
Ir de Milão a Florença é um dos trajetos mais fáceis e baratos da Itália — e dá pra fazer de várias formas. A gente já fez esse percurso de trem e adianta: é a opção que mais vale a pena pra quase todo mundo. Em pouco menos de 2 horas você sai do coração financeiro do país e desembarca na capital do Renascimento.
Mas nem todo mundo quer a mesma coisa. Tem quem queira velocidade, tem quem conte cada euro e tem quem prefira pegar a estrada parando na Toscana. Por isso a gente montou esse guia comparando trem, carro e ônibus, com tempos, faixas de preço, melhores horários e os erros mais comuns que dá pra evitar.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Florença a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
De Milão a Florença de trem (a opção mais recomendada)
A forma mais prática e rápida de fazer o trajeto é de trem de alta velocidade. A distância em linha férrea é de cerca de 249 km, e os trens mais rápidos cobrem isso em torno de 1h40. Na média, contando paradas, a viagem fica entre 1h40 e 2h15.
Quem opera a rota são o Frecciarossa e o Frecciargento (da Trenitalia) e o Italo (uma empresa privada). Todos são confortáveis, com Wi-Fi, tomada e bagagem indo com você na prateleira acima dos assentos ou nos racks das pontas dos vagões.

A frequência é uma das melhores da Itália: dependendo da contagem, são de 35 a 60 trens por dia, com mais de 50 deles diretos. As primeiras partidas saem por volta das 5h e as últimas entre 21h20 e 21h50. Em boa parte do dia, sai um trem a cada 15 minutos mais ou menos.
Na prática, dá pra sair de Milão cedo, chegar em Florença antes das 9h e ainda tomar um café com vista pro Duomo antes de começar o passeio. Não tem check-in como em avião: você só precisa estar na plataforma alguns minutos antes da partida.
Pra garantir os melhores preços, a gente sempre compra os bilhetes com antecedência usando esse pesquisador de trens. Ele compara os horários e tarifas de todas as empresas num lugar só, e dá pra guardar o bilhete no celular sem precisar imprimir nada.
Sobre valores, é melhor trabalhar com faixas, porque o preço muda muito conforme a antecedência e o horário. Comprando com pelo menos 15 a 30 dias de antecedência, dá pra achar tarifas a partir de €15 a €20. Em datas concorridas ou comprando em cima da hora, principalmente nos horários de pico, é comum pagar entre €40 e €80 por trecho na alta velocidade.

Atenção às estações certas
Em Milão, o normal é embarcar na Milano Centrale (uma das estações mais imponentes da Europa, arquitetura monumental dos anos 1930, vale chegar um pouco antes só pra olhar). Alguns trens param na Milano Rogoredo — confira no bilhete pra não ir pra estação errada.
Em Florença, desça na Firenze Santa Maria Novella (SMN), que é a central e fica a uns 10 minutos a pé do Duomo. Cuidado pra não descer na Firenze Rifredi ou na Campo di Marte achando que é a principal — esse é um dos erros mais comuns de quem vai pela primeira vez.
De Milão a Florença de ônibus (a opção mais econômica)
Se o orçamento tá apertado de verdade, o ônibus é o jeito mais barato de fazer o trajeto. Empresas como a FlixBus operam a rota com tarifas promocionais a partir de cerca de €8 a €14 por trecho comprando com antecedência (a média em algumas datas fica entre €30 e €40).
A contrapartida é o tempo: a viagem leva em média 4h30 a 4h45, com os trajetos diretos mais rápidos em torno de 3h55. Em Milão, os embarques costumam ser em terminais como o Lampugnano; em Florença, perto do centro ou da estação SMN, dependendo da companhia.
O ônibus faz sentido pra quem viaja de mochila, tem o orçamento bem curto ou quer pegar um trecho noturno pra economizar uma diária de hotel — desde que durma bem sentado.
