
Saiba como levar seu pet para a Europa com todas as dicas necessárias!
Por onde começar e quais são as regras atuais?
Viajar com pet para a Europa é totalmente possível, mas não é algo que você resolve em poucas semanas. O processo exige organização e, na prática, começa de quatro a seis meses antes do embarque.
Além disso, se a mudança for definitiva, o planejamento precisa ser ainda mais cuidadoso. A União Europeia estabelece regras padronizadas para entrada de cães, gatos e furões, válidas para países como França, Espanha, Alemanha, Portugal e Itália.
Mesmo com normas gerais, alguns destinos podem ter exigências adicionais, então sempre vale conferir as regras específicas do país que você viajará.

Microchip é o primeiro passo obrigatório
Primeiramente, nada começa sem o microchip. Ele precisa seguir o padrão ISO 11784 ou 11785, aceito internacionalmente, pois sem esse chip correto, toda a documentação posterior pode ser invalidada.
Mas calma que o procedimento é simples, feito em consultório veterinário, e o valor no Brasil pode variar entre R$ 150 e R$ 400.
Um detalhe importante que muita gente descobre tarde demais é que a vacina antirrábica só é considerada válida para viagem se for aplicada depois da colocação do microchip.
Ou seja, caso o animal já tenha sido vacinado antes de receber o chip, será necessário repetir a vacina.

Vacina antirrábica e prazo mínimo
Após a implantação do microchip, entra a vacina contra a raiva, que é obrigatória. Ela precisa estar válida no momento do embarque e seguir o intervalo mínimo exigido.
Depois da aplicação, é necessário aguardar pelo menos 21 dias antes de viajar. Não é possível vacinar hoje e embarcar na semana seguinte. O valor da vacina costuma variar entre R$ 80 e R$ 200, dependendo da clínica e da cidade.
Vale ressaltar que esse prazo é uma exigência sanitária e faz parte das normas da União Europeia para entrada de animais provenientes de países que não são considerados livres de raiva.

Exame de sorologia antirrábica
Como o Brasil não está na lista de países livres de raiva reconhecida pela União Europeia, é obrigatório realizar o exame de sorologia antirrábica. Esse exame verifica se o animal desenvolveu anticorpos suficientes após a vacinação e ele só pode ser feito pelo menos 30 dias depois da aplicação da vacina.
Além do mais, a coleta é realizada por um veterinário e o material é enviado para um laboratório credenciado internacionalmente. No Brasil, um dos principais centros responsáveis por esse exame é o Instituto Pasteur, embora existam outros laboratórios autorizados.

O custo da sorologia geralmente fica entre R$ 800 e R$ 1.500, dependendo da clínica e das taxas de envio. Após a coleta do sangue, começa o período mais longo do processo: é preciso aguardar três meses antes do embarque. Esse prazo é contado a partir da data da coleta, e não da liberação do resultado.
Em geral, você precisa pensar primeiro no microchip, depois na vacina, trinta dias mais tarde a coleta para sorologia e, em seguida, três meses de espera até a liberação para viajar. Por isso, o processo completo pode levar de quatro a cinco meses e requer paciência.

Certificado Veterinário Internacional (CVI)
Nos dez dias que antecedem a viagem, é necessário emitir o Certificado Veterinário Internacional. No Brasil, ele é expedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio das unidades do Vigiagro.
Inclusive, o procedimento começa com uma consulta veterinária para emissão de atestado de saúde. Em seguida, é feito o agendamento no sistema oficial para a validação e emissão do CVI. Além disso, esse documento é o que comprova que o animal atende todas as exigências sanitárias para entrar na Europa.
O certificado tem validade de dez dias para entrada no primeiro país europeu. Depois da chegada, ele passa a valer por até quatro meses para circulação dentro do bloco, desde que a vacina antirrábica permaneça válida.
Vale mencionar que a emissão do CVI pelo governo é gratuita, mas a consulta veterinária para o atestado pode custar entre R$ 150 e R$ 350.

Erros que podem impedir o embarque
Alguns deslizes simples podem comprometer toda a viagem, por isso é muito importante ficar atento a cada detalhe.
Como já pontuamos, vacinar antes de implantar o microchip, fazer a sorologia antes de completar trinta dias da vacina, comprar a passagem sem verificar as regras da companhia aérea ou deixar a emissão do CVI para a última hora são erros mais comuns do que se imagina.
Sendo assim, qualquer inconsistência nos prazos ou documentos pode impedir o embarque no aeroporto. Recomendamos que faça um check list com todas essas colocações e siga o passo a passo na ordem correta.

