Lojas de Departamento em Nova York: Guia de Compras

Comprar nas lojas de departamento de Nova York é uma das melhores formas de levar roupa boa, marca de grife e acessórios pagando bem mais barato do que no Brasil. A cidade concentra desde gigantes clássicas como a Macy’s até as lojas de garimpo onde a galera acha marca cara com preço de ponta de estoque.

A gente já fez esse roteiro de compras várias vezes e aprendeu na prática: o segredo não é só saber onde ir, mas saber a que horas, o que esperar de preço e como não tomar susto na hora de pagar (sim, o imposto entra só no caixa). Neste guia a gente reuniu tudo isso pra você aproveitar ao máximo.

E olha, vale o aviso: as lojas de Manhattan são ótimas pra variedade e já saem mais em conta que o Brasil, mas o desconto agressivo de verdade mesmo mora nos outlets fora da cidade, tipo Woodbury e Jersey Gardens. Aqui dentro, o foco é variedade e praticidade.

1. Macy’s Herald Square — a clássica dos brasileiros

A Macy’s é a maior loja de departamento do mundo, ocupando praticamente um quarteirão inteiro na 34th Street com a 6th Avenue, ali na Herald Square, pertinho do Empire State Building. São andares e mais andares de roupas masculinas e femininas, calçados, bolsas, perfumes, maquiagens, relógios, óculos, malas, cama, mesa, banho e itens de decoração.

O espaço é tão grande que cada andar funciona quase como uma loja individual, com áreas específicas pra cada marca. Você encontra de tudo: marcas mais populares com preços excelentes e também grifes como Tommy, Calvin Klein, Michael Kors, Ralph Lauren e por aí vai.

Loja Macy

Em faixa de preço, dá pra esperar peças de roupa comuns (camisas, vestidos, jeans) em torno de US$ 30 a 80, com muitas promoções, e grifes, bolsas e sapatos passando facilmente de US$ 150 a 300. Sempre tem uma área de sale e clearance com descontos bem significativos — não passe correndo por ela.

Uma dica de ouro pra brasileiro: vá direto ao balcão de atendimento ao visitante e peça o cartão de descontos pra turista (o visitor savings pass). Ele costuma dar um desconto extra por cima do preço já remarcado. E chegue logo na abertura — a gente já errou indo no fim da tarde e pegou corredor lotado e provador com fila.

  • Endereço: 151 W 34th St, Manhattan, Nova York.
  • Horário de funcionamento: em geral entre 10h/11h e 20h/21h, com variações entre semana e fim de semana. Em épocas como Black Friday e Natal, costuma abrir mais cedo e fechar mais tarde.

Antes de a gente seguir pras outras lojas, uma observação importante pra quem vem fazer compras: pra render bem o roteiro, ter seguro viagem é fundamental. O atendimento médico nos EUA é caríssimo — qualquer imprevisto sai por valores absurdos sem cobertura. A gente sempre fecha usando esse comparador de seguros, que compara várias seguradoras de uma vez e já vem com 18% de desconto exclusivo pra galera do Grupo Dicas. Dá pra pagar em reais e parcelar, então fica fácil de encaixar no orçamento.

2. Saks Fifth Avenue — a vitrine do luxo

Localizada na famosa Quinta Avenida de Manhattan, pertinho do Rockefeller Center, a Saks Fifth Avenue é uma das favoritas dos brasileiros que querem marcas de luxo. São mais de 10 andares de roupas, sapatos, bolsas, óculos, relógios e perfumaria premium, com itens variando entre o sofisticado e o ultra-luxuoso.

A especialidade da loja são justamente as grifes: Michael Kors, DKNY, Armani, Marc Jacobs e companhia. Aqui a faixa de preço sobe bastante — pense em US$ 200 ou mais pra muitas peças de roupa, e valores bem altos pra bolsas e sapatos de grife.

Loja Saks Fifth Avenue em Nova York

Mesmo que você não tenha a menor intenção de gastar, vale entrar só pra ver as vitrines, principalmente no fim do ano. As decorações natalinas da Saks viram uma atração turística por si só, com aquele show de luzes na fachada que para o trânsito de gente na calçada.

  • Localização: 611 5th Ave, Nova York, NY 10022.
  • Horário de funcionamento: em torno de 10h/11h às 19h/20h, com domingo reduzido. Vale confirmar no site oficial antes de ir.

3. Bloomingdale’s — o luxo mais acessível

A Bloomingdale’s tem uma história curiosa: ela foi criada pelo mesmo dono da Macy’s, justamente pra competir mais e dominar todos os espaços do mercado. O resultado é uma rede de luxo acessível, com peças bem mais arrumadas que as lojas de barganha, mas sem o preço proibitivo das ultra-luxuosas da Quinta Avenida.

