
O Museu do Louvre é uma daquelas paradas que a gente não pode pular em Paris: é o museu mais visitado do mundo, instalado num antigo palácio real às margens do Sena, no coração do 1º arrondissement. A gente sempre fala que visitar o Louvre é meio que entrar dentro da história da arte de uma vez só.
Mas tem um detalhe que pega muita gente de surpresa: o museu é gigantesco, e quem chega sem um plano acaba andando em círculos, cansando e vendo muito menos do que poderia. A gente já errou nisso na primeira vez — entrou pela pirâmide principal num sábado de manhã e a fila tava virando a esquina.
Por isso a gente montou esse guia completo: como funciona a visita, melhores horários, principais obras, como chegar, onde comer e os erros que dá pra evitar facilmente. E não esquece: aqui no nosso Guia de Paris a gente reuniu tudo pra planejar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Um pouco sobre o Museu do Louvre
O Louvre fica entre o Rio Sena e a Rue de Rivoli, e abriu como museu público em 1793, depois da Revolução Francesa. Antes disso, o prédio já tinha sido fortaleza medieval (lá pelo século XII, mandada construir por Filipe II) e residência real. Ou seja: o lugar respira história em cada parede.
Todo ano ele recebe mais de 8 milhões de visitantes, tendo chegado perto de 9,6 milhões em 2019 — o que o mantém como o museu mais visitado do planeta. O acervo total passa de 380 mil objetos, sendo que cerca de 35 a 38 mil obras ficam em exibição permanente, indo da pré-história até a arte mais recente.

O museu tem várias entradas, mas as principais ficam na pirâmide de vidro do pátio central, no Carrousel du Louvre (acesso subterrâneo) ou na Rue de Rivoli. Por dentro, são vários níveis: o subsolo (Hall), o mezanino, o térreo, o primeiro e o segundo andar.
Falando na pirâmide: ela foi inaugurada em 1989 e, na época, gerou uma baita polêmica pelo contraste do vidro moderno com o palácio clássico. Hoje virou um dos símbolos mais fotografados de Paris — a gente acha que combina demais.
Como o Louvre é o maior entre os museus da cidade, a dica de ouro é definir prioridades antes de entrar. Pra ver os clássicos imperdíveis, reserve no mínimo 3 horas; muita gente passa meio dia, e quem ama arte e história tranquilamente fica o dia inteiro.
Onde comprar o ingresso do Louvre sem dor de cabeça
Antes de qualquer coisa: desde as mudanças de fluxo dos últimos anos, é obrigatório reservar o horário com antecedência, mesmo pra quem tem gratuidade ou Paris Museum Pass. Chegar sem horário marcado é pedir pra pegar fila ou não conseguir entrar na alta temporada.
O ingresso individual padrão costuma custar em torno de 22 € comprando direto no site oficial. O problema do site oficial é que a compra sai na moeda do país: você paga o IOF e não consegue parcelar.
Por isso a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem todos os ingressos e passeios de Paris, já costuma estar entre os preços mais baratos e — a melhor parte — você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar.
Outras vantagens que fazem diferença na prática:
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo, ótimo pra quem ainda tá fechando o roteiro.
- Visita guiada em português: tem tour guiado pelo Louvre com guia que fala português, focando nas obras principais — salva muito tempo de quem não quer se perder.
- Transfer do aeroporto: dá pra reservar adiantado, evita golpe de táxi e o motorista te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
- Atendimento 24h em português: qualquer dúvida, suporte na nossa língua.
A dica que a gente repete pra todo mundo: compre com antecedência e escolha o horário mais cedo (abertura) ou o da noite, que são bem mais tranquilos.
Principais obras do Museu do Louvre
A seção de pintura, com quase 12 mil itens, é considerada a segunda maior do mundo, perdendo só pro Hermitage, em São Petersburgo. E o destaque absoluto é, claro, a Mona Lisa (La Joconde), de Leonardo da Vinci, que fica na ala Denon.
Um aviso pra não se decepcionar: a Mona Lisa é bem menor do que a maioria imagina, fica atrás de um vidro e cercada por cordões e gente. Se você quer ver de perto sem aquela multidão, vá logo na abertura e siga direto pra lá — depois do meio da manhã a sala vira um formigueiro.

