
Hong Kong é daqueles destinos que impressionam do minuto zero: arranha-céus refletidos na baía, templos com incensos em espiral, mercados que só ganham vida depois do pôr do sol e trilhas de tirar o fôlego a poucos minutos do centro financeiro. Uma região autônoma da China que mistura Ásia, herança britânica e uma energia urbana difícil de achar em outro lugar do mundo.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como dá pra sair de um bairro cheio de gente e neon (tipo Mong Kok) e, em 20 minutos de metrô, estar numa trilha com vista pro mar. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Hong Kong a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, chip e ingressos.
Nesse post, a gente separou 11 dicas do que fazer em Hong Kong pra te ajudar a montar um roteiro completo, com ícones, curiosidades, faixas de preço e os errinhos clássicos que a galera comete por lá.
O que saber antes de viajar pra Hong Kong
Hong Kong é muito mais do que um centro financeiro cheio de arranha-céus. Foi colônia britânica até 1997 e, mesmo depois de voltar pra China, mantém sistema próprio: moeda diferente (o dólar de Hong Kong), controle de fronteira e leis que não são iguais às da China continental. Isso influencia tudo, do vistoso ao burocrático.
O território é composto por áreas urbanas superadensadas, ilhas, montanhas e muita área verde. Ou seja, dá pra fazer trilha, ir na praia, subir em mirante panorâmico e ainda comer dim sum num beco tradicional — tudo no mesmo dia. Reserve pelo menos 3 dias na cidade. Se for incluir Macau, coloca no mínimo 4 ou 5.



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1. Admirar o skyline na Baía de Victoria
A primeira parada obrigatória é o skyline da Baía de Victoria. O melhor lugar pra apreciar é o Tsim Sha Tsui Promenade, o calçadão em Kowloon que dá de frente pra ilha de Hong Kong. Vista aberta, gratuita, aberta 24h. Faz uma diferença enorme ir de dia e voltar à noite pra comparar.
À noite acontece o Symphony of Lights, um espetáculo de luzes e lasers sincronizados com música que rola em dezenas de prédios. Começa em torno das 20h e dura cerca de 15 minutos. O melhor ponto é perto da Clock Tower (Torre do Relógio), em Tsim Sha Tsui. Custo zero.
Se quiser um drink com vista, os bares da região costumam cobrar em torno de HK$ 60 a 100 por bebida. Restaurantes de frente pro mar giram em torno de HK$ 150 a 300 por pessoa (sem álcool). Um erro comum de brasileiro é ir só de dia e perder o show noturno — é praticamente o cartão-postal da cidade, não dá pra ir embora sem ver.

2. Atravessar a baía no Star Ferry (e o passeio no Aqua Luna)
Se tem um passeio econômico que vale por 10, é o Star Ferry. É o ferry tradicional que cruza a Baía de Victoria entre Tsim Sha Tsui (Kowloon) e Central/Wan Chai (ilha de Hong Kong). Tecnicamente é transporte público — a passagem custa HK$ 3 a 6 — mas virou um dos passeios mais queridos da cidade porque a travessia de 8 a 10 minutos entrega uma vista privilegiada do skyline.
A dica de ouro: faça a travessia perto do pôr do sol ou logo depois. Muita gente foca só no metrô (MTR) e esquece que o ferry entrega experiência e economia no mesmo pacote.
Se quiser algo mais turístico, tem também o Aqua Luna, uma embarcação chinesa tradicional construída à mão que faz um percurso de cerca de 45 minutos pela baía. Dá pra reservar o passeio de barco por esse site aqui — a gente usa em todas as viagens, é o maior comparador de passeios do mundo, com atendimento em português e cancelamento gratuito. Ótima opção pra quem quer garantir data e horário sem susto.


3. Subir ao Victoria Peak (The Peak)
Se você só puder fazer uma coisa em Hong Kong, faz essa. O Victoria Peak é o mirante mais famoso da cidade e entrega, de longe, a vista mais icônica: a baía inteira, a selva de arranha-céus e Kowloon do outro lado.
A forma clássica de subir é pelo Peak Tram, um bondinho histórico que sai da região de Central e sobe a encosta íngreme até o topo. Também dá pra ir de ônibus ou táxi (mais barato, menos icônico). O bilhete de ida e volta do bondinho + acesso ao mirante pago custa em torno de HK$ 80 a 120 por adulto. Vale comprar o ingresso do bondinho por aqui pra evitar as filas gigantes que costumam se formar no guichê — dá pra pagar em reais, parcelar e cancelar sem taxa.
Uma dica insider: sobe no fim da tarde. Você chega ainda de dia, vê o pôr do sol e assiste os prédios acendendo um a um. É de arrepiar. E se o dia estiver nublado (acontece bastante), pense duas vezes antes de subir — a vista pode ficar totalmente encoberta.



