
Quer saber o que fazer em 2 dias em Mendoza sem desperdiçar nem um minuto? A gente reuniu aqui o roteiro mais proveitoso pra quem tem pouco tempo: um dia dedicado às vinícolas e um dia de alta montanha, com base no centro da cidade pra aproveitar os restaurantes e a vida noturna à noite.
Mendoza fica no oeste da Argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes, e é a principal região produtora de vinho do país, famosa pelos Malbecs. Em 2 dias dá pra ter um “resumo de luxo” da cidade, juntando vinho, montanha e boa comida.
Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi como a cidade é arborizada e tranquila pra caminhar, com aqueles canais de água nas calçadas (as famosas “acequias”) fazendo Mendoza parecer um oásis no meio de uma região semiárida. Dá pra fazer muita coisa a pé no centro, e isso ajuda demais quem tem só dois dias.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Roteiro de 2 dias em Mendoza (resumo)
Pra você se situar rápido, o roteiro que mais rende em 2 dias fica assim:
- Dia 1: vinícolas em Luján de Cuyo ou Maipú (com almoço harmonizado) + tarde no centro + jantar na Av. Arístides Villanueva.
- Dia 2: tour de Alta Montanha (Potrerillos, Uspallata, Puente del Inca e mirante do Aconcágua) ou Termas de Cacheuta + noite no centro.
A dica de ouro pra dois dias é escolher um foco principal por dia e não tentar maratonar. Vinho + sol + altitude derruba o mais animado, então vale ir com calma.
Como reservar os passeios em Mendoza
Em 2 dias, a melhor opção é fechar os passeios com transporte incluído, em vez de ficar se virando de ônibus público (que é barato, mas pouco eficiente pra coordenar horários de vinícola). As distâncias enganam: as regiões de vinícolas podem ficar de 50 a 100 km do centro, principalmente o Valle de Uco.
Pra garantir os tours de vinícolas, alta montanha e termas com antecedência (e sem dor de cabeça com horário), a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens, que vende os principais passeios de toda a Argentina. A grande vantagem é reservar tudo organizado, com confirmação imediata, descrição em português e muitas opções de cancelamento gratuito.
Reservar com antecedência faz diferença: muitas vinícolas trabalham só com agendamento, especialmente as mais famosas e as que já figuram em guias internacionais. Em alta temporada (verão, vendimia e feriados), o ideal é fechar com 2 a 3 semanas de antecedência.
Dia 1 em Mendoza: vinícolas, centro e gastronomia
Uma dica que a gente sempre dá pra quem vai conhecer uma cidade em pouco tempo é acordar mais cedo pra aproveitar ao máximo. O primeiro ponto do dia são as vinícolas de Mendoza.

Pra um único dia, vale escolher uma região só. Maipú fica mais perto, tem bom custo-benefício e combina vinícolas com olivícolas (Laur, Zuelo). Já Luján de Cuyo é a clássica do Malbec, com bodegas tradicionais e famosas. As duas funcionam bem pra quem tem pouco tempo.
Em cada parada você conhece detalhes da produção, faz degustações guiadas, passeia pelos vinhedos e pelas adegas, e ainda compra as garrafas com desconto. Não deixe de almoçar em uma das bodegas de Mendoza, que são famosas pela ótima qualidade das refeições — os almoços harmonizados costumam durar de 2 a 3 horas.
A gente aprendeu na prática: o ideal são 2 a 3 vinícolas por dia, e não 4 ou 5. Maratonar bodega só faz você sair sem lembrar de nada e exausto. Vai com calma e alterna o vinho com bastante água.
Quanto custa visitar as vinícolas
Os valores variam bastante por bodega e categoria de vinho, mas em geral ficam por aí:
- Degustação simples: em torno de R$ 80 a R$ 150 por pessoa.
- Degustação premium / tour mais completo: em torno de R$ 150 a R$ 300.
- Almoço harmonizado em vinícola renomada: em torno de R$ 200 a R$ 450.
- Tour de dia inteiro com transporte incluído: em torno de R$ 250 a R$ 450, dependendo do que está incluso.
