Roteiro de Maiorca: 4, 5, 6 e 7 dias completo

Maiorca é daqueles destinos que enganam pelo tamanho: parece pequena no mapa, mas tem praia de água cristalina, vilarejo de pedra na serra, estrada cênica de tirar o queixo e até caverna gigante com lago subterrâneo. A gente montou um roteiro que vai de 4 a 7 dias pra você combinar tudo isso sem correria.

A ideia é simples: a base é um roteiro de 7 dias, e quem tiver menos tempo é só ir cortando os dias finais conforme o gosto. No fim da matéria a gente deixa as adaptações prontinhas pra cada duração.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como num único dia dá pra ver uma cala de cara caribenha de manhã e, à tarde, paisagem de interior espanhol com oliveiras e vinhedos. Bora pro passo a passo.

Dia 1 em Maiorca: Palma, a capital

A jornada começa por Palma de Maiorca, a porta de entrada da ilha. Com influências de vários povos e épocas, as ruas de Palma abrigam alguns dos monumentos mais emblemáticos do destino.

O cartão-postal é a Catedral La Seu, uma imponente igreja gótica de frente pro mar, famosa pelos vitrais coloridos e por uma capela projetada por Gaudí. Logo ao lado fica o Palácio Real de La Almudaina, antiga residência da família real, que mistura arquitetura árabe e cristã num conjunto impressionante.

Vale também subir até o Castelo de Bellver, uma fortaleza circular do século XIV no alto de uma colina, com vista panorâmica da baía de Palma. Já foi residência da monarquia e prisão militar — e a vista de lá é o melhor jeito de entender a geografia da cidade.

Catedral La Seu em Palma de Maiorca

Pra conhecer o centro com contexto, a gente curte um free tour por Palma: você se junta a um grupo, ouve as histórias dos pontos turísticos contadas por um guia e não paga ingresso. No fim, é costume deixar uma gorjeta que você considere justa pelo serviço. É um jeito ótimo de turistar gastando pouco.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Maiorca a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos, com passo a passo.

Aqui vai a primeira dica de quem já rodou a ilha: alugar carro é praticamente indispensável em Maiorca. Os ônibus não passam com frequência nem chegam em todas as calas, e o carro te dá liberdade de horário pra chegar cedo nas praias mais disputadas — o que faz toda a diferença, como você vai ver mais pra frente.

Aluguel de carro em Maiorca (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Dia 2 em Maiorca: primeira praia e cultura

Prepare-se pra conhecer uma das praias mais elogiadas da ilha. Vale dar uma olhada no nosso artigo das 7 melhores praias de Maiorca pra escolher a que mais te agrada — tem de tudo por lá.

A sugestão pro segundo dia é a praia Es Trenc, uma das mais queridas pelos viajantes e relativamente perto da capital (pouco mais de 40 minutos de carro). Famosa pelas águas cristalinas e areia fina, é rodeada por dunas e vegetação nativa, com aquele clima de sossego.

Praia Es Trenc em Maiorca

De tarde, vale voltar pra Palma e continuar explorando o cenário cultural, que é bem forte por lá. O Museu de Maiorca faz uma verdadeira viagem no tempo, abordando toda a trajetória da ilha, com itens que vão da pré-história ao século XIX.

Quer saber mais sobre como funciona dirigir na ilha? Dá uma olhada na nossa matéria sobre o aluguel de carro em Maiorca com os detalhes pra pegar pelo menor preço.

Dia 3 em Maiorca: Parque Natural de Mondragó

A sugestão pro terceiro dia é se aventurar pela natureza no Parque Natural de Mondragó. Recomendado pra todas as idades, ele tem trilhas leves, praias de água translúcida e uma rica biodiversidade local. É um daqueles cantos que precisa estar no seu roteiro.

Você pode organizar um piquenique, caminhar, se refrescar ou intercalar banho de mar com trilha. A Cala Mondragó, a praia dentro do parque, é uma das mais tranquilas da ilha: águas azul-turquesa e vegetação exuberante ao redor, ótima inclusive pra famílias com crianças.

Cala Mondragó em Maiorca

Por essa mesma região do sudeste tem mais calas que valem o desvio: a Cala d’Or, que funciona como base com várias calas próximas, e a Cala Varques, mais selvagem e com acesso por trilha, perfeita pra quem prefere praias menos urbanizadas. Leve calçado fechado pras trilhas — chinelo nas pedras é cilada.

Dia 4 em Maiorca: calas do sudeste e cavernas

A costa sudeste concentra algumas das calas mais fotogênicas de Maiorca. Uma forma gostosa de explorar é por excursão de barco, que te leva aos pontos mais belos e afastados, mas dá pra fazer de carro também.

