
Se você tá montando a viagem pra terra do Malbec, esse guia é pra você. A gente reuniu tudo sobre o aeroporto de Mendoza: como ele é por dentro, a estrutura, como sair de lá pro centro sem perrengue e os errinhos clássicos que o brasileiro comete na chegada.
Spoiler bom: o aeroporto de Mendoza é pequeno, prático e pertinho do centro. Quando a gente desembarcou pela primeira vez, em menos de 25 minutos já tava com a mala no quarto do hotel, abrindo a primeira garrafa. É bem diferente daquela maratona que é chegar em Buenos Aires.
E olha: aqui no nosso guia de como viajar barato para a Argentina a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando menos — hotel, transporte, seguro, dinheiro e ingressos. Vale dar uma olhada antes de fechar tudo.
Onde fica e como é o aeroporto de Mendoza (MDZ)
O nome oficial é Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli, mas todo mundo chama de El Plumerillo (código MDZ). O nome vem do bairro onde fica e homenageia uma figura política da província.
Ele está a uns 10 a 11 km do centro de Mendoza, o que dá cerca de 15 a 25 minutos de carro, dependendo do trânsito. É o principal aeroporto de toda a região de Cuyo, ou seja, é literalmente a porta de entrada da terra do Malbec — por ele passa quem vai pra Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco.
É um aeroporto pequeno, com apenas um terminal, que atende tanto voos domésticos quanto internacionais. Apesar de compacto, atende bem: tem Wi-Fi grátis, carrinhos de bagagem, tomadas e carregadores de celular, estacionamento, salas VIP, farmácia, restaurantes, café, bar, lojas, livraria e duty free na área de embarque internacional.
Uma curiosidade: por estar coladinho na Cordilheira dos Andes, as aproximações e decolagens podem ficar um pouco mais turbulentas em dias de vento forte. Quem não tá acostumado com voo em região de montanha às vezes se assusta, mas é totalmente normal por ali.

Voos do Brasil para Mendoza
Boa notícia pra quem sai do Brasil: tem voos diretos de São Paulo (Guarulhos) operados por Latam, Gol e Aerolíneas Argentinas em diferentes épocas do ano. O tempo de voo São Paulo–Mendoza fica em torno de 4 horas, ou seja, é uma viagem rapidinha e tranquila.
Saindo de outras cidades brasileiras, normalmente dá pra fazer conexão em São Paulo ou em Buenos Aires (Ezeiza ou Aeroparque), que têm várias frequências diárias pra Mendoza. Em alta temporada de neve ou na época da vendimia, as companhias costumam reforçar a malha e podem até surgir mais voos diretos.
Como ir do aeroporto de Mendoza ao centro
Como a distância é curta, o trajeto é fácil e rápido. Tem várias opções, e a melhor depende de quanta bagagem você leva e se vai querer rodar pelas vinícolas depois. Vamos por partes.
Transfer privado (a opção mais tranquila)
Pra quem não quer dor de cabeça, o transfer é imbatível: você desembarca e já tem alguém te esperando no saguão com uma placa com o seu nome. Sem fila, sem negociação, sem se preocupar com câmbio na hora. É ideal pra famílias, grupos ou quem leva muita mala (e quem vem comprar vinho costuma voltar com mala extra, então anota aí).
Esse site que a gente usa em todas as viagens é o que mais gostamos pra reservar transfer: dá pra escolher entre compartilhado ou privado, os motoristas são profissionais e o melhor é que você paga em reais, já deixando tudo resolvido antes de viajar.
Pagando em reais, você não leva o IOF nem as taxas internacionais que pagaria reservando lá na Argentina ou em outro site. E o bônus é que, no mesmo lugar, você encontra ingressos e passeios em Mendoza — incluindo tours de vinícola — pelo menor preço.

Aluguel de carro (pra explorar as vinícolas e a montanha)
Dentro do aeroporto tem balções de locadoras (internacionais e locais), e essa é a escolha mais estratégica se você pretende rodar por conta própria. Com carro, você vai do aeroporto pro hotel e ainda visita as vinícolas, sobe pra alta montanha (Aconcágua, Potrerillos, Uspallata) e faz os bate-voltas no seu ritmo.
