O que fazer no inverno em Aspen além do esqui

Aspen no inverno é aquele cenário de filme americano: casinhas de madeira cobertas de neve, gente encasacada pelas ruas, criança fazendo boneco de neve e todo mundo aproveitando o clima. E, olha, a gente sempre fala pros amigos: dá pra fazer uma viagem incrível pra Aspen sem colocar um pé numa pista de esqui. A cidade tem tanta coisa boa fora das montanhas que quem só pensa em ski acaba perdendo metade do que Aspen oferece de melhor.

Neste guia, a gente reuniu tudo o que dá pra fazer no inverno em Aspen além do esqui: passeios na neve pra iniciantes, trenó com huskies, águas termais, galerias de arte, restaurantes lendários no meio da montanha, spas, compras e bate-voltas que valem cada minuto. E, se você quer planejar a viagem inteira pagando mais barato, dá uma olhada no nosso guia completo de Aspen — a gente reuniu lá hotel, transporte, seguro, chip e dicas de economia pra montar o roteiro do zero.

Uma coisa importante antes de começar: no inverno, ficar bem localizado em Aspen faz TODA a diferença. Como a cidade é compacta e walkable, se hospedar no centrinho te poupa horas de deslocamento entre restaurantes, galerias e o pé da montanha. Mais pra baixo a gente mostra a melhor região.

Como é o inverno em Aspen

A temporada de neve em Aspen vai geralmente de final de novembro até início de abril, com o auge entre meados de dezembro e março. As temperaturas ficam entre uns -10 ºC e 5 ºC, com sensação térmica bem mais baixa no alto das montanhas. E neva bastante: costuma nevar cerca de 11 dias em cada mês do inverno, então é bem provável que você pegue neve caindo durante a estadia.

A cidade é formada por quatro áreas de montanha principais — Aspen Mountain (Ajax), Snowmass, Aspen Highlands e Buttermilk — todas conectadas pelo mesmo sistema de passe e transporte. O centrinho é compacto, charmoso e dá pra atravessar a pé, com restaurantes, galerias, lojas e serviços pertinho um do outro. Ou seja: mesmo quem não esquia consegue circular super bem.

Aspen no inverno

Dois eventos aquecem (ironicamente) a temporada. Todo mês de janeiro rola o ESPN Winter X Games, com os melhores atletas de esqui e snowboard do mundo, aberto ao público na estação Buttermilk. E também em janeiro tem o Wintersköl, um festival de quatro dias com desfile de esqui com tochas, fogos de artifício e competições culinárias. Se as datas baterem com sua viagem, vale muito.

Uma dica que a gente aprendeu na prática: leve o máximo de roupa de frio na mala. Casaco pesado, meias térmicas, luvas, touca, segunda pele e blusas pra usar por baixo. Na primeira vez, a gente subestimou o vento nas montanhas e passou um perrengue de mãos congeladas — depois disso, nunca mais viajamos pra neve sem segunda pele e luva impermeável.

1. Aventuras na neve sem precisar esquiar

Muita gente acha que, se não vai esquiar, Aspen no inverno não tem graça. Bobagem. Tem várias atividades de neve pra quem nunca calçou uma bota de ski na vida:

  • Cross-country skiing (esqui de fundo): no inverno, o campo de golfe de Aspen vira uma pista de esqui de fundo, ótima pra fazer atividade física sem encarar descida íngreme. Dá até pra chegar em lugares icônicos como Maroon Bells, que no inverno só é acessível por meios não motorizados — o resultado é uma paisagem gelada quase sem gente. Só escolha um dia claro, porque se estiver nevando forte a visibilidade cai muito e o esforço triplica.
  • Snowshoeing (caminhada com raquetes na neve): a região de Ashcroft, uma antiga cidade fantasma a uns 15 min de carro do centro, oferece trilhas em parque natural com paisagens de floresta silenciosa coberta de neve. É a atividade perfeita pra iniciantes e famílias — quem sabe andar já sabe fazer snowshoeing.
  • Trenó puxado por huskies (dog sledding): em Snowmass, o restaurante Krabloonik organiza passeios de trenó com cachorros em trilhas nevadas mais remotas. É uma experiência de outro nível, tipo aqueles filmes do Alasca. Sai caro (fica na faixa premium), mas quem já fez costuma dizer que valeu cada centavo.
  • Tubing (descer de boia na neve): as áreas de montanha oferecem tubing, que é descer numa boia grande pela pista. É diversão pura, sem técnica nenhuma, ótimo pra crianças e pra quem morre de medo de esquiar.
  • Patinação no gelo: a região tem rinques sazonais no inverno, com aluguel de patins na hora. Programa perfeito pra fim de tarde.
Esqui em Aspen

Se você vai circular entre Aspen, Ashcroft, Snowmass e ainda quer bater um pulo em Glenwood Springs (mais pra baixo a gente conta dessa maravilha), o carro faz TODA a diferença. Aspen é walkable, mas os passeios de neve mais legais ficam espalhados, e táxi na neve pesa muito no bolso.

