
Frankfurt é muito mais do que um hub de conexão na Alemanha, e a gente vai provar isso aqui. Em 2 dias dá pra conhecer o centro histórico em estilo enxaimel, atravessar o rio Meno, visitar alguns dos maiores museus da Europa, subir no mirante de um arranha-céu e ainda tomar o famoso Apfelwein numa taverna tradicional.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi o contraste: numa esquina, casas medievais reconstruídas; na outra, prédios de vidro que renderam à cidade o apelido de Mainhattan. É uma das cidades mais cosmopolitas da Alemanha e dá pra explorar a pé com tranquilidade.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Frankfurt a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Primeiro dia em Frankfurt: centro histórico e Museumsufer
Comece o dia pela Römerberg, a praça mais famosa da cidade. As casas em estilo enxaimel ao redor remetem à época medieval — boa parte foi reconstruída depois da Segunda Guerra, mas o conjunto continua impressionante. No centro da praça fica o Römer, a prefeitura que já recebeu celebrações imperiais.
Ali do lado tem a Neue Altstadt (Nova Cidade Antiga), um conjunto de 35 casinhas históricas reconstruídas entre a Römer e a catedral, finalizado no fim da década de 2010. É uma das partes mais charmosas pra caminhar e tirar foto sem pressa.
Logo depois, visite a Catedral de São Bartolomeu (Dom Sankt Bartholomäus), uma catedral gótica que foi o local de coroação de vários imperadores do Sacro Império Romano-Germânico. Dá pra subir na torre em determinados horários (subida paga) e ter uma vista bem legal da Altstadt.

Pertinho dali está a Paulskirche (Igreja de São Paulo), um dos símbolos da democracia alemã: foi onde a primeira Assembleia Nacional Alemã se reuniu em 1848. A entrada costuma ser gratuita e vale pelo contexto histórico.
Pra um café da manhã ou brunch de verdade, a gente curte parar na Kaffeewerk Espressionist, onde dá pra provar uma torta de maçã com cappuccino. Se quiser uma alternativa, a Kleinmarkthalle, mercado coberto tradicional, é ótima pra almoçar mais cedo experimentando produtos locais e comidinhas alemãs.
Falando em planejar passeios, uma dica que vale ouro: pra Frankfurt e pra Alemanha em geral, a melhor forma de garantir entradas pras atrações sem dor de cabeça é usar esse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é um dos maiores do mundo em ingressos e passeios e a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (sem o IOF de transações internacionais) e parcelar. Tem também cancelamento gratuito, atendimento 24h em português e até free tours em que você só paga uma gorjeta no final — ótimo pra entender a história da cidade com um guia local.
Outra coisa muito útil de comprar por lá é o transfer do aeroporto até o hotel: o motorista te espera com uma placa com seu nome no desembarque, já sabe seu destino final e você paga adiantado, evitando aqueles golpes clássicos de táxi com turista. Pra quem chega cansado de uma transatlântica, faz toda a diferença.
À tarde, atravesse o rio Meno pela Eiserner Steg, a famosa ponte de ferro pra pedestres cheia de cadeados deixados por casais. Do meio dela sai uma das melhores vistas pro skyline de Frankfurt — vale parar pra fotografar.

Do outro lado, você chega à Museumsufer (margem dos museus), um dos maiores complexos culturais da Europa. São vários museus enfileirados na beira do rio, e dá pra escolher de acordo com o seu interesse:
- Städel Museum: um dos museus de arte mais renomados da Alemanha, com obras de Rembrandt, Monet, Picasso e outros.
- Museu Histórico de Frankfurt (Historisches Museum): reaberto num edifício novo e moderno, conta a evolução da cidade de forma bem interativa.
- Museu da Comunicação: coleção super interativa sobre a evolução dos meios de comunicação, ótimo pra quem viaja com crianças.
Os ingressos dos museus principais costumam ficar em torno de 10 a 18 euros por adulto. A gente errou nessa na primeira viagem: focou só na Römerberg e em compras na Zeil e quase ignorou a Museumsufer. Não cometa o mesmo erro — reserve pelo menos meia tarde aqui.