Tem tour que passa pela Cala Llombards, de areia branca e água muito clara, e segue pra Cala s’Almunia e Caló des Moro, com os desfiladeiros mais imponentes da ilha. O Caló des Moro, aliás, é considerado por muita gente a cala mais bonita de Maiorca. Em todos esses cantos dá pra nadar, relaxar e praticar esportes aquáticos (vários passeios já incluem equipamento de snorkel e paddle).

Excursão às Calas de Maiorca

Pra reservar esses passeios com tudo organizado, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens — dá pra comparar opções, ver as avaliações de outros brasileiros e pagar com antecedência. Alguns tours bacanas pela região:

Se o dia estiver nublado ou você quiser variar das praias, vale conhecer as Cuevas del Drach, em Porto Cristo. São grutas extensas que abrigam um dos maiores lagos subterrâneos do mundo, o Lago Martí. A visita é guiada, dura em torno de 1 hora e inclui um pequeno concerto de música clássica dentro da caverna — aquele tipo de coisa que ninguém espera e acaba sendo o ponto alto do dia. Vale comprar o ingresso com antecedência na alta temporada. Confira as avaliações desse passeio às Cuevas del Drach.

Excursão às cavernas do Drach

Pra qualquer viagem a Maiorca, dois itens são indispensáveis: seguro viagem e chip de celular. A Espanha faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros — sem ele, você pode até ser barrado na imigração. A gente usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo e compara várias seguradoras de uma vez. E pra ficar conectado o tempo todo, a gente garante esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil — chega lá e já liga funcionando.

Dia 5 em Maiorca: Serra de Tramuntana e Valldemossa

Fugindo um pouco da orla, o quinto dia é pra conhecer a região serrana. A Serra de Tramuntana, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO na categoria paisagem cultural (por causa dos terraços agrícolas e das vilas de pedra), é perfeita pra quem gosta de natureza, trilha e mirante.

As montanhas formam um cenário incrível, ótimo pra caminhadas. Uma das trilhas mais queridas leva ao Santuário de Lluc, um antigo convento na serra.

Depois de explorar os vales, aproveite o resto do dia em Valldemossa, um vilarejo de montanha super charmoso. Com ruas estreitas e casas de pedra, é o lugar ideal pra desacelerar — e a Cartuxa de Valldemossa, onde Chopin passou um inverno, é parada obrigatória.

Ruas de Valldemossa em Maiorca

No vilarejo, não deixe de curtir a vista do mirante de Ses Puntes e de passear pela Via Blanquerna, uma rua charmosa com bons bares e restaurantes pra almoço e jantar. Quem tem o dia mais cheio pode emendar com Deià, uma aldeia boêmia de artistas com vista linda pro mar, e descer até a Cala Deià pra um mergulho no fim da tarde.

Dia 6 em Maiorca: norte e Sóller

A dica pro sexto dia é percorrer o norte da ilha, cheio de praias deslumbrantes e povoados autênticos. Comece pela Cala Banyalbufar, uma pequena enseada cercada por penhascos imponentes. Pouco requisitada pelos turistas, tem um mirante no topo com uma vista que não sai da cabeça.

A água é clara e numa temperatura agradável, e o solo é de pedrinhas (não tem areia como a gente está acostumado). Além de nadar e se refrescar, é um excelente ponto de snorkel graças à biodiversidade marinha. Só atenção: o acesso tem caminhos íngremes e escadas, que podem ser desafiadores pra quem tem mobilidade reduzida.

Cala Banyalbufar

Depois do banho de mar, siga pra Sóller, um povoado charmoso do norte cercado por laranjais. O trajeto varia de 45 minutos a 1h dependendo do caminho. Sóller tem um centro histórico de ruas estreitas e construções de pedra — reserve a tarde pra caminhar e visitar a Igreja de Sant Bartomeu, o principal cartão-postal da cidade. Tem ótimos restaurantes, cafeterias e lojinhas com produtos locais.

Na volta, se não estiver de carro, vale pegar o famoso trem de madeira que liga Palma a Sóller, em operação desde 1912. Ele atravessa vales e túneis da serra e rende um dos passeios panorâmicos mais bonitos da ilha.

Igreja de Sóller em Maiorca

Dia 7 em Maiorca: compras e tempo livre

Fechando o roteiro, a indicação pro último dia é um ritmo mais leve. Uma boa pedida é fazer compras: tem bons centros comerciais pela ilha, mas o que mais chama atenção é o Mallorca Fashion Outlet, com descontos bem em conta num ambiente agradável pra caminhar ao ar livre.

O outlet vende de tudo, com marcas como Tommy Hilfiger, Calvin Klein, Lacoste, Pandora e Boss. Na hora do almoço, tem hamburgueria, cafeteria, sorveteria e restaurantes de comida asiática, entre outras opções.

