
Vai passar só um dia em Mendoza e ficou com aquela dúvida de como encaixar vinícola, cidade e um bom jantar sem virar correria? Calma, dá pra fazer tudo com tranquilidade — e a gente vai te mostrar exatamente como.
A primeira vez que a gente fez Mendoza em 1 dia, o erro foi achar que sobraria tempo pra tudo. Não sobra. O segredo é acordar cedo, escolher bem a vinícola e não tentar emendar alta montanha no mesmo dia. Com um roteiro afiado, dá pra sentir a alma da terra do Malbec mesmo num bate-volta.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Roteiro de 1 dia em Mendoza (manhã, tarde e noite)
A dica que a gente sempre dá pra quem vai conhecer uma cidade em pouco tempo é simples: acorde mais cedo. Em Mendoza isso vale dobrado, porque o primeiro ponto da lista são as famosas vinícolas — e elas ficam fora do centro.
Um esqueleto que funciona muito bem é esse: manhã na vinícola (entre 9h e 15h, com degustação e almoço), tarde no centro e no Parque General San Martín, e noite num jantar tardio regado a vinho. Dá pra cumprir tudo sem aperto se você sair logo cedo.

Manhã: vinícolas em Luján de Cuyo ou Maipú
As duas regiões mais práticas pra um bate-volta curto são Luján de Cuyo (pertinho da cidade, vinhos de altitude, fortíssima em Malbec) e Maipú (também próxima, com vinícolas tradicionais e até olivícolas). Em 1 dia, escolha uma delas — emendar as duas vira correria.
Nomes que aparecem muito nos roteiros, só pra você ter referência: Catena Zapata é das mais recomendadas pra quem tem pouco tempo; Norton, Terrazas de los Andes, Chandon e Santa Julia combinam visita, degustação e almoço. Se quiser variar, as olivícolas Laur e Zuelo (Zuccardi) ampliam o passeio com degustação de azeites.
Em cada parada você conhece detalhes da produção, faz degustações e ainda compra garrafas com um bom desconto. E não pula o almoço numa bodega de Mendoza: a comida nas vinícolas costuma ser excelente, com menu harmonizado que vale cada minuto.
Importante: reserve a visita e o almoço com antecedência. Muitas bodegas trabalham com número limitado de visitas por horário, e é comum gente chegar sem reserva e não conseguir entrar. A gente já viu casal ficar de fora por causa disso.
Pra circular entre as bodegas sem dirigir (porque vai ter vinho, né?), uma opção é o Bus Vitivinícola, um “ônibus do vinho” que percorre os caminhos do vinho e as rotas gastronômicas, com paradas em várias bodegas. Dá pra comprar online ou no Centro de Informações Turísticas. Em alta temporada, reserve antes.
Como vinícola fica espalhada e o roteiro de Mendoza pede deslocamento (vale Uco, alta montanha, bodegas afastadas), a forma mais prática e econômica de rodar a região é alugando um carro. A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Se a ideia é mesmo beber e relaxar, o lance é deixar o carro estacionado no dia da degustação e usar o Bus Vitivinícola ou um tour com transporte incluído. Álcool e direção não combinam, e a fiscalização na Argentina é rígida.
Tarde: centro de Mendoza e o circuito de praças
Feito o almoço na vinícola, volte pro centro — que é bem caminhável — e aproveite as atrações urbanas. Comece pela Plaza Independencia, a maior praça da cidade, com feira de artesanato, apresentações artísticas e uma fonte luminosa que à noite vira um charme.
Ao redor dela tem um verdadeiro circuito de praças fácil de fazer a pé: Plaza España, Plaza Italia, Plaza Chile e Plaza San Martín. Uma curiosidade legal: tanta praça e área verde no centro é herança de um plano de reconstrução depois de um grande terremoto no século XIX.
Vale também caminhar pelo Paseo Peatonal Sarmiento, uma rua de pedestres cheia de bares, cafés e restaurantes — perfeito pra sentar, tomar um café ou uma taça de vinho e observar o movimento. Se curte história, o Museo del Área Fundacional e o Museo del Pasado Cuyano encaixam num roteiro mais cultural.

Fim de tarde: Parque General San Martín e Cerro de la Gloria
Reserve o fim da tarde pro Parque General San Martín, um parque urbano enorme inaugurado em 1906, com áreas verdes, lago, clube de regatas e caminhos pra caminhar ou pedalar. A arquitetura tem aquele ar colonial em estilo inglês.
Dentro do parque fica o Cerro de la Gloria, um mirante com vista panorâmica de Mendoza — e é o lugar certo pra ver o pôr do sol sobre a cidade, com a Cordilheira dos Andes ao fundo nos dias mais limpos. A gente errou nessa uma vez: deixou o parque pra “se sobrar tempo” e chegou já no escuro, perdendo a vista. Não faça isso, coloque o parque no fim da tarde.
Noite: jantar tardio com vinho
Feche o dia em grande estilo num dos incríveis restaurantes em Mendoza. As duas regiões mais animadas pra jantar são a Av. Arístides Villanueva (mais jovem e badalada) e a Av. Sarmiento (mais tradicional, cheia de restaurantes).