Jantar em Sachsenhausen e o famoso Apfelwein
Pra fechar o primeiro dia, atravesse o rio de novo (ou siga caminhando do lado de lá) até Sachsenhausen, o bairro tradicional cheio de tavernas especializadas no famoso Apfelwein, o vinho de maçã fermentado, lembra uma sidra mais seca. É a bebida típica de Frankfurt e quem visita a cidade sem provar tá perdendo metade da experiência.
O Apfelwein Wagner (Adolf Wagner) e o Zum Gemalten Haus são as tavernas mais tradicionais. Servem pratos típicos como schnitzel (carne empanada) e handkäse mit musik (queijo curado com cebolas marinadas — o nome “com música” vem porque dá gases, sério). A faixa de preço fica em torno de 15 a 25 euros por pessoa sem bebida alcoólica. Em alta temporada, vale reservar ou chegar cedo.
Se quiser esticar a noite, Sachsenhausen tem bares ótimos pra provar cervejas alemãs ou vinho do Vale do Reno. E pra quem curte balada, o Gibson Club, no centro, é uma das opções mais animadas, com música ao vivo e DJs.

Uma alternativa bem legal pra terminar o dia é um cruzeiro pelo rio Meno, com vista panorâmica do centro financeiro iluminado. Os passeios curtos (cerca de 1 hora) costumam custar entre 12 e 20 euros.
Segundo dia em Frankfurt: a cidade moderna
O segundo dia é dedicado ao lado moderno de Frankfurt — o tal do “Mainhattan”. Comece pela Main Tower, um dos arranha-céus mais altos da cidade, com mirante a cerca de 200 metros de altura. O elevador te leva pro topo e a vista 360° pega o centro financeiro, o rio Meno e até as florestas nos arredores. O ingresso fica em torno de 8 a 12 euros.
Dica que vale ouro: olhe a previsão do tempo antes de subir. Em dia nublado, a vista perde muito. O ideal é encaixar o mirante perto do pôr do sol num dia de céu limpo — rende as melhores fotos da viagem.
Depois, caminhe pelo distrito financeiro, onde ficam os prédios das grandes instituições bancárias europeias, incluindo edifícios ligados ao Banco Central Europeu. Na praça Willy-Brandt-Platz está o famoso símbolo gigante do euro, ótimo pra foto. É a parte mais Manhattan da cidade.
Na sequência, passe pela Alte Oper (Ópera Antiga), um edifício em estilo renascentista que foi destruído na Segunda Guerra e reconstruído. Hoje recebe concertos e eventos. Mesmo sem assistir a um espetáculo, vale conhecer por fora — a praça em frente é bem agradável.
Pra um café da manhã especial nessa região, a gente recomenda a Kaffeebar Mellow Yellow ou a Soulmate Coffee & Bar. Ambas servem pães e doces ótimos pra começar o dia.

Tarde: compras na Zeil e Palmengarten
À tarde, a parada é a Zeil, principal rua comercial de Frankfurt — um calçadão cheio de lojas internacionais como Zara, H&M, Primark e shoppings modernos. O MyZeil, com teto de vidro em formato de redemoinho, é um destaque arquitetônico só pra entrar e olhar.
Depois de uma volta nas lojas, vá relaxar no Palmengarten, um dos jardins botânicos mais bonitos da Alemanha. Tem estufas com plantas exóticas, trilhas tranquilas, lagos e gramados ótimos pra um piquenique se o tempo estiver bom. O ingresso fica entre 7 e 15 euros, e a gente acha que é um dos melhores custo-benefício da cidade pelo tempo que dá pra ficar lá.
Se você está viajando com crianças, uma alternativa ao Palmengarten é o Museu de História Natural Senckenberg: tem esqueletos de dinossauros e coleções enormes, e os pequenos amam.

Jantar de despedida com vista pro skyline
Pra fechar a viagem, nada melhor que um jantar num restaurante à beira do rio Meno. O MainNizza é uma excelente opção, com pratos muito bons e vista privilegiada pro skyline iluminado de Frankfurt. Outra boa zona pra jantar é a Große Bockenheimer Straße, mais conhecida como Freßgass, uma rua cheia de restaurantes e cafés perto da Alte Oper.

