Confira nessa matéria onde comer em Mendoza

Vai pra Mendoza e bateu aquela dúvida de onde comer? A gente entende: a cidade é um dos melhores destinos gastronômicos da América do Sul, e aqui comer bem faz parte do roteiro tanto quanto visitar as vinícolas. Tem de empanada baratinha no centro a almoço harmonizado em bodega premiada que disputa estrela Michelin.

A real é que dá pra montar um roteiro gastronômico equilibrando experiências de alto padrão com refeições acessíveis, sem estourar o orçamento. Neste guia a gente reuniu os melhores lugares para comer em Mendoza, separados entre a cena urbana (centro, Arístides Villanueva, Godoy Cruz) e a cena nas vinícolas (Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco), com preços, horários, reservas e as pegadinhas mais comuns.

Quando a gente foi pela primeira vez, o erro foi marcar duas vinícolas com almoço no mesmo dia: os almoços são longos e a gente acabou correndo e perdendo o segundo. Vai com calma que rende mais.

Como é comer em Mendoza

Mendoza tem duas almas gastronômicas. Na cidade, o centro e os bairros próximos concentram restaurantes pra todos os bolsos, com forte presença de cozinha argentina contemporânea, parrillas, italianos e bistrôs. Já nas vinícolas, o almoço harmonizado é a experiência imperdível: menu fechado, vários passos, sempre acompanhado dos vinhos da casa.

Pra você ter uma ideia de preço, um menu mais simples numa bodega costuma ficar em torno de USD 30 por pessoa, enquanto almoços harmonizados em vinícolas premiadas podem passar de USD 180 por pessoa, dependendo dos vinhos envolvidos.

Na cidade, as ruas Sarmiento (incluindo a parte peatonal, de pedestres), Belgrano e Arístides Villanueva são os principais polos de bares, cafés e restaurantes com boa relação custo-benefício. A região de Chacras de Coria e muitos restaurantes de vinícola tendem a ser mais caros que o centro.

Pra você se programar, segue uma referência de valores médios na cidade (lembrando que o peso argentino oscila bastante): prato principal em restaurante médio gira em torno de 6.500 a 12.000 pesos; menu executivo no almoço, de 5.000 a 7.500 pesos; jantar em casa sofisticada, de 15.000 a 30.000 pesos; empanada, de 800 a 1.200 pesos; taça de vinho, de 2.500 a 4.500 pesos; e garrafa de vinho local, de 7.000 a 15.000 pesos.

Uma dica de ouro pra quem vai bater perna pelas vinícolas: como elas ficam espalhadas em Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco, e os almoços ocupam boa parte do dia, vale muito a pena alugar um carro pra ter liberdade de horário e não depender de transfer caro pra cada deslocamento.

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Onde comer na cidade de Mendoza

Se você só tem uma noite especial em Mendoza, a gente vai ser direto: reserve no Azafrán ou no 1884. São as duas sugestões mais unânimes pra um jantar memorável. Mas tem muito mais, olha só.

Restaurante Azafrán

O Azafrán é super charmoso, com estilo rústico e aconchegante, e figura na seleção do Guia Michelin pra região. Os pratos servidos contam com queijos, azeites, carnes e frutos do mar, que ficam uma delícia com um dos centenas de vinhos da carta — uma das mais fortes da cidade. Sem dúvida, é um dos melhores lugares pra comer em Mendoza.

Interior do Restaurante Azafran

Endereço: Av. Sarmiento 765, centro. Reserve com antecedência, principalmente na alta temporada.

1884 Restaurante Francis Mallmann

Este restaurante pertence a um dos chefs mais famosos de toda a Argentina: Francis Mallmann, o mestre da cozinha de fogo. É considerado um dos melhores da cidade, com ambiente clássico e sofisticado e foco em carnes e parrilla. É muito buscado por brasileiros pra aquela noite especial, então reserve com alguns dias de antecedência.