4. Visitar templos tradicionais
Hong Kong tem um lado espiritual que muita gente ignora. O mais famoso é o Templo Man Mo, pequeno mas absurdamente fotogênico por causa dos enormes espirais de incenso pendurados no teto — que ficam queimando o dia inteiro, criando uma névoa cinematográfica. Entrada gratuita, doações são bem-vindas.
Outra pedida é o combo Mosteiro Chi Lin + Jardim Nan Lian. Um espaço tranquilo, cuidadíssimo, com arquitetura em madeira no estilo tradicional chinês (sem um único prego, dizem). É o oposto do caos das ruas — perfeito pra dar um respiro no meio do roteiro.
Dica prática: nos templos, vista-se com respeito (ombros e pernas cobertos), evite falar alto e olhe as placas antes de fotografar dentro das áreas de oração. Alguns lugares proíbem foto, e ninguém quer ser o turista chato.


5. Conhecer a ilha de Lantau e o Grande Buda
A ilha de Lantau merece um dia inteiro só pra ela. É lá que fica o Tian Tan Buddha (o Grande Buda), uma estátua gigantesca de bronze em posição sentada, cercada de montanhas. A imagem é impressionante — a gente subiu os 268 degraus até a base e, mesmo suado, valeu cada passo pela vista.
Junto ao Buda fica o Po Lin Monastery, mosteiro budista com uma sala que tem cerca de 10 mil estátuas de Buda. O restaurante vegetariano do mosteiro é bem bacana pra almoçar por preço camarada. E o passeio pra chegar já é atração: o teleférico Ngong Ping 360 liga Tung Chung à vila de Ngong Ping sobrevoando mar e montanhas — ida e volta em torno de HK$ 200 a 300 por adulto.
Erro comum: encaixar Lantau "rapidinho" no roteiro. Não dá. Reserva o dia inteiro, principalmente se pegar fila no teleférico (o que é praticamente garantido em finais de semana). Se quiser tirar tudo do lugar sem se preocupar com deslocamento e horário, dá pra reservar um tour guiado por Lantau aqui com guia em português — geralmente sai mais barato que montar tudo por conta e ainda vem com o contexto histórico da região.



6. Conhecer os mercados de rua de Kowloon
Se você gosta de compras, cultura popular e comida de rua, os mercados de Kowloon são imperdíveis. Dois são obrigatórios:
- Ladies' Market (em Mong Kok): foco em roupas, acessórios, bolsas e lembrancinhas. As barracas geralmente abrem depois do meio-dia e vão até à noite. Preços em torno de HK$ 50 a 150 por peça, e sim — dá pra pechinchar.
- Temple Street Night Market: mercado noturno com produtos variados, comida de rua e até cartomantes. Ganha vida depois das 16h e o pico é depois do anoitecer. Prato de comida sai por HK$ 40 a 80 — perfeito pra jantar barato.
A gente errou nessa: chegou pechinchando tímido no primeiro dia e pagou o preço cheio em tudo. A pechincha faz parte da cultura ali, ninguém se ofende. Comece oferecendo uns 40-50% do preço pedido e vá negociando. E leva dinheiro em espécie — muita barraca não aceita cartão.
Aproveita que já tá em Tsim Sha Tsui pra passar na Clock Tower e na Avenue of Stars, ambas na orla. Bons pontos pra tirar foto antes do Symphony of Lights.


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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.
Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
7. Provar a gastronomia local (dim sum, char siu, egg tarts)
Hong Kong é um dos destinos gastronômicos mais interessantes da Ásia. O clássico é o dim sum: várias porções pequenas (dumplings, bolinhos, pãezinhos) servidas em cestas de bambu, ideal pra experimentar bastante coisa em uma refeição só. Restaurantes famosos costumam ter fila; se der pra reservar, reserva. Faixa de preço: HK$ 80 a 200 por pessoa.
Também vale muito comer num cha chaan teng — os cafés locais que servem pratos rápidos, chá com leite à moda de Hong Kong e pão doce com manteiga. Ambiente cotidiano, preço baixo (HK$ 40 a 80), e você vê como o hongkonguer come no dia a dia. Outras coisas pra colocar na lista: roast goose (ganso assado), char siu (porco assado agridoce), wonton noodles e os famosos egg tarts.
Tem uma coisa que ninguém conta: brasileiro tem medo de comer culinária chinesa "de verdade" e acaba caindo em pizza e hambúrguer. Não faz isso. Nas áreas turísticas, os menus têm foto e tradução em inglês, e a maioria dos pratos é bem suave — dá pra ir experimentando sem susto.



