Neste post, vamos te mostrar o roteiro perfeito por Santiago do Chile. Uma das perguntas que mais recebemos é como montar um itinerário lógico pela metrópole mais moderna da América do Sul, cercada pela cordilheira dos Andes.
Para ver o básico do básico, apenas o centro e subir no Sky Costanera, você precisa de três dias. Mas para fazer com calma, visitar as vinícolas, passar um dia na neve ou no Cajón del Maipo, e conhecer o litoral, nós recomendamos pelo menos cinco a seis dias.
Por isso, nós preparamos um roteiro super completo de seis dias com o melhor de Santiago agrupado por região, para você não perder tempo. Então, vamos lá!
Qual a melhor época para visitá-la?
A cidade tem quatro estações muito bem definidas:
- Inverno (meados de junho a setembro): A melhor época disparada para quem quer ver neve. Julho e agosto são o auge, quando as estações de esqui estão abertas, mas prepare-se para o frio e preços mais altos.
- Primavera (outubro a dezembro) e Outono (março a maio): Se você prefere clima agradável para caminhar, ver as parreiras de uva verdes e não faz questão de esquiar, vá na primavera ou no outono, quando as árvores ficam alaranjadas.
- Verão (dezembro a março): É muito quente e seco, com temperaturas passando dos 30ºC e não tem neve nas montanhas próximas.
Quantos dias ficar em Santiago?
A cidade oferece muitos passeios de dia inteiro para fora. O erro número um é achar que é só uma cidade de conexão. O mínimo do mínimo que recomendamos é de quatro dias inteiros, mas o ideal são seis ou sete dias para incluir Valparaíso, Viña del Mar e uma vinícola com calma.
Onde se hospedar em Santiago: As melhores regiões
Ficar hospedado em uma boa região vai fazer sua viagem ficar muito mais fácil. A estratégia em Santiago é escolher entre a modernidade, o agito ou a parte histórica.
- Providencia: A primeira opção e a mais recomendada para brasileiros é o bairro de Providencia. É o meio do caminho perfeito: é seguro, arborizado, cheio de comércio, restaurantes e tem as melhores conexões de metrô. Ficar perto da estação Pedro de Valdivia ou Los Leones é estratégico.
- Las Condes (Região de El Golf): A segunda opção é o bairro de Las Condes, região de El Golf. É a área mais moderna e chique, apelidada de “Sanhattan” por causa dos prédios espelhados. É muito seguro, limpo, com hotéis de luxo, mas fica um pouco mais longe do centro histórico e é mais caro.
- Lastarria / Bellas Artes: A terceira opção é o bairro de Lastarria ou Bellas Artes. É o coração boêmio e cultural colado no centro, cheio de cafés, museus e arquitetura europeia antiga. A vantagem é fazer tudo a pé no centro; a desvantagem é que pode ser mais barulhento e requer mais atenção com segurança à noite.
Nós criamos esse mapa personalizado que explica exatamente qual é a melhor região central para ficar. Ficando em Providencia ou Las Condes, não tem erro.
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A estratégia da antecedência na hospedagem
Uma dica importante para economizar na hospedagem é a estratégia da antecedência. Santiago recebe muitos turistas e eventos de negócios, por isso nós gostamos muito de utilizar esse site que indicamos.
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Links úteis de planejamento
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Roteiro detalhado de 6 dias em Santiago e arredores
Dia 1: O centro histórico e Lastarria
Comece o dia na estação de metrô Universidad de Chile. Caminhe pela Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, a Alameda, até o Palácio de La Moneda, a sede do governo. Se for de par ou ímpar, dependendo do mês (confira o calendário oficial), assista à Troca da Guarda às 10 da manhã, que é gratuita e solene.
Caminhe pelas ruas de comércio até a Plaza de Armas, o Marco Zero. Entre na Catedral Metropolitana, que é deslumbrante. Visite o Museu Histórico Nacional se gostar de história.
Para o almoço, vá ao Mercado Central se quiser a experiência turística clássica de comer centolla (o caranguejo gigante). Mas saiba que os garçons são estruturalmente insistentes e é caro. Se preferir algo mais local, coma uma empanada de pino no Empanadas Zunino, ali perto.
À tarde, suba o Cerro Santa Lucía. A entrada é gratuita, mas pedem documento na porta. É um parque lindo, cheio de escadas, fontes e mirantes. Termine o dia no bairro de Lastarria, colado no cerro. É o bairro boêmio e europeu, cheio de cafés e artistas de rua. Jante no restaurante Bocanáriz, famoso pela degustação de vinhos, ou no Chipe Libre para provar pisco.
Dia 2: Vistas e alturas (Cerro San Cristóbal y Costanera)
Vá para o bairro Bellavista e pegue o funicular para subir o Cerro San Cristóbal, o maior parque urbano da cidade. Visite o Santuário da Imaculada Conceição lá no topo e prove o mote con huesillo, uma bebida doce de pêssego com trigo. A vista da cidade é linda.
Desça do outro lado utilizando o teleférico que te deixa no bairro de Providencia. O ingresso combinado (funicular e teleférico) custa cerca de R$ 30. Caminhe pelo bairro de Providencia, que é super arborizado e cheio de lojas.
No final da tarde, vá ao Sky Costanera, o mirante no prédio mais alto da América do Sul, que fica dentro do Shopping Costanera Center. A entrada custa cerca de R$ 80 a R$ 90. A dica de ouro é subir uma hora antes do pôr do sol para ver a Cordilheira dos Andes mudando de cor. Jante no shopping ou nos arredores.
