
Veja dicas de roteiro em Dijon, Borgonha, e planeje sua experiência pela região!
Onde fica Dijon e como chegar
No leste da França, entre Paris e Lyon, fica a Dijon, principal cidade da Borgonha. Muita gente conhece o nome por causa da mostarda, mas a cidade vai muito além disso e também funciona como uma das principais portas de entrada para os vinhos mais famosos da França.
A localização ajuda bastante no roteiro porque Dijon tem ligação rápida de trem com várias cidades francesas. O trajeto saindo de Paris, por exemplo, leva cerca de 1h35 de TGV até a estação Dijon Ville, que fica perto do centro histórico.
Isso acaba deixando a viagem muito mais simples, já que você chega praticamente no centro da cidade sem precisar se preocupar com trânsito, pedágio ou estacionamento.
Nós mesmos achamos o trem a opção mais prática para esse percurso e você pode utilizar esse Buscador de trem e já pesquisar as opções disponíveis.
Além do mais, os preços variam bastante conforme a antecedência da compra. Quem consegue comprar cedo normalmente encontra passagens entre 25 e 50 euros por trecho. Mas em feriados, férias e datas mais disputadas, os valores sobem rapidamente. Por isso, vale comparar os horários e pesquisar bem antes da viagem.

O carro também pode fazer sentido, principalmente para quem pretende continuar o roteiro pelos vinhedos da Borgonha depois de visitar Dijon. A viagem a partir de Paris leva aproximadamente 3h15 pelas estradas francesas.
Assim, vale pesquisar os preços de alugueis de carros de maneira prévia. Muitos viajantes acabam usando comparadores para encontrar valores melhores e verificar condições como quilometragem, seguro e política de cancelamento. Um deles é esse Comparador de preços de aluguel de carro na França.
Outra alternativa bastante usada é um Buscador internacional que reúne um número ainda maior de locadoras na pesquisa, o que ajuda principalmente em roteiros passando por diferentes cidades europeias.

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Como incluir Dijon no roteiro pela França?
Dijon é ótima para quem quer sair um pouco dos roteiros mais tradicionais da França sem precisar enfrentar deslocamentos complicados. Como a cidade fica entre Paris e o sul do país, muita gente aproveita para encaixar a Borgonha no meio da viagem.
Inclusive recomendamos que passe 2 ou 3 noites em Dijon depois de Paris e siga viagem para Lyon, Annecy ou até a Suíça. E isso funciona muito bem porque a cidade tem boa estrutura, ótimos restaurantes e acesso fácil aos vinhedos da Borgonha.
Além do mais, Dijon é mais tranquila, com distâncias menores e um centro histórico muito mais calmo do que Paris. Ou seja, a experiência fica mais ligada à gastronomia, aos vinhos e ao prazer de conhecer a cidade com calma.

O que fazer em Dijon
1. Caminhar pelo centro histórico
O centro histórico possui prédios com visual medieval e várias praças pequenas que valem a visita. Diferente de cidades maiores da França, essa região é mais tranquila e dá vontade de conhecer calmamente. Assim, você pode conhecer cafés, lojinhas e pequenas passagens ao longo do dia.
Além do mais, tudo fica perto e você consegue sair de uma praça movimentada e, poucos minutos depois, já estar em uma rua silenciosa cercada por construções antigas.

2. Siga a Rota da Coruja
No centro você verá que existem pequenas placas metálicas com o desenho de uma coruja no chão. Elas marcam a famosa Rota da Coruja, um percurso autoguiado que conecta os principais pontos históricos de Dijon.
O caminho atravessa igrejas, casarões antigos, áreas comerciais e várias partes importantes da cidade sem parecer um roteiro cansativo.

O mais interessante é que a rota ajuda a conhecer Dijon de forma muito natural. Você não precisa ficar olhando o mapa o tempo inteiro ou correndo de atração em atração. Basta seguir os símbolos pelo chão e ir descobrindo a cidade aos poucos.

3. Visite o Palais des Ducs et des États de Bourgogne
O antigo palácio dos duques da Borgonha fica bem no centro da cidade e faz parte da história mais importante de Dijon. Durante séculos, a região da Borgonha teve enorme poder político e econômico na França, e boa parte dessa história passou justamente por esse complexo.
Atualmente há museus, prédios administrativos e uma grande praça cheia de movimento. A região ao redor também concentra cafés, restaurantes e várias ruas movimentadas do centro histórico.

