
Mendoza é um daqueles destinos que cabe num roteiro de poucos dias e ainda assim entrega três viagens em uma só: cidade tranquila, vinícolas de tirar o chapéu e a Cordilheira dos Andes ali do lado. Em 4 dias em Mendoza dá pra aproveitar muito bem, desde que você organize os deslocamentos com cuidado.
Neste guia a gente montou um roteiro de quatro dias equilibrado: um dia pra cidade e chegada, dois dias dedicados às vinícolas e um dia inteiro de alta montanha. É a divisão que funciona melhor pra maioria dos brasileiros.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi a distância entre as regiões vinícolas. A gente achou que daria pra emendar Maipú, Luján e Valle de Uco no mesmo dia e se enganou feio. Por isso a divisão por área faz toda a diferença. E não esquece de conferir o nosso guia completo de Mendoza, com o passo a passo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em tudo.
Dia 1: centro de Mendoza e o Parque General San Martín
Comece o roteiro com calma pra sentir o ritmo da cidade. O centro de Mendoza é gostoso de caminhar, cheio de praças arborizadas e cafés. Aproveite a manhã pra conhecer as praças centrais e o entorno.
O ponto alto do dia é o Parque General San Martín, um dos maiores da Argentina e um dos cartões-postais urbanos do destino. Aquela área era praticamente um deserto e hoje virou um belíssimo jardim botânico, com diversidade enorme de plantas e árvores. Dá pra passar horas por lá.

Reserve a noite pra um jantar bacana. Mendoza tem uma cena gastronômica muito forte, com restaurantes de cozinha argentina contemporânea. A gente curtiu o Bistrô María Antonieta, um espaço mais informal, com mesas ao ar livre e comida inspirada nas cozinhas italiana, francesa e argentina. O lugar é bem disputado, então faça reserva antecipada.
Como circular por Mendoza: o carro faz toda a diferença
Antes de partir pras vinícolas, vale resolver a logística, porque é aqui que a maioria dos viajantes erra. Maipú, Luján de Cuyo, Valle de Uco e a alta montanha ficam espalhados, e o transporte público não cobre bem essas regiões. Ter um carro deixa o roteiro muito mais livre.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Importante: se você for beber nas degustações (e vai), nada de dirigir depois. Nesses casos, vale contratar carro com motorista ou um tour organizado pras vinícolas. Em Maipú, a bicicleta também funciona super bem, porque as distâncias entre as bodegas são mais curtas.
Dia 2: vinícolas de Maipú
O segundo dia é todo dedicado ao vinho. Maipú é uma das regiões mais práticas, com as bodegas pertinho umas das outras, o que reduz deslocamentos e combina bem com passeios de bicicleta ou tours organizados.

Em cada parada do passeio, você conhece detalhes da produção, faz degustações e ainda compra as garrafas com um bom desconto. Uma dica de ouro é parar pra almoçar numa bodega com restaurante próprio — assim você encaixa duas experiências no mesmo dia sem correria.
Pra ter uma ideia de orçamento: uma degustação simples costuma ficar em torno de R$ 60 a R$ 200 por pessoa, enquanto um almoço harmonizado pode variar de R$ 250 a R$ 900, subindo bastante nas bodegas de alta gastronomia. Os preços oscilam muito com o câmbio e a temporada, então use isso só como referência.
Dia 3: vinícolas de Luján de Cuyo
No terceiro dia, a gente sobe um pouco a régua e vai pra Luján de Cuyo, uma das áreas mais tradicionais pra vinhos tintos, especialmente o Malbec, a estrela de Mendoza. É uma das regiões mais procuradas pelos brasileiros, com bodegas mais estruturadas pra almoço e degustação.
A gente recomenda priorizar bodegas que ofereçam almoço harmonizado e reservar com antecedência, principalmente nas casas mais disputadas. Tem uma coisa que ninguém conta: muita gente fica sem mesa por não reservar e acaba comendo qualquer coisa correndo. Não cometa esse erro.
Se sobrar tempo e você topar cortar um dia da cidade ou da montanha, o Valle de Uco também é incrível e vale a visita — mas ele costuma entrar mesmo em roteiros de 5 ou 6 dias.
IMPORTANTE: pra aproveitar melhor todos os pontos turísticos e atrações de Mendoza, ficar bem localizado faz TODA a diferença por lá. Mais pra frente a gente indica a melhor região e os hotéis bons e baratos que já ficamos.
Dia 4: alta montanha, Aconcágua e Termas de Cacheuta
O quarto dia é o mais paisagístico de todos. A gente vai conhecer de perto a maior montanha das Américas: no Parque Aconcágua você tem uma vista belíssima da Cordilheira dos Andes, com destaque pro pico apelidado de Teto das Américas.
Como o parque é imenso (são 70 mil hectares) e a estrada consome o dia inteiro, o mais eficiente é fazer um passeio contratado ou ir de carro com calma. Um guia te leva aos pontos mais bonitos e ainda explica as formações rochosas e a história da região. O trajeto passa por Potrerillos, Uspallata e a Ponte do Inca, cada parada mais bonita que a outra.
No caminho de volta, aproveite pra conhecer as Termas de Cacheuta. Essas piscinas naturais ficam no meio das montanhas, com águas em torno de 42 graus — perfeito pra relaxar depois do dia na estrada.

