
A Cidade do México tem uma daquelas vibrações que pega a gente desprevenido. Numa mesma rua, dá pra ver ruínas astecas de mil anos, uma catedral barroca enorme, um mural gigante do Diego Rivera e um carrinho de tacos que serve a melhor comida da viagem. É caótica, é colorida, e é uma das capitais culturais mais ricas do mundo.
Quando a gente foi pela primeira vez, o erro clássico que cometemos foi achar que daria pra conhecer tudo em 3 dias. Não dá. A cidade é gigante, o trânsito é pesado e os museus principais fecham na segunda. Por isso esse guia vai além da listinha básica: aqui a gente reuniu os 21 pontos turísticos da Cidade do México que valem cada minuto, com horários, faixas de preço, dicas de quem já errou (e acertou) por lá e armadilhas que turista brasileiro costuma cair.
E não esquece: aqui no nosso guia completo da Cidade do México a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Zócalo (Plaza de la Constitución)
O Zócalo é o coração da Cidade do México e uma das maiores praças do mundo. Em volta dele tá tudo o que define o centro histórico: a Catedral Metropolitana, o Palácio Nacional e o Templo Mayor. Tudo a pé, um do lado do outro.
A praça é aberta 24h e gratuita. A dica é chegar cedinho pra ver o hasteamento da bandeira mexicana gigante (o ritual é levado a sério, vale a pena). Depois você já emenda na Catedral e no Templo Mayor sem se deslocar nada.
Curiosidade: o Zócalo vive recebendo eventos, manifestações e festivais. Se cair num desses dias, prepara que a vibe muda completamente — e é uma experiência única.
2. Catedral Metropolitana
Uma das maiores e mais antigas catedrais das Américas, fica do lado norte do Zócalo. A arquitetura mistura barroco e renascentista, e por dentro impressiona pelo tamanho e pelos altares dourados.

Entrada gratuita, abre de manhã até o fim da tarde, com missas ao longo do dia. Olha pras torres com calma: elas estão ligeiramente inclinadas porque a cidade foi construída sobre uma antiga lagoa, e o solo afunda devagar até hoje. É surreal de ver de perto.
Dica de erro comum: a gente vê muito brasileiro entrando em horário de missa com roupa de praia tirando foto com flash. Os locais são bem religiosos, então respeita o espaço: se for visitar durante a celebração, fique no fundo e guarde a câmera.
3. Templo Mayor
Bem do lado da Catedral, o Templo Mayor é o que sobrou do principal templo asteca, redescoberto no século XX durante umas obras no centro. Tem um museu interno excelente que mostra peças encontradas no sítio, e a visita é uma viagem direta pra Tenochtitlán pré-conquista.

Abre de terça a domingo, das 9h às 17h (fechado às segundas, como quase tudo de cultural na cidade). A entrada é baratinha e o museu interno já tá incluso.
Dica esperta: combina Zócalo + Catedral + Templo Mayor numa manhã só. É tudo coladinho. Usa calçado confortável e protetor solar, porque grande parte do sítio é aberta.
4. Palácio Nacional e os murais de Diego Rivera
Sede do executivo mexicano e casa dos murais mais famosos do Diego Rivera, contando a história do México do período pré-hispânico até a revolução. É de cair o queixo — literalmente, são paredes inteiras pintadas em detalhe.
Fica do lado leste do Zócalo. Entrada gratuita, dias úteis em horário comercial. Atenção: exigem documento de identificação na portaria (passaporte ou cópia digital resolve). O erro clássico é chegar sem documento e ser barrado — já vimos brasileiro tendo que voltar pro hotel buscar.
Reserve umas 2 horas pra conseguir ver os murais com calma e ainda passar pelos pátios internos.
5. Palácio de Bellas Artes
Esse é um dos prédios mais bonitos da cidade. Por fora, é um ícone art nouveau com cúpula amarela; por dentro, tem decoração art déco e murais de Diego Rivera, Siqueiros e Orozco. No teatro principal acontece o famoso Ballet Folclórico do México, que vale demais a pena se você puder encaixar no roteiro.