Dia 3: Neve ou montanha (Vale Nevado/Farellones ou Cajón del Maipo)
Se for inverno, este é o dia de ir para o Farellones ou Vale Nevado. Contrate um transfer tour, pois a estrada tem 60 curvas e exige correntes em dias de nevasca. Farellones é melhor para quem quer brincar na neve e fazer esquibunda. Vale Nevado é para quem quer esquiar de verdade ou apenas ver a paisagem. O passeio custa cerca de R$ 200, só o transporte.
Se for verão, troque esse passeio pelo Cajón del Maipo e Embalse El Yeso. É uma represa de água azul-turquesa no meio das montanhas. A paisagem é dramática e linda. O tour custa cerca de R$ 250 e geralmente inclui um piquenique com vinho.
Dia 4: Litoral (Valparaíso e Viña del Mar)
Faça um bate e volta para o litoral. São cerca de 1 hora e meia de viagem. Você pode ir de ônibus de linha saindo do terminal Alameda (passagem barata, cerca de R$ 40 ida e volta) ou contratar um tour de dia inteiro.
Comece por Valparaíso. Visite a casa de Pablo Neruda (La Sebastiana) e caminhe pelos cerros Concepción e Alegre para ver os grafites e as casas coloridas. Utilize os ascensores (elevadores antigos) para subir.
Depois vá para Viña del Mar. Tire foto no Relógio de Flores, veja o Castelo Wulff e molhe o pé no Oceano Pacífico (a água é congelante!). Volte para Santiago à noite.
Dia 5: Vinho Chileno (Concha y Toro ou Undurraga)
Você não pode ir ao Chile e não visitar uma vinícola. A mais famosa e fácil de chegar é a Concha y Toro. Pegue o metrô Linha 4 até a estação Las Mercedes e de lá um táxi ou ônibus Metrobus que te deixa na porta. O tour custa cerca de R$ 150, inclui degustação, você ganha a taça e conhece a lenda do Casillero del Diablo.
Se quiser algo menos turístico, a vinícola Undurraga ou a Cousiño Macul também são ótimas e acessíveis.
À noite, vá jantar no Pátio Bellavista, um complexo seguro cheio de restaurantes e bares animados.
Dia 6: Luxo, cultura e relaxamento
Para fechar a viagem, vá ao bairro de Vitacura. Visite o Parque Bicentenario, que é moderno, tem lagos com cisnes e flamingos e espreguiçadeiras gratuitas. Almoce no restaurante Mestizo, que fica dentro do parque, tem uma arquitetura linda e comida sofisticada (reserve com antecedência).
Se tiver tempo, visite o Museu da Memória e dos Direitos Humanos para entender a história da ditadura no Chile (entrada gratuita e muito emocionante).
Dicas essenciais de planejamento e ingressos
Uma dica importante é comprar os ingressos das atrações com antecedência. Os tours para a neve e para o Cajón del Maipo têm vagas limitadas nas vans.
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Como se locomover em Santiago
Para chegar, você vai voar para o aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL). Ele fica a 20 km do centro. A melhor forma de sair de lá é de transfer, como a TransVIP, que custa cerca de R$ 50 e te deixa na porta do hotel, ou de ônibus executivo (CentroPuerto ou TurBus), que custa R$ 15 e te deixa na estação de metrô Pajaritos ou Los Héroes.
Para se locomover na cidade, não alugue carro. O trânsito é pesado e o estacionamento é caro. O metrô de Santiago é excelente: compre o cartão Bip! na bilheteria e carregue, pois ele te leva para quase todas as atrações. Uber e Cabify funcionam muito bem e são baratos para nós.
Dicas rápidas de compras em Santiago
- Shopping Costanera Center: É o maior e tem lojas como H&M e Zara.
- Shopping Parque Arauco: Tem um distrito de luxo ao ar livre.
- Pueblito Los Dominicos: Para artesanato e lápis-lazúli (a pedra azul do Chile), vá à estação de metrô Los Dominicos.
- Vinhos no supermercado: São muito baratos! Rótulos ótimos custam R$ 30.
Documentação obrigatória e Seguro Viagem
Documentação exigida
Para entrar no Chile, as regras são simples: você precisa apenas do seu passaporte válido ou da carteira de identidade (RG) em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão. Carteira de motorista não serve como documento de entrada na imigração. Não precisa de visto e nem de vacina de febre amarela obrigatória (mas é bom ter).
Seguro Viagem
Lembrando do seguro viagem: o custo médico no Chile para turistas é cobrado e é um dos mais caros da América Latina. Uma perna quebrada no esqui pode custar uma fortuna! Nós nunca viajamos sem.
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Quanto custa comer e o que fazer à noite?
Custos com alimentação
E quanto custa para comer em Santiago? É parecido com capitais brasileiras:
- Empanada: Custa R$ 10 a R$ 12.
- Prato em restaurante médio: Custa R$ 50 a R$ 70.
- Centolla (caranguejo gigante): É cara, custa cerca de R$ 200 a R$ 300 o prato para dividir.
- Gorjeta (propina): A gorjeta de 10% é sugerida e quase obrigatória.
Vida noturna
O que fazer à noite?
- Bairro Bellavista: É o mais boêmio, com bares e baladas na rua Pío Nono (mais popular) e no Pátio Bellavista (mais turístico).
- Providencia: Tem bares legais na rua Orrego Luco.
- Vitacura: Tem a vida noturna mais chique na Avenida Alonso de Córdova.
Santiago com crianças
E se você está viajando com crianças, elas vão amar:
- O KidZania no Parque Arauco;
- O parque de diversões Fantasilandia;
- O Museu Interativo Mirador (MIM).
Muito obrigado e boa viagem!

Economize ao máximo na sua viagem ao Chile:
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