
Se você tem só um fim de semana pra curtir o mar de sete cores, esse roteiro de 2 dias em San Andrés vai te ajudar a ver o essencial sem correria. A gente já foi pra ilha algumas vezes e, com tempo curto, o segredo é focar nas praias centrais, encaixar um passeio de barco e dar a volta pela ilha — dá pra fazer tudo isso em 48 horas se você se organizar bem.
A maioria dos brasileiros chega em San Andrés via Bogotá, com voo de cerca de 2h a 2h30 entre a capital colombiana e a ilha. Vale deixar pelo menos 2 a 3 horas de conexão pra dar tempo de imigração, bagagem e raio-X sem desespero. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Bogotá a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Vamos ao roteiro!
Vale a pena ir a San Andrés só por 2 dias?
Sendo bem honesto: o ideal mesmo são 3 a 5 noites na ilha pra valer a pena o deslocamento. Mas dois dias funcionam super bem quando San Andrés é uma extensão de um roteiro maior pela Colômbia — combinando, por exemplo, com Bogotá e Cartagena. A gente recomenda chegar logo cedo no dia 1 e sair só no fim do dia 2 pra esticar ao máximo.
Outra coisa importante: com tempo tão apertado, o clima vira fator crítico. A melhor época pra ir é entre dezembro e abril, quando chove menos e o mar fica calmo. Entre agosto e novembro o mar costuma ficar mais mexido e passeios de barco podem ser cancelados — pra quem tem só dois dias, isso é praticamente perder metade da viagem.
Primeiro dia em San Andrés
Comece a manhã na Playa Spratt Bight, que fica na região central da ilha. É a praia mais badalada, com aquele mar raso e azul-turquesa que virou cartão-postal do destino. Como tá coladinha nos principais hotéis, comércios e restaurantes, é o lugar perfeito pra primeira impressão sem perder tempo em deslocamento.
Por lá dá pra fazer jet ski, parasail, stand up paddle ou um passeio de barco com fundo de vidro pra ver os recifes de coral.

Na parte da tarde, vale reservar um tempo pra descobrir os tesouros subaquáticos da região. O passeio de barco com fundo de vidro ou um snorkeling em águas rasas é uma das coisas mais legais da ilha — e nem precisa saber mergulhar com cilindro pra aproveitar.
Pra checar valores e disponibilidade, é só dar uma olhada nesse site que a gente usa em todas as viagens. O pagamento já sai em reais (sem IOF), dá pra parcelar e o cancelamento é gratuito até a véspera. Foi muito útil pra fechar tudo antes de embarcar e não correr risco de chegar na ilha e o passeio estar lotado.

Dica de quem já errou: não feche passeio com quem te aborda na rua ou no aeroporto. A gente já viu gente pagando o dobro do preço justo e indo pra tour mal explicado. Reserve antes pela internet ou compare em agências do centro com calma.
Ao anoitecer, dá uma volta pelo calçadão da Spratt Bight. É um pedaço bem animado, com música ao vivo, barzinhos e movimento. Pra jantar, três opções marcam o roteiro de praticamente todo brasileiro que vai pra lá:
- La Regatta — o restaurante mais clássico da ilha, com deck sobre o mar. Reserva com antecedência é obrigatória na alta temporada.
- Mahi-Mahi — opção mais sofisticada, com frutos do mar excelentes.
- Café Café — mais descolado e famoso pela limonada de coco, que virou quase obrigatória pra quem visita San Andrés.

Segundo dia em San Andrés
O segundo dia tem duas estratégias possíveis, dependendo do seu perfil. A gente recomenda escolher uma delas — tentar fazer tudo num dia só vira correria.
Opção 1: volta à ilha de mule (buggy elétrico)
Essa é a nossa preferida. Alugando uma mule (aquele carrinho tipo golfe) por um dia, dá pra contornar toda a ilha parando nos principais pontos. A diária costuma sair entre 300 mil e 600 mil pesos colombianos, dependendo da capacidade do veículo e da temporada.
As paradas que valem mais a pena:
- West View / La Piscinita — piscinas naturais com trampolins, visibilidade incrível pra snorkeling e ingresso que costuma sair em torno de 10 mil pesos.
- Hoyo Soplador — uma formação rochosa que cospe jatos de água quando o mar está agitado. É bem rapidinho mas vale a foto.
- Gruta de Morgan — ingresso em torno de 20 mil pesos.
- Mirantes e trechos de litoral mais selvagem no sul da ilha, bem diferentes do centro urbanizado.
Reserve a tarde pra terminar em Rocky Cay, uma das praias mais famosas. O mar é tão raso que dá pra caminhar até um pequeno ilhote dependendo da maré. Tem palmeiras, barraquinhas simples com frutos do mar e bebida — clima de cartão-postal puro.

Opção 2: passeio de barco Johnny Cay + Acuario
Se você prefere focar em mar e ilhotas, o clássico passeio de barco passa pelo Johnny Cay (a ilhota mais famosa, com praia clara e mar multicolorido) e pelo Acuario (um banco de areia com água cristalina, peixes e às vezes arraias). Muitos roteiros incluem também uma parada em Rocky Cay no mesmo dia.
As saídas costumam ser pela manhã, com retorno no meio ou fim da tarde. Esses pacotes giram em torno de 100 mil a 150 mil pesos colombianos, às vezes com bebida inclusa. Também dá pra reservar pelo mesmo site da Civitatis lá em cima e garantir vaga com antecedência.
Pra começar o dia em estilo, ainda tem a opção de embarcar bem cedo num veleiro e ver o nascer do sol no meio do mar. É um daqueles passeios que rende foto inesquecível, especialmente na luz dourada do amanhecer.

