
Fazer o bate-volta de Hong Kong a Macau é um dos programas mais gostosos e fáceis de encaixar numa viagem pela Ásia. Em cerca de 1 hora de ferry, a gente sai de uma metrópole superverticalizada e desembarca num pedacinho que ainda tem cara de Portugal: azulejos, igrejas coloniais, placas de rua em português e um centro histórico tombado pela Unesco — colado num dos maiores polos de cassinos do mundo, que passa longe até de Las Vegas em faturamento.
Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi essa mistura meio surreal: numa mesma tarde, dá pra tomar café num pastel de nata perto das Ruínas de São Paulo e, uma hora depois, estar dentro do The Venetian andando por um canal com gondoleiro cantando em italiano. Parece exagero, mas é exatamente isso.
Aqui a gente reuniu tudo o que precisa saber pra planejar esse bate-volta sem errar: como ir (ferry ou ônibus pela ponte), documentação, moeda, um roteiro sugerido de 1 dia e os erros mais comuns que fazem o brasileiro perder tempo. E não esquece: no nosso guia completo de Hong Kong a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, chip, seguro, transporte e passeios.
Como ir de Hong Kong a Macau de ferry
O ferry ainda é a forma mais tradicional e prática de fazer o trajeto, principalmente pra quem já está hospedado em Hong Kong e quer fazer só o bate-volta sem contratar excursão. A travessia leva em torno de 55 minutos a 1 hora, dependendo da companhia e do terminal de chegada.
As saídas são bem frequentes: a cada 15 a 30 minutos ao longo do dia, e ainda tem serviço reduzido de madrugada. A classe econômica costuma custar em torno de HK$ 150 a HK$ 200 por trecho (cerca de US$ 20 a US$ 25), variando conforme horário, dia da semana e companhia. Tem também classe superior, mais confortável e com prioridade de embarque, mas em geral não compensa o preço.
Pra evitar dor de cabeça e garantir horário (principalmente em fim de semana ou feriado), dá pra reservar o ferry online, pagando em reais e sem IOF, por esse site que a gente usa em todas as viagens. É o maior e mais confiável do mundo em ingressos e passeios em português, tem cancelamento gratuito na maioria dos serviços e atendimento em português — coisa rara nessa parte da Ásia.

Terminais de ferry em Hong Kong
Em Hong Kong, os ferries pra Macau saem principalmente de dois terminais:
- Hong Kong–Macau Ferry Terminal (Sheung Wan): fica no Shun Tak Centre, na estação Sheung Wan do metrô (MTR). É o mais indicado pra quem está hospedado na ilha de Hong Kong — Central, Sheung Wan, Wan Chai, Causeway Bay.
- China Ferry Terminal (Kowloon): fica em Tsim Sha Tsui. Melhor opção pra quem está hospedado em Kowloon e não quer atravessar a baía só pra pegar o barco.
Terminais de ferry em Macau
Do lado de Macau, também tem dois terminais — e escolher o certo faz diferença dependendo do que você quer fazer no dia:
- Macau Outer Harbour Ferry Terminal (península): fica mais perto do centro histórico (Largo do Senado, Ruínas de São Paulo, Fortaleza do Monte). Atendido principalmente pela TurboJET. É a melhor escolha pra quem quer focar em cultura, arquitetura colonial e roteiro a pé.
- Taipa Ferry Terminal (ilha de Taipa): fica pertinho da Cotai Strip, a área dos grandes cassinos (The Venetian, City of Dreams, Galaxy Macau). Atendido principalmente pela Cotai Water Jet. Ideal pra quem quer um dia mais voltado a resorts, shows e shopping.
As duas companhias que operam a rota são a TurboJET e a Cotai Water Jet. A dica é: se você quer fazer o roteiro completo (centro histórico de manhã e cassinos à tarde), chega pelo Outer Harbour e volta por Taipa — ou vice-versa. Fica mais fluido.


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Ônibus pela ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau
Uma alternativa mais recente ao ferry é atravessar de ônibus pela ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau (HZMB), inaugurada em 2018 como a maior ponte marítima do mundo — são mais de 55 km entre pontes e túneis submarinos. A travessia leva em torno de 40 a 50 minutos de ônibus, dependendo do trânsito e do tempo de imigração.