Tarde no centro de Mendoza
Se ainda sobrar tempo, volte pro centro e conheça o Parque General San Martín, um dos cartões-postais da cidade. Inaugurado em 1906, tem arquitetura colonial em estilo inglês, muita árvore, lago, teatro, igreja e um mirante chamado “Cerro de la Gloria”. É ótimo pra caminhar, andar de bike e ver o pôr do sol.
Depois, vá até a Plaza Independencia, que fica pertinho e é a maior praça da cidade. Ela é cheia de turistas que aproveitam a Feira de Artesanato, as apresentações artísticas e as fontes dançantes e luminosas, que são um charme à noite.
Noite: gastronomia e vida noturna
Finalize o dia em grande estilo jantando em um dos incríveis restaurantes em Mendoza. A Avenida Arístides Villanueva é o epicentro da vida noturna mendocina, cheia de bares, pubs e restaurantes. A região da Av. Sarmiento e o entorno da Plaza Independencia também concentram bons restaurantes e cassinos.
Em termos de preço, um jantar em restaurante médio (prato + taça de vinho) sai em torno de R$ 60 a R$ 120 por pessoa, enquanto uma experiência mais sofisticada, algumas com menção no Guia Michelin, fica entre R$ 150 e R$ 300 por pessoa.
Dia 2 em Mendoza: alta montanha ou termas
No segundo dia vale escolher um foco principal, porque os dois passeios consomem o dia inteiro. Olha as duas opções pra decidir.
Opção A: Tour de Alta Montanha (Cordilheira + Aconcágua)
Comece conhecendo de perto a maior montanha das Américas: o “Teto das Américas”, o Aconcágua, com quase 7.000 m de altitude — o ponto mais alto do mundo fora da Ásia. O tour costuma sair entre 7h e 8h e voltar por volta das 18h ou 19h.

As paradas costumam incluir a Represa de Potrerillos (lago de água azul turquesa entre montanhas), o vilarejo de Uspallata, o Puente del Inca (formação rochosa colorida sobre o rio, postal clássico da região) e o mirante do Aconcágua, dentro do Parque Provincial. Em algumas épocas tem parada na estação de ski de Penitentes.
A dica nossa pra esse passeio é escolher um tour guiado: o parque é imenso (são 70 mil hectares) e, com um guia, você entende melhor as formações rochosas e a história da região, além de ser levado pros pontos mais bonitos. O tour em grupo com transporte fica em torno de R$ 250 a R$ 450 por pessoa (sem refeições); privativos sobem pra R$ 600+.
A gente errou nessa na primeira vez: foi de bermuda achando que o sol bastava. Mesmo no verão, o vento é gelado lá em cima. Leve casaco corta-vento, gorro, protetor solar e água, e lanches leves, porque as paradas de alimentação nem sempre são em restaurantes. No inverno, confira a previsão e a condição das estradas (pode ter neve e fechamento de trechos).
Opção B: Termas de Cacheuta + spa
Se você prefere relaxar, aproveite o dia nas Termas de Cacheuta. Essas piscinas naturais são perfeitas pra apreciar a paisagem e descansar: as águas chegam a cerca de 42 graus e ficam no meio das montanhas, na rodovia RP82 em direção a Potrerillos.
As termas funcionam diariamente, mais ou menos das 10h às 18h (confirme na hora da reserva), e fazem parte de um complexo de hotel e spa que oferece sistema all inclusive, com translado pro hotel onde você estiver hospedado. A entrada para day use costuma ficar em torno de R$ 150 a R$ 300 por pessoa, e tours com transporte incluído sobem pra algo entre R$ 250 e R$ 450.
Pra fechar a noite do segundo dia
Se você não estiver exausto, dá pra fechar a viagem com um wine bar no centro ou um jantar de cozinha de autor com harmonização, alguns ligados a bodegas conhecidas como Ruca Malen e Casa Vigil. É um final de viagem à altura de Mendoza.
O que mais dá pra fazer em Mendoza
Mesmo com só 2 dias, vale saber o que fica pra uma próxima visita, porque Mendoza deixou de ser “só vinícola” e virou um destino completo de enogastronomia, bem-estar e aventura nos Andes:
- Rafting no Rio Mendoza — muito popular no verão.
- Cavalgadas ao pôr do sol nos Andes.