Outros ícones que valem a parada:
- Vênus de Milo — a escultura grega mais famosa do museu.
- Vitória de Samotrácia — a deusa alada no topo de uma grande escadaria, lindíssima.
- A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix.
- A Balsa da Medusa, de Géricault.
- O Casamento em Caná, de Veronese — uma pintura enorme, que fica na mesma sala da Mona Lisa.
- Código de Hamurábi — peça de relevância histórica imensa.
- Grande Esfinge de Tanis e a coleção de antiguidades egípcias.
- Obras de Michelangelo (como Os Escravos) e Canova (Psique reanimada pelo beijo de Eros).
Você também encontra trabalhos de Ticiano, Rembrandt, Goya e Rubens, somando mais de 8 mil anos de arte. As coleções se dividem em antiguidades egípcias, orientais e gregas, pinturas holandesas, pinturas e esculturas italianas, arte islâmica e por aí vai. Vale também passar nos apartamentos de Napoleão III, com decoração palaciana e lustres de impressionar.
Melhor época e melhor horário pra visitar
Se dá pra escolher, prefira os meses de outubro a abril (fora Natal, Ano Novo e feriados) pra fugir das maiores multidões. A primavera (abril e maio) é agradável, mas já bem movimentada. Julho e agosto são alta temporada máxima — filas longas e salas lotadas, inclusive de noite.
Sobre o horário do dia, são dois momentos campeões: a abertura, às 9h, pra ir direto na Mona Lisa antes dos grupos de excursão, e as noites estendidas até 21h (normalmente quarta e sexta), que são mais tranquilas, atmosféricas e com o palácio todo iluminado. O meio da tarde costuma ser o pico de gente.
Importante: o Louvre fecha às terças-feiras. E como horários podem mudar por feriado, evento ou reforma, confira sempre o horário oficial no site do museu antes de fechar seu dia.
Como chegar e por onde entrar
A estação de metrô mais prática é a Palais Royal – Musée du Louvre (linhas 1 e 7), com acesso direto às galerias e ao Carrousel du Louvre. Também dá pra chegar a pé descendo nas estações Tuileries ou Louvre – Rivoli (linha 1). Como em Paris o transporte público é excelente e o museu fica super central, nem pensa em alugar carro pra isso — vá de metrô ou caminhando.

Agora a dica de ouro de quem já conhece: a pirâmide principal (Cour Napoléon) é a entrada mais famosa, mas também a que junta as maiores filas. Sempre que dá, a gente entra pelo Carrousel du Louvre, o acesso subterrâneo pelo shopping (passando pela pirâmide invertida) — costuma ter fila bem menor. Mesmo com ingresso, ainda tem o controle de segurança, então chega com uma pequena antecedência pra não perder o horário marcado.
Onde comer no Museu do Louvre
Dentro do complexo tem várias opções de cafés, brasseries e lanchonetes pra um descanso. O café Angelina serve lanches, doces, cafés e chás — menu básico e preço meio salgado, como esperado de ponto turístico. Pra algo mais em conta, o Cafés de La Pyramide costuma ser uma boa pedida.
No Carrousel du Louvre (a galeria subterrânea) também tem praça de alimentação, ótima pra resolver a fome rápido. E se quiser esticar depois da visita, a região da Rue de Rivoli e os cafés perto das Tulherias e da Place de la Concorde são cheios de bistrôs e padarias.
Carrousel du Louvre: o shopping subterrâneo
Embaixo da pirâmide fica o Carrousel du Louvre, um shopping com mais de 100 lojas de marcas variadas — Sephora, Swarovski, Printemps, Salvatore Ferragamo, Lacoste e até a primeira loja da Apple na França. É considerado um dos melhores shoppings de Paris e abre todos os dias, então dá pra emendar com a visita.

É aqui também que está a famosa Pirâmide Invertida, aquela estrutura de vidro que ficou conhecida no livro e filme “O Código da Vinci” e virou ponto fotográfico cult. Aliás, o Louvre já apareceu em produções como “Meia-Noite em Paris” e vários filmes franceses — boa desculpa pra tirar aquela foto.
- Se você vai pra Cidade Luz, já anote tudo o que dá pra fazer na capital francesa com a nossa lista de o que fazer em Paris.
Erros comuns que dá pra evitar fácil
A gente lista aqui os tropeços que mais vemos brasileiro cometer no Louvre — e como escapar deles:
- Ir na terça-feira: o museu não abre nesse dia. Muita gente monta o roteiro sem checar e dá de cara com a porta fechada.
- Chegar sem ingresso reservado: sem horário marcado, você pega fila enorme ou nem consegue vaga na alta temporada.
- Querer ver tudo: impossível em uma visita. Escolha um foco (clássicos imperdíveis, só egípcios, só pintura italiana) e aproveite de verdade.
- Entrar pela pirâmide principal no pico: fila gigante ao ar livre, cansando antes de entrar. Prefira o Carrousel.
- Deixar a Mona Lisa pro fim da manhã: a sala lota. Vá nela primeiro.
- Ir logo após um voo longo: é muita informação e muita caminhada; o jet lag pode acabar com a experiência.
- Não usar o mapa ou o app: é fácil se perder. Pegue o mapa oficial e siga os números das salas.