O museu abre de terça a domingo, das 10h às 18h. A entrada do museu é simbólica; o Ballet Folclórico custa mais (faixa de dezenas de dólares, dependendo do setor). A foto clássica do prédio você tira da Alameda Central, do lado de fora.
Dica que pouca gente fala: sobe na Torre Latinoamericana logo depois pra ver o Palácio de Bellas Artes do alto, com a cidade inteira atrás. O entardecer ali é cinematográfico.
6. Torre Latinoamericana
Arranha-céu histórico bem ao lado do Palácio de Bellas Artes. Tem um mirante 360° lá em cima que entrega uma das melhores vistas da cidade. É uma das primeiras grandes construções resistentes a terremotos do mundo, citada até em estudos de engenharia sísmica.
Abre todos os dias, geralmente das 9h/10h até a noite. Ingresso baratinho, e ainda dá pra combinar com o museu interno.
Melhor horário: final da tarde, pra pegar o pôr do sol e ainda ver a cidade acendendo as luzes. Evita ir em dias muito poluídos, porque a visibilidade despenca.
7. Museu Nacional de Antropologia
Esse é parada obrigatória, sem discussão. É considerado um dos melhores museus do mundo no tema de culturas pré-hispânicas — salas dedicadas a maias, astecas, olmecas, toltecas, todos os povos. A famosa Pedra do Sol (que muita gente chama erroneamente de “calendário asteca”) tá lá.

Fica dentro do Bosque de Chapultepec. Abre de terça a domingo, das 9h às 18h. Entrada baratinha.
Erro mais clássico do brasileiro aqui: tentar fazer tudo em 1h pra encaixar outro passeio na sequência. Não dá. Reserva pelo menos meio dia — o acervo é gigante e várias salas merecem tempo. A gente foi achando que ia ser rapidinho e ficou 4 horas sem ver tudo.
8. Bosque de Chapultepec
Um dos maiores parques urbanos das Américas. Tem lagos, áreas verdes pra piquenique, pedalinho e vários museus dentro (Antropologia, Arte Moderna, Tamayo). Fica do lado do Paseo de la Reforma, então dá pra montar um dia inteiro só por ali.

O parque é gratuito, abre de manhã cedinho até o entardecer. A colina onde fica o Castelo era sagrada pros astecas, então mesmo a caminhada tem peso histórico. Combina Antropologia + Bosque + Castelo no mesmo dia que rende bastante.
9. Castelo de Chapultepec
No topo da colina do bosque, é o único castelo “real” das Américas — chegou a abrigar o imperador Maximiliano de Habsburgo e depois virou residência presidencial. Hoje é o Museu Nacional de História, e a vista lá de cima do Paseo de la Reforma é uma das mais bonitas da cidade.

Abre de terça a domingo, das 9h às 18h. Ingresso baratinho. Tem uma subida a pé pra chegar lá em cima — não é nada absurdo, mas com a altitude da cidade (mais de 2.200m) o fôlego cansa. Vai com calçado bom e bebe água antes.
10. Onde comprar os ingressos da Cidade do México
Aqui vai uma das dicas que mais economiza dinheiro na viagem: comprar ingressos e passeios pela internet, com antecedência, sai bem mais barato do que na bilheteria. E ainda evita pegar fila ou descobrir que o lote do dia já tá esgotado (acontece muito com Frida Kahlo, Teotihuacán e Six Flags).
Tem outro detalhe que pouca gente percebe: comprando no site oficial das atrações, o pagamento sai em pesos ou dólar, com IOF de 3,5% em cima e sem poder parcelar. Em alguns ingressos, isso faz uma diferença danada no orçamento final.
O site que a gente usa em todas as viagens é um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os passeios e ingressos da Cidade do México (Teotihuacán, Frida Kahlo, Xochimilco, Templo Mayor, Six Flags, ônibus turístico, transfer do aeroporto) e oferece umas vantagens que fazem toda a diferença:
- Pagamento em reais: sem IOF e dá pra parcelar.
- Cancelamento gratuito na maioria dos passeios — você se programa sem medo.
- Free tours: tem tours gratuitos com guia, você só paga uma gorjeta no final.
- Transfer do aeroporto: já pago em reais, motorista te espera com plaquinha. Evita o golpe clássico do táxi com turista e chega tranquilo no hotel.
- Suporte 24h em português: qualquer pepino, resolve fácil.
A gente reservou por lá o Teotihuacán, o Frida e o Xochimilco na nossa viagem e foi tudo redondo. O ingresso do Frida especialmente: sem reservar antes, a chance de não conseguir entrar no dia é gigante.
11. Museu Frida Kahlo (Casa Azul) — Coyoacán
A Casa Azul é onde a Frida nasceu, viveu e morreu. Hoje é museu, e o passeio é uma imersão total na vida dela: ateliê, quarto, jardim, vestidos, pinturas, fotos pessoais. É emocionante mesmo pra quem não é fã.

