
Sair de Nápoles, com todo o caos gostoso do sul, e desembarcar em Florença, o berço do Renascimento, é uma das rotas mais clássicas de quem roda a Itália. E a boa notícia é que dá pra fazer esse trajeto de forma rápida, barata e tranquila — desde que você saiba escolher o transporte certo.
A gente já fez esse percurso de trem e de carro, e cada um tem seu momento. O trem de alta velocidade é imbatível em praticidade: liga centro a centro em pouco mais de duas horas e meia. Já o carro só compensa se você quer parar na Toscana no caminho. O ônibus, esse, fica pra quem tem tempo sobrando e quer gastar o mínimo.
Aqui a gente vai destrinchar tudo: tempos reais, faixas de preço, dicas de economia e os erros que mais pegam o brasileiro de surpresa. E não esquece de conferir o nosso guia completo de Florença, onde a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Trem x ônibus x carro: qual vale mais a pena?
Antes de entrar no detalhe de cada um, vale o resumo rápido pra você já ter uma noção do que escolher:
- Trem de alta velocidade: o mais rápido e prático, cerca de 2h30 a 3h15, ligando o centro de Nápoles ao centro de Florença.
- Ônibus: o mais barato, mas leva de 6 a 7 horas. Bom pra quem tem tempo sobrando.
- Carro: em torno de 4h a 4h30 sem paradas, vale a pena só se você quer explorar a Toscana no caminho ou viaja em grupo.
- Avião: esquece. Com check-in, segurança e deslocamento até os aeroportos, o tempo total fica igual ou maior que o trem, e bem mais caro.
A distância em linha reta é de uns 407 km, e por estrada sobe pra cerca de 470 km. Pra quase 400 km de percurso, o trem de alta velocidade resolve com folga.
Como ir de Nápoles a Florença de trem
Pra gente, o trem é disparado a melhor escolha nesse trecho. Os trens de alta velocidade — Frecciarossa (da Trenitalia) e Italo — chegam a passar de 250 km/h em alguns trechos, e é por isso que o trajeto fica tão curto.

A grande vantagem é que os trens partem da Napoli Centrale (a estação principal de Nápoles) e chegam na Firenze Santa Maria Novella (SMN), que fica praticamente dentro do centro histórico — uns 10 a 15 minutos andando até o Duomo. Ou seja, centro a centro, sem perder tempo com deslocamento pra aeroporto.
Horários e frequência
A rota é super servida: somando todas as operadoras, são dezenas de trens por dia, com partidas espalhadas do começo da manhã até a noite. Os primeiros saem por volta das 5h e os últimos diretos costumam ser entre 20h30 e 22h30.
A maioria é direta, sem troca. Alguns serviços mais lentos podem ter uma conexão em Roma — fica de olho na hora de comprar, porque esses costumam passar de 4 ou 5 horas.
Quanto custa a passagem de trem
Aqui mora o pulo do gato. Comprando com antecedência, dá pra achar tarifas promocionais a partir de algo em torno de €15 a €20. Com cerca de um mês de antecedência, o valor médio fica na faixa de €25 a €35.
Agora, se você deixa pra comprar em cima da hora, em alta temporada ou em horário de pico, o preço dispara fácil pra €50 a €80, podendo passar de €100 nas tarifas flexíveis de última hora. Foi exatamente esse erro que a gente quase cometeu numa viagem — tentou comprar no dia anterior e o preço tinha quase triplicado.
Pra organizar tudo, vale usar esse pesquisador de trens pra comparar horários, tipos de trem e preços de todas as operadoras de uma vez. Dá pra comprar com vários meses de antecedência, e é justamente aí que você garante as tarifas mais baratas.