Interior da cozinha do 1884 Restaurante Francis Mallmann

Endereço: Belgrano 1188, Godoy Cruz.

Bistrô María Antonieta

O bistrô María Antonieta é perfeito pra comer bem ao lado de amigos ou da família. A decoração é mais informal, com mesas ao ar livre, um convite pra passar horas conversando. A comida é inspirada nas cozinhas italiana, francesa e argentina. Se quiser jantar por lá, faça reserva antecipada, porque o lugar é bem disputado.

Vista da fachada do bistrô María Antonieta

Endereço: Avenida Belgrano 1069, centro.

Fuente y Fonda e outros queridinhos do centro

Pra quem quer comer comida caseira argentina e gastar bem menos, o Fuente y Fonda (Montevideo 675) é o queridinho: pratos de vó, porções enormes pra dividir e ótimo custo-benefício. Dica nossa que economiza muito: pede menos prato do que gente, porque sempre sobra.

Outra opção descolada é a Casa Vigil Palmares (no Palmares Open Mall, em Godoy Cruz), a filial urbana da bodega El Enemigo, com menu variado, carta de vinhos excelente e cozinha aberta do almoço até umas 2h da manhã — perfeito pra quem quer jantar mais tarde, no horário argentino. Já o Chimpay Bistró (Primitivo de la Reta 1007) é uma boa pedida pra quem se hospeda no centro.

Italianos tradicionais

A forte imigração italiana em Mendoza explica a quantidade de trattorias e a qualidade das massas e pizzas. Vale anotar a Trattoria Napoli (Paso de los Andes 901), o Francesco (Chile 1268) e a clássica La Marchigiana (Patricias Mendocinas 1550). Todos rendem pratos consistentes e bem servidos.

Parrillas e bodegones pra comer carne

Não dá pra ir à Argentina e não comer uma boa parrilla. O El Asadito, na Avenida Sarmiento, é uma experiência típica de churrasco misto, com cortes bovinos, de porco, linguiça e morcilla, em ambiente simples e bem local — ótimo pra gastar menos que nos estrelados e comer carne de qualidade. Na mesma avenida ainda tem a Estancia La Florencia (parrilla informal, bom custo-benefício) e a La Lucia (ambiente mais elegante), duas casas que viajantes costumam repetir durante a viagem.

Arístides Villanueva: bares e pratos leves

A Arístides Villanueva é a avenida jovem e animada à noite, cheia de bares, ideal pra combinar vinho, cerveja artesanal e vida noturna. Pra pegar mais leve, o Essenza (Arístides Villanueva 707) tem saladas, sanduíches e pratos menos pesados. Já o Chachingo (Arístides Villanueva 383) é um bar de vinhos e petiscos delicioso.

Cafés, alfajores e sorvetes

Na Peatonal Sarmiento (a rua de pedestres do centro) você acha de tudo. A tradicional Havanna (Peatonal Sarmiento 68) é ótima pra comprar alfajores e levar de presente, e a sorveteria Lucciano’s (Peatonal Sarmiento 164) salva nos dias quentes e agrada a criançada. E olha: vários cafés do calçadão servem aquele combo de café + medialuna por uns 2.500 a 4.000 pesos, perfeito pro café da manhã ou um lanche barato.

Onde comer nas vinícolas

Pra muita gente, almoçar na vinícola é tão importante quanto a visita em si. As reservas são quase sempre obrigatórias e o almoço consome boa parte do dia, então planeje poucos deslocamentos. Tem uma coisa que a vista faz toda diferença: nas bodegas de Valle de Uco, o almoço vem com a cordilheira dos Andes de pano de fundo, e isso transforma qualquer refeição.

Casa El Enemigo (Maipú)

A bodega Casa El Enemigo, na região de Maipú, é a casa do renomado enólogo Alejandro Vigil e uma das experiências gastronômicas mais elogiadas da região, também presente no radar do Guia Michelin. Você tem uma degustação singular acompanhada de um menu harmonizado em vários passos, num ambiente lúdico cheio de referências a Dante. Precisa agendar com antecedência, especialmente na alta temporada.