Loja Bloomingdale

É uma loja que foca nas tendências de moda, ótima pra quem gosta de se vestir de acordo com os novos rumos. Em preço, dá pra pensar em roupas comuns em torno de US$ 60 a 150, e bolsas e sapatos a partir de uns US$ 150 a 200, podendo ir bem além nas grifes.

A maior unidade fica na 59th Street com a Lexington Avenue, em Midtown East. E não dá pra falar da Bloomingdale’s sem citar as famosas sacolas marrons, as “Little Brown Bag” — viraram um ícone pop da marca e muita gente guarda como souvenir.

  • Localização: 1000 Third Avenue (59th St com Lexington Ave), Nova York.
  • Horário de funcionamento: de segunda a sábado em torno de 11h às 20h, domingos das 11h às 19h.

4. Lojas de garimpo: TJ Maxx, Marshalls, Burlington e Nordstrom Rack

Pra quem quer marca boa com preço de ponta de estoque, essas são as lojas mais interessantes de todas. TJ Maxx, Marshalls e Burlington vendem excedentes e ponta de estoque de marcas variadas a preços bem abaixo do original, e a Nordstrom Rack é o outlet da Nordstrom, com ótimas ofertas em roupas, sapatos e bolsas.

Em faixa de preço, é onde o brasileiro mais se anima:

  • Camisetas e blusas em torno de US$ 10 a 25;
  • Jeans entre US$ 20 e 50;
  • Vestidos de US$ 25 a 60;
  • Tênis de marcas esportivas muitas vezes por algo entre US$ 40 e 90, dependendo do modelo e das promoções.

Você encontra TJ Maxx e Marshalls em áreas como a 6th Avenue e Downtown (perto do Oculus / World Trade Center), Burlington em locais como Union Square e a Atlantic Ave no Brooklyn, e Nordstrom Rack em Manhattan, normalmente perto de áreas turísticas e shoppings.

A dica de ouro aqui é ir logo na abertura. A gente aprendeu na marra: chegar no fim da tarde ou num fim de semana significa loja lotada, cabide bagunçado e provador cheio. De manhã o estoque tá reposto e organizado. E como é ponta de estoque, confira bem costuras, zíperes e detalhes peça por peça antes de levar.

5. Shoppings e centros comerciais com grandes lojas

Muitos shoppings de Manhattan misturam lojas de departamento com redes menores e ainda têm ótimas opções de restaurante — dá pra combinar compras e refeição no mesmo lugar. Os principais pra encaixar no roteiro são:

  • Manhattan Mall — colado na Herald Square e na Macy’s, fácil de juntar no dia de compras da 34th Street. Funciona em geral das 10h às 21h30 (seg a sáb) e 10h às 20h30 (domingo).
  • The Shops at Columbus Circle — no Time Warner Center, em Columbus Circle, com atmosfera mais sofisticada. Em geral das 10h às 21h (seg a sáb) e 11h às 19h (domingo).
  • The Shops and Restaurants at Hudson Yards — megacentro moderno em Midtown West, com marcas famosas e restaurantes, fácil de integrar com um passeio pela High Line. Costuma abrir das 11h às 19h.
  • Westfield World Trade Center (Oculus) — o maior complexo comercial de Lower Manhattan, dentro do icônico Oculus. Tão fotogênico que muita gente trata como atração de arquitetura. Combina lindo com a visita ao Memorial & Museum 9/11.
  • Queens Place Mall e outros no Queens — com muitas lojas populares e preços mais baixos, interessante pra quem tem mais tempo ou se hospeda por ali.

Como você percebe, Nova York não é mais só Quinta Avenida e Macy’s: hoje o turista encontra grandes lojas também em lugares como Hudson Yards e no interior do Oculus.

6. Atenção ao imposto: o preço da etiqueta não é o final

Esse é o ponto que mais pega brasileiro de surpresa. Nos EUA, o preço da etiqueta não inclui imposto — ele só é adicionado no caixa. Na cidade de Nova York, a taxa de venda (sales tax) é de cerca de 8,875% sobre a maioria dos produtos, incluindo eletrônicos, roupas e calçados.

Na prática: uma compra de US$ 100 vira algo em torno de US$ 109 no final. A dica é sempre somar uns 9% de cabeça antes de decidir, pra não levar susto na hora de pagar.

E diferente de alguns países europeus, não existe um sistema simples de tax free pra turista na cidade de Nova York. Importante alinhar essa expectativa antes de viajar.

7. Melhor época para comprar em Nova York

Algumas datas valem muito a pena pra quem quer aproveitar promoções de verdade:

  • Black Friday (fim de novembro): descontos agressivos em moda, eletrônicos e cama/mesa/banho. Em compensação, lotação absurda, filas desde a madrugada e disputa por peça específica.
  • Pós-Natal (after Christmas): as lojas liquidam estoque de inverno — ótimo pra casacos, botas e roupas pesadas. Pra brasileiro que enfrenta verão nessa época, vale comprar pra usar em viagens futuras ou no frio do sul/sudeste.
  • Troca de coleção (fim de estação): é comum aparecerem grandes áreas de clearance quando a estação está virando. Quem acompanha moda consegue se planejar.

