Se você está planejando viajar para a Argentina, fique comigo aqui neste post. Reunimos os 10 maiores erros e furadas que o brasileiro comete quando viaja para lá pela primeira vez. Você, obviamente, não vai precisar passar por nenhum desses perrengues, vai ter uma viagem muito melhor e várias dicas também para você economizar em tudo, fazendo sua viagem sair ainda melhor e mais barata.

Fala, galera! Para quem não me conhece, eu sou o Gabriel Lorenzi, criador do Grupo Dicas. Indo direto ao assunto: quais são as principais furadas que você não pode cometer na Argentina?

1. Não aproveitar o abatimento de 21% do IVA na hospedagem

A primeira furada é muito importante. Eu deixei ela no começo porque é a que mais faz você gastar dinheiro, e essa dica que vou te dar agora pode fazer você economizar uma boa quantia na hospedagem.

O que muita gente não sabe é que lá na Argentina, em qualquer uma das principais cidades, você consegue ter o abatimento do IVA, que é o imposto local. Mas esse imposto só é abatido para turistas, pessoas que moram fora da Argentina.

Qual é a regra?

Você precisa pagar a sua hospedagem com um cartão de crédito internacional (com o seu do Brasil, com o seu aqui dos Estados Unidos, onde quer que viva fora da Argentina). Dessa forma, você comprova que não é argentino e consegue pegar de volta limpos 21% do valor da sua hospedagem.

Gente, é muita grana! Se você vai pagar R$ 5.000, por exemplo (ou em uma família grande, mais dias, pagando R$ 10.000), você vai ter R$ 2.100 de volta só por causa disso. É uma informação simples, mas muita gente não sabe. E aí, o que fazem? Pensam: “Ah, estou pesquisando aqui e sai mais barato pagar as coisas lá na Argentina com dinheiro. Vou tentar pegar os pesos baratinhos em algum lugar e pago em dinheiro para economizar no câmbio”. Não faça isso! Se pagar em dinheiro, você não tem essa isenção e perde essa economia.

Como fazer na prática?

Preciso então reservar com o hotel e fazer o pagamento lá? Não necessariamente. Quando você faz a reserva em um site de viagens que já é grande e tem sistema integrado, se eles fazem o pagamento por cartão, já absorvem esses 21% porque têm a negociação.

Se você quiser garantir, em alguns sites você consegue fazer a reserva hoje e selecionar a opção de pagar no local. Quando você chegar ao hotel na Argentina, eles vão fazer a cobrança e aí você apresenta o seu cartão de crédito internacional.

Lá na hora, eles te dão essa isenção dos 21%. Fique tranquilo: é só utilizar o cartão e não utilizar dinheiro vivo para não cometer esse erro de ver voando 21% do valor da hospedagem.

2. Ficar hospedado na região errada

Outro erro que as pessoas cometem é ficarem hospedadas nas regiões erradas. As cidades são grandes e você pode sim ficar em lugares ruins, infelizmente. Tem que tomar cuidado.

A dica é: fique bem hospedado no centro turístico, no lugar mais indicado para facilitar a vida de todo mundo.

Para facilitar a sua viagem, preparamos uma página atualizadíssima com mapas personalizados para cada uma das cidades que você for visitar: Mendoza, Bariloche, Buenos Aires, Ushuaia, tem de todos! Em cada uma dessas opções, mostramos também os hotéis em que já nos hospedamos (pelo menos uns dois hotéis bem baratinhos e super bem localizados) para garantir que você se hospede bem.

Para acessar a página com os mapas personalizados e conferir os hotéis testados por nós (com direito ao desconto do IVA e opção de cancelamento gratuito), clique aqui.

A antecedência é o que mais faz a gente economizar. Se você já sabe a data da viagem, reserve quanto antes. Pegando a opção com cancelamento gratuito, você garante um valor ótimo e fica bem hospedado.

3. Correr atrás do “dólar blue” ou comprar pesos no Brasil

Outra furada muito comum é a galera que ainda corre atrás do dólar blue, o dólar paralelo. Antigamente, a gente ia nas famosas cuevas (casas de câmbio informais) e realmente conseguia economizar uma boa grana.

