
Se você curte futebol e vai pra capital uruguaia, o Estádio Centenário em Montevidéu é praticamente parada obrigatória. A gente foi lá esperando um estádio comum e saiu com aquela sensação de ter pisado num pedaço vivo da história do esporte — não é à toa que a FIFA declarou o lugar Monumento Histórico do Futebol Mundial, título único no planeta.
Neste guia, a gente reuniu tudo o que você precisa saber pra aproveitar a visita: como chegar, horários, faixa de preço do ingresso, o que ver no Museu do Futebol, curiosidades e os erros mais comuns que os brasileiros cometem por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Montevidéu a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
A história por trás do Estádio Centenário
O Estádio Centenário foi construído entre 1929 e 1930 com um propósito duplo: celebrar o centenário da primeira Constituição uruguaia (daí o nome) e sediar a primeira Copa do Mundo da FIFA, em 1930. Ou seja, esse é literalmente o estádio onde tudo começou. A final daquela Copa foi jogada ali mesmo, com o Uruguai batendo a Argentina por 4 x 2 e levantando a taça em casa.
O projeto foi assinado pelo arquiteto Juan Scasso, que pensou cada detalhe pra que o estádio virasse símbolo da identidade uruguaia — e futebol, no Uruguai, é identidade nacional mesmo. Em 1983, a FIFA foi além e declarou o Centenário como Monumento Histórico do Futebol Mundial. Até hoje, é o único estádio do planeta com essa designação específica.

Uma curiosidade que a gente adora contar: o estádio já chegou a receber quase 80 mil espectadores na Copa de 1930 e mais de 70 mil na final da Copa Intercontinental de 1960, entre Peñarol e Real Madrid. Depois de adaptações às normas de segurança modernas, a capacidade atual é de cerca de 60 mil pessoas — ainda gigante, mas bem diferente do que era antes.
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Onde fica o Estádio Centenário
O estádio fica dentro do Parque Batlle, entre os bairros Tres Cruces e Parque Batlle, numa região relativamente central de Montevidéu. É uma área verde, com monumentos e áreas de caminhada, então vale reservar um tempinho a mais pra explorar o entorno depois do passeio.

Como chegar ao Estádio Centenário
Chegar até lá é bem tranquilo. As opções mais comuns pra turista são:
- Táxi ou apps de transporte: saindo do Centro, Ciudad Vieja ou Pocitos, o percurso é curto e a corrida costuma sair em conta. É o jeito mais prático se você tá com tempo apertado.
- Ônibus urbano: várias linhas param a poucos minutos a pé do estádio, passando por Tres Cruces ou pelo próprio Parque Batlle. Opção econômica, mas exige um pouco de atenção com paradas.
- Ônibus turístico de Montevidéu: tem parada específica no Estádio Centenário (parada #11 do Tour Central), o que combina bem com um roteiro que inclui outros pontos da cidade.
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Horários de visitação e ingressos
A visita ao Estádio Centenário é feita pela entrada do Museu do Futebol, que dá acesso a parte das arquibancadas do estádio. O funcionamento típico é:
- Dias e horários: em geral, de segunda a sábado, das 10h às 17h.
- Ingresso padrão (museu + arquibancadas): costuma sair em torno de 300 a 350 pesos uruguaios por pessoa (algo próximo de 40 a 50 reais).
- Ingresso combinado com o mirante da torre: vale a pena se o dia estiver limpo, custa um pouco a mais, na faixa dos 50 reais por pessoa.
Uma dica importante: os relatos apontam que dá pra pagar com cartão, mas leve documento e algum troco em pesos uruguaios pra garantir. E antes de ir, dá uma olhada na agenda do estádio — em dias de jogo da seleção ou de partidas grandes de clubes como Peñarol e Nacional, a visita turística pode ser restrita ou até fechada.
A visita é auto-guiada e sem tempo limite, o que a gente achou ótimo — dá pra ir no seu ritmo. Os funcionários são bem solícitos e simpáticos com brasileiros. Só ajuste a expectativa num ponto: em condições normais, você não tem acesso ao gramado, apenas às arquibancadas.