Interior da Bodega Casa El Enemigo

Endereço: Videla Aranda 7008, Maipú.

Bodega La Azul (Valle de Uco)

A La Azul fica no Valle de Uco e se destaca por uma tradição de cultivo de vinhos que se estende há mais de 70 anos. O restaurante é moderno e despojado, com decoração na cor azul e refeições divididas em cinco pratos, acompanhadas dos vinhos da bodega. É uma das vinícolas mais queridas por brasileiros, com atmosfera informal, porções fartas e vista para os Andes.

Vista do restaurante da Bodega La Azul

Endereço: Caminos del Vino, Tupungato, Valle de Uco.

Outras vinícolas pra comer bem

Se quiser ampliar o leque, anota: Susana Balbo Wines (em Agrelo, Luján de Cuyo) tem menu degustação harmonizado com os vinhos da enóloga e uma vista linda; Andeluna (em Tupungato, Valle de Uco) tem restaurante voltado pra cordilheira; e a Zonda Cocina de Paisaje, da Bodega Lagarde (Luján de Cuyo), aparece entre os restaurantes com estrela Michelin, com cozinha de paisagem que valoriza o ingrediente local. Outras opções citadas com frequência são Pan y Oliva (família Zuccardi), Siete Fuegos (do Francis Mallmann, em Uco) e Osadía de Crear.

Como funcionam os almoços nas bodegas

O formato mais comum é o menu fechado de 3 a 7 tempos, com ou sem harmonização. Os horários costumam ficar entre 12h30 e 14h30, e muitas vinícolas só têm esse turno de almoço. Lembra que visita + degustação + almoço fácil ocupam metade do dia (ou o dia inteiro), então não tenta encaixar duas no mesmo período.

Horários, reservas e gorjeta

O ritmo das refeições em Mendoza segue o argentino: o almoço costuma ser entre 12h e 15h, e o jantar raramente começa antes das 20h/21h, com a cozinha funcionando até meia-noite ou mais em áreas como Arístides e Palmares. Se você está acostumado a jantar às 18h, pode encontrar porta fechada — então ajuste o relógio pra não passar fome.

As reservas são quase sempre obrigatórias nas vinícolas (tanto pra visita quanto pro almoço) e altamente recomendadas em restaurantes badalados como Azafrán e 1884, sobretudo em feriados e férias brasileiras. Muitos lugares aceitam reserva por WhatsApp, o que facilita demais pra gente. Sobre a gorjeta, o costume é deixar cerca de 10%, que muitas vezes não vem incluída na conta.

Melhor época pra curtir a gastronomia

A época mais festiva é a vindima (colheita da uva), entre o fim de fevereiro e março, com eventos, menus especiais e cidade cheia — aí reservar com antecedência é essencial. Primavera e outono são ideais: temperatura amena, vinhedos bonitos e clima perfeito pra almoços longos ao ar livre. No inverno, os dias frios pedem pratos de panela, carnes, massas e vinhos encorpados, mas alguns restaurantes rurais reduzem horário, então confira o funcionamento antes de ir.

Erros comuns ao comer em Mendoza (evite)

  • Deixar pra reservar vinícola na última hora: os almoços mais desejados (Casa El Enemigo, La Azul, Zonda) lotam nos melhores dias e horários.
  • Superlotar o roteiro num dia só: como os almoços são longos, marcar 2 ou 3 vinícolas no mesmo dia é receita pra correria e atraso.
  • Subestimar o tamanho das porções: os pratos são bem servidos, principalmente em casas familiares como o Fuente y Fonda. Quem pede entrada + prato individual pra cada um quase sempre desperdiça.
  • Ficar só na parrilla: a cena local é forte em menus de autor e harmonizações sofisticadas. Limitar-se à carne faz perder boa parte da graça.
  • Esquecer o custo do transporte até as vinícolas: a conta do almoço pode parecer ok, mas somada a traslados o valor sobe — por isso o carro alugado costuma valer a pena.