Aluguel de carro (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. Pra dirigir na neve, esse extra é mais que recomendável.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça. E na hora de retirar, peça pneus adequados pra neve (winter tires) — em Aspen, isso não é luxo, é segurança.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

2. Bate-voltas e cenários icônicos com neve

Aspen é excelente pra usar de base pra bate-voltas curtos, e alguns lugares ficam ainda mais bonitos com a paisagem coberta de branco:

  • Maroon Bells no inverno: o cartão-postal mais famoso do Colorado fica a uns 30-40 min de carro no verão. No inverno, o acesso motorizado é restrito — a graça é chegar de esqui de fundo ou snowshoeing. Se topar o esforço, você vai encontrar um dos cenários mais impressionantes do inverno americano, com silêncio absoluto e quase ninguém em volta.
  • Ashcroft Ghost Town: uma antiga vila mineira abandonada que virou um museu a céu aberto. As construções da era da mineração estão preservadas e, com neve, o lugar parece cenário de filme de faroeste. Recomendável ir com guia se a neve estiver profunda.
  • Independence Pass — atenção: essa estrada panorâmica com mirantes e lagos vive em roteiros de blog, mas fecha no auge do inverno por segurança. Se você está vendo esse passeio em algum lugar, saiba que é programa de verão/outono. Muito brasileiro planeja e chega lá pra descobrir que não dá.
  • Glenwood Springs (águas termais): a uns 40-60 min de Aspen ficam as famosas Glenwood Hot Springs, piscinas termais ao ar livre onde você mergulha em água quente com vista pras montanhas nevadas. Alguns viajantes comparam a experiência a um onsen japonês, e a comparação faz sentido. A entrada costuma sair em torno de R$ 150 por pessoa, tem vestiário e aluguel de toalha. É o bate-volta ideal pra quem não esquia ou quer um dia diferente.

Se sua viagem for longa, deixa pelo menos um dia livre pra Glenwood Springs. A sensação de estar submerso em água quente com neve caindo em volta é uma das coisas mais únicas que a gente já viveu no Colorado.

3. Museus, galerias e arte em Aspen

Aspen tem uma cena cultural surpreendente pra uma cidade pequena. O grande destaque é o Aspen Art Museum, projetado pelo arquiteto japonês Shigeru Ban. O conceito é de transparência: o design convida quem passa na rua a espiar o interior, e quem está dentro observa a paisagem enquanto vê arte.

Museu de Arte de Aspen

Ao redor do museu, o centrinho concentra várias galerias de altíssimo nível: Aspen Art Gallery, Baldwin Gallery, Eden Gallery e Wind River Gallery, todas a menos de 5 min a pé uma da outra. É o programa perfeito pra dia de tempestade de neve — quente, tranquilo e cheio de coisa boa pra ver.

Outro cantinho que a gente adora é o John Denver Sanctuary, um parque à beira do rio Roaring Fork criado pra homenagear o cantor (que morou boa parte da vida em Aspen). Tem rochas gravadas com trechos das músicas do John Denver espalhadas pelo parque. No inverno, tudo fica coberto de neve e vira um dos lugares mais bonitos e menos óbvios pra tirar foto — muita gente passa direto sem descobrir.

John Denver Sanctuary

Pra noite fria, duas dicas: o Isis Theatre é um cinema tradicional ótimo pra descansar do frio; e o Belly Up é a casa de shows mais famosa da cidade, com apresentações que vão de artistas locais a nomes internacionais. Vale consultar a programação assim que fechar as datas — muita gente considera pegar um show no Belly Up um programa obrigatório.

Onde ficamos em Aspen (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Downtown Aspen é a região favorita dos turistas na cidade! Longe das montanhas, o centro de Aspen traz lojas de grife, restaurantes, cafeterias, museus, galerias de arte, mercados e muito mais. Todas as construções da cidade são padronizadas, o que embeleza ainda mais a região. Além disso, em poucos minutos de distância está Aspen Mountain, uma das principais estações de esqui da cidade.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

4. Spas, bem-estar e o lado glamouroso de Aspen

Aspen é destino de celebridades e bilionários há décadas, e isso se reflete numa oferta absurda de spas, salões de beleza e clubes esportivos numa cidade pequena. Os spas dos resorts de esqui têm sauna, massagem, tratamentos corporais e faciais completos.

