Neste post, vamos te explicar absolutamente tudo o que você precisa saber para viajar para a Argentina. Este é o guia definitivo e o post mais completo que você irá ler hoje sobre esse destino, cobrindo a logística complexa de um país enorme, desde a metrópole europeia de Buenos Aires, passando pelos vinhos de Mendoza até as geleiras gigantescas da Patagônia e as cataratas do Iguaçu.

Vamos te ensinar os segredos do câmbio para seu dinheiro valer o dobro, como se deslocar entre regiões tão distantes e as melhores dicas para comer o melhor churrasco do mundo pagando pouco. Então, vamos lá!

A Argentina é o país vizinho mais visitado pelos brasileiros e um lugar de contrastes apaixonantes. É onde o tango e o futebol são religião. É um país que mistura a sofisticação urbana de cafés e livrarias com a natureza selvagem e intocada do fim do mundo.

Um destino perfeito para quem busca gastronomia de alta qualidade, vinhos premiados, neve e paisagens de tirar o fôlego. Tudo isso com um custo-benefício incrível atualmente.

Logística e planejamento da viagem

Qual a melhor época para visitar a Argentina?

O país é muito grande e alongado, então o clima varia muito. De modo geral, a primavera, de setembro a novembro, e o outono, de março a maio, são as melhores épocas para visitar quase todo o país, com temperaturas agradáveis.

O verão, de dezembro a fevereiro, é muito quente em Buenos Aires, mas é a melhor época para visitar a Patagônia (El Calafate e Ushuaia), pois os dias são longos e menos frios. O inverno, de junho a setembro, é a temporada de esqui em Bariloche e Mendoza, mas o sul fica muito gelado e com dias curtos.

Quantos dias ficar na Argentina?

O erro número um é achar que dá para ver tudo em uma semana. Para fazer o roteiro clássico, apenas de Buenos Aires, 4 a 5 dias são suficientes. Se quiser incluir Mendoza ou as Cataratas do Iguaçu, reserve pelo menos 7 a 9 dias. Agora, se o sonho é conhecer a Patagônia junto com a capital, o ideal são 12 a 15 dias para não viver dentro de aviões.

Transporte: Como se locomover na Argentina

Para chegar, a maioria dos voos do Brasil vai para os aeroportos de Buenos Aires: Aeroparque Jorge Newbery ou Ezeiza.

Para se locomover entre as regiões distantes, como ir de Buenos Aires para Bariloche ou Mendoza, a única opção viável é o avião, pois as distâncias são enormes. As companhias principais são Aerolíneas Argentinas, Flybondi e JetSMART.

A dica de ouro é comprar os voos internos com antecedência. Os ônibus de longa distância na Argentina são muito confortáveis, com serviço de leito total, mas as viagens podem durar 20 horas.

Para se locomover dentro das cidades, o transporte público em Buenos Aires é excelente, com metrô e ônibus. Nas outras regiões turísticas, como Mendoza e Patagônia, você vai depender mais de transfers, táxis ou aluguel de carro. Uber e Cabify funcionam muito bem nas grandes cidades e são baratíssimos para nós.

Vale a pena alugar carro?

Alugar carro vale muito a pena em regiões específicas, como a Rota dos Sete Lagos em Bariloche, a região dos vinhedos em Mendoza ou para explorar o noroeste argentino em Salta. Em Buenos Aires, não alugue carro de jeito nenhum, pois o trânsito é caótico.

Para quem vai alugar o carro nessas regiões de natureza, a dica mais importante é reservar com antecedência pela internet utilizando um comparador de preços.

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Onde ficar hospedado: Melhores regiões

Ficar hospedado em uma boa região vai fazer sua viagem ficar muito mais fácil. A estratégia é escolher a base certa em cada destino:

  • Buenos Aires: A melhor região é Palermo para vida noturna e restaurantes, ou Recoleta para charme clássico e tranquilidade.
  • Mendoza: Escolha entre o centro para economizar e ter praticidade, ou fique dentro das vinícolas no Vale de Uco para uma experiência de luxo e isolamento.
  • Bariloche: O Centro Cívico é prático para quem está sem carro, mas os hotéis na Avenida Bustillo têm as vistas mais lindas do lago.
  • El Calafate e Ushuaia: Fique no centro da cidade para ter acesso fácil aos restaurantes e agências de passeio a pé.

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Uma dica importante para economizar na hospedagem é a estratégia da antecedência. A Argentina está muito barata, então os melhores hotéis esgotam rápido. Por isso, nós gostamos muito de utilizar esse site de reservas que indicamos.

Além de ter os preços mais baixos, ele tem o cancelamento gratuito com quase todos os hotéis. Você já pode reservar quanto antes para garantir um preço muito menor e, se precisar cancelar depois, é super fácil.

Ferramentas de planejamento e dicas de dinheiro

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  • Comparador de aluguel de carro: Para economizar na reserva do veículo;
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Dica vital sobre câmbio na Argentina

A Argentina tem vários câmbios. Utilizar a Western Union para enviar dinheiro a si mesmo costuma dar a melhor cotação (Câmbio Blue, quase o dobro do oficial). Cartões globais também já utilizam uma cotação turística muito boa (Câmbio MEP) e são mais práticos que andar com pilhas de notas.