De Milão a Florença de carro
De carro, a viagem leva em torno de 3h a 3h30 sem paradas e com trânsito normal, pela A1 (Autostrada del Sole), uma rodovia pedagiada que cruza boa parte da Itália. A distância pela estrada é de cerca de 297 a 300 km, passando por colinas, vinhedos e cidades históricas.
O carro vale muito a pena quando você quer fazer o percurso com calma, parando em cidades como Parma e Bolonha no caminho, ou quando viaja em família/grupo de 3 a 4 pessoas e divide os custos. Falando em custo, considere o aluguel (em torno de €70 por dia num carro básico), combustível (uns €50 a €60 no trecho) e pedágios (€20 a €25).

Importante: se você só vai ficar dentro de Florença, o carro é mais dor de cabeça do que solução. O centro histórico tem ZTL (Zona de Tráfego Limitado), e entrar de carro lá rende multa alta. Estacionamento perto do centro também é caro e escasso. Carro faz sentido mesmo é pra rodar a Toscana.
Aluguel de carro (economize até 34%)
Se a ideia é pegar a estrada e explorar a Toscana, a principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Transfer particular e carona
Pra quem viaja em grupo com orçamento folgado ou em viagem corporativa, existe o transfer particular porta a porta, com preços de referência em torno de €900 a €1.000 para até 4 pessoas por trecho. É o conforto máximo: sem se preocupar com malas, horários ou estações.
No outro extremo de preço tem a carona compartilhada (car sharing), comum entre os locais, com valores a partir de cerca de €15 a €20 por pessoa e duração parecida com a do carro (3h30 a 4h). Exige flexibilidade de horário e um certo conforto com apps em outros idiomas, mas pode quebrar um galho.
Melhor época e melhores horários para viajar
Em termos de conforto e preço, a baixa e média temporada (de março a maio e de outubro a meados de novembro) é a melhor: tarifas mais baixas, estações menos lotadas e destinos mais tranquilos. No verão (junho a agosto) tem mais calor, trens e ônibus cheios e mais chance de esgotar os horários bons.
Sobre o horário do dia, a gente costuma escolher saídas no meio da manhã (9h às 11h) ou no início da tarde (13h às 15h): são menos lotadas que os horários de pico de business e te deixam em Florença em bom horário pra fazer o check-in e já passear. Evite trens muito cedo (antes das 7h) se ainda precisar se deslocar até a Milano Centrale com malas.
IMPORTANTE: pra uma viagem à Itália, o seguro viagem e o chip de celular são dois itens indispensáveis. No espaço Schengen (que inclui a Itália), o seguro com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório. A gente sempre compra nesse comparador de seguros (que já vem com desconto exclusivo nosso) e usa esse chip de viagem pra ficar conectado o tempo todo.
Erros comuns de quem faz o trajeto pela primeira vez
- Deixar pra comprar o trem na hora na alta temporada: o resultado é preço bem mais alto ou os horários convenientes já esgotados.
- Confundir estação: embarcar na Rogoredo em vez da Centrale em Milão, ou descer na Rifredi/Campo di Marte em vez da SMN em Florença.
- Subestimar o tempo até a estação: reservar um trem às 7h saindo de um hotel distante e quase perder o horário.
- Levar mala gigante: dificulta subir e descer do trem, ainda mais em horário cheio, e o espaço de bagagem é limitado.
- Alugar carro sem saber das ZTL de Florença: entrar na área restrita rende multa salgada.
- Achar que vale economizar uns euros pegando trem lento: em roteiro apertado, perder 1 ou 2 horas a mais pode custar caro em tempo de passeio.
O que fazer em Milão e em Florença
Em Milão, dá pra conhecer o Duomo, passear pela Galleria Vittorio Emanuele II (ponto famoso de compras e cafés) e ver o mural A Última Ceia, de Leonardo da Vinci — esse último precisa de ingresso comprado com bastante antecedência, esgota rápido.