Uma dica: muitos hotéis e sports clubs oferecem pacotes de day spa, permitindo uso das instalações mesmo pra não-hóspedes. É uma forma de experimentar um spa de luxo sem se hospedar num hotel de luxo. Os preços costumam ficar na faixa de algumas centenas de reais por sessão completa, o que pra padrão americano é razoável.

Também tem academias com escalada indoor, aulas de yoga, alongamento e equipamentos específicos pra simular movimentos de ski e snowboard — ótimo pra quem quer se preparar antes de pegar as pistas ou pra quem só quer se exercitar num dia mais frio.

5. Gastronomia: muito além do après-ski

Um dos pontos altos de Aspen no inverno é a comida — sério. A cidade tem um mix de pizzaria informal a alta gastronomia com estrela, e todo mundo acha o seu preferido.

Opções acessíveis no centro

  • New York Pizza Aspen: pizzaria no shopping da Hyman Street, com fatias generosas e clima informal. Gasto médio por pessoa fica em torno de US$ 10-20 (aproximadamente R$ 60-120). Perfeita depois de um dia inteiro na neve.
  • Zane’s Tavern Aspen: pub animado vizinho ao museu de arte, com burgers e porções. Clima de bar esportivo, ótimo pra noite descontraída.
  • Big Wrap: comida rápida e saudável, wraps e saladas a partir de uns R$ 50 por prato. Ótima opção de almoço leve entre um passeio e outro.

Restaurantes especiais

  • Ajax Tavern: bar e restaurante ao pé da Aspen Mountain, com boa relação qualidade/preço pro padrão da cidade. É um dos points de après-ski mais movimentados — mesmo quem não esquiou naquele dia vai pra ver o clima, tomar drinks quentes e conversar. Vale ir só pela vibe.
  • Element 47 (no hotel The Little Nell): alta gastronomia moderna, com pratos principais a partir de uns R$ 300 por pessoa. Ideal pra uma noite especial com foco em vinhos e ingredientes locais.
  • Pine Creek Cookhouse: um dos restaurantes mais românticos da região, com vista pras montanhas. Pratos a partir de cerca de R$ 250. O que faz esse lugar especial é que muitos viajantes fazem o trajeto até o restaurante de esqui de fundo ou snowshoeing — o jantar já vira parte do passeio de neve.
Refeição em restaurante de Aspen

Comer nas montanhas (Snowmass e Highlands)

Uma experiência que dá pra fazer mesmo sem esquiar (subindo de gôndola) é almoçar no meio da montanha. Alguns lugares imperdíveis:

  • Alpine Room (Snowmass): serviço de mesa com inspiração alpina, ótimo pra uma pausa mais longa.
  • Sam’s (Snowmass): saladas, massas e burgers com toque italiano, boa variedade pra grupo.
  • High Alpine (Snowmass): buffet variado, prático pra quem quer comer rápido.
  • Lynn Britt Cabin (Snowmass): chalé elegante com clima de montanha europeia, muito procurado pra almoços especiais.
  • Up 4 Pizza (Snowmass): pizzaria de montanha famosa pelo cookie gigante servido quente — virou clássico gastronômico da região.
  • Merry Go Round (Aspen Highlands): conhecido pelos tacos de peixe, saladas e bowls saudáveis, ótimo pra quem quer refeição mais leve.

Uma dica que a gente aprendeu errando: reserve com antecedência os restaurantes especiais (Element 47, Lynn Britt Cabin, Pine Creek Cookhouse) e experiências como o trenó com huskies. Na alta temporada, principalmente feriados de fim de ano e spring break americano, tudo lota. A gente já tentou entrar sem reserva no Pine Creek num sábado de janeiro e nem chegou perto — desde então, reserva sempre pelo menos com 30 dias.

6. Compras em Aspen

Aspen é famosa pelas boutiques das maiores grifes do mundo espalhadas pelo centrinho: Dior, Gucci, Prada, Fendi, Ralph Lauren, Louis Vuitton. Mesmo pra quem não vai comprar, o passeio de janela pelas vitrines faz parte da experiência — e serve também pra ver como os locais e as celebridades se vestem.

Loja da Dior em Aspen

Uma dica que quase ninguém conta: o Aspen Thrift Store é um dos melhores brechós da região, com roupas e equipamentos de inverno de segunda mão em ótimo estado. Pra brasileiros que querem economizar em casaco pesado sem sacrificar qualidade, é ouro puro. A gente já saiu de lá com casaco impermeável de marca boa pagando uma fração do preço da loja normal.