4. Conheça a Église Notre-Dame de Dijon
A igreja fica a poucos minutos do palácio e chama atenção logo pela fachada cheia de detalhes. Mas o que realmente virou símbolo da cidade é uma pequena escultura de coruja escondida na lateral do prédio.
Ela pode até passar despercebida no começo, mas quase todo mundo para lá por causa da tradição local.
Inclusive, a lenda local diz que tocar a coruja com a mão esquerda traz sorte. Então é bem comum ver turistas e moradores fazendo a mesma coisa antes de continuar o passeio pelo centro histórico.

5. Veja o Les Halles de Dijon
Além dos passeios mais conhecidos, o mercado municipal é bem interessante porque mostra um lado completamente diferente da cidade.
Em vez das construções históricas e das praças antigas, ali o foco passa a ser comida, vinho e produtos típicos da Borgonha. Algo muito legal é que o prédio foi inspirado nos projetos de Gustave Eiffel e reúne produtores locais, barracas de queijo, mostardas, embutidos e doces da região.
Sexta e sábado de manhã são os melhores momentos para visitar porque o mercado fica muito mais cheio e animado. Recomendamos bastante esse passeio, principalmente porque o lugar parece realmente frequentado pelos moradores da cidade e é possível conhecer um pouco mais da cidade.

6. Experimente a gastronomia da Borgonha
Em Dijon, a comida acaba fazendo parte da viagem o tempo inteiro. Por isso, muitos restaurantes trabalham com receitas tradicionais da Borgonha e usam ingredientes bem ligados à região, principalmente vinho, manteiga e carnes cozidas lentamente.
Entre os pratos mais conhecidos aparecem o Boeuf Bourguignon, os ovos meurette e o escargot. Sem dúvidas essa é uma das melhores maneiras de explorar a cidade e entender as influências locais nos pratos.

7. Faça um tour pelos vinhedos da Borgonha
Quem quer conhecer os vinhedos da Borgonha sem precisar dirigir pode fazer um Tour de vinho pela Borgonha e Beaune. Muitos tours passam por áreas tradicionais da região e incluem degustações em vinícolas, estradas cercadas por vinhedos e pequenas cidades históricas como Beaune.
Além das degustações, esses passeios ajudam bastante a entender por que a Borgonha virou uma das regiões mais famosas do mundo quando o assunto é vinho. E como os deslocamentos já estão organizados, o dia acaba ficando muito mais tranquilo.

Onde ficar em Dijon
A melhor região para se hospedar é o centro histórico, principalmente para quem ficará poucos dias na cidade. Isso porque praticamente todos os pontos turísticos ficam concentrados ali e boa parte dos passeios acontecem a pé.
Além da localização facilitar bastante, o centro conta com restaurantes, cafés, mercados e acesso simples à estação de trem.
Quem chega de TGV vindo de Paris consegue inclusive fazer o trajeto da estação até muitos hotéis caminhando em menos de 15 minutos.
E como já mencionamos por aqui, Dijon não é uma cidade gigantesca. Então mesmo hospedagens um pouco fora da área mais histórica ainda funcionam relativamente bem.
Para quem quer uma experiência mais confortável, ficar perto da estação Dijon Ville ajuda bastante nos deslocamentos de trem pela Borgonha.
Já quem prefere restaurantes e movimento à noite provavelmente aproveitará mais as áreas próximas da Place de la Libération e do Palais des Ducs.
Os preços variam conforme a época do ano e a antecedência da reserva. Hotéis simples e bem localizados normalmente aparecem entre 90 e 160 euros por noite para casal.
Em períodos mais concorridos, principalmente durante o verão europeu e a época da colheita dos vinhos, os valores sobem bastante. Por isso, vale comparar regiões e reservar com antecedência e pesquisar hotéis em Dijon.

Roteiro de 3 dias em Dijon e Borgonha
Três dias são ideais para conhecer Dijon com calma e ainda incluir parte da região da Borgonha no roteiro.
No primeiro dia, vale focar totalmente no centro histórico e entender a cidade caminhando sem pressa. Já o segundo funciona melhor para os vinhedos e vilarejos da Borgonha. Por fim, o terceiro pode combinar pratos locais, mercados e atrações que ficaram faltando.

IMPORTANTE: Compre os ingressos dos passeios SEMPRE com antecedência. Na hora é sempre mais caro é muitos se esgotam. Nós sempre utilizamos esse site para comprar tudo, inclusive o transfer pro hotel. Ele tem sempre o menor preço e é o único com o pagamento já em reais, evitando o IOF de pagamentos internacionais. Sem falar nos tours gratuitos, que são ótimos.
Dia 1 em Dijon
Logo no começo da viagem, vale dedicar algumas horas para caminhar pela parte histórica da cidade usando a Rota da Coruja como referência principal.
O percurso passa pelos monumentos mais importantes e ajuda bastante quem está conhecendo Dijon pela primeira vez. Como tudo fica relativamente próximo, o passeio acontece de forma bem tranquila.
Recomendamos que comece pela região do Palais des Ducs et des États de Bourgogne, onde ficam algumas das áreas mais movimentadas do centro. Lá perto aparecem cafés, boulangeries e restaurantes ideais para uma pausa logo no início do dia.