Fica no bairro de Coyoacán, zona sul. Abre de terça a domingo. Ingresso é mais caro que a média dos museus da cidade (na casa de dezenas de dólares) e precisa ser comprado online com horário marcado. A gente viu turista chegando lá sem reserva e voltando frustrado — é o erro mais comum dessa atração.
- Já reserva com antecedência o ingresso para o Museu Frida Kahlo + Museu Diego Rivera Anahuacalli nesse mesmo site, que evita a dor de cabeça.
Aproveita pra caminhar por Coyoacán depois — o bairro é boêmio, charmoso, cheio de praças, igrejas coloniais e cafés.
12. Bairro e Mercado de Coyoacán
Coyoacán merece um capítulo à parte. Casinhas coloridas, praças com fontes, igrejas antigas, mercado popular e uma atmosfera tranquila que parece outra cidade. Foi onde viveram Frida, Diego Rivera e até Trotsky (a casa dele também é museu, fica perto).
O mercado é ótimo pra provar tostadas, tacos e aguas frescas a preço de comida de rua. E pra comprar artesanato — tecidos, cerâmica, máscaras — sai bem mais barato que nos pontos turísticos do centro.
Dica: reserva meio dia pra Coyoacán. Faz Frida pela manhã, almoça no mercado, anda pelo bairro à tarde. Volta pro hotel sem pressa.
13. Jardins e Canais de Xochimilco
Xochimilco é o que sobrou da antiga lagoa de Tenochtitlán: um sistema de canais com barcos coloridos chamados trajineras. É Patrimônio Mundial da UNESCO, e ainda preserva chinampas (ilhas artificiais usadas pra agricultura desde antes dos espanhóis).

É um passeio festivo: mariachis tocam de barco em barco, vendedores de comida passam vendendo tacos, milho e cerveja. Dá pra alugar uma trajinera por hora — vai negociando o preço antes de subir, e leva sua própria comida e bebida se quiser economizar (tudo a bordo custa um pouco mais).
- Pra evitar negociação chata e já chegar com tudo organizado, reserva o passeio de barco por Xochimilco aqui.
14. Paseo de la Reforma
A avenida mais icônica da cidade, larga e arborizada, ligando o centro ao Bosque de Chapultepec. Tem prédios modernos, monumentos famosos (Anjo da Independência, Diana Caçadora) e dá pra fazer um passeio gostoso a pé entre eles.

Dica de ouro: se você tiver um domingo na viagem, vai pra Reforma. Trechos da avenida são fechados pros carros e viram um parque a céu aberto, com gente correndo, andando de bike e patins. É uma das melhores formas de sentir a vida local.
- Se o tempo tá curto, considera fazer o passeio com o ônibus turístico da Cidade do México, que passa por toda a Reforma e nos principais pontos.
Erro comum: as quadras são longas. Não tenta atravessar a avenida inteira a pé sem pausa, ou chega cansado nos pontos seguintes.
15. Ruínas de Teotihuacán
Tá entre as visitas mais marcantes da viagem. Teotihuacán fica a cerca de 1h–1h30 da Cidade do México e abriga as Pirâmides do Sol e da Lua, junto com a Calçada dos Mortos. A cidade foi construída entre os séculos III e V, antes mesmo dos astecas, e ninguém sabe ao certo quem foram seus construtores. É enigmático e impressionante.