- Passeios de bike entre vinhedos, sobretudo em Maipú e Luján de Cuyo.
- Aulas de culinária argentina (empanadas, parrilla e harmonização).
- Museo Nacional del Vino, em Maipú, e pequenas bodegas familiares.
- Cânion do Atuel e San Rafael — bate-volta mais longo, melhor pra quem tem 3 ou 4 dias.
Melhor época para ir a Mendoza
A primavera (setembro a novembro) tem clima agradável e vinhedos ficando verdes, com menos gente que o verão. O verão (dezembro a fevereiro) é de muito sol e calor (30 °C+), ótimo pra piscina e pra rafting no Rio Mendoza.
A colheita da uva (vendimia), de fevereiro a abril, é ideal pra ver os vinhedos carregados — a Festa Nacional da Vindima acontece em março, com desfiles e shows, mas deixa a cidade mais cheia e cara. Já o inverno (junho a agosto) pode trazer neve nas montanhas e ski, com dias mais curtos e frio forte.
Pra um roteiro de 2 dias juntando vinho e montanha, a primavera e o outono costumam ser os períodos mais confortáveis em clima e preços intermediários.
Onde se hospedar para um roteiro de 2 dias
Pra um roteiro curto desse jeito, ficar no centro de Mendoza (na região da Plaza Independencia) economiza horas de transporte: dá pra ir a pé a praças, restaurantes e cassinos, e é fácil pegar os transfers das vinícolas. Hospedagem em vinícola é mais indicada pra quem tem 3 dias ou mais. Veja a melhor região pra se hospedar em Mendoza:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 2 dias em Mendoza
Dá pra conhecer Mendoza bem em 2 dias?
Dá pra ter um ótimo resumo: um dia de vinícolas com almoço harmonizado e um dia de alta montanha ou termas. Pra um roteiro mais completo, com mais regiões de vinho, o ideal seriam 3 ou 4 dias.
Quantas vinícolas dá pra visitar por dia?
O ideal são de 2 a 3 vinícolas por dia. Tentar fazer 4 ou 5 vira correria, com degustações apressadas e muito cansaço — você acaba não aproveitando nem lembrando direito.
Precisa alugar carro pra circular em Mendoza?
No centro dá pra fazer muita coisa a pé, e pros passeios mais distantes o melhor em 2 dias é fechar tours com transporte incluído. Como as vinícolas trabalham com horários agendados e degustações envolvem vinho, contar com motorista é mais prático e seguro.
Qual a melhor região de vinícolas pra quem tem pouco tempo?
Maipú e Luján de Cuyo, porque ficam mais perto do centro. O Valle de Uco tem visual mais dramático dos Andes e vinhos premium, mas fica bem mais distante e rende mais pra quem tem mais dias.
Quanto custa um tour de alta montanha em Mendoza?
Um tour em grupo com transporte fica em torno de R$ 250 a R$ 450 por pessoa, sem refeições incluídas. Versões privativas em grupos pequenos costumam passar de R$ 600 por pessoa.
Preciso de seguro viagem para a Argentina?
Não é obrigatório por lei, mas é muito recomendado: atendimento médico no exterior costuma sair caro, e o seguro cobre imprevistos como acidentes em passeios de montanha ou rafting. Vale fechar antes de viajar.
Vale a pena ir nas Termas de Cacheuta?
Vale muito se você quer um dia de relax. As piscinas têm águas termais quentes (cerca de 42 °C) no meio das montanhas, e o complexo oferece spa e estrutura all inclusive com translado. É uma alternativa tranquila ao tour de montanha no segundo dia.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
- Carro: se você vai esticar a viagem e percorrer outras regiões da Argentina de carro, não deixe de ler como alugar um carro na Argentina pelo menor preço possível.
- Pesos: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para a sua viagem, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupações? Já garanta um chip de viagem clicando aqui. É mais fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Mendoza pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro, então é super importante ter seguro pra estar coberto contra imprevistos. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Mendoza é daqueles destinos que, mesmo em 2 dias, deixa a gente com vontade de voltar — sobra vinícola, sobra montanha, sobra comida boa. Organize os passeios com antecedência, vá com calma no vinho e aproveite cada gole. Boa viagem!