Buenos Aires na Argentina

Principais regiões e atrações detalhadas

1. Buenos Aires e arredores

A capital é imperdível. Visite a Casa Rosada na Plaza de Mayo, o Obelisco na avenida mais larga do mundo e o Cemitério da Recoleta. Caminhe pelo Caminito no bairro La Boca e veja um show de tango. Aproveite para fazer um bate e volta de barco para Colônia do Sacramento, no Uruguai, ou para o Delta do Tigre.

2. Patagônia Sul (El Calafate e Ushuaia)

Aqui ficam as geleiras. Em El Calafate, a atração número um é o Glaciar Perito Moreno: você pode caminhar pelas passarelas ou fazer o trekking sobre o gelo (Mini-trekking ou Big Ice), que é uma experiência única na vida.

Em Ushuaia, o Fim do Mundo, faça o passeio de barco pelo Canal de Beagle para ver lobos-marinhos e o farol, e visite o Parque Nacional Terra do Fogo.

3. Região dos Lagos (Norte da Patagônia)

O destaque é Bariloche. No inverno, é o paraíso do esqui no Cerro Catedral. No verão, é o lugar perfeito para fazer o Circuito Chico, subir o Cerro Campanario de teleférico para ver a vista mais bonita da região e fazer a Rota dos Sete Lagos até San Martín de los Andes de carro.

4. Mendoza e o Oeste

É a terra do vinho Malbec e das montanhas altas. Visite as vinícolas em Luján de Cuyo e Vale de Uco. Faça degustações e almoços harmonizados que podem custar de R$ 100 a R$ 500. Se gosta de aventura, faça o passeio de Alta Montanha para ver o Aconcágua, o pico mais alto das Américas.

5. O Norte e as Cataratas

No extremo nordeste, Puerto Iguazú divide as Cataratas do Iguaçu com o Brasil. O lado argentino é maior e mais selvagem, com trilhas que levam você para cima da Garganta do Diabo (o ingresso custa cerca de R$ 100).

No noroeste, a região de Salta e Jujuy oferece paisagens de deserto colorido, como o Cerro de las Siete Colores em Purmamarca e as Salinas Grandes.

Aviso importante: Uma dica importante e que vai fazer você economizar tempo e dinheiro é comprar os ingressos das atrações e passeios com antecedência. Na hora é sempre mais caro e os passeios mais famosos, como o trekking no Perito Moreno e as melhores vinícolas em Mendoza, esgotam meses antes. Para adquirir seus passeios e ingressos pelo menor preço, clique aqui.

Onde fazer compras na Argentina

A Argentina é ótima para comprar produtos de couro, vinhos e doces. Em Buenos Aires, a Rua Murilo é o lugar para jaquetas de couro direto de fábrica. Os vinhos nos supermercados são ridiculamente baratos: você encontra rótulos excelentes por R$ 30 ou R$ 40. E, claro, os alfajores: compre caixas de Havanna, Cachafaz ou Guolis para levar de presente.

Gastronomia: Onde e o que comer

Comer na Argentina é um evento. O prato nacional é o asado (churrasco). Você tem que provar o bife de chorizo e o ojo de bife. As empanadas de carne cortada na ponta da faca são o lanche perfeito e custam menos de R$ 5. O sorvete argentino (helado) é cremoso e considerado um dos melhores do mundo. Não deixe de provar o sabor doce de leite granulado.

Sugestões reais de restaurantes:

  • Econômico: Coma empanadas nas redes como El Noble ou vá a pizzarias clássicas como a Guerrín, em Buenos Aires.
  • Preço médio: Vá às parrillas de bairro, como El Pobre Luis ou La Cholita, onde um jantar farto com vinho sai por cerca de R$ 80 por pessoa.
  • Luxo absoluto: O Don Julio, em Buenos Aires, é uma das melhores churrascarias do mundo. Reserve meses antes; o menu custa cerca de R$ 400.

Vida noturna e viagem com crianças

O que fazer à noite

Buenos Aires tem a melhor vida noturna, com bares em Palermo, milongas de tango e teatros na Avenida Corrientes. Em Bariloche, as cervejarias artesanais são o ponto de encontro. Em Mendoza, a Rua Arístides ferve de jovens bebendo vinho e cerveja na calçada.

Viagem com crianças

A Argentina é muito family friendly. Em Buenos Aires, o Museu das Crianças no Shopping Abasto e o Ecopark são ótimos. Na Patagônia, o contato com a natureza, a neve no inverno e ver pinguins em Ushuaia no verão encantam os pequenos. Em Bariloche, o parque de dinossauros Nahuelito é sucesso garantido.

Documentação obrigatória para brasileiros

Para entrar na Argentina, as regras para brasileiros são simples:

  1. Você precisa apenas do seu passaporte válido ou da Carteira de Identidade (RG) em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão.
  2. Carteira de motorista (CNH) não serve como documento de entrada.
  3. Não precisa de visto.
  4. Seguro Viagem: O custo médico na Argentina para turistas é cobrado e pode ser caro em clínicas privadas de qualidade. Nós nunca viajamos sem!

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Como combinar sua viagem

A combinação mais clássica é Buenos Aires com Montevidéu, no Uruguai, que fica do outro lado do rio. Outra opção incrível é cruzar os lagos andinos de Bariloche até Puerto Varas, no Chile.

Você também pode combinar a Patagônia Argentina (El Calafate) com a Patagônia Chilena (Torres del Paine) em uma viagem de natureza épica.

Muito obrigado e uma boa viagem!

Patagônia Argentina

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