Onde ficamos em Montevidéu (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Em Montevidéu, duas regiões se destacam para os turistas. Uma delas é a Ciudad Vieja, ideal para quem quer ficar próximo a parte histórica da cidade. Repleta de museus, praças e o famoso Mercado del Puerto, é uma área animada e cheia de cultura. Outra opção é o bairro de Pocitos, conhecido por sua bela rambla à beira-mar, com muitos restaurantes e bares.
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O que ver no Museu do Futebol
O Museu do Futebol tem dois andares e é uma verdadeira aula de história esportiva, principalmente pra quem curte futebol sul-americano. Alguns dos destaques que a gente mais gostou:
- Réplicas das taças das Copas de 1930 e 1950 conquistadas pelo Uruguai (sim, a lendária final do Maracanazo tem seu espaço aqui).
- Uniformes históricos, fotos antigas e objetos de vestiário da seleção uruguaia e de craques do país.
- Camisas doadas por clubes do mundo inteiro, mostrando a importância internacional do lugar.
- Uma peça que sempre chama atenção dos brasileiros: uma camisa autografada por Pelé com dedicatória. Aquela ponte simbólica entre Brasil e Uruguai que rende foto boa.
- Painéis contando a história da primeira Copa do Mundo e da relação quase religiosa do Uruguai com o futebol.

O estádio por dentro: arquibancadas e Torre de los Homenajes
Depois do museu, você acessa uma porta que dá pra dentro do estádio. É aí que bate aquela sensação de estar num templo. As arquibancadas clássicas — como a Olímpica, América, Colombes e Amsterdam — carregam nomes com significado histórico e cenas antigas do futebol uruguaio.
O visual não é moderno: dominam o concreto aparente e as linhas retas do projeto original. Mas é justamente essa vibe de estádio antigo, sem os frescuras das arenas novas, que dá o charme. Da parte mais alta das arquibancadas, você ainda tem uma vista bacana da cidade.
E tem a Torre de los Homenajes, aquela estrutura icônica de cerca de 100 metros que virou símbolo do estádio e da própria Montevidéu. Quando o mirante está aberto ao público, subir lá em cima rende uma das vistas panorâmicas mais legais da capital uruguaia. Se você for pagar o extra, escolha um dia de céu limpo pra render foto.
Melhor época e horário pra visitar
Montevidéu é bem mais fria que a maior parte do Brasil, e a visita envolve ficar ao ar livre nas arquibancadas. Pra quem vem daqui, o mais confortável costuma ser visitar na primavera ou no início do outono, quando as temperaturas são mais amenas — evita o frio de rachar do inverno e o sol muito forte do verão.
Quanto ao horário do dia, a gente recomenda entre o fim da manhã e o meio da tarde. A luz fica boa pra foto e você tem tempo folgado pra passar pelo museu, pelas arquibancadas e, se for o caso, subir na torre. Se for em época mais fria, vai preparado: casaco, gorro se possível, porque as arquibancadas abertas pegam vento.
Curiosidades pra impressionar quem gosta de futebol
- O Centenário foi palco de finais recentes de peso, como a da Libertadores de 2021, entre Palmeiras e Flamengo — prova de que o lugar continua ativo pros grandes eventos do continente.
- Além da seleção uruguaia, o estádio é usado por clubes como Peñarol, Nacional, Liverpool (Uruguai) e Racing, o que mantém o Centenário vivo no dia a dia do futebol local.
- É o único estádio no mundo oficialmente reconhecido pela FIFA como Monumento Histórico do Futebol Mundial. Nem Maracanã, nem Wembley, nem Camp Nou têm esse título.
Erros comuns dos brasileiros na visita
A gente já ouviu muito relato de gente que saiu meio decepcionada — quase sempre por expectativa errada. Os deslizes mais comuns:
- Esperar uma arena moderna: o Centenário é antigo, com muito concreto aparente, sem tecnologia de última geração. O valor dele está na história, não no acabamento. Ajusta a cabeça pra isso antes.
