Cidade flutuante das Maldivas: como é o projeto

Entenda como funciona o Maldives Floating City, quando o projeto abre para moradores, preços das casas e como visitar o showroom perto de Malé.

A cidade flutuante das Maldivas é um projeto muito inovador e que até parece uma imagem gerada por inteligência artificial, mas o projeto é real e já está em fase avançada de construção.

O Maldives Floating City fica em uma lagoa calma perto da capital, Malé, e tem a meta de receber cerca de 20 mil moradores a partir de 2027. Até lá, a visitação turística limita-se a unidades de demonstração e passeios institucionais pela região.

Portanto, entender essa diferença evita comprar a ideia de que já existe um novo bairro pronto e pulsando no meio do oceano! Ao mesmo tempo, torna o projeto ainda mais fascinante: já que ele foi concebido como uma resposta urbana pioneira à elevação do nível do mar.

O que é o Maldives Floating City?

O projeto ocupa uma área marinha de cerca de 200 hectares, localizada a apenas 10 ou 15 minutos de lancha da capital Malé e do Aeroporto Internacional de Velana.

A proposta urbanística prevê cerca de cinco mil unidades, combinando casas residenciais, lojas, restaurantes, escolas e centros de saúde.

  • Design inspirado na natureza: O desenho visto de cima foi inspirado no formato do coral-cérebro, utilizando uma rede interconectada de canais e passarelas para organizar os módulos.
  • Mobilidade: Não haverá carros convencionais na cidade. O deslocamento será feito exclusivamente por barcos, bicicletas e pequenos veículos elétricos.
  • Tecnologia flutuante: Diferente dos bangalôs tradicionais dos resorts que repousam sobre palafitas fixas na areia, as estruturas da cidade realmente flutuam e acompanham a variação diária das marés, sendo presas por sistemas tecnológicos de ancoragem.

Por que construir uma cidade no oceano?

Cerca de 80% do território terrestre das Maldivas está a menos de um metro acima do nível do mar. Isso coloca o país no topo da lista das nações mais vulneráveis do planeta em relação ao aquecimento global e à elevação dos oceanos.

Assim, o Maldives Floating City tenta criar uma infraestrutura resiliente que suba junto com a água e utilize barreiras de recifes de corais cultivados como proteção natural contra ondas.

Embora exista uma evidente ambição imobiliária, reduzir o projeto a um mero “condomínio de luxo” apaga bastante o debate de inovação climática. A cidade precisa provar que seus módulos, sistemas de saneamento e ecossistema marinho podem coexistir em harmonia por décadas. Até que haja moradores e operação completa, parte dessas promessas continuará em estágio de testes práticos, claro.

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Cidade flutuante - Maldivas

É possível visitar a cidade flutuante em 2026?

A cidade ainda não está aberta como destino urbano ou atração turística convencional. Mas, unidades de demonstração e showrooms flutuantes existem desde 2022, e o site oficial do empreendimento permite cadastrar interesse para visitas guiadas ou compra de propriedades.

  • Não há bilheteria: Não existe ingresso turístico padronizado ou passeio regular vendido em plataformas de turismo.
  • Como conhecer: Quem deseja ver a estrutura de perto precisa entrar em contato direto com os desenvolvedores do projeto ou contratar um barco privado saindo de Malé para navegação no entorno, sem garantia de desembarque nos módulos.
  • Tipo de experiência: A visita atual dura entre 1 e 2 horas e possui caráter essencialmente técnico ou de negócios.
  • Previsão de abertura: A ocupação residencial e a abertura do comércio estão previstas para 2027.
Cidade flutuante - Maldivas

Casas, preços e regras de residência

As unidades divulgadas no portfólio do projeto variam de estúdios funcionais a casas familiares completas, com áreas entre 80 e 140 metros quadrados.

  • Faixa de preço: Os valores de lançamento pesquisados variam entre US$ 150 mil e US$ 250 mil (com comercialização em dólares americanos).
  • Visto de Residência: Compradores estrangeiros têm o direito de solicitar autorização de residência vinculada à propriedade do imóvel, conforme divulgado pelos desenvolvedores.

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Como encaixar a visita em uma viagem às Maldivas?

Se você tem curiosidade em ver o canteiro de obras e as primeiras estruturas da cidade flutuante, confira como planejar essa logística:

  1. Visto para Brasileiros: Brasileiros não precisam de visto prévio para viagens de turismo nas Maldivas para estadias de até 30 dias (basta apresentar passaporte válido, comprovante de hospedagem e passagem de volta).
  2. Base de Apoio: Ficar de 1 a 2 noites na ilha de Malé ou em Hulhumalé é muito mais prático do que tentar fazer esse deslocamento saindo de resorts distantes atracados em atóis isolados.
  3. Transporte: As transferências até à lagoa do projeto são feitas por lanchas rápidas (speedboats) e dependem diretamente das condições do mar no dia.

Segurança na viagem: Cote um seguro viagem para as Maldivas com cobertura para atendimento médico emergencial e suporte a eventual evacuação sanitária entre ilhas.

A cidade vai mesmo ficar pronta?

Como existe construção física visível na água, uma parceria sólida com a empresa holandesa Dutch Docklands e total apoio do governo das Maldivas, o projeto definitivamente não é apenas um desenho conceitual.

Ainda assim, os cronogramas de grandes obras marítimas dependem de engenharia complexa, licenças ambientais rígidas e financiamento contínuo. Além disso, prazos anteriores já foram ajustados, empurrando a inauguração habitacional para 2027.

O cenário atual realmente mostra que o projeto avançou bastante, mas ainda precisa provar sua viabilidade como comunidade viva.

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