
Sair de Veneza e cair em Florença é um dos trechos mais clássicos de quem viaja pela Itália — e a boa notícia é que ele é fácil, rápido e tem opção pra todo bolso. Aqui a gente reuniu as formas mais práticas de fazer esse percurso, com tempos reais, faixas de preço e os errinhos que dá pra evitar.
Quando a gente fez esse trajeto pela primeira vez, achou que ia ser uma logística complicada e acabou sendo o contrário: embarcou tranquilo no centro de Veneza e, em pouco mais de duas horas, já estava andando pelas ruas de Florença com a mala na mão. A escolha do transporte certo faz toda a diferença nesse conforto.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Veneza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Quais são as opções de transporte de Veneza a Florença
O trajeto entre as duas cidades tem cerca de 200 a 205 km de trem e algo entre 250 e 270 km por estrada, dependendo da rota. As principais formas de fazer esse caminho são:
- Trem de alta velocidade (Trenitalia Frecce e Italo) — em torno de 2 horas.
- Trem regional/intercity — mais lento (2h30 a 3h), porém mais barato.
- Ônibus intermunicipal (FlixBus, Itabus) — cerca de 3h30 a 4h.
- Carro alugado — cerca de 2h30 a 3h de direção.
- Carona compartilhada (tipo BlaBlaCar) — entre 3h e 3h30.
Na prática, o trem rápido é a melhor opção pra maioria dos viajantes: liga centro com centro, é confortável e não te obriga a encarar trânsito, pedágio ou estacionamento caro. Mas vale conhecer as alternativas, porque elas servem pra perfis diferentes de viagem.

De Veneza a Florença de trem
O trem é a forma mais prática e mais usada pra fazer esse trecho. Em trens de alta velocidade, a viagem leva cerca de 2 horas, com os serviços mais rápidos chegando a fazer o percurso em torno de 1h55. Tem saídas espalhadas ao longo de todo o dia, então dá pra escolher o horário que melhor encaixa no seu roteiro.
O primeiro trem costuma sair por volta de 5h30 da manhã e o último direto fica em torno de 22h–22h30. Em fins de semana e feriados os horários mudam, então sempre confira na hora da compra.
De qual estação partir e onde descer
Esse é o ponto que mais confunde brasileiro, então presta atenção. Em Veneza, existem duas estações:
- Venezia Santa Lucia (S. Lucia) — fica dentro da ilha, na beira do Grande Canal. É a mais prática pra quem está hospedado no centro histórico.
- Venezia Mestre — fica no continente. Às vezes tem tarifa um pouco mais barata, mas exige deslocamento extra (vaporetto, ônibus ou táxi aquático) até o centro.
Em Florença, desça sempre em Firenze Santa Maria Novella (SMN), que é colada no centro histórico. Dá pra ir a pé pra grande parte das atrações: o Duomo fica a uns 10 minutos andando, a Ponte Vecchio a uns 15 e a Piazza della Signoria/Uffizi entre 15 e 20 minutos.
A gente errou nessa na primeira vez: quase comprou passagem saindo de Mestre achando que era a estação da ilha. Confere bem se a partida é em Santa Lucia e a chegada em Santa Maria Novella.
Empresas e tipos de trem
Você vai encontrar três categorias principais:
- Trenitalia Frecce (Frecciarossa/Frecciargento) — alta velocidade, confortável, com ar-condicionado e Wi-Fi.
- Italo Treno — empresa privada de alta velocidade, padrão parecido e costuma ter promoções.
- Regionais/Intercity — mais lentos e com mais paradas; podem sair mais baratos, mas a viagem chega perto de 3h.
Quanto custa a passagem de trem
O preço muda bastante conforme antecedência, horário e tipo de trem. Como referência:
- Promoções compradas com antecedência: a partir de cerca de €10 a €15.
- Tarifa média em alta velocidade comprando com alguma antecedência: em torno de €25 a €40 por trecho.
- Comprando em cima da hora em trem rápido: pode passar de €45 a €60, dependendo do horário e da lotação.
Pra economizar de verdade, vale comparar horários e tarifas com antecedência. A gente usa esse pesquisador de trens pra achar as melhores tarifas, garantir o assento e organizar os horários sem dor de cabeça. Quanto antes você compra, mais barato costuma sair — comprar de última hora na alta temporada é jogar dinheiro fora.

Dicas práticas no embarque
- Chegue à estação com 20 a 30 minutos de antecedência pra achar a plataforma (binário) com calma.
- Confira no painel o número do trem, não só o destino, pra não pegar o trem errado.
- Nos trens de alta velocidade com assento marcado, geralmente não precisa validar — basta sentar no carro e lugar indicados.