- Achar que vai pisar no gramado: normalmente a visita não inclui o campo. Fica só nas arquibancadas e no museu.
- Não checar a agenda de jogos: em dias de partida, o museu pode ter horário reduzido ou fechar. Confere sempre antes de ir.
- Subestimar o clima: ficar nas arquibancadas abertas num dia frio sem casaco é sofrimento na certa.
- Ignorar o entorno: o Parque Batlle tem áreas verdes e monumentos que muita gente pula. Vale reservar uma horinha extra pra caminhar por ali.
Combinando o passeio com outras atrações
Uma das coisas boas do estádio é que ele fica numa região que rende programa. Depois da visita, dá pra:
- Caminhar pelo Parque Batlle, com monumentos e áreas verdes gostosas.
- Ir até o bairro vizinho, Tres Cruces, onde fica o terminal rodoviário e um shopping — bom pra almoçar ou fazer uma pausa.
- Usar o ônibus turístico pra encaixar o Centenário num roteiro passando por outras atrações da cidade.
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Perguntas frequentes sobre o Estádio Centenário
Quanto custa a entrada no Estádio Centenário?
O ingresso padrão pro Museu do Futebol e arquibancadas costuma sair em torno de 300 a 350 pesos uruguaios (aproximadamente 40 a 50 reais). Tem também uma opção combinada com o mirante da Torre de los Homenajes, que sai um pouco mais cara. Vale confirmar valores atualizados no local.
Quais são os horários de visitação?
Em geral, o Museu do Futebol funciona de segunda a sábado, das 10h às 17h. Em dias de jogo ou eventos, o horário pode mudar ou a visita pode ser restrita — sempre bom confirmar antes de ir.
Vale a pena visitar o Estádio Centenário mesmo sem curtir muito futebol?
Se você gosta de história, sim — é o único estádio do mundo declarado Monumento Histórico do Futebol Mundial pela FIFA, e o museu conta uma bela história cultural do Uruguai. Se você não tem nenhum interesse por futebol nem por história, talvez seja um passeio de menor prioridade.
É possível pisar no gramado durante o tour?
Normalmente, não. A visita padrão dá acesso ao museu e às arquibancadas históricas, mas o gramado fica fora do circuito turístico. É bom ajustar a expectativa antes.
O que tem dentro do Museu do Futebol?
Troféus (incluindo réplicas das taças das Copas de 1930 e 1950), uniformes históricos, fotos antigas, objetos de craques uruguaios, painéis contando a história da primeira Copa do Mundo e itens doados por clubes do mundo inteiro — inclusive uma camisa autografada por Pelé com dedicatória.
Como chegar ao Estádio Centenário partindo do Centro?
A forma mais prática é de táxi ou app de transporte, com percurso curto a partir do Centro, Ciudad Vieja ou Pocitos. Também dá pra chegar de ônibus urbano (linhas passam por Tres Cruces e Parque Batlle) ou pelo ônibus turístico da cidade, que tem parada específica no estádio.
Dá pra assistir a um jogo no Estádio Centenário?
Sim, e é uma experiência bem diferente da visita turística. Peñarol, Nacional e outros clubes locais mandam jogos ali, além da seleção uruguaia. Se você viajar em época de partida importante, vale conferir ingressos e conhecer o estádio com o clima de jogo.
Preciso comprar ingresso com antecedência?
Pra visita ao museu, geralmente dá pra comprar na hora sem problema. Já pra jogos, especialmente da seleção ou de finais continentais, o ideal é comprar antecipado, porque esgotam rápido.
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O Estádio Centenário é daqueles lugares que valem muito mais pela emoção do que pela infraestrutura. Quando a gente entra ali e imagina que aquele campo recebeu a primeira final de Copa do Mundo da história, bate um respeito diferente. Vá com tempo, camisa do time do coração e prepara a câmera — dá pra sair de lá com histórias pra contar mesmo pra quem nem torce.