Porém, com a valorização do peso depois que o Milei assumiu e fez várias medidas econômicas, a realidade mudou. Existia uma diferença gritante entre o peso oficial e o dólar blue, mas as alterações econômicas tiraram essa discrepância. Hoje, praticamente não existe mais essa vantagem do câmbio paralelo. A diferença é mínima.

O que NUNCA fazer:

Não compre pesos argentinos no Brasil. É a pior forma de todas, pois você pode perder mais de 30% do seu dinheiro. Se quiser comprar pesos em espécie de alguma forma, deixe para comprar lá na Argentina em lugares credenciados (evite o aeroporto, que é sempre mais caro).

A melhor estratégia atual: Contas globais

A forma que a gente faz, que é a melhor e mais fácil hoje, são as contas globais. A gente carrega a nossa conta em dólar com a cotação do dólar comercial, que é bem mais barato que o turismo. Você utiliza o cartão de débito internacional (bandeiras Mastercard ou Visa) e ele passa em qualquer lugar do mundo. Não tem taxa de manutenção de conta.

Na Argentina, é a opção mais fácil e econômica. Você carrega em dólar e, na hora de pagar, o cartão faz a conversão automática para pesos argentinos.

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Dica de saque: É bom ter um pouco de peso em mãos para andar por lá. Quando chegar ao aeroporto na Argentina, procure um ATM (caixa eletrônico). Com o cartão da conta global, você consegue sacar dinheiro em pesos com uma cotação muito boa e sem pagar taxa nos dois primeiros saques. É mil vezes mais fácil do que ficar trocando dinheiro em casas de câmbio!

Dúvidas sobre a viagem?

Se tiver qualquer dúvida, me manda uma mensagem! Eu gosto de ajudar de verdade. Me adicione lá no Instagram e me mande um direct. Pode demorar um pouquinho para responder porque tem uma galera na fila, mas vou respondendo por ordem. Mando áudio e ajudo no que der!

Aproveita para seguir lá: damos dicas do mundo inteiro, vídeos de como economizar, planejamento de viagens e mostramos nossa rotina aqui nos Estados Unidos (já moramos em Orlando há uns 5 anos com as meninas, mostrando escolinha, parques e o dia a dia).

4. Viajar sem Seguro Viagem (agora é obrigatório!)

Essa semana mesmo, uma seguidora me mandou mensagem no Instagram contando do perrengue que passou por lá. As pessoas não sabem, mas o seguro viagem agora é obrigatório para a Argentina. Para a Europa inteira sempre foi, mas a Argentina implementou essa regra obrigatoriamente após a pandemia.

A boa notícia é que o seguro viagem é baratinho, gente! Não deixe de fazer. Faça um plano com assistência médica de pelo menos $ 30.000, que já te cobre de qualquer imprevisto ou internação. É super rápido de emitir e você encontra opções por cerca de R$ 9 ou R$ 10 por dia por pessoa.

Para cotar o seu plano utilizando um comparador que pesquisa todas as melhores seguradoras e garante preços até pela metade do valor cobrado direto nas companhias, clique aqui.

Vá com a apólice impressa ou no celular, pois eles estão cobrando na imigração e sem o seguro você não entra no país.

Buenos Aires na Argentina

5. Viajar com documentos inválidos ou em mau estado

Outro perrengue na hora de entrar na Argentina é a questão do documento. Às vezes, a própria companhia aérea no Brasil já te impede de embarcar se você não estiver com o documento correto.

  • Documentos válidos: Apenas RG original ou passaporte válido.
  • O que NÃO serve: Carteira de motorista (CNH) não pode de jeito nenhum!
  • Atenção ao RG: Este é o ponto que mais causa problemas e impede brasileiros de viajar. O RG precisa estar em bom estado de conservação (não pode estar rasgado, molhado, embaçado ou manchado) e precisa ter em torno de 10 anos de emissão. Se você emitiu seu RG há 20 anos e está com carinha de criança na foto, eles podem sim barrar o seu embarque.

Se o seu RG for antigo ou estiver surrado, mas você tiver um passaporte válido, maravilha! Utilize o passaporte. Mas leve um documento oficial válido e bem conservado.