O caminho do aeroporto ao centro é simples: pega a Autopista San Juan–Mendoza (RN 40) sentido sul e em uns 20 minutos você chega. E dividindo com a família ou amigos, sai barato.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Atenção: se o plano é degustar muito vinho num dia de bodegas, o ideal é combinar um motorista ou fechar um tour pra esse dia específico. Não dá pra dirigir depois das degustações.
Táxi oficial
Os táxis oficiais ficam na área externa do terminal, bem sinalizados, e usam taxímetro. O valor varia com horário, trânsito e a região exata do hotel, mas a corrida até o centro costuma sair em torno de US$ 10, com uns 20 minutos de trajeto.
A gente errou nessa uma vez: pega sempre o táxi oficial na fila e não aceita aquelas abordagens insistentes dentro do saguão, que costumam cobrar bem mais caro.
Carros por aplicativo
Também rolam carros por aplicativo operando no aeroporto de Mendoza, com página específica pro terminal explicando como pedir a viagem. É uma opção cômoda pra quem prefere tarifa fechada no app. Dica: compara no aplicativo o valor estimado com o preço médio do táxi (uns US$ 10) e fica com a opção mais vantajosa do momento.
Ônibus público (linha 608)
Dá pra ir do aeroporto ao centro de ônibus urbano. A linha 608 passa na rodovia em frente ao terminal e segue até a região central, passando pelas Plazas Italia e Independencia. A passagem custa menos de US$ 1, ou seja, é baratíssima.
O detalhe crítico: pra pagar você precisa do cartão SUBE (o mesmo de Buenos Aires e Bariloche), e ele não é vendido no aeroporto de Mendoza. Ou seja, o ônibus é ótimo pra quem já chega com o SUBE na mão; pra quem vem do Brasil sem o cartão, fica pouco prático.
Sala VIP, duty free e onde comer no aeroporto
A principal sala VIP é a Mendoza by AMAE Lounge. Ela fica na área segura, depois do controle de segurança — é só virar à direita na área de embarque doméstico, perto dos portões 3 e 4. Funciona todos os dias, mais ou menos das 7h às 22h30, com permanência máxima em torno de 3 horas. Crianças menores de 2 anos entram de graça.
Lá dentro tem ar-condicionado, Wi-Fi, TV e telões com informações de voo, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, lanches, jornais, revistas, acesso pra pessoas com deficiência e até chuveiro — o que é muito valorizado por quem chega de conexão longa ou vai seguir viagem. É uma boa pedida principalmente no inverno, quando você chega mais cedo pra garantir o voo.
Na parte de comida e compras, o terminal tem restaurantes, cafés, bar, lojas e livraria, além do duty free na área internacional — bom pra um ajuste final em vinhos, chocolates e cosméticos. Mas vai o aviso de quem já passou por lá: a seleção é bem menor que a de Buenos Aires, então não deixe todas as compras de vinho pro aeroporto. A variedade boa de rótulos tá nas bodegas e nas lojas especializadas da cidade.
Brasileiro no aeroporto de Mendoza: o que você precisa saber
Mendoza tem fluxo bem menor que as capitais, mas em alta temporada o aeroporto enche. Vale chegar com antecedência mesmo sendo pequeno:
- 2 horas de antecedência pra voos domésticos;
- 3 horas pra voos internacionais.
As épocas mais cheias são a vendimia (a Festa da Colheita da Uva, entre fevereiro e março) e o inverno (junho a agosto), por causa da neve nas montanhas, que atrai muito brasileiro. Nesses períodos os voos lotam e os preços sobem. Já primavera e outono são meses mais tranquilos, com clima agradável, vinhedos bonitos e aeroporto mais vazio — às vezes com tarifas até mais baratas.