Pra encerrar a viagem com chave de ouro, jante num dos restaurantes mais sofisticados da ilha. O Mahi-Mahi é uma escolha certeira — peça a Lagosta ao Thermidor ou o Mahi-Mahi Grelhado e acompanhe com um Mojito de Maracujá. A conta costuma ficar entre 90 mil e 150 mil pesos por pessoa.

Dicas práticas pra não estragar o roteiro
Algumas coisas que aprendemos na prática e que fazem toda diferença num roteiro tão curto:
- Câmbio: evite trocar dinheiro com cambistas de rua. Use a Western Union ou o Bancolombia, ambos no centro, que costumam ter as melhores taxas.
- Leve dinheiro em espécie: muitas barraquinhas e passeios pequenos só aceitam pesos colombianos.
- Sapatilha aquática: em West View e La Piscinita tem muita pedra e coral. Pé descalço você se machuca.
- Protetor solar (forte): o sol caribenho não perdoa. Queimadura no dia 1 estraga o roteiro inteiro de 2 dias.
- Reserve restaurante na alta temporada: La Regatta e Mahi-Mahi enchem rápido, principalmente entre dezembro e abril.
Seguro viagem pra Colômbia
Atendimento médico no exterior é caro em qualquer lugar, e na Colômbia não é diferente. Por isso vale muito fazer um seguro antes de embarcar — qualquer imprevisto (mal-estar com a comida, acidente no mar, problema no avião) pode virar uma conta de milhares de reais.
A gente usa esse comparador de seguros pra pesquisar — ele compara as principais seguradoras do mercado, mostra cobertura, preço e avaliações no mesmo lugar. E o link já vem com 18% de desconto exclusivo Grupo Dicas aplicado direto no carrinho.
Chip de celular na Colômbia
Pra não depender de Wi-Fi do hotel pra usar GPS, traduzir cardápio ou chamar Uber, vale levar um chip internacional já ativado do Brasil. A gente sempre usa esse chip de viagem que a gente usa, que chega na sua casa antes da viagem e é só colocar no celular ao pousar. Sem fila, sem precisar de documento na ilha, sem dor de cabeça.
Onde ficamos em Bogotá (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões em Bogotá que são ideais para turistas. A primeira é a Zona T, conhecida por sua vida noturna, lojas e uma variedade de restaurantes. É perfeita para quem quer estar no meio do agito e aproveitar a cena social da cidade. A segunda é o bairro La Candelária, que é o coração histórico de Bogotá. Com suas ruas charmosas, museus e restaurantes tradicionais, oferece uma experiência cultural rica e preços mais acessíveis em comparação com a Zona T.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 2 dias em San Andrés
Vale a pena ir a San Andrés só por 2 dias?
Vale se San Andrés for parte de um roteiro maior pela Colômbia (com Bogotá e Cartagena, por exemplo). Indo do Brasil direto só pra ilha, o ideal são 3 a 5 noites pra compensar o tempo de voo e conexão.
Qual a melhor época pra visitar San Andrés?
Entre dezembro e abril é a temporada mais seca, com mar calmo e passeios funcionando todos os dias. Entre agosto e novembro chove mais e o mar fica agitado — passeios podem ser cancelados, o que é crítico pra quem tem só 2 dias.
Como chegar em San Andrés?
A maioria dos voos do Brasil faz conexão em Bogotá ou Cidade do Panamá. O trecho Bogotá-San Andrés dura cerca de 2h a 2h30 e tem várias saídas diárias com LATAM, Avianca e Wingo. Deixe pelo menos 2 a 3 horas de conexão.
Quanto custa um aluguel de mule (buggy) em San Andrés?
A diária costuma sair entre 300 mil e 600 mil pesos colombianos, dependendo do tamanho do veículo, da temporada e da locadora. Pra dar a volta na ilha, é a melhor opção custo-benefício.
Onde trocar dinheiro em San Andrés?
Vá em pontos formais como a Western Union ou o Bancolombia, ambos no centro. Evite cambistas de rua — além de ter taxa pior, é mais arriscado em qualquer destino.
Preciso reservar restaurante em San Andrés?
Pra restaurantes badalados como La Regatta e Mahi-Mahi, sim, principalmente na alta temporada (dezembro a abril e julho). Os outros, dá pra chegar na hora sem grandes problemas.
Tem como ver Johnny Cay, Acuario e Rocky Cay no mesmo dia?
Sim, vários passeios de barco combinam as três paradas num dia só. Saem pela manhã do Cais Portofino e voltam no fim da tarde, com paradas pra snorkeling e tempo nas ilhotas.
Economize ao máximo na sua viagem à Colômbia
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Colômbia, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Colômbia da forma mais barata e segura.
- Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Colômbia. Se tá pensando em alugar, leia como alugar um carro na Colômbia pelo menor preço.
- Pesos: conheça qual a melhor forma de levar dinheiro para a Colômbia, com prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular toda a viagem sem preocupação? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Cartagena na Colômbia pra saber qual a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: atendimento médico no exterior pode sair caro. Veja aqui dicas pra conseguir o melhor (e mais barato) seguro.
- Transfer: precisa de transfer do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
San Andrés em 2 dias é corrido, mas é totalmente possível sair de lá com a sensação de ter aproveitado o melhor da ilha. O segredo é planejar antes, reservar passeios com antecedência e não tentar fazer tudo. Boa viagem!