- Nos regionais com bilhete aberto, ainda pode ser preciso validar nas maquininhas antes de embarcar; confira na hora da compra, porque não validar pode dar multa.
- Com mala grande, prefira sentar perto da área de bagagens.
De Veneza a Florença de ônibus
Se a ideia é economizar ao máximo, o ônibus é o campeão de preço. Empresas como FlixBus e Itabus fazem esse trecho com várias saídas por dia, em viagens que levam em torno de 3h35 a 4h05.
As tarifas promocionais costumam começar em torno de €10 a €15 e quase sempre ficam abaixo do trem rápido, principalmente comprando com antecedência. As saídas em Veneza normalmente são de Tronchetto, então entra na conta o deslocamento de vaporetto ou táxi aquático até lá.
O lado negativo é o conforto: tem menos espaço pra se movimentar e o trajeto pode atrasar por trânsito, obras ou paradas extras. Pra quem tem tempo e quer cortar gastos, vale; pra quem prioriza chegar rápido e sem estresse, o trem ganha.
De Veneza a Florença de carro
De carro, a viagem leva em média 2h30 a 3h de direção, usando a Autostrada A13 + A1, num percurso de cerca de 252 a 269 km. O caminho passa por cidades famosas como Pádua e Bolonha, então dá pra emendar uma parada e explorar um pouco mais.

Mas atenção: o carro só faz sentido se você for explorar a Toscana ou outras regiões espalhadas. Só pra ir de Veneza a Florença, o trem é muito mais simples. Isso porque, dentro das duas cidades, o carro vira um problema:
- Florença tem ZTL (Zona de Tráfego Limitado): entrar de carro em área proibida gera multa automática, mesmo pra turista. Dirigir até a porta do hotel no centro histórico é um erro clássico.
- Em Veneza o carro fica no continente (Mestre) ou em estacionamentos caríssimos na entrada da cidade (tipo Piazzale Roma/Tronchetto).
- Some pedágios (algo na faixa de €15 a €25 só na ida) e combustível (em torno de €25 a €40) — fora aluguel e estacionamento.
Agora, se você vai fazer um road trip pela Toscana — Siena, San Gimignano, vinícolas, Chianti — aí o carro brilha. Nesse caso, vale alugar com antecedência e comparar bem.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Carona compartilhada e outras opções
Plataformas de carona como o BlaBlaCar são bem comuns na Itália e o trecho pode sair baratinho, na faixa do equivalente a €10 a €20. O tempo de viagem fica parecido com o do carro, em torno de 3h a 3h30. É uma boa pra quem tem flexibilidade de horário e pouca bagagem.
Sobre voar nesse trecho: até dá, mas não compensa. O percurso é curto, e quando você soma deslocamento até o aeroporto, check-in, segurança e chegada, o trem costuma ser mais rápido “porta a porta” e com muito menos estresse.
Qual a melhor época e horário pra fazer o trajeto
Como aqui o foco é o deslocamento, a época afeta principalmente conforto e lotação:
- Alta temporada (junho a agosto): trem e ônibus mais cheios e preços mais altos, sobretudo nos horários nobres. Compre com várias semanas de antecedência.
- Meia estação (abril–maio e setembro–outubro): clima agradável pra circular a pé em Florença, menos lotação e valores mais amigáveis.
- Inverno (novembro a março): menos turistas e preços geralmente mais baixos; pode haver neblina e algum atraso pontual, mas nada dramático nessa rota.
No horário, a gente recomenda sair de Veneza entre 8h e 11h pra chegar em Florença antes do almoço e aproveitar o dia inteiro. Uma sugestão que funciona bem: pegar um trem rápido entre 8h e 9h, chegar por volta de 10h–11h, deixar a mala no hotel ou em guarda-volumes na estação e já sair caminhando em direção ao Duomo.
Erros comuns que turista brasileiro comete
- Confundir as estações de Veneza: comprar saindo de Mestre achando que é a estação da ilha. Fique com Santa Lucia se está no centro histórico.
- Comprar trem de última hora na alta temporada: resultado é preço bem mais alto e, às vezes, poucos assentos juntos.
- Não considerar o tempo até a estação: em Veneza, levar mala até Santa Lucia ou Tronchetto pode demorar (ponte, escadas, multidão).
- Esquecer da ZTL em Florença: dirigir até a porta do hotel no centro e tomar multa automática.
- Subestimar o calor: chegar em julho ou agosto carregando mala no sol forte. Programe pra chegar de manhã ou no fim da tarde.
- Não validar o bilhete quando preciso: em alguns regionais, bilhete sem horário fixo precisa ser validado nas máquinas.