Quanto custa um roteiro de 2 dias em Frankfurt
Frankfurt é uma das cidades mais caras da Alemanha — chegou a aparecer em rankings internacionais entre as mais caras do mundo. Então o famoso “Alemanha é barata” não se aplica aqui. Pra ter uma base, dá pra estimar:
- Transporte público: bilhete unitário em torno de 3 a 4 euros; passe diário entre 6 e 10 euros. Vale também olhar o Frankfurt Card, que inclui transporte ilimitado e dá desconto em museus e na Main Tower — compensa se você for fazer várias atrações pagas no mesmo dia.
- Alimentação: café da manhã simples sai por 5 a 10 euros; refeição casual ou taverna típica entre 15 e 25 euros por pessoa; restaurantes mais sofisticados à beira-rio entre 25 e 40 euros.
- Atrações: museus principais em torno de 10 a 18 euros; Main Tower 8 a 12 euros; Palmengarten 7 a 15 euros; cruzeiro curto no Meno 12 a 20 euros.
Um perfil intermediário de viajante consegue se virar bem com algo entre 80 e 150 euros por dia por pessoa (sem hospedagem), dependendo de quantos museus pagos e refeições mais caras você incluir.
Como se virar com transporte em Frankfurt
O aeroporto de Frankfurt é um dos maiores da Europa e fica super bem conectado ao centro. O S-Bahn S8/S9 leva direto à estação central (Hauptbahnhof) em uns 10 a 15 minutos e é a forma mais prática e barata. Táxi/app dá uns 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito, com custo bem mais alto.
Dentro da cidade, a rede de U-Bahn (metrô), S-Bahn (trem suburbano), trams e ônibus é eficiente. Frankfurt é compacta e o centro inteiro dá pra fazer a pé tranquilamente — o transporte público você usa pra trechos mais longos (aeroporto, Palmengarten, Sachsenhausen quando não quiser caminhar). Atenção pra validar o bilhete antes de entrar no trem ou tram quando exigido — turista distraído costuma levar multa.
E uma sacada bem útil: se você vier de trem de outra cidade alemã com a Deutsche Bahn, o bilhete pode incluir a opção City Ticket, que libera o transporte público no início e final da viagem sem custo extra (precisa marcar na compra).
Quando ir a Frankfurt
Pra um roteiro de 2 dias, primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro) costumam ser as melhores épocas: clima ameno, dias longos e cidade menos lotada. O verão (junho a agosto) é ótimo pra curtir a vida de rua e as margens do Meno como uma “praia urbana”, mas pega mais gente. O inverno é frio e os dias são curtos, mas quem vai entre o fim de novembro e dezembro encontra os mercados de Natal na Römerberg — uma experiência à parte e que vale só por isso.
Erros comuns que a gente vê turista cometendo em Frankfurt
- Tratar Frankfurt só como cidade de conexão: muita gente pousa lá e segue direto pra outro destino. Dá pra explorar bem a cidade em 2 dias e vale a pena.
- Subir na Main Tower em dia nublado: a vista perde quase toda a graça. Olhe a previsão e tente encaixar no fim da tarde de um dia de céu limpo.
- Ignorar os museus da Museumsufer: estão entre os melhores da Alemanha e muita gente passa direto.
- Não experimentar o Apfelwein: cair em rede internacional pra jantar em Frankfurt e não ir a uma taverna em Sachsenhausen é um pecado.
- Não validar bilhete de transporte: pode dar multa salgada. Sempre valide nas máquinas amarelas antes de embarcar.
- Achar que “Alemanha é barata”: Frankfurt está entre as cidades mais caras do país, então planeje o orçamento com folga.
Antes de fechar o post, mais duas coisas que a gente nunca viaja pra Europa sem: seguro viagem e chip internacional. Pra entrar no espaço Schengen (e a Alemanha está nele) o seguro é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros — então não tem como pular essa. A gente sempre cota em esse comparador de seguros, que já tem 18% de desconto exclusivo aplicado pra galera do Grupo Dicas. Pra ficar conectado o tempo todo (Google Maps, tradução, reservas), o jeito mais simples é garantir esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil — chega já ativado e funciona logo na saída do aeroporto.
Pra ficar bem localizado nesses 2 dias, hospedar-se perto da Hauptbahnhof (estação central), da Altstadt ou da região da Zeil/Hauptwache facilita muito — você economiza tempo no transporte e fica perto de tudo.