Abre todos os dias, das 9h às 17h. Ingresso baratinho. Vai cedo, pra fugir do sol forte e das multidões — quase não tem sombra no sítio. Leva chapéu, protetor solar, água e calçado fechado.
- A gente recomenda fortemente ir com tour guiado, porque o sítio é gigante e sem contexto histórico você perde metade da magia. Olha a excursão a Teotihuacán ou a versão completa que combina com Basílica e Tlatelolco: excursão Teotihuacán + Guadalupe + Tlatelolco.
- E se quiser viver uma experiência inesquecível, tem o passeio de balão sobre Teotihuacán com ingresso. Subir ao amanhecer e ver as pirâmides lá de cima é uma das melhores coisas que a gente fez no México.

16. Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe
Um dos santuários católicos mais importantes da América Latina. Construída no lugar onde, segundo a tradição, a Virgem apareceu pro indígena Juan Diego em 1531. Recebe milhões de fiéis por ano — o complexo tem a basílica antiga (que tá levemente inclinada por causa do solo), a basílica moderna e várias capelas.

Entrada gratuita. Dá pra ir por conta, mas a maioria dos tours combina Guadalupe + Teotihuacán no mesmo dia, o que é eficiente porque ficam no mesmo trajeto.
Dica: não trata como mero ponto turístico. O lugar tem uma devoção muito forte, e ver os fiéis chegando de joelhos é parte da experiência. Foto sim, mas com discrição durante as missas.
17. Monumento a la Revolución
Marco dedicado à Revolução Mexicana, na Praça da República. Curiosidade legal: o monumento foi feito aproveitando a estrutura inacabada de um antigo projeto de palácio legislativo que ficou no meio do caminho. À noite, iluminado, fica especialmente fotogênico.

Tem um elevador panorâmico que sobe até o topo (ingresso baratinho) e um museu pequeno sobre a Revolução. A praça embaixo é gratuita.
18. Praça Garibaldi
O coração da música mariachi. Grupos vestidos com seus trajes tradicionais ficam tocando na praça e ao redor, prontos pra fazer uma serenata pra quem contratar. Tem bares e restaurantes ao redor, o clima é festivo, especialmente à noite.

Atenção redobrada: à noite o clima fica intenso e a região exige cuidado normal de grande cidade — guarda celular, evita ostentar. E a dica mais importante de todas: combina o preço dos mariachis antes. O erro clássico é deixar tocarem várias músicas sem fechar valor, e a conta vem salgada. O combinado é por música ou por tempo.
19. Museu Soumaya
Já chama atenção pela arquitetura — uma fachada metálica futurista que parece esculpida em prata. Por dentro, acervo gigante de arte europeia e mexicana, fundado pelo magnata Carlos Slim, com obras de Rodin, Dalí, Van Gogh, impressionistas e muita arte sacra colonial.

Fica na Plaza Carso, em Polanco. Abre todos os dias, e a entrada é gratuita — política que o museu mantém desde a inauguração. Ótimo programa de chuva.
20. Museu Jumex
Bem em frente ao Soumaya. Foca em arte contemporânea mexicana e internacional, com exposições que mudam o tempo todo. Pra quem visitou museus históricos como o de Antropologia, é um contraste bom — você sai da arte pré-hispânica e cai numa galeria moderníssima em poucos passos.

Geralmente abre de terça a domingo. Entrada baratinha, às vezes com dias gratuitos. Confere a programação antes de ir, porque depende muito da exposição em cartaz.
Polanco em si é o bairro de alto padrão da cidade — restaurantes premiados, lojas de grife, ruas arborizadas. Vale combinar Soumaya + Jumex + um almoço bom por ali.
21. Museu Diego Rivera Anahuacalli
Em Coyoacán, esse é um dos museus mais subestimados pelos turistas. Foi projetado pelo próprio Diego Rivera em estilo neo-asteca, com pedra vulcânica negra, e abriga a coleção pessoal dele de arte pré-colombiana — milhares de peças.