Erros que os brasileiros mais cometem ao chegar em Mendoza
Pra você não passar por nenhum perrengue, separamos os tropeços mais comuns:
- Contar com o ônibus sem ter o cartão SUBE. A tarifa baratíssima engana: sem o SUBE não dá pra pagar, e ele não é vendido no aeroporto. Resultado: gente perdida na rodovia que acaba pegando táxi depois.
- Subestimar o câmbio. Por causa da variação do peso argentino, muito preço em Mendoza é cotado em dólar. Leve um pouco de dólar em espécie e um cartão com função internacional habilitada pra não se enrolar na hora de pagar táxi, transfer ou comida.
- Chegar em cima da hora na alta temporada. Em época de neve e vendimia, as filas de check-in e segurança aumentam e qualquer atraso vira corrida.
- Achar que dá pra ir a pé. Os 10–11 km podem parecer pouco, mas o caminho é rodovia, não é pra pedestre. Sempre precisa de transporte.
- Deixar todos os vinhos pro duty free. Ele é limitado — compre direto nas bodegas e lojas da cidade, e use o aeroporto só pros ajustes finais.
- Esquecer a franquia de bagagem. Quem volta cheio de vinho precisa conferir peso e quantidade de garrafas permitidos. Vinho vai despachado, bem protegido, e vale checar a franquia da companhia com antecedência.
Seguro viagem para a Argentina
O atendimento médico no exterior pode sair caro, e é super importante ter um seguro viagem pra estar coberto contra imprevistos — ainda mais numa viagem que mistura vinho, estrada e montanha. Pra achar a melhor cobertura pelo menor preço, use esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. Dá pra comparar várias seguradoras e pagar em reais.
Pra fechar bem localizado — perto dos restaurantes e dos pontos de saída pra rota do vinho, economizando táxi e tempo — dá uma olhada na melhor região pra se hospedar em Mendoza:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o aeroporto de Mendoza
Qual é o nome do aeroporto de Mendoza?
O nome oficial é Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli, mas todo mundo conhece como El Plumerillo. O código é MDZ.
Qual a distância do aeroporto até o centro de Mendoza?
Fica a cerca de 10 a 11 km do centro, o que dá uns 15 a 25 minutos de carro dependendo do trânsito. É bem pertinho.
Tem voo direto do Brasil para Mendoza?
Sim, há voos diretos de São Paulo (Guarulhos) em diferentes épocas do ano, com cerca de 4 horas de duração. De outras cidades, normalmente é preciso conexão em São Paulo ou Buenos Aires.
Como ir do aeroporto de Mendoza ao centro?
Dá pra ir de transfer privado, táxi oficial, carro por aplicativo, carro alugado ou ônibus (linha 608, mas só com cartão SUBE). Pra quem leva bagagem, o transfer ou o carro são os mais práticos.
Quanto custa o táxi do aeroporto ao centro?
A corrida costuma sair em torno de US$ 10 até a região central, com cerca de 20 minutos de trajeto. Sempre pegue o táxi oficial na fila.
O aeroporto de Mendoza tem sala VIP?
Tem sim, a Mendoza by AMAE Lounge, depois do controle de segurança, perto dos portões 3 e 4. Funciona aproximadamente das 7h às 22h30 e oferece comidas, bebidas, Wi-Fi e até chuveiro.
Vale a pena alugar carro chegando em Mendoza?
Vale muito pra quem quer visitar as vinícolas por conta própria ou subir pra alta montanha. Só não dirija nos dias de degustação de vinho — pra esses, prefira motorista ou tour.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: esse item facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se pensa em alugar, leia como alugar um carro na Argentina pelo menor preço.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro, com prós e contras de cada opção. Tem uma forma muito mais barata!
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupação? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui. É mais fácil e barato!
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Mendoza pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
Pronto, agora você chega em Mendoza sem perrengue e já sabe exatamente como sair do aeroporto e o que evitar. Foi assim que a gente fez nas últimas vezes — transfer reservado, dolarzinho na carteira e seguro contratado — e sobrou só energia pra curtir o Malbec. Boa viagem!