O preço costuma ser parecido ou um pouco mais barato que o ferry, mas o processo é diferente: você pega um ônibus que faz o trecho até a fronteira, passa a imigração num terminal específico e depois embarca em outro ônibus (ou shuttle) do lado de Macau. Por isso, esse formato acaba sendo mais usado em excursões organizadas, que já incluem transporte, guia e roteiro estruturado no dia.
Pra quem está em Hong Kong e quer só o bate-volta por conta própria, o ferry ainda é mais direto e prático — principalmente porque desembarca no coração de Macau. A ponte compensa mais quando o roteiro inclui Zhuhai (China continental) ou quando você quer contratar um tour completo com transporte incluído.
Documentos e imigração entre Hong Kong e Macau
Apesar de as duas cidades serem Regiões Administrativas Especiais da China, elas têm sistemas de imigração próprios. Ou seja: mesmo pra fazer o bate-volta, você passa por controle de passaporte nos dois lados — saindo de Hong Kong e entrando em Macau, e depois de novo na volta.
Pontos importantes:
- Passaporte é obrigatório: leve sempre o original, nunca cópia ou foto no celular. Sem passaporte, não passa.
- Brasileiros costumam ter isenção de visto pra turismo tanto em Hong Kong quanto em Macau por um período limitado. Como a política de visto muda com frequência, confirme sempre no site oficial ou consulado antes de viajar.
- Chegue ao terminal com pelo menos 30 minutos de antecedência pra fazer check-in do ferry e passar pela imigração com calma.
A gente errou nessa da primeira vez: contamos só o “1 hora de ferry” como tempo total de viagem, e esquecemos que tem deslocamento até o terminal, check-in, imigração e depois deslocamento em Macau. Planeje pelo menos 1h30 a 2h entre sair do hotel em Hong Kong e chegar de fato ao centro histórico de Macau.
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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Moeda em Macau: leve dólar de Hong Kong
Essa dica economiza tempo e dinheiro. A moeda oficial de Macau é a pataca (MOP), mas o dólar de Hong Kong (HKD) é aceito em praticamente todos os lugares — cassinos, restaurantes, lojas, ônibus, táxi. A cotação entre as duas é praticamente 1 pra 1.
A recomendação universal é: leve HKD e use HKD em Macau. Assim você não precisa fazer câmbio duas vezes. Só fique atento a um detalhe: quando você paga em HKD, o troco costuma vir em pataca (MOP). E como pataca não é aceita em Hong Kong, não vale a pena voltar com muita moeda local no bolso — gaste antes ou evite acumular troco.
Cartão de crédito é aceito nos cassinos, resorts e restaurantes maiores, mas nas lojas menores e barraquinhas do centro histórico o dinheiro em espécie ainda manda.
Melhor época pra fazer o bate-volta
A melhor janela climática pra visitar Hong Kong e Macau é de outubro a dezembro: temperaturas amenas, menos umidade e menos chuva. É a época mais confortável pra andar o dia inteiro no centro histórico.
O verão (junho a agosto) é bem quente, muito úmido e ainda tem o risco de tufões — que podem cancelar ferries e fechar atrações inteiras por segurança. Se for nessa época, tenha um plano B.
Cuidado especial com os feriados chineses: Golden Week (primeira semana de outubro), Ano Novo Chinês (janeiro/fevereiro, varia) e feriados prolongados. Nesses dias, os ferries lotam, os preços sobem e Macau fica cheia de turistas do continente. Se sua viagem cair nessas datas, compre o bilhete online com bastante antecedência.

Roteiro de 1 dia em Macau (bate-volta a partir de Hong Kong)
Um dia é suficiente pra ter uma boa amostra do que Macau oferece, desde que você aproveite o dia inteiro. Segue um roteiro que funciona bem, testado por quem já foi:
Manhã: centro histórico
Pegue um dos primeiros ferries da manhã saindo do Hong Kong–Macau Ferry Terminal (Sheung Wan) ou do China Ferry Terminal (Kowloon), com destino ao Outer Harbour. Ao desembarcar, passe pela imigração e vá direto ao balcão de informações turísticas — que tem mapa gratuito e material em português (herança colonial que ajuda o brasileiro).
De lá, siga a pé pra:
- Largo do Senado: praça central com piso em mosaico português, prédios coloniais, fachadas coloridas. É o coração histórico de Macau.
- Ruínas de São Paulo: a fachada da antiga igreja jesuíta é o cartão-postal mais famoso da cidade. Tem escadaria pra foto e um pequeno museu no que sobrou da cripta.