Na alta temporada turística (junho a agosto e dezembro) as lojas funcionam normal, mas tudo fica bem mais cheio. Se você detesta muvuca, o jeito é ir logo cedo ou perto do fechamento. E sempre confirme o horário no site oficial ou no Google Maps poucos dias antes, porque em feriados pode mudar.

8. Erros comuns de turista (e como evitar)

  • Esperar preço de outlet dentro de Manhattan: Macy’s e Bloomingdale’s são mais baratas que o Brasil, mas não batem outlets como Woodbury ou Jersey Gardens em desconto. Manhattan é variedade; desconto agressivo é domínio dos outlets.
  • Esquecer o imposto na conta mental: some sempre os ~9% pra não se assustar no caixa.
  • Comprar tudo no primeiro dia: muita gente estoura o orçamento logo na primeira Macy’s. Melhor dar uma “pesquisada” e voltar dias depois com prioridades definidas.
  • Chegar nos horários de pico: ir à tarde, no fim de semana, em loja de garimpo é receita pra muvuca e bagunça. Vá na abertura.
  • Ignorar a seção de clearance: muita gente passa correndo achando que só tem sobra ruim — e é justamente ali que aparecem os maiores achados.
  • Esquecer peso e espaço na mala: casacos pesados e várias botas podem custar caro em excesso de bagagem. Pense no peso máximo da companhia aérea e, se for o caso, separe orçamento pra uma mala extra.

Uma dica prática de logística: leve uma mochila dobrável ou ecobag resistente pra ir juntando as compras pequenas ao longo do dia. E deixe a mala grande pros outlets fora da cidade — dentro de Manhattan, andar com mala é incômodo e meio mal visto em loja e restaurante cheio.

9. Megastores temáticas para souvenir diferente

Não são lojas de departamento clássicas, mas entram muito no roteiro de compras, principalmente pra quem viaja em família. Na região da Times Square você encontra a M&M’s World, a loja da Hershey’s, a Disney Store e a Lego Store, cheias de souvenir divertido. Vale o passeio mesmo que seja só pra fotos e pra a criançada se animar.

Pra render bem o dia de compras, ficar bem localizado faz toda a diferença: menos táxi, mais tempo na rua e hotel pertinho da Herald Square, da Quinta Avenida e do metrô. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Nova York:

Onde ficamos em Nova York (e 3 hotéis bons e baratos!)

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Perguntas frequentes sobre compras nas lojas de departamento de Nova York

Qual é a maior loja de departamento de Nova York?

A Macy’s Herald Square, na 34th Street com a 6th Avenue, é considerada a maior loja de departamento do mundo. Ocupa praticamente um quarteirão inteiro e tem andares e mais andares de roupas, calçados, perfumaria, casa e decoração.

Tem imposto nas compras em Nova York?

Sim. O preço da etiqueta não inclui imposto — ele é somado só no caixa. Na cidade de Nova York o sales tax é de cerca de 8,875% sobre a maioria dos produtos. Uma compra de US$ 100 fica em torno de US$ 109 no final.

Onde achar marca boa mais barata em Nova York?

Nas lojas de garimpo: TJ Maxx, Marshalls, Burlington e Nordstrom Rack. Elas vendem ponta de estoque e excedentes de marcas variadas com preços bem abaixo do original. Vá logo na abertura, quando o estoque está reposto e organizado.

Qual a melhor época para comprar em Nova York?

A Black Friday (fim de novembro) tem os descontos mais agressivos, mas com muita lotação. O período pós-Natal é ótimo pra roupas de inverno em liquidação, e a virada de estação costuma trazer grandes áreas de clearance.

Existe tax free para turistas em Nova York?

Não. Diferente de alguns países europeus, a cidade de Nova York não tem um sistema simples de tax free para turistas. O imposto de venda é cobrado normalmente e não há devolução para visitantes.

Vale mais a pena comprar em Manhattan ou nos outlets?

Depende do que você busca. Manhattan ganha em variedade e praticidade, com preços já melhores que o Brasil. Mas o desconto agressivo de verdade está nos outlets fora da cidade, como Woodbury e Jersey Gardens.

A Macy’s tem desconto para turista?

Sim. Vale ir ao balcão de atendimento ao visitante e pedir o cartão de descontos para turista (visitor savings pass), que costuma dar um desconto extra por cima do preço já remarcado.

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No fim das contas, fazer compras nas lojas de departamento de Nova York é quase um passeio à parte da viagem. A gente sempre volta com a mala mais pesada do que pretendia — mas com a estratégia certa de horário, imposto na cabeça e os achados da seção de clearance, dá pra aproveitar muito sem estourar o orçamento. Boas compras!