A atração faz parte do Hotel & Spa Termas de Cacheuta e oferece um sistema all inclusive, com translado pro hotel em que você estiver hospedado. Se preferir um dia mais leve, dá pra trocar a montanha por museus e o centro: o Museu da Área Fundacional, o Museo Municipal de Arte Moderno e o Parque Central, com seu enorme relógio de sol e um lago que simboliza a importância da água numa área semi-desértica.
Pra fechar a viagem com chave de ouro, vale jantar no 1884 Restaurante Francis Mallmann, do famoso chef argentino. Ambiente clássico e sofisticado, com pratos típicos da região feitos no fogo.
Quando ir a Mendoza: a melhor época
Mendoza tem cara diferente em cada estação, então depende do que você quer:
- Fevereiro a abril: melhor pra vindima e clima de vinhedos mais vivos, com a colheita acontecendo.
- Outubro a março: ideal pra esportes de aventura, rafting, cavalgadas e atividades ao ar livre.
- Julho e agosto: os meses mais fortes pra quem quer neve e esqui.
Vale lembrar que os meses mais quentes vão de novembro a fevereiro, e janeiro e fevereiro também costumam ser os mais chuvosos. Se for no verão, leve isso em conta pra não pegar calor forte demais.
Ingressos e passeios em Mendoza
Pra garantir os passeios de vinícolas, alta montanha e outras atividades sem dor de cabeça, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens, que vende os principais passeios de toda a Argentina, com atendimento em português e cancelamento gratuito em muitas opções. Reservar com antecedência costuma sair mais em conta e garante a vaga nas experiências mais disputadas.
Seguro viagem pra Argentina
O atendimento médico no exterior pode sair bem caro, e um imprevisto sem cobertura vira pesadelo. Por isso a gente sempre faz seguro viagem. Pra comparar e achar o melhor preço, use esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas. É uma proteção financeira que vale cada centavo.
Pra a sua viagem ficar completa, vale resolver a hospedagem com cuidado: ficar bem localizado te poupa tempo de deslocamento entre as regiões vinícolas e a cidade. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 4 dias em Mendoza
4 dias em Mendoza é suficiente?
Sim, 4 dias dão pra conhecer o essencial: cidade, vinícolas e alta montanha. Mendoza rende bem entre 4 e 6 dias, e quem tiver mais tempo consegue encaixar o Valle de Uco com calma.
Qual a melhor divisão de roteiro pra 4 dias?
A divisão que mais funciona é: dia 1 no centro e Parque General San Martín, dia 2 nas vinícolas de Maipú, dia 3 em Luján de Cuyo e dia 4 na alta montanha (Aconcágua, Potrerillos e Uspallata). Assim você não fica correndo entre regiões distantes.
Precisa alugar carro em Mendoza?
Vale muito a pena, porque as regiões vinícolas e a montanha ficam espalhadas e o transporte público é limitado. A exceção é se você vai beber nas degustações — nesses casos, contrate motorista ou tour organizado pra não dirigir depois.
Qual a melhor época pra ir a Mendoza?
De fevereiro a abril pra vindima e clima de vinhedos vivos, de outubro a março pra aventura ao ar livre e julho e agosto pra neve e esqui. Janeiro e fevereiro são os meses mais quentes e chuvosos.
Brasileiro precisa de visto pra Argentina?
Não. Brasileiros não precisam de visto pra estadias de até 90 dias na Argentina. Dá pra entrar com passaporte ou RG válido.
Quanto custa visitar as vinícolas?
Os valores oscilam bastante com câmbio e temporada, mas uma degustação simples costuma ficar em torno de R$ 60 a R$ 200 por pessoa, e um almoço harmonizado pode variar de R$ 250 a R$ 900, subindo nas bodegas de alta gastronomia. Tours compartilhados costumam ficar entre R$ 150 e R$ 500.
Precisa reservar as bodegas com antecedência?
Sim, principalmente as que têm almoço harmonizado ou degustação guiada. Muitas exigem reserva, e as casas mais disputadas lotam rápido. Não deixe pra resolver na hora.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
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- Carro: esse item facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se você for alugar, não deixe de ler como alugar um carro na Argentina, com dicas pra pegar pelo menor preço.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Mendoza pra saber qual é a melhor localização e como economizar no hotel.
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Mendoza foi uma das viagens que a gente mais curtiu fazer com calma: comer bem, beber Malbec olhando pros Andes e ainda subir a montanha no quarto dia é difícil de superar. Com esse roteiro de 4 dias e os deslocamentos bem organizados, você aproveita o melhor da cidade sem correria. Boa viagem!