Roteiro gastronômico de 4 dias em Mendoza

  • Dia 1 (centro): almoço leve na Peatonal Sarmiento (empanadas e café), sorvete na Lucciano’s e jantar especial no Azafrán.
  • Dia 2 (Luján de Cuyo): visita + almoço harmonizado na Susana Balbo Wines ou na Zonda (Lagarde).
  • Dia 3 (Valle de Uco): visita a vinícola + almoço na La Azul ou na Andeluna, com vista pros Andes.
  • Dia 4 (noite carnívora): parrilla no El Asadito ou na Estancia La Florencia e depois um bar de vinhos na Arístides (Chachingo ou Essenza).

Pra fechar bem a noite, dá uma olhadinha também nas nossas dicas de vida noturna em Mendoza, com os melhores lugares pra curtir a cidade depois do jantar.

Pra não gastar à toa nas refeições, ficar bem localizado ajuda: no centro ou perto da Arístides você economiza táxi à noite e fica perto das melhores parrillas. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

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Perguntas frequentes sobre onde comer em Mendoza

Precisa reservar restaurante em Mendoza?

Nas vinícolas, sim — a reserva é quase sempre obrigatória, tanto pra visita quanto pro almoço. Em restaurantes badalados da cidade, como Azafrán e 1884, também é altamente recomendável reservar com alguns dias de antecedência, principalmente em feriados e férias brasileiras. Muitos aceitam reserva por WhatsApp.

Quanto custa comer em Mendoza?

Varia bastante. Na cidade, um prato principal em restaurante médio fica em torno de 6.500 a 12.000 pesos e um jantar sofisticado pode passar de 15.000 pesos por pessoa. Nas vinícolas, um menu mais simples sai em torno de USD 30, enquanto almoços harmonizados premium passam de USD 150 a 180 por pessoa.

Que horas se janta em Mendoza?

No ritmo argentino, o jantar raramente começa antes das 20h ou 21h, e a cozinha costuma funcionar até meia-noite ou mais em áreas movimentadas como Arístides e Palmares. Se você janta cedo, pode encontrar restaurantes ainda fechados.

Onde comer barato em Mendoza?

Aposte no centro, na Peatonal Sarmiento, na Belgrano e na Arístides Villanueva, que concentram opções com bom custo-benefício. Casas com porções pra compartilhar, como o Fuente y Fonda, ajudam a reduzir a conta, e empanadas, cafés e combos simples são ótimos pra café da manhã e lanches.

Vale a pena almoçar nas vinícolas de Mendoza?

Vale muito. O almoço harmonizado na vinícola é uma das experiências mais marcantes da viagem, com menu fechado de vários passos e os vinhos da casa. O ideal é escolher uma ou duas bodegas pra esses almoços especiais (como Casa El Enemigo ou La Azul) e guardar parte do orçamento pra isso.

Quais restaurantes de Mendoza têm estrela Michelin?

Casas como Azafrán, a Casa El Enemigo (Casa Vigil) e a Zonda Cocina de Paisaje (Bodega Lagarde) figuram na seleção do Guia Michelin pra região, reforçando a fama de Mendoza como destino gastronômico de classe mundial.

Precisa alugar carro pra comer nas vinícolas?

Não é obrigatório, mas ajuda muito. As vinícolas ficam espalhadas por Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco, e ter um carro dá liberdade de horário e sai mais em conta do que pagar transfer privado pra cada deslocamento.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina

Mendoza é um daqueles destinos onde a gente come bem do começo ao fim, da empanada barata no centro ao almoço harmonizado com vista pros Andes. Se a gente pudesse dar um único conselho, seria: reserve cedo as vinícolas, não lote o roteiro e guarde fome pra uma noite especial no Azafrán ou no 1884. Boa viagem e bom apetite!