Onde ficamos em Frankfurt (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas. Uma é o centro histórico de Frankfurt e a outra, o bairro de Sachsenhausen. Os dois locais têm ótimas opções de hotéis e estão localizados perto das principais atrações de Frankfurt.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre um roteiro de 2 dias em Frankfurt
Vale a pena ficar 2 dias em Frankfurt?
Vale muito. Frankfurt é tratada por muita gente como cidade só de conexão, mas em 2 dias dá pra conhecer bem o centro histórico, atravessar o rio até a Museumsufer, subir num mirante, ver o distrito financeiro e ainda jantar numa taverna típica. É uma cidade compacta e com transporte eficiente, perfeita pra esse tempo.
Dá pra conhecer Frankfurt a pé?
Sim, o centro é bem compacto e a maior parte dos pontos turísticos (Römerberg, Catedral, Eiserner Steg, Museumsufer, Zeil, Alte Oper, Main Tower) fica numa área que dá pra cobrir caminhando. O transporte público vira útil só pra trechos mais longos, tipo aeroporto, Palmengarten e Sachsenhausen, se você não quiser ir andando.
Qual a melhor época pra visitar Frankfurt?
Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro) oferecem o melhor equilíbrio entre clima agradável e menos lotação. O verão é mais animado, com muita vida nas margens do Meno, mas pega mais gente. No fim de novembro e em dezembro, os mercados de Natal na Römerberg são um espetáculo à parte.
Preciso de seguro viagem pra Frankfurt?
Sim. A Alemanha faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros pra despesas médicas. Além de ser exigência, o atendimento médico na Europa é caro, então não vale a pena correr o risco de viajar sem.
Vale alugar carro em Frankfurt pra esses 2 dias?
Não. Frankfurt tem ótimo transporte público, o centro é bem caminhável e estacionar custa caro. Carro só faz sentido se você for usar a cidade como base pra explorar outras regiões da Alemanha (Vale do Reno, Heidelberg, Floresta Negra) — aí sim compensa.
O Frankfurt Card vale a pena?
Vale se você pretende usar bastante o transporte público e visitar pelo menos 1 ou 2 atrações pagas por dia (museus, Main Tower). Ele inclui transporte ilimitado e oferece descontos em várias atrações. Pra quem vai caminhar muito e visitar pouca coisa paga, sai mais em conta comprar bilhetes avulsos.
O que comer de típico em Frankfurt?
Os pratos mais clássicos são o schnitzel (carne empanada), o handkäse mit musik (queijo curado servido com cebolas marinadas) e a grüne soße (molho verde feito com 7 ervas, geralmente servido com batata e ovo). E pra beber, é obrigatório provar o Apfelwein, o vinho de maçã típico da região, melhor degustado nas tavernas de Sachsenhausen.
Frankfurt é cara?
Sim, está entre as cidades mais caras da Alemanha e aparece em rankings internacionais entre as mais caras do mundo. Hospedagem e restaurantes pesam mais do que em outras cidades alemãs. Um viajante intermediário pode estimar entre 80 e 150 euros por dia por pessoa, sem contar hospedagem.
Economize ao máximo na sua viagem a Frankfurt
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato pra Frankfurt, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos de Frankfurt da forma mais barata e segura — pra passeios, museus e combos. Dá pra economizar bastante.
- Carro: se quiser usar Frankfurt como base pra explorar outras regiões, veja como alugar um carro em Frankfurt pelo menor preço possível.
- Euros: conheça a melhor forma de levar dinheiro pra Frankfurt, com prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip de viagem pra Frankfurt ainda no Brasil. É bem mais fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Frankfurt pra saber qual é a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico na Alemanha é caríssimo e o seguro é obrigatório pelo Tratado de Schengen. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato seguro viagem.
- Transfer: precisa de transfer do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Frankfurt sempre acaba surpreendendo quem chega achando que vai ficar só de passagem. Em 2 dias dá pra montar um roteiro super completo, equilibrando história, museus, gastronomia típica e o lado moderno da cidade. Faça as reservas com antecedência, garanta o seguro e o chip antes de embarcar, e aproveita pra também conhecer um pouco mais da Alemanha — você vai ver que vale cada minuto.