Mallorca Fashion Outlet

Esse dia também funciona como coringa: se sobrou energia, dá pra voltar à sua cala favorita sem pressa, conhecer as vinícolas do interior (em Binissalem, por exemplo, tem degustações) ou explorar o norte de Alcúdia e a Península de Formentor, com o icônico Mirador Es Colomer e o Farol de Formentor. Na alta temporada, o acesso de carro a Formentor pode ter restrição de horário, então chegue cedo ou use o ônibus especial.

Como adaptar o roteiro por número de dias

A graça do roteiro é que ele é modular. Veja como encaixar conforme o seu tempo:

  • Roteiro de 4 dias: Dia 1 (Palma), Dia 2 (Es Trenc + cultura), Dia 5 (Serra de Tramuntana) e escolha entre as calas do sudeste + Cuevas del Drach ou Alcúdia + Formentor.
  • Roteiro de 5 dias: adicione tanto as calas do sudeste/cavernas quanto a serra, sem precisar escolher.
  • Roteiro de 6 dias: inclua o Parque Natural de Mondragó e mais calas.
  • Roteiro de 7 dias: feche com o dia leve de compras, vinícolas ou repeteco da praia favorita.

Erros comuns de quem visita Maiorca pela primeira vez

A gente errou nessa logo na estreia: tentou encaixar 4 calas no mesmo dia. O visual é lindo, mas o entra-e-sai de carro, trilha, estacionamento e sol forte cansa demais. O realista é 2 a 3 calas por dia. Outros tropeços comuns:

  • Subestimar as distâncias: a ilha é pequena, mas as estradas de serra e os acessos a pé às calas tomam tempo.
  • Ignorar a Serra de Tramuntana: muita gente acha que Maiorca é só praia e deixa de fora Valldemossa, Deià e Sóller, que são a alma da ilha.
  • Não chegar cedo nas calas famosas: em julho e agosto, o estacionamento do Caló des Moro lota cedo. Chegue por volta das 8h-9h.
  • Ir de chinelo nas trilhas: tênis ou papete fechada são bem mais seguros nas pedras.
  • Ficar numa base só, longe de tudo: dividir a hospedagem em duas zonas (ex.: Palma + Alcúdia ou Cala d’Or) economiza horas de deslocamento.
  • Esperar mar quente fora do verão: em maio e outubro dá pra entrar, mas não é o banho quentinho que muita gente imagina.

E uma dica de quem voltou algumas vezes: se for em julho ou agosto, reserve hospedagem com antecedência e cheque se há taxa turística local cobrada por noite — vale colocar isso no orçamento desde o começo.

Pra fechar bem o planejamento, ficar numa boa região faz TODA a diferença em Maiorca: encurta deslocamentos, deixa você perto de praia e restaurante e ainda dá pra economizar bastante com hotel. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:

Onde ficamos em Maiorca (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Sem dúvidas, a melhor região para se hospedar na ilha é a capital de Maiorca: Palma. Ela apresenta um bom equilíbrio entre cultura, pontos turísticos, vida noturna e proximidade de praias, possibilitando curtir tudo o que há de bom na ilha.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Maiorca

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre roteiro em Maiorca

Quantos dias são suficientes para conhecer Maiorca?

De 4 a 7 dias dá pra combinar praias, vilarejos de serra, estradas cênicas e as cavernas. Com 4 dias você vê o essencial; com 7, explora com calma e ainda sobra dia coringa.

Precisa alugar carro em Maiorca?

Praticamente sim. Os ônibus têm frequência limitada e não chegam em todas as calas. Com carro, você economiza tempo e consegue chegar cedo nas praias mais disputadas, o que faz toda a diferença na alta temporada.

Qual a melhor época para ir a Maiorca?

Pra um roteiro de praia, o equilíbrio entre clima e lotação costuma ser do fim de maio ao começo de julho ou meados de setembro. Julho e agosto têm mar mais quente, mas são os meses mais cheios e caros.

O seguro viagem é obrigatório para Maiorca?

Sim. A Espanha faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. Sem ele, você pode ser barrado na imigração.

Vale a pena dividir a hospedagem em duas regiões?

Pra quem fica 6 ou 7 dias e quer explorar mais de uma ponta da ilha, sim. Dividir entre Palma e Alcúdia ou Cala d’Or, por exemplo, reduz bastante o tempo de deslocamento diário.

O que não pode faltar num roteiro em Maiorca?

Palma com a Catedral La Seu, pelo menos uma cala do sudeste (como o Caló des Moro), a Serra de Tramuntana com Valldemossa e as Cuevas del Drach. Essa combinação é o que torna a ilha tão especial.

Economize ao máximo na sua viagem a Maiorca

Maiorca é daqueles lugares que cabem num roteiro curto mas deixam vontade de voltar. Se a gente pudesse repetir uma coisa, seria fechar a tarde na Cala Deià vendo o sol cair sobre o mar — vale demais reservar um pôr do sol assim na sua viagem. Boa viagem!