6. Sair para jantar muito cedo e ignorar a “siesta”

Nós, brasileiros, costumamos ter o estômago programado para jantar por volta das 19h30 ou 20h. Na Argentina é diferente: eles costumam jantar por volta das 21h ou 22h. O relógio deles é mais noturno. Se você sair para jantar às 18h30 ou 19h, pode encontrar muitos restaurantes de portas fechadas.

Nas cidades do interior (como Mendoza) e até em Ushuaia, existe o costume da siesta (muito comum também na Europa). Boa parte do comércio fecha no meio da tarde, mais ou menos entre 13h e 17h, fazendo uma pausa para descanso. Se programe para não depender de comércio ou serviços nesse intervalo.

7. Subestimar as distâncias da Argentina

Outro erro comum é o brasileiro que quer fazer tudo em uma única viagem: “Já estou indo para a Argentina, vou colocar no roteiro Buenos Aires, Mendoza para tomar um vinho, depois desço para El Calafate e Ushuaia. Dá para fazer tudo em 15 ou 20 dias, está tranquilo!”

Gente, as coisas lá são muito distantes. A Argentina é um país enorme e comprido!

  • De Buenos Aires para Bariloche, Mendoza ou Iguaçu, são voos de 2h a 2h30.
  • Fazer esses mesmos trechos de ônibus leva de 15 a 20 horas de estrada!

A não ser que você seja um mochileiro experiente que gosta de passar o dia dormindo no ônibus, o turista convencional deve fazer tudo de avião. Fazer viagens longas de carro ou ônibus consome muito tempo e desgasta o seu roteiro.

Como dividir o tempo?

Se você tem de 7 a 8 dias:

  • Faça apenas Buenos Aires com calma;
  • Ou divida: 4 dias em Buenos Aires + 4 dias em Bariloche (que é deliciosa tanto no inverno quanto no verão!);
  • Ou divida: 3 dias em Buenos Aires + 4 a 5 dias em Mendoza (se você ama vinhos).

Tenha essa noção de regiões para separar bem a viagem e não ficar excessivamente cansativo.

8. Achar que a Argentina continua barata como antes

É preciso alinhar as expectativas: os preços na Argentina subiram muito. Fazendo estimativas de viagens de 4 ou 5 anos atrás, o custo era menos da metade do que é hoje para uma viagem completa. Tudo subiu e a moeda deu uma reajustada. Resumindo: está mais caro.

Ainda não é um destino caro como a Europa ou os Estados Unidos, e continua sendo um excelente lugar na América do Sul para uma primeira ou segunda viagem internacional sem gastar fortunas. Porém, não é mais aquela pechincha absurda de antigamente.

Para economizar, utilize todas as estratégias que passamos aqui (como a isenção dos 21% do IVA no hotel e a conta global).

9. Não entender os climas e as estações do ano

Os preços na Argentina variam drasticamente dependendo da época do ano:

  • Inverno (junho a setembro): É a época de neve. Destinos como Bariloche, Ushuaia e El Calafate ficam lotados de turistas da América do Sul, América do Norte e Caribe. Tudo fica muito mais caro! Buenos Aires fica bastante fria nessa época.
  • Primavera e Outono (outubro, novembro, abril e maio): São as melhores épocas para visitar Buenos Aires e Mendoza. O clima é delicioso e agradável, e você não pega os preços inflacionados do inverno.
  • Verão (dezembro a fevereiro): Em Buenos Aires faz bastante calor. Já Bariloche no verão é sensacional para fazer passeios ao ar livre e curtir as paisagens.

Saiba exatamente qual é o estilo da sua viagem para escolher os meses certos e não pagar mais caro à toa.

10. Deixar a organização dos serviços para a última hora

Deixar para reservar passeios, seguro, chip de celular e aluguel de carro em cima da hora faz você perder dinheiro e corre o risco de ficar sem vaga nos melhores passeios.

Para te ajudar a economizar em absolutamente tudo, reunimos em um só lugar as melhores ferramentas e sites parceiros que utilizamos em nossas viagens.

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Espero de coração que vocês tenham gostado das dicas!

Muito obrigado pela atenção, gente, e uma excelente viagem para a Argentina!

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