- Chegar em cima da hora: não tem check-in demorado, mas perder o trem é fácil se você chega 5 minutos antes e ainda precisa achar a plataforma.
Afinal, o que fazer em cada cidade?
As duas cidades são Patrimônio Mundial da UNESCO e ligam dois dos conjuntos urbanos mais importantes da Europa. Em Veneza, o destaque vai pros canais e passeios de gôndola, além de pontos históricos como a Praça de São Marcos e a Ponte de Rialto.
Ainda em Veneza, o Palácio Ducal e a Basílica de São Marcos preservam a história da antiga República, atraindo visitantes do mundo todo.
Já em Florença, estão reunidas obras na Galeria Uffizi e o imponente Duomo. As ruas históricas e a Ponte Vecchio conectam a cidade ao passado, com as colinas compondo o cenário cultural e artístico que tornou a região tão famosa.

Pra aproveitar essas atrações sem perder tempo em fila, compre os ingressos SEMPRE com antecedência — na hora é mais caro e muitos se esgotam. A gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar tudo, inclusive o transfer pro hotel. Ele costuma ter o menor preço e é o único com pagamento já em reais, evitando o IOF dos pagamentos internacionais. Sem falar nos tours gratuitos, que são ótimos.
Seguro viagem e chip pra Itália
Pra Itália, que está no espaço Schengen, o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros — então não é opcional, é exigência pra entrar. Além de cumprir a regra, ele te protege de imprevistos médicos que custam caro lá fora. A gente sempre fecha por esse comparador de seguros, que já vem com desconto exclusivo e compara várias seguradoras de uma vez.
E pra ficar conectado o tempo todo, o chip de viagem que a gente usa resolve: você já chega com internet funcionando, sem depender de Wi-Fi de café pra checar horário de trem ou pedir mapa. A gente sempre compra antes de viajar e nunca teve dor de cabeça.
Pra esse trecho, ficar bem localizado em Florença muda tudo: hospedar perto da estação Santa Maria Novella significa chegar de trem e ir a pé até o hotel, sem táxi nem caminhão de mala ladeira acima. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como ir de Veneza a Florença
Qual a forma mais rápida de ir de Veneza a Florença?
O trem de alta velocidade é a forma mais rápida e prática. Os serviços mais velozes fazem o percurso em torno de 1h55, com a média ficando perto de 2 horas. Como liga centro com centro, costuma ser mais rápido “porta a porta” até do que voar.
Quanto tempo leva de Veneza a Florença de trem?
Em trem de alta velocidade, em torno de 2 horas (os mais rápidos chegam a cerca de 1h55). Já os trens regionais ou intercity são mais lentos, levando entre 2h30 e 3h por terem mais paradas.
Quanto custa a passagem de trem de Veneza a Florença?
Comprando com antecedência, dá pra achar promoções a partir de cerca de €10 a €15. A tarifa média em alta velocidade fica em torno de €25 a €40. Em cima da hora, na alta temporada, pode passar de €45 a €60 por trecho.
De qual estação parte o trem em Veneza?
Se você está no centro histórico, parta de Venezia Santa Lucia, que fica dentro da ilha. Venezia Mestre fica no continente e exige deslocamento extra. Em Florença, desça sempre em Firenze Santa Maria Novella (SMN), coladinha no centro.
Vale a pena ir de Veneza a Florença de ônibus?
Vale se o objetivo é economizar e você tem tempo de sobra. O ônibus (FlixBus, Itabus) é mais barato, mas leva de 3h30 a 4h, é menos confortável e pode atrasar por trânsito. Em Veneza, ainda exige ir até Tronchetto pra embarcar.
É melhor ir de trem ou de carro de Veneza a Florença?
Se você só vai de uma cidade pra outra, o trem é mais simples: nada de pedágio, ZTL ou estacionamento caro. O carro só compensa se você for explorar a Toscana ou outras regiões espalhadas, onde a flexibilidade faz diferença.
O trem de Veneza a Florença precisa de validação?
Nos trens de alta velocidade com assento marcado, geralmente não precisa validar: basta sentar no lugar indicado. Já em alguns regionais com bilhete aberto, ainda é preciso validar nas maquininhas antes de embarcar — confirme na hora da compra pra não tomar multa.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália:
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No fim das contas, ir de Veneza a Florença é uma das partes mais fáceis e gostosas de uma viagem pela Itália. A gente sempre escolhe o trem rápido pela praticidade de embarcar no centro e desembarcar a poucos passos do Duomo — mas seja qual for a sua escolha, comprar com antecedência é o segredo pra pagar menos e viajar tranquilo.