8. Natureza, trilhas e praias
Hong Kong não é só arranha-céu, e essa é a parte que menos aparece no Instagram. A cidade tem trilhas de nível fácil a médio bem próximas do centro. A mais famosa é a Dragon's Back Trail, com vista privilegiada pra praias e ilhas — dá pra fazer em algumas horas e voltar pra almoçar num bairro turístico.
Tem também as praias de Repulse Bay e Shek O, na ilha de Hong Kong, e as belezas de Sai Kung, ótimas pra quem quer frutos do mar fresquíssimos com pé na areia. Se o seu roteiro tá muito focado em cidade, encaixa pelo menos uma manhã em contato com a natureza. Faz diferença.

9. Levar as crianças à Disneyland Hong Kong (e Ocean Park)
Se você vai com criança — ou tem a criança interior bem viva — a Disneyland Hong Kong vale a visita. É menor que a de Orlando ou Paris, mas tem lands temáticos, atrações clássicas e elementos da cultura asiática que dão uma cara única ao parque. Ingresso de um dia sai em torno de HK$ 700 a 800 pra adulto e HK$ 500 a 600 pra criança. Pra chegar: MTR até Sunny Bay e conexão pra linha Disneyland Resort.
Dá pra comprar o ingresso da Disneyland por aqui pagando em reais e parcelando — sai bem prático e o cancelamento é gratuito até um dia antes.
Se a família curte parques, tem também o Ocean Park, um parque enorme (170 hectares) que mistura oceanário, zoológico marinho e brinquedos radicais, inaugurado em 1977. Programe um dia inteiro pra cada parque — tentar visitar os dois no mesmo dia é receita de dor de cabeça.


10. Passear pelos diferentes bairros de Hong Kong
Cada bairro em Hong Kong tem uma personalidade totalmente diferente. Dá pra passar dias só andando a pé, e o metrô (MTR) resolve o resto sem dor de cabeça.
- Central: coração financeiro, arranha-céus, cafés e restaurantes de alto nível.
- Sheung Wan: mistura lojas tradicionais (com produtos secos, ervas, farmácias chinesas) e cafés modernos que parecem saídos de Brooklyn.
- Mong Kok: uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. Comércio popular, mercados, neon e movimento sem fim.
- Lan Kwai Fong e SoHo: coração da vida noturna, com bares, restaurantes e um clima cosmopolita, cheio de expatriados.
A dica é reservar pelo menos uma tarde pra andar sem pressa. É andando a pé que você descobre os becos com cha chaan teng, as escadas rolantes gigantescas de Central-Mid-Levels (as maiores ao ar livre do mundo) e as vielas que ligam bairros muito diferentes em poucos metros.



11. Curtir a vida noturna (e o Symphony of Lights)
Hong Kong tem uma das noites mais animadas da Ásia. Além do Symphony of Lights às 20h, dá pra encerrar o dia num rooftop com vista da baía (coquetel em bar mais sofisticado gira em torno de HK$ 90 a 150), num pub de cerveja artesanal, ou num karaokê tradicional.
As áreas mais famosas são Lan Kwai Fong e SoHo, na ilha de Hong Kong, onde a rua fica cheia até tarde nos fins de semana. Mong Kok, por outro lado, tem uma cena mais alternativa, com bares menores, cafeterias temáticas (tem até de gato!) e ambiente mais local. A cidade é considerada segura, mas o básico de cuidado com pertences em áreas cheias continua valendo.