O prédio em si já vale a visita. Costuma vir combinado no mesmo ingresso da Casa Azul (Museu Frida Kahlo), então se você for ver a Frida, aproveita o pacote e dá uma esticada até aqui.
22. Luis Barragán House and Studio
Pra quem curte arquitetura, design ou fotografia, é uma joia. A casa-ateliê do arquiteto Luis Barragán, considerado um dos grandes do século XX e referência da arquitetura minimalista, é Patrimônio Mundial da UNESCO. As paredes em rosa-mexicano, amarelo-mostarda e o jogo de luz natural são lindos de ver pessoalmente.

Detalhe importante: a visita é só com reserva antecipada, em horário marcado, e o número de visitantes por dia é bem limitado. Ingresso na faixa de dezenas de dólares. Reserva com semanas de antecedência se quiser garantir.
23. Mercado Jamaica
Um dos maiores mercados populares da cidade, famoso pelas flores — corredores e corredores de arranjos coloridos. Também vende produtos frescos, especiarias, artesanato e comida típica. Ótimo programa de manhã.

Almoça por lá: tacos, tamales, mole. Os preços são de comida de rua, ou seja, muito baratos pro padrão brasileiro. Só lembra: água, só engarrafada.
24. Mercado La Lagunilla
No centro histórico, é um mercado mais focado em antiguidades, móveis vintage, roupas e curiosidades. Aos domingos rola uma feira de antiguidades famosa, com colecionadores trazendo peças únicas.

Tem também barraquinhas de comida típica, ótimas pra um almoço autêntico no meio do passeio. Negocia sempre que for comprar algo de mais valor.
25. Six Flags México
Pra quem viaja em família ou curte adrenalina, o Six Flags México é o maior parque de diversões do país. Tem montanhas-russas pesadas, atrações infantis, shows e área temática. Bom programa pra um dia inteiro, especialmente se a viagem tem criança ou adolescente junto.