Só uma pegadinha pra brasileiro: na Argentina o jantar começa tarde. Os restaurantes costumam servir a partir das 21h e só enchem mesmo depois das 23h. Se você chegar às 19h querendo jantar, é capaz de encontrar a cozinha ainda fechada. Aproveite pra provar empanadas, carnes, massas e uma última taça de vinho local.
Melhor época para ir a Mendoza
Pra um passeio de 1 dia, primavera (setembro a novembro) e outono (março a maio) costumam ser ideais: menos extremos de temperatura e mais conforto pra circular pela cidade depois da vinícola.
- Primavera: clima ameno, dias mais longos e vinhedos ficando verdes. Ótimo pra caminhar e fazer degustações ao ar livre.
- Verão (dezembro a fevereiro): muito calor, facilmente acima de 30°C. É a época da Vindimia, a festa da colheita da uva, com eventos e shows.
- Outono: o período mais “instagramável”, com as videiras em tons de amarelo e vermelho e clima agradável e seco.
- Inverno (junho a agosto): frio, mas com muitos dias de sol e a cordilheira nevada ao fundo.
Erros comuns dos brasileiros em 1 dia em Mendoza
Pra você não cair nas mesmas armadilhas que a gente já viu (e cometeu), fica de olho:
- Tentar emendar alta montanha + vinícola no mesmo dia: o circuito Aconcágua/Puente del Inca fica a quase 200 km do centro e exige um dia inteiro. Misturar com vinícola só dá correria.
- Não reservar a vinícola com antecedência: visita limitada por horário é regra, não exceção.
- Ignorar a siesta: muitas lojas fecham entre 14h e 17h. Não programe compras nesse intervalo.
- Subestimar o clima seco e a altitude: sol forte e baixa umidade pedem hidratação, protetor solar e protetor labial.
- Beber demais sem pensar no transporte: use o Bus Vitivinícola ou um tour com transporte incluído.
Quanto custa um dia em Mendoza
Os valores variam bastante com câmbio e inflação na Argentina, então encare como referência. Um tour de dia inteiro a 2-3 vinícolas com degustação costuma sair em torno de R$ 200 a R$ 250 por adulto em grupos grandes, podendo chegar a R$ 400 a R$ 700 em passeios mais exclusivos ou com almoço incluído.
Degustações simples em bodegas costumam ficar em torno de R$ 80 a R$ 250 por pessoa, e almoços harmonizados começam por volta de R$ 200, ultrapassando fácil R$ 400 nas vinícolas mais renomadas. Como o câmbio argentino muda muito, sempre vale checar a situação mais recente antes de viajar.
Não dá pra falar de Mendoza sem lembrar do seguro viagem. O atendimento médico no exterior pode sair caro, e ter cobertura contra imprevistos é importante. A gente usa esse comparador de seguros pra achar o melhor preço — o link já vem com 18% de desconto exclusivo.
E pra usar o celular o tempo todo sem susto na conta, garanta esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil. É mais fácil e barato do que ativar roaming.
Ficar bem localizado faz toda a diferença num dia curto: hotel perto do centro economiza tempo no deslocamento até as praças, o parque e os restaurantes da Sarmiento à noite. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre 1 dia em Mendoza
Dá pra conhecer Mendoza em 1 dia?
Dá, sim, desde que você ajuste as expectativas. Em um dia dá pra fazer uma vinícola pela manhã, passear pelo centro à tarde e jantar bem à noite. O que não dá é encaixar alta montanha nesse mesmo dia.
Quantas vinícolas dá pra visitar em 1 dia?
Com calma, de uma a duas vinícolas, especialmente se incluir almoço harmonizado. Tentar fazer mais que isso vira corrida contra o relógio e tira a graça das degustações.
Preciso alugar carro pra fazer as vinícolas?
Carro deixa o roteiro muito mais flexível pra rodar Luján de Cuyo, Maipú e arredores. Mas, se vai beber nas degustações, o ideal é usar o Bus Vitivinícola ou um tour com transporte incluído.
Qual a melhor região de vinícolas pra quem tem pouco tempo?
Luján de Cuyo e Maipú são as mais práticas por ficarem pertinho da cidade. Luján de Cuyo é fortíssima em Malbec, e Maipú concentra bodegas tradicionais e olivícolas.
Que horas começam os passeios e jantares em Mendoza?
Os tours de vinícola costumam sair entre 8h30 e 9h30. Os jantares começam a partir das 21h e os restaurantes só enchem depois das 23h, então não programe jantar muito cedo.
Qual a melhor época para visitar Mendoza?
Primavera e outono são as mais confortáveis, com clima ameno e paisagens bonitas. O outono é o mais fotogênico, com as videiras em tons de amarelo e vermelho.
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No fim das contas, um dia em Mendoza é curto pra tanta coisa boa, mas mais do que suficiente pra se apaixonar pela terra do Malbec. Vinícola de manhã, praças e pôr do sol no Cerro de la Gloria à tarde, e um jantar regado a vinho à noite: é a combinação que a gente faria de novo sem pensar duas vezes. Boa viagem!