Já Florença é o lar da Galeria Uffizi e da Ponte Vecchio. Caminhar pela Piazza della Signoria e admirar a cúpula projetada por Brunelleschi no Duomo são paradas obrigatórias. E olha: como a cidade é super conectada por trem, muita gente usa Florença como base pra explorar Pisa, Lucca e Siena, e depois seguir pra Roma ou Veneza nos trilhos.

Pra garantir os ingressos das atrações sem dor de cabeça, a gente compra tudo (inclusive transfers e free tours) nesse site que a gente usa em todas as viagens. Ele costuma ter o menor preço, o pagamento já é em reais (sem o IOF dos pagamentos internacionais) e dá pra cancelar de graça caso o plano mude.
Vale lembrar de uma coisa: Florença cobra uma taxa de turismo diária por pessoa, paga direto no hotel, e que é mais alta do que na maioria das cidades italianas. Mais um motivo pra otimizar os deslocamentos e aproveitar bem cada dia.
Como a cidade é bem compacta e a SMN fica coladinha no centro, ficar bem localizado faz toda a diferença: você chega de trem e vai a pé pro hotel, sem gastar com táxi. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como ir de Milão a Florença
Qual a forma mais rápida de ir de Milão a Florença?
O trem de alta velocidade (Frecciarossa, Frecciargento ou Italo) é o mais rápido, com os serviços diretos levando em torno de 1h40. Na média, contando paradas, a viagem fica entre 1h40 e 2h15.
Quanto custa o trem de Milão a Florença?
Varia muito conforme a antecedência e o horário. Comprando com 15 a 30 dias de antecedência, dá pra achar tarifas a partir de €15 a €20. Em cima da hora ou em datas concorridas, é comum pagar entre €40 e €80 por trecho na alta velocidade.
Vale mais a pena ir de trem ou de ônibus?
Depende do seu perfil. O trem é muito mais rápido (cerca de 2h contra 4h30 do ônibus) e confortável. O ônibus é mais barato, a partir de cerca de €8 a €14 comprando cedo, e vale pra quem tem orçamento bem apertado ou viaja de mochila sem pressa.
Em qual estação devo descer em Florença?
Na Firenze Santa Maria Novella (SMN), que é a central e fica a cerca de 10 minutos a pé do Duomo. Não desça na Firenze Rifredi nem na Campo di Marte achando que é a principal.
Compensa ir de Milão a Florença de carro?
Compensa se você quer parar em cidades como Parma e Bolonha no caminho ou explorar a Toscana, e principalmente se viaja em grupo dividindo os custos. Pra ficar só dentro de Florença, não vale: o centro tem ZTL (área de tráfego restrito) com multas altas e estacionamento caro.
Preciso fazer check-in pra pegar o trem?
Não. Não existe check-in como em avião. Você só precisa estar na plataforma alguns minutos antes da partida. Nos trens de alta velocidade com lugar marcado, o bilhete já tem data e horário fixos e não precisa validar na maquininha.
Qual a melhor época pra fazer esse trajeto?
Baixa e média temporada (março a maio e outubro a meados de novembro) costuma ter tarifas mais baixas e menos lotação. O verão (junho a agosto) tem mais calor, trens cheios e preços mais altos comprando em cima da hora.
Economize ao máximo na sua viagem à Itália:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Itália, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Itália da forma mais barata e segura.
- Carro: se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro na Itália. São dicas de como alugar um veículo pelo menor preço possível.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Roma pra saber a melhor localização e como economizar muito no hotel.
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No fim das contas, pra quase todo mundo o trem de alta velocidade é a escolha certa entre Milão e Florença: rápido, confortável e barato se comprado com antecedência. A gente errou uma vez deixando pra comprar em cima da hora num feriado e pagou quase o dobro — então fica a dica, programe-se e grude na janela pra ver a Toscana passar.