- Fortaleza do Monte: fica logo ao lado das ruínas e tem uma das melhores vistas da cidade — dá pra ver o contraste entre o centro histórico e os arranha-céus dos cassinos ao fundo.
- Catedral da Sé e as ruas ao redor, com azulejos, placas bilíngues e cafés que vendem pastel de nata versão macanesa (menos doce que o português, mas ótimo).
Reserve umas 3 a 4 horas pra essa parte com calma, incluindo parada pra café.
Almoço: culinária macanesa
Macau tem uma culinária própria — a macanesa —, mistura de portuguesa com chinesa e temperos do sudeste asiático. Pratos pra pedir: minchi (carne moída temperada com batata e ovo), galinha à africana, bacalhau à moda de Macau. Os restaurantes ao redor do Largo do Senado e no bairro de São Lázaro são bons pontos de partida.
Tarde: Cotai Strip e cassinos
Depois do almoço, pegue um dos ônibus gratuitos dos cassinos (shuttle buses) que ligam o Outer Harbour à Cotai Strip. Você não precisa ser hóspede pra usar — é só entrar. Isso economiza absurdamente em transporte durante o dia.
Na Cotai Strip, os principais pontos são:
- The Venetian Macau: réplica de Veneza com canais internos, gondoleiros, teto pintado como céu e um shopping enorme. Mesmo sem jogar, vale entrar pela experiência arquitetônica.
- City of Dreams: cassino moderno com shows, restaurantes premiados e o hotel Morpheus, projetado pela Zaha Hadid.
- Galaxy Macau: complexo gigante com piscina de ondas, praia artificial e vários resorts conectados.
Mesmo quem não curte cassino se impressiona com a escala das construções. Reserve pelo menos 1h30 a 2h pra circular por um ou dois desses complexos.
Noite: jantar e volta
Jante num dos restaurantes dos resorts (as opções são infinitas, de buffet a chefs estrelados) ou volte pro centro histórico pra uma refeição mais tradicional. Depois, pegue o ferry de volta pra Hong Kong — se estiver na Cotai Strip, o mais prático é sair pelo Taipa Ferry Terminal, que fica pertinho.
Transporte dentro de Macau
Boa notícia: pra um bate-volta, você quase não gasta com deslocamento. As opções são:
- A pé: o centro histórico é compacto e todos os pontos principais ficam num raio de 15 a 20 minutos de caminhada.
- Ônibus gratuitos dos cassinos: ligam os terminais de ferry aos resorts e à Cotai Strip. Não precisa ser hóspede — é só entrar.
- Ônibus urbanos: baratos (poucos HKD por trecho) e cobrem toda a cidade. Aceitam HKD.
- Táxi: mais caro, mas útil no fim da noite ou pra deslocamentos rápidos.
Erros comuns de quem faz o bate-volta (e como evitar)
Depois de ouvir várias histórias e ter passado por algumas dessas armadilhas, aqui vão os deslizes mais frequentes:
- Chegar muito tarde em Macau: quem só pega ferry no meio da tarde perde o centro histórico com luz do dia. Vá no primeiro ferry da manhã.
- Trocar muita pataca: como HKD é aceito em tudo, trocar MOP em quantidade é jogar dinheiro fora — a pataca não vale nada de volta em Hong Kong.
- Não comprar bilhete antecipado em feriado: durante Golden Week, Ano Novo Chinês e fins de semana longos, os ferries lotam. Reserve com antecedência online.
- Focar só nos cassinos ou só no centro: quem faz só um lado perde metade do que Macau tem. Reserve tempo pros dois, mesmo que não queira jogar.
- Esquecer o passaporte: parece básico, mas acontece. Sem passaporte, você não sai de Hong Kong. Confira antes de sair do hotel.
- Subestimar o tempo total: entre hotel, terminal, imigração, ferry, imigração de novo e deslocamento em Macau, calcule pelo menos 2 horas até chegar ao centro histórico.
Seguro viagem pra Hong Kong e Macau
Ninguém quer nem pensar em imprevisto médico numa viagem tão longa, mas atendimento particular na Ásia sai caro — e uma consulta de emergência sozinha pode custar mais que o seguro da viagem inteira. Sem falar em bagagem extraviada, cancelamento de voo, tufão (que na região é real) ou qualquer imprevisto que trave o roteiro.