Depois disso, siga até a Église Notre-Dame de Dijon e caminhe pelas ruas medievais ao redor da igreja. Essa parte possui várias construções antigas preservadas e pequenas lojas gastronômicas.
No horário do almoço, uma boa ideia é procurar restaurantes que servem pratos tradicionais da Borgonha. O Boeuf Bourguignon aparece em muitos menus e normalmente custa entre 18 e 30 euros, dependendo do restaurante.
Esse prato é um cozido de carne feito no vinho tinto da região, geralmente acompanhado de legumes, cogumelos e um molho bem encorpado.
Já durante a tarde, vale visitar o mercado Les Halles caso esteja aberto. Sexta e sábado pela manhã são os melhores momentos para encontrar mais produtores locais e bancas funcionando.
Para fechar o primeiro dia, muita gente aproveita os wine bars próximos do centro histórico. Vários deles oferecem taças de vinhos da Borgonha entre 6 e 15 euros, permitindo provar diferentes rótulos sem precisar pedir uma garrafa inteira.

Dia 2 em Dijon
Depois de conhecer o centro histórico, o segundo dia é ótimo para sair da cidade e finalmente entender por que a Borgonha é tão importante no mundo dos vinhos.
Boa parte dos vinhedos mais famosos fica entre Dijon e Beaune, em uma área conhecida como Côte d’Or. É justamente lá que aparecem alguns dos rótulos franceses mais valorizados do mundo.
Quem estiver de carro consegue fazer o trajeto com bastante liberdade, parando em vilarejos pequenos ao longo do caminho. Ainda assim, dirigir pela região exige atenção porque muitas vinícolas funcionam apenas com reserva antecipada.

Por isso, muita gente prefere fazer um passeio pelos vinhos da Borgonha e Beaune saindo de Dijon, principalmente para poder provar os vinhos sem preocupação com estrada ou estacionamento.
Além das degustações, esses trajetos normalmente passam por vinhedos históricos, pequenas estradas entre plantações e cidades tradicionais da Borgonha.
Entre os lugares mais conhecidos está Beaune, considerada uma das capitais do vinho na região. O centro histórico é pequeno e cheio de cafés, restaurantes e lojinhas.
Além disso, os preços das degustações variam bastante. Experiências simples começam perto de 10 ou 15 euros, enquanto visitas mais completas podem ultrapassar facilmente 50 euros por pessoa.

Dia 3 em Dijon
No terceiro dia você pode aproveitar Dijon de maneira mais tranquila, sem tanta preocupação em correr pelas atrações.
Uma boa ideia é começar a manhã novamente pelo centro histórico, mas agora entrando em lugares que ficaram faltando nos primeiros dias.
Quem gosta de gastronomia pode dedicar mais tempo às lojas especializadas em mostarda, chocolates, queijos e vinhos locais. Dijon leva muito a sério a culinária regional, então boa parte dessas lojas trabalha com produtores da própria Borgonha.
Além disso, vale reservar um tempo para almoçar sem pressa. Diferente de cidades muito turísticas da França, Dijon ainda tem muitos restaurantes frequentados pelos próprios moradores.

O Restaurant Dijon L’évidence aparece entre as opções mais elegantes da cidade, enquanto o Mama Restaurant Dijon tem um ambiente mais descontraído no centro histórico. Já o Saveurs de Porto é uma alternativa conhecida para quem quer variar um pouco da culinária francesa.
Outro passeio interessante é subir até a Tour Philippe le Bon, uma torre medieval ligada ao antigo palácio dos duques da Borgonha. A visita guiada leva cerca de 45 minutos e os ingressos ficam entre 5 e 10 euros, dependendo da temporada.
A tarde, muita gente aproveita para caminhar pelas áreas comerciais próximas da Rue de la Liberté, principal rua de compras do centro.
Já quem tiver trem marcado para seguir viagem consegue fazer tudo com relativa tranquilidade porque Dijon é compacta e fácil de circular.
No fim, três dias acabam sendo suficientes para conhecer um pouco mais da história, gastronomia e vinhos sem deixar a viagem cansativa.

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