Bônus: bate-volta a Macau
Se você tiver um dia sobrando, encaixa Macau no roteiro. A travessia de ferry sai de Hong Kong e dura em torno de 1h, com bilhetes na faixa de HK$ 150 a 300 por trecho. Macau é a antiga colônia portuguesa: tem placas bilíngues em chinês e português, azulejos, arquitetura lusitana e ainda os cassinos gigantes que renderam o apelido de "Las Vegas asiática". Pra brasileiro, é uma sensação curiosíssima — Portugal com jeitão de Ásia.
Melhor época pra visitar Hong Kong
A melhor época pra viajar pra Hong Kong é entre outubro e dezembro: clima ameno, pouca umidade, muito sol. Também dá pra ir em janeiro e fevereiro (mais frio, mas seco). O verão (junho a agosto) é quente, úmido e tem risco de tufões — se for nesse período, acompanhe as previsões e avisos oficiais.
Transporte em Hong Kong
O transporte público é excelente e resolve praticamente tudo:
- MTR (metrô): rápido, limpo, com sinalização em inglês. Compra um cartão Octopus assim que chegar — ele funciona em metrô, ônibus, ferry, bondes e até em conveniências.
- Star Ferry: a travessia mais barata e fotogênica da cidade.
- Bondes de dois andares (só na ilha de Hong Kong): trajetos por HK$ 3 a 5, experiência vintage imperdível.
- Ônibus: chegam a bairros mais afastados e às praias como Repulse Bay.
Chip de celular pra usar em Hong Kong
Uma coisa que a gente aprendeu à força é que não dá pra depender só de Wi-Fi de hotel numa cidade tão grande. Pra usar Google Maps, chamar Uber, traduzir cardápio de restaurante e postar as fotos, o ideal é chegar com internet já funcionando. A gente sempre usa esse chip de viagem aqui — chega em casa antes da viagem, dá pra ativar em qualquer país e é bem mais barato que pagar roaming da operadora brasileira.
Seguro viagem pra Hong Kong
Atendimento médico em Hong Kong pra estrangeiro é caro — bem caro. Uma consulta simples pode custar centenas de dólares, e se rolar qualquer coisa mais séria, a conta vira uma pequena tragédia financeira. Por isso, mesmo não sendo obrigatório por lei, viajar com seguro é essencial.
A gente usa esse comparador de seguros aqui pra achar as melhores coberturas com o menor preço — ele compara em uma tela só as principais seguradoras do mercado, com atendimento em português e assistência 24h. Usando o link, você ainda ganha 18% de desconto exclusivo Grupo Dicas. Fica a dica.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Hong Kong
Quantos dias são ideais em Hong Kong?
O mínimo razoável são 3 dias pra ver os principais pontos (Victoria Peak, Star Ferry, Kowloon, um templo e um mercado). Se quiser incluir Lantau (Grande Buda) e Disneyland ou Macau, reserve de 4 a 6 dias. Menos que isso, você vai correr e sair com a sensação de que faltou coisa.
Precisa de visto pra Hong Kong?
Brasileiros não precisam de visto pra estadias turísticas de até 90 dias em Hong Kong. Basta o passaporte com validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada e comprovante de passagem de saída. Vale checar as regras oficiais antes de viajar, porque podem mudar.
Qual moeda usar em Hong Kong?
A moeda é o dólar de Hong Kong (HKD), diferente do yuan da China continental. Vale levar um pouco em espécie pros mercados e táxis, mas na maior parte dos lugares dá pra pagar com cartão internacional ou usar o cartão Octopus, que também funciona em várias conveniências.
Vale a pena ir a Macau saindo de Hong Kong?
Vale muito, principalmente se você curte história, arquitetura e uma pitada de cultura portuguesa. Mesmo em bate-volta de um dia, dá pra conhecer o centro histórico (Patrimônio da UNESCO), comer bacalhau, ver os cassinos e voltar a tempo do jantar em Hong Kong.
Hong Kong é segura pra turistas?
Sim, Hong Kong é considerada uma das cidades mais seguras da Ásia, inclusive à noite. O cuidado básico com pertences vale, principalmente em áreas muito cheias como mercados e transporte público, mas você não vai sentir a insegurança que sente em outros destinos.
Qual a melhor forma de se locomover em Hong Kong?
De longe, o MTR (metrô). É rápido, limpo, com placas em inglês e cobre praticamente todos os pontos turísticos. Compra o cartão Octopus assim que chegar — ele funciona no metrô, ônibus, ferry e bondes, além de várias conveniências e cafés.
Precisa falar inglês pra viajar pra Hong Kong?
Ajuda bastante, mas não é obrigatório. Nas áreas turísticas, hotéis, restaurantes e transporte, quase todo mundo fala pelo menos um inglês básico. Menus geralmente têm tradução e foto. Tradutor no celular resolve o resto.
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Hong Kong é um daqueles destinos que ficam na cabeça: skyline brilhando, cheiro de incenso saindo do templo, pratos que a gente nunca tinha visto, uma trilha que dá vista pra praia e um bondinho antigo passando na frente de arranha-céu futurista. É intenso, é diferente e vale cada minuto. Bora colocar no roteiro?