- Garante já o ingresso do parque Six Flags com antecedência — as filas na bilheteria costumam ser absurdas, especialmente em feriados mexicanos.
Dicas práticas que poupam dor de cabeça
Sobre a segunda-feira: a maioria dos museus (Antropologia, Frida, Chapultepec, Templo Mayor) fecha às segundas. Reserva esse dia pra Coyoacán, mercados, Xochimilco ou Soumaya, que abrem normalmente.
Sobre altitude: a cidade tá a mais de 2.200m. Os primeiros 1-2 dias o corpo cansa mais, dá uma leve falta de ar. Bebe muita água, evita álcool no primeiro dia e não tenta fazer subida de pirâmide nas primeiras 24h.
Sobre água: nunca, em hipótese alguma, beba água da torneira. Sempre engarrafada ou filtrada. Inclusive pra escovar dente, fica esperto.
Sobre comida picante: muitos pratos vêm com molho picante por padrão, sem aviso. Se você não aguenta muita pimenta, pede “sin picante” ou “poco picante”. E começa devagar nos molhos da mesa.
Sobre seguro viagem: o atendimento médico no México pode sair caro, e qualquer imprevisto (uma virose, uma queda em Teotihuacán) sem seguro vira um problemão financeiro. Vale demais a pena contratar esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pro Grupo Dicas e compara as principais seguradoras do mercado. Em segundos você acha a melhor cobertura pelo menor preço.
Sobre chip de celular: pra usar Waze, Uber, Google Maps e Whatsapp tranquilo na viagem, leva um chip de viagem que a gente usa já comprado no Brasil. Chega no aeroporto da Cidade do México, ativa e pronto — sem dor de cabeça com Wi-Fi de hotel ou compra de chip local em espanhol.
Quando ir pra Cidade do México
O clima ameno ao longo do ano é uma das vantagens do destino. A altitude segura as temperaturas, então não tem aquele calor extremo.
- Novembro a abril: a melhor época, com menos chuvas e clima mais seco. Dias quentes, noites frescas.
- Maio a outubro: temporada de chuvas. Manhãs costumam ser secas, tardes com pancadas. Leva guarda-chuva e capa.
- Dia dos Mortos (fim de outubro / início de novembro): cidade lotada, mas é uma das experiências culturais mais marcantes que existem. Altares, desfiles, decoração — vale qualquer aglomeração.
- Festas de Guadalupe (12 de dezembro): milhões de fiéis na basílica. Se você não vai com intenção religiosa, evita esse dia específico no santuário.
Onde ficamos em Cidade do México (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro histórico da Cidade do México é o ponto perfeito para se hospedar! Nele, você terá fácil acesso a pontos turísticos da Cidade do México, como o Zócalo, a Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional. A área é movimentada e oferece muitas opções de restaurantes, bares e lojas. E vale dizer que a região é bem servida de transporte público, incluindo metrô e ônibus.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre os pontos turísticos da Cidade do México
Quantos dias são suficientes pra conhecer a Cidade do México?
O ideal é reservar pelo menos 4 a 5 dias inteiros na cidade. Com menos que isso, dá pra ver o essencial (Centro Histórico, Antropologia, Frida e Teotihuacán), mas você fica correndo. Com 5-6 dias, ainda consegue encaixar Coyoacán com calma, Xochimilco e algum museu menos óbvio como Soumaya ou Barragán.
Vale a pena alugar carro na Cidade do México?
Não vale. O trânsito é pesadíssimo, estacionamento é caro e complicado, e a cidade tem metrô, Metrobús e apps de transporte funcionando muito bem. Pra deslocamentos urbanos, app é a melhor opção. Pra Teotihuacán e outros bate-voltas, sai mais em conta ir de tour guiado do que dirigir.
É seguro andar a pé pelo centro histórico?
É seguro nas áreas turísticas (Centro Histórico, Reforma, Roma, Condesa, Polanco, Coyoacán, Chapultepec). Atenção normal de grande cidade: não ostenta celular caro, guarda relógio, evita ruas vazias à noite. Praça Garibaldi e mercados populares pedem cuidado redobrado.
Qual a melhor região pra se hospedar?
As melhores são Roma, Condesa, Polanco e Centro Histórico — cada uma com perfil diferente. Roma e Condesa são mais descoladas, com cafés e restaurantes; Polanco é alto padrão; Centro Histórico é prático pra atrações principais. A gente detalha tudo no mapa de hospedagem acima.
Quanto custa em média uma viagem pra Cidade do México?
É um dos destinos internacionais com melhor custo-benefício pra brasileiro. Comida de rua sai muito barata, transporte público é baratíssimo e ingressos de museu são acessíveis. Hospedagem e voo são as maiores despesas. Com planejamento (pacote, ingressos antecipados, hotel bem localizado), a viagem fica bem em conta.
Precisa de visto pra entrar no México?
Brasileiro não precisa de visto pra turismo até 180 dias. Mas precisa do FMM (Formulário Migratório Múltiplo), preenchido normalmente no avião ou no aeroporto, e do passaporte com validade mínima de 6 meses. Também é comum a imigração pedir comprovante de hospedagem e passagem de volta.
Vale a pena fazer Teotihuacán por conta ou com tour?
Pra primeira vez, com tour vale muito mais. O sítio é gigante e sem contexto histórico você não absorve metade do que tá vendo. Os tours saem de manhã cedo, evitam o sol do meio-dia e geralmente combinam com Guadalupe ou Tlatelolco no mesmo dia, o que rende muito mais.
Posso beber a água da torneira?
Não. Em nenhuma hipótese. Sempre água engarrafada — inclusive pra escovar os dentes, se você tem estômago sensível. Restaurantes turísticos servem água tratada, e isso é seguro. Suco de fruta natural em barraca de rua, melhor evitar nos primeiros dias.
Economize ao máximo na sua viagem para a Cidade do México
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para o México, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Cidade do México da forma mais barata e segura.
- Carro: se for sair pra fora da cidade, vale saber como alugar um carro no México pelo menor preço.
- Pesos e dólares: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para o México, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: garante um chip internacional, ainda no Brasil, clicando aqui. Mais fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar na Cidade do México pra saber a melhor região e economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
A Cidade do México é uma daquelas viagens que muda a forma como a gente enxerga a América Latina. Tem história em cada esquina, comida em cada calçada, arte em cada parede. Da próxima vez que a gente voltar, com certeza vai descobrir mais 20 pontos que ainda não vimos — e essa é justamente a graça do destino. Boa viagem!