou seja, serve pra essa e pra futuras viagens. Veja outras vantagens:

Cartão de débito de conta digital global.
  • Dá pra acumular dólares aos poucos conforme a cotação melhora e ainda deixar investido em alguns fundos pra render até a viagem.
  • O cartão funciona em qualquer lugar do mundo, então serve pra todas as próximas viagens.
  • Atendimento e suporte todo em português.
  • Sem taxa pra abrir ou manter a conta.
  • Dá pra sacar em caixas eletrônicos no exterior pra ter um pouco em espécie, e os dois primeiros saques são isentos de taxa.
  • Assim que cria a conta, você já tem um cartão virtual de débito no celular, e pode pedir também o físico.

E tem cupom pros nossos leitores: usando o código GRUPODICAS20 na abertura, você ganha até 20 dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio, em até 15 dias depois de abrir a conta.

Economize nas compras usando Tax Free

O Tax Free existe em quase todos os países da Europa e faz com que turistas recebam de volta boa parte dos impostos pagos nas compras. Pra ter direito na Itália, a compra precisa ser acima de € 154,95 em uma única loja. Serviços como hotel e táxi não entram.

Cabides com ternos em loja de moda.

Sempre verifique se a loja tem a plaquinha de Tax Free ou pergunte ao atendente. Quando a compra passar do valor mínimo, ele vai pedir seu passaporte, preencher um formulário e entregar um envelope com a nota fiscal. Importante: solicite o formulário na hora da compra e valide no aeroporto antes de embarcar pra receber o reembolso.

Como se locomover em Milão gastando pouco

Milão é super bem servida de metrô, bondes e ônibus, então dá pra deixar o táxi (caro) de lado. Aqui vai uma dica importante: não vale a pena alugar carro só pra ficar em Milão — tem ZTL (zona de tráfego limitado com multas), trânsito e estacionamento caro. O carro só compensa se você for rodar a região, como Lago de Como, Bérgamo, Verona ou os Alpes.

Pra se mover pela cidade, pesquise os tickets diários ou de 48/72 horas, que costumam sair mais em conta que comprar bilhete a bilhete pra quem usa bastante o transporte público.

Do aeroporto ao centro: de Malpensa, o trem Malpensa Express é o melhor custo-benefício; de Linate, que é mais perto, há ônibus urbanos e metrô que barateiam o trajeto; e de Bergamo, há ônibus diretos pra Milão em cerca de 1 hora, com tarifa acessível.

Uma sacada de ouro: Milão é uma base estratégica pra bate-voltas baratos de trem. Em vez de trocar de hotel toda hora em cidadezinhas turísticas mais caras, muita gente prefere ficar baseada em Milão fora dos períodos de feira e fazer passeios de um dia.

Numa cidade compacta e tão bem conectada, a localização do hotel faz toda a diferença pra economizar tempo e dinheiro. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Milão:

Onde ficamos em Milão (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Milão é no centro histórico da cidade, principalmente próximo da Piazza del Duomo. Lá, estão os principais pontos turísticos, como a Catedral de Milão e a Galeria Vittorio Emanuele II.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Milão

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre como viajar barato para Milão

Qual a época mais barata pra viajar a Milão?

De outubro a março, fora Natal, Ano Novo e datas de feiras. Outubro, novembro e março equilibram bem clima e preço, enquanto janeiro e fevereiro são mais frios, porém com tarifas ainda menores.

Brasileiro precisa de visto pra Itália?

Não. Brasileiros podem ficar até 90 dias na Itália a turismo sem visto, por estar no Espaço Schengen. Basta ter passaporte válido, seguro viagem e comprovantes da viagem em ordem.

O seguro viagem é obrigatório pra Milão?

Sim. Pra entrar no Espaço Schengen, incluindo a Itália, o seguro viagem internacional é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. Além de exigência, ele te protege de gastos médicos altíssimos no exterior.

Quanto custa comer em Milão?

Dá pra fazer uma refeição simples a partir de € 7 e uma completa por € 25 a € 30 por pessoa em restaurantes padrão. Pra economizar, fuja dos pontos turísticos, procure o almoço de preço fixo e aproveite o aperitivo à noite.

Vale a pena alugar carro em Milão?

Pra ficar só na cidade, não. Milão tem ZTL com multas, trânsito e estacionamento caro, além de ótimo transporte público. O carro só compensa se você for explorar a região, como Lago de Como e os Alpes.

Como ir do aeroporto ao centro de Milão gastando pouco?

De Malpensa, o trem Malpensa Express tem o melhor custo-benefício. De Linate, ônibus urbanos e metrô são econômicos. De Bergamo, há ônibus diretos em cerca de 1 hora com tarifa acessível.

Quais atrações de Milão são gratuitas?

Dá pra ver a Piazza del Duomo e a Galleria Vittorio Emanuele II por fora, passear pelos Navigli, relaxar no Parco Sempione e entrar em igrejas históricas. Vários museus também têm dias ou horários com entrada gratuita.

Economize ao máximo na sua viagem a Milão

No fim das contas, viajar barato pra Milão é questão de planejamento: data certa, reserva antecipada, hotel bem localizado e transporte público no lugar de táxi. A gente já voltou pra Milão mais de uma vez justamente porque dá pra aproveitar muito gastando pouco — e ainda usar a cidade como trampolim pros lagos e vilarejos ali do lado. Boa viagem!