A gente sempre contrata seguro por esse comparador de seguros, que compara todas as principais seguradoras do mercado num só lugar. Dá pra pagar em reais parcelado, o atendimento é em português 24h e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores. Vale muito a pena pra ter a viagem tranquila.
Chip de celular pra Hong Kong e Macau
Ficar sem internet numa cidade como Hong Kong e num bate-volta pra Macau é receita pra confusão: mapa não abre, tradutor não funciona, e você precisa consultar horário de ferry, shuttle de cassino, endereço de restaurante o tempo todo.
A solução mais tranquila é levar esse chip de viagem que a gente usa. Você recebe em casa antes de embarcar, é só ativar quando chegar e já está conectado — com internet ilimitada, cobertura tanto em Hong Kong quanto em Macau, e pagamento em reais parcelado. Bem mais prático que caçar chip local no aeroporto.
Perguntas frequentes sobre o bate-volta Hong Kong–Macau
Quanto tempo dura a viagem de ferry entre Hong Kong e Macau?
A travessia leva em torno de 55 minutos a 1 hora, dependendo da companhia (TurboJET ou Cotai Water Jet) e do terminal de chegada em Macau. Somando check-in, imigração e deslocamentos, planeje pelo menos 1h30 a 2h desde o hotel em Hong Kong até chegar ao centro de Macau.
Quanto custa o ferry de Hong Kong pra Macau?
Na classe econômica, o bilhete costuma custar em torno de HK$ 150 a HK$ 200 por trecho (cerca de US$ 20 a US$ 25), variando conforme horário e dia da semana. A classe superior fica mais cara, entre HK$ 250 e HK$ 400, e oferece mais conforto e prioridade de embarque.
Precisa de visto pra fazer o bate-volta a Macau?
Brasileiros geralmente têm isenção de visto pra turismo tanto em Hong Kong quanto em Macau por um período limitado. Mas as regras mudam com frequência, então confirme no site oficial ou no consulado antes de viajar. O passaporte é obrigatório nos dois lados — mesmo pro bate-volta.
Dá pra fazer o bate-volta usando dólar de Hong Kong em Macau?
Dá sim. O HKD é aceito em praticamente todos os lugares de Macau (cassinos, restaurantes, lojas, ônibus, táxi), com cotação próxima de 1 pra 1 com a pataca. A dica é levar HKD e usá-lo em Macau, evitando câmbio extra. Só lembre: o troco costuma vir em pataca, e ela não é aceita de volta em Hong Kong.
É melhor ir de ferry ou pela ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau?
Pra um bate-volta por conta própria, o ferry ainda é mais prático — desembarca direto no centro de Macau ou na Cotai Strip. A ponte (com ônibus) faz mais sentido quando o roteiro inclui Zhuhai, na China continental, ou quando você contrata um tour organizado com transporte incluído.
Qual a melhor época pra fazer o bate-volta?
De outubro a dezembro é a melhor janela: temperaturas amenas, pouca chuva e menos umidade. O verão (junho a agosto) é quente, úmido e tem risco de tufão, que pode até cancelar ferries. Evite também feriados chineses como Golden Week e Ano Novo Chinês, quando tudo lota e encarece.
Vale a pena ir a Macau mesmo sem interesse em cassinos?
Vale muito. O centro histórico, tombado pela Unesco, é lindo — Largo do Senado, Ruínas de São Paulo, Fortaleza do Monte, igrejas coloniais, pastéis de nata. A herança portuguesa dá um charme diferente pra cidade. Mesmo se você não jogar, vale entrar em um dos grandes resorts (The Venetian, por exemplo) só pela curiosidade arquitetônica.
Preciso comprar o bilhete do ferry com antecedência?
Em dias normais, dá pra comprar no próprio dia direto no terminal. Mas em fins de semana, feriados chineses e alta temporada, os ferries lotam rápido e os preços sobem — nesses casos, reservar online com antecedência é essencial pra garantir horário e valor.
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O bate-volta Hong Kong–Macau é uma daquelas experiências que rendem muito mais do que o esforço exige. Em um único dia, você combina duas cidades completamente diferentes — uma verticalizada e futurista, outra colonial e teatral — separadas por só 1 hora de barco. A gente saiu de lá querendo voltar e dormir uma noite pra explorar Macau com mais calma, mas mesmo no formato bate-volta o passeio vale cada minuto. Bom planejamento e boa viagem!