Quanto custa levar um pet para a Europa
Depois de entender a parte burocrática, vem a pergunta que todo mundo faz, que é quanto custa, no total, levar um cachorro ou gato para a Europa. A resposta varia conforme o porte do animal, cidade de origem e companhia aérea escolhida, mas dá para ter uma estimativa realista.
Somando microchip, vacina antirrábica, exame de sorologia, consultas veterinárias e atestado para emissão do CVI, o custo veterinário no Brasil normalmente fica entre R$ 1.300 e R$ 2.500 por animal. Esse valor pode subir caso seja necessário repetir vacina ou exame.
Além da parte sanitária, existe o custo do transporte aéreo, que muda bastante dependendo se o animal vai na cabine ou no porão.

É possível levar o Pet na cabine?
A maioria das companhias aéreas permite animais pequenos na cabine, desde que o peso total, somando pet e caixa de transporte, fique geralmente entre 8 kg e 10 kg. A bolsa precisa seguir medidas específicas e caber embaixo do assento.
Além do mais, a taxa para transporte na cabine costuma variar entre US$ 100 e US$ 200 por trecho internacional, dependendo da empresa aérea. Algumas cobram em euro, outras em dólar.
Mesmo indo na cabine, o animal precisa cumprir todas as exigências sanitárias da União Europeia. Inclusive, não há flexibilização por estar junto ao tutor.

E os pets no porão?
Animais maiores viajam no compartimento de carga da aeronave. Apesar do nome “porão”, não é o mesmo espaço das malas comuns. Na verdade, é uma área preparada para transporte de animais vivos.
A taxa para transporte no porão é mais alta e pode variar entre US$ 200 e US$ 500 por trecho, dependendo do peso do animal e do destino. Em alguns casos, o valor é calculado com base na soma do peso do pet e da caixa.
A caixa de transporte precisa seguir o padrão IATA, com tamanho adequado para o animal ficar em pé, girar e deitar confortavelmente. O preço de uma caixa homologada varia entre R$ 300 e R$ 1.200, dependendo do porte.
Inclusive, é fundamental confirmar com antecedência se a companhia aceita transporte de pets naquela rota específica e algumas limitam o número de animais por voo.

Comprar a passagem do pet exige planejamento
Outro ponto importante de atenção, é que muita gente compra a própria passagem e depois descobre que não há mais vaga para animal naquele voo. O transporte de pets precisa ser solicitado com antecedência e confirmado pela companhia aérea.
Além do mais, vale verificar se há conexão, pois nem todos os aeroportos permitem trânsito internacional com animais. Em voos longos com escala, o risco de complicação aumenta.
Por isso, o ideal é priorizar voos diretos para a Europa, mesmo que o valor seja um pouco maior. Menos tempo de viagem significa menos estresse para o animal.

O que acontece no dia do embarque?
No aeroporto brasileiro, além do check-in normal, você precisará apresentar todos os documentos do pet que é o comprovante de microchip, carteira de vacinação, laudo de sorologia e o Certificado Veterinário Internacional emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
Assim, a companhia aérea confere a documentação e verifica as condições da caixa de transporte. E como já alertamos, se algo estiver fora do padrão, o embarque pode ser negado.
Para animais que viajam no porão, a entrega ocorre no balcão de carga especial. Para os que vão na cabine, o pet permanece com você até o embarque.
Inclusive, é recomendável não sedar o animal, pois a maioria das companhias não permite pets sedados, tendo em vista que a medicação pode afetar a respiração durante o voo.

E ao chegar na Europa?
Ao desembarcar no primeiro país europeu, pode haver fiscalização sanitária. Em muitos casos, a conferência é por amostragem, mas os documentos precisam estar corretos. Se houver irregularidade, o animal pode ser colocado em quarentena ou até impedido de entrar.
Uma vez aprovado na entrada, o certificado passa a valer para circulação dentro da União Europeia por até quatro meses, desde que a vacina esteja válida.
Isso significa que, depois de entrar por Portugal ou Espanha, por exemplo, você pode seguir viagem para França, Alemanha ou Itália sem precisar repetir todo o processo.

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