Também tem várias lojas especializadas em roupas e equipamentos esportivos, tanto pra compra quanto pra aluguel. Se você vai esquiar poucos dias, alugar sai muito mais barato do que comprar equipamento.

A região do Hyman Avenue Mall concentra o comércio principal, restaurantes e serviços. No inverno, essa área ganha iluminação especial e decoração — o passeio a pé fica ainda mais mágico.

7. Como se deslocar em Aspen no inverno

O centro de Aspen é fácil de percorrer a pé, principalmente pra quem se hospeda perto dos teleféricos, restaurantes e lojas. Pra quem fica em Snowmass Village (a uns 20 min de carro), há transporte de ligação com Aspen frequentemente incluído ou com custo baixo na estrutura da estação.

Ter carro facilita pra chegar em Glenwood Springs, Ashcroft e trilhas mais remotas. Mas exige atenção redobrada: neve na pista, pneus adequados e experiência dirigindo em condições de inverno. Se você nunca dirigiu na neve, comece devagar, evite dias de tempestade e leve na consciência que a frenagem é bem diferente.

Pra roteiros focados só no centro de Aspen e nas montanhas principais, dá pra dispensar carro tranquilamente e usar transporte da estação + táxi ocasional.

8. Erros comuns de brasileiros no inverno em Aspen

A gente já viu muita gente pisar na bola nessas coisas:

  • Subestimar o frio nas montanhas: muito brasileiro leva casaco urbano bonitinho, mas não investe em segunda pele, fleece, meias térmicas e proteção pra cabeça e mãos. Nas montanhas, isso é essencial mesmo pra quem só vai passear de gôndola.
  • Ignorar a altitude: Aspen fica em altitude elevada, e atividades como cross-country até Maroon Bells podem ser puxadas demais pra quem não está habituado. Comece com passeios leves, hidrate bem (mesmo no frio) e vá aumentando a intensidade.
  • Planejar passeios de verão no inverno: Independence Pass e algumas trilhas ficam fechadas na alta neve. Sempre confira condições da estrada e temporada oficial antes de incluir no roteiro.
  • Esquecer da gorjeta: nos Estados Unidos, gorjeta de 15-20% em restaurantes é praticamente obrigatória. Muito brasileiro não contabiliza isso no orçamento e leva susto na conta. A gorjeta não vem incluída e aparece como tip na conta.
  • Se forçar a esquiar sem vontade: tem gente que se sente obrigado a esquiar só porque está em Aspen, gasta com aula e equipamento sem tesão e deixa de aproveitar tudo o que a gente listou nesse post. Se esqui não te empolga, tudo bem — a viagem pode ser incrível do mesmo jeito.
  • Não reservar restaurantes disputados: especialmente em Natal, Ano-Novo e feriados americanos. Reserve com antecedência.

Roteiro-modelo de 5 dias em Aspen além do esqui

Pra facilitar, um roteiro que a gente montaria pra um leitor que quer aproveitar Aspen sem passar o dia todo esquiando:

  • Dia 1: centrinho a pé, galerias de arte, Aspen Art Museum, jantar leve em pizzaria ou pub.
  • Dia 2: passeio a Ashcroft + snowshoeing + jantar de gala no Pine Creek Cookhouse.
  • Dia 3: bate-volta a Glenwood Hot Springs, à noite cinema no Isis ou show no Belly Up.
  • Dia 4: cross-country no campo de golfe adaptado OU dog sledding em Snowmass + après-ski no Ajax Tavern.
  • Dia 5: caminhada tranquila pelo John Denver Sanctuary, compras no Thrift Store e nas boutiques, jantar especial no Element 47 pra fechar a viagem.

Um orçamento diário sugerido, só de alimentação e passeios (fora hospedagem e transporte): entre R$ 350 e R$ 650 por pessoa/dia, dependendo se você vai focar em restaurante mais simples ou entrar em passeios premium tipo dog sledding.

Seguro viagem para Aspen

Nos Estados Unidos, atendimento médico custa uma fortuna — a gente já viu história de brasileiro pagando US$ 20 mil por uma perna quebrada esquiando. Em destino de neve, o risco é ainda maior: torção, fratura, hipotermia, resfriado que evolui. Não dá pra viajar sem seguro.

A gente sempre usa esse comparador de seguros, que mostra as melhores opções de várias seguradoras e já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Você compara preço, cobertura e escolhe o plano que faz mais sentido pro seu perfil — importante conferir se o seguro cobre esportes de neve, mesmo que você não pretenda esquiar (caminhada em trilha nevada e patinação já podem exigir cobertura específica).