Dicas práticas pra aproveitar a visita
- Calçado confortável: são horas em pé, escadas e longas caminhadas. Não dá pra brincar com isso.
- Leve só o essencial: mochila grande atrapalha e pode ter que ir pro guarda-volumes.
- Pode fotografar a maioria das obras, mas sem flash. Exposições temporárias podem ter restrições.
- Audioguia ou app oficial ajuda tanto a entender as obras quanto a se localizar.
- Dias gratuitos: tem entrada gratuita na primeira sexta-feira do mês a partir das 18h (exceto julho e agosto) e no 14 de julho. Só lembre que nesses dias o museu fica muito mais cheio — às vezes a economia não compensa a multidão. Menores de 18 anos não pagam, independentemente da nacionalidade.
- Paris Museum Pass: o Louvre está incluído, mas mesmo com o passe é preciso agendar o horário no site do museu.
Antes de seguir, vale também garantir o resto da viagem com tranquilidade. Olha só por onde a gente sempre resolve essas partes:
- Seguro viagem: pra Paris (espaço Schengen) o seguro é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. A gente sempre usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo e protege o bolso caso role algum imprevisto médico (que na Europa custa caro).
- Chip de viagem: pra usar mapa, app do museu e internet o tempo todo, a gente garante ainda no Brasil esse chip de viagem que a gente usa. Fácil e barato.
Pra fechar o planejamento, ficar bem localizado em Paris faz toda a diferença: menos tempo no transporte e mais tempo nos passeios, com o Louvre e o centro histórico pertinho. Veja a melhor região pra se hospedar em Paris:
Onde ficamos em Paris (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas se hospedarem em Paris é o 1° arrondissement, mesma área em que está localizado o Museu do Louvre. Uma região bem bonita, cheia de hotéis, restaurantes e com preços mais baixos do que em outros bairros.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o Museu do Louvre
Quanto tempo dura a visita ao Louvre?
Pra ver os clássicos imperdíveis (Mona Lisa, Vênus de Milo, Vitória de Samotrácia), reserve no mínimo 3 horas. Muita gente passa meio dia, e quem é apaixonado por arte facilmente fica o dia inteiro e ainda não vê tudo.
Quanto custa o ingresso do Louvre?
O ingresso individual padrão costuma custar em torno de 22 € no site oficial. Em plataformas com acesso prioritário ou visita guiada em português, os valores costumam variar a partir de uns 25 a 30 € por pessoa.
O Louvre abre em qual dia? Fecha em algum?
O Louvre abre de quarta a segunda, geralmente das 9h às 18h, com noites estendidas até 21h em alguns dias (normalmente quarta e sexta). Ele fecha às terças-feiras. Confira sempre o horário oficial no site antes da viagem.
Precisa reservar horário pra visitar o Louvre?
Sim. É obrigatório reservar o horário com antecedência, mesmo pra quem tem gratuidade ou Paris Museum Pass. Comprar antecipado com hora marcada reduz muito as filas, principalmente na alta temporada.
Qual a melhor entrada do Louvre pra evitar fila?
A pirâmide principal (Cour Napoléon) é a mais famosa, mas concentra as maiores filas. A entrada pelo Carrousel du Louvre, subterrânea pelo shopping, costuma ter fila bem menor e é a queridinha de quem já conhece o museu.
Onde fica a Mona Lisa no Louvre?
A Mona Lisa fica na ala Denon, na mesma sala da enorme pintura O Casamento em Caná, de Veronese. Ela é menor do que a maioria imagina e fica protegida por vidro. Vá logo na abertura e siga direto pra lá pra evitar a multidão.
É permitido fotografar dentro do Louvre?
Sim, é permitido fotografar a maioria das obras, desde que sem flash. Algumas exposições temporárias podem ter restrições próprias, então fique de olho na sinalização das salas.
Economize ao máximo na sua viagem a Paris:
- Economizando: quer aproveitar melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para Paris, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Paris do jeito mais barato e seguro.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Paris, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular o tempo todo sem preocupação? Garanta um chip europeu ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Paris pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e o seguro é obrigatório pra Europa. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, o Louvre é daqueles lugares que recompensam quem chega preparado: com horário reservado, foco nas obras certas e calçado confortável, a visita rende muito mais. Vai com calma, escolhe seus tesouros favoritos e aproveita — a gente garante que dá vontade de voltar pra ver o resto.