Chip de celular para Aspen

Estar conectado em Aspen faz diferença pra usar Google Maps, chamar Uber, procurar restaurante aberto na hora, mandar foto pra família. E o roaming da operadora brasileira custa os olhos da cara.

A gente usa esse chip de viagem que a gente sempre compra antes de embarcar. Chega na sua casa antes da viagem, você já ativa e pousa nos EUA com internet funcionando. Muito mais fácil e barato do que qualquer outra opção.

Perguntas frequentes sobre o inverno em Aspen

Qual é a melhor época pra ir a Aspen no inverno?

O auge da temporada de neve vai de meados de dezembro até início de março. Se quiser evitar a maior lotação, evite Natal, Ano-Novo e o período do Winter X Games em janeiro. Fevereiro e começo de março costumam ter neve boa e a cidade um pouco menos cheia.

Dá pra visitar Aspen no inverno sem esquiar?

Dá, e sobra programa. Tem snowshoeing, cross-country, dog sledding, tubing, patinação, águas termais em Glenwood Springs, galerias de arte, spas, museus, restaurantes lendários e compras. A viagem pode ser incrível mesmo pra quem não pisa numa pista.

Quanto custa em média um dia em Aspen no inverno sem esquiar?

Sem contar hospedagem, considere entre R$ 200 e R$ 350 por pessoa/dia em alimentação e mais R$ 150 a R$ 300 por dia se você vai fazer uma atração paga de destaque (termas, dog sledding, spa). Muitos programas — parques, caminhadas, mirantes, galerias — são gratuitos.

Preciso alugar carro em Aspen?

Depende do roteiro. Se vai focar só no centro e nas montanhas principais, dá pra dispensar carro e usar transporte da estação e táxi. Mas se pretende ir a Glenwood Springs, Ashcroft ou passeios mais espalhados, carro faz muita diferença — só exige atenção com neve na estrada e pneus adequados.

Faz muito frio em Aspen? Preciso levar roupas especiais?

Sim, as mínimas chegam a uns -10 ºC ou -12 ºC e a sensação nas montanhas é ainda mais baixa. Leve segunda pele, casaco pesado impermeável, meia térmica, luva, touca e cachecol. É diferente de casaco urbano — não subestime.

Independence Pass está aberta no inverno?

Não. A Independence Pass fecha no auge do inverno por segurança e neve, sendo programa de verão/outono. Muito roteiro online ignora isso, então planeje sabendo que essa atração não estará disponível.

Preciso reservar restaurantes com antecedência?

Sim, principalmente os mais concorridos (Element 47, Pine Creek Cookhouse, Lynn Britt Cabin) e experiências como dog sledding no Krabloonik. Em feriados americanos, tudo lota. Reserve com pelo menos 30 dias, e o quanto antes se for em Natal ou Ano-Novo.

Aspen ou Snowmass, onde é melhor se hospedar?

Aspen tem o charme do centrinho, todos os restaurantes, galerias e vida noturna, e é walkable. Snowmass Village fica a 20 min de carro, é mais focado em famílias e esqui, com estrutura direta na estação e preços cerca de 20-30% mais baratos que Aspen. Se você não vai esquiar todos os dias, Aspen compensa mais.

Economize ao máximo na sua viagem a Aspen

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria sobre como viajar barato para Aspen, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar.
  • Carro: se pensa em alugar, leia como alugar um carro em Aspen, com dicas de como pegar o menor preço possível.
  • Dólares: conheça qual a melhor forma de levar dinheiro pra Aspen, com prós e contras de cada opção — tem um jeito muito mais barato que a maioria não conhece.
  • Celular: pra usar o celular a viagem toda sem preocupação, já garanta seu chip americano ainda no Brasil clicando aqui.
  • Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Aspen pra saber qual é a melhor região e como economizar muito no hotel.
  • Seguro viagem: atendimento médico nos EUA é caríssimo — pra destino de neve, mais ainda. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato seguro pra Aspen.

Aspen no inverno é muito mais do que esquiar — é uma das cidades de neve mais completas do mundo, misturando aventura, arte, gastronomia, spa e paisagens que ficam gravadas. Se planejar direito, com boa hospedagem no centro, carro pros bate-voltas e reserva antecipada dos programas mais concorridos, dá pra montar uma viagem que qualquer perfil vai amar. Aproveita o frio, a neve e o silêncio das montanhas — quando a gente voltou pra casa, a única coisa que passava na cabeça era: quando é que a gente volta?