Dicas práticas pro trem
Sobre classes, a 2ª classe já é bem confortável e dá conta pra quase todo mundo. A 1ª classe ou Business/Premium oferece mais espaço e silêncio, o que ajuda em alta temporada.
Uma coisa importante: no trem você mesmo cuida da sua mala, sem despacho como em avião. Então chega com alguns minutos de folga pra acomodar tudo nos porta-bagagens, principalmente em estações cheias como a SMN. E maneira na bagagem — subir e descer degrau com mala pesada cansa muito.
IMPORTANTE: para uma viagem à Itália, o seguro viagem e o chip de celular são dois itens indispensáveis. Como a Itália faz parte do espaço Schengen, o seguro com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório pra entrar. A gente sempre usa esse comparador de seguros (com desconto exclusivo já aplicado) e esse chip de viagem pra ter internet o tempo todo. Economizamos e nunca tivemos problema.
Como ir de Nápoles a Florença de ônibus
O ônibus é a opção mais barata da rota. Empresas como a FlixBus operam várias saídas por dia, com tarifas que começam em algo em torno de R$100 (uns €18 a €20, dependendo do câmbio), variando conforme a data e a antecedência.
A contrapartida é o tempo: a viagem leva de 6 a 7 horas, dependendo do trânsito e das paradas. Em Nápoles, as paradas ficam em áreas próximas à Napoli Centrale e ao Centro Direzionale.
O ônibus faz sentido pra quem tem tempo de sobra e quer gastar o mínimo, pra quem prefere uma viagem noturna (economizando uma diária de hotel quando o horário existe) ou pra mochileiro que não se incomoda com menos conforto. Pra quem está com a agenda apertada, porém, o trem compensa muito mais.
Como ir de Nápoles a Florença de carro
De carro, o percurso tem cerca de 470 km e leva em torno de 4h a 4h30, sem contar paradas. A rota principal é a rodovia A1, a Autostrada del Sole, com pedágios ao longo do caminho e bastante posto de combustível e área de conveniência.
Vale ficar atento às regras de trânsito italianas: o limite costuma ser de 130 km/h nas autoestradas e 50 km/h em áreas urbanas. Somando combustível e pedágios, o custo total tende a ficar acima do ônibus e muitas vezes parecido ou maior que um bom preço de trem — especialmente se você viaja sozinho.

O carro começa a valer mais a pena pra grupos (família ou 3-4 amigos) e, principalmente, pra quem quer explorar a Toscana no caminho. Planejando com antecedência, dá pra encaixar paradas em cidades históricas como Orvieto, Arezzo, Siena e o Val d’Orcia, que rendem passeios lindos.
Aluguel de carro (economize até 34%)
Se a ideia é justamente curtir a Toscana de carro, a principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Atenção à ZTL ao chegar em Florença
Tem um detalhe que pega muita gente desprevenida: Florença tem uma ZTL (Zona de Tráfego Limitado) no centro histórico, com acesso restrito a veículos não autorizados e câmeras que multam automaticamente. A multa chega depois no Brasil, pela locadora ou no cartão.
A dica é reservar hotel com estacionamento fora da ZTL ou deixar o carro numa garagem autorizada e ir a pé ou de transporte público até o centro. Se você só vai usar o carro pra se deslocar entre cidades e não pretende rodar dentro de Florença, o mais simples é até entregar o carro ao chegar e usar o transporte local.
O que fazer em Nápoles e em Florença
Já que a rota liga dois ícones italianos, vale dar uma esticada nas duas pontas. Em Nápoles, comece pelo Centro Histórico, onde estão a Catedral de Nápoles e o famoso Spaccanapoli, a rua que corta a parte principal da cidade.
Reserve um tempo pro Museu Arqueológico Nacional, que tem uma das coleções mais importantes do mundo de artefatos romanos, muitos vindos de Pompeia e Herculano. Depois, caminhe pela orla — as vistas são lindas — e conheça o Castel dell’Ovo e o Castel Nuovo, marcos históricos da cidade.

Já em Florença, comece pela Piazza del Duomo, onde estão a Catedral de Santa Maria del Fiore, o Batistério e o Campanário de Giotto. Depois siga pra Galleria degli Uffizi, que reúne obras de Botticelli, Leonardo da Vinci e companhia.
A Ponte Vecchio, com suas lojinhas tradicionais, é um ponto alto da cidade. E o Palazzo Pitti com os Jardins de Boboli conta um pouco mais da história da família Medici. Florença é o lugar perfeito pra mergulhar no Renascimento italiano, em cada praça e igreja.
Um detalhe que ajuda muito no planejamento: a estação SMN é um hub ferroviário e tertium. De lá dá pra fazer bate-voltas fáceis pra Pisa, Lucca, Siena e Arezzo, usando Florença como base depois de chegar de Nápoles.
Pra aproveitar os museus e atrações sem perder tempo em fila, a gente sempre compra os ingressos com antecedência por esse site que a gente usa em todas as viagens. Tem sempre o menor preço, é o único com pagamento já em reais (evitando o IOF dos pagamentos internacionais) e ainda tem free tours ótimos e transfer pro hotel.

Erros comuns de turista brasileiro nesse trecho
Tem alguns deslizes que a gente vê (e já cometeu) acontecer toda hora. Anota pra não cair:
- Deixar pra comprar o trem na última hora: muita gente trata trem na Itália como ônibus rodoviário e compra no dia, pagando o dobro ou triplo. Em alta temporada, os assentos baratos somem rápido.
- Confundir as estações: Nápoles tem mais de uma estação (alguns trens de alta velocidade param na Napoli Afragola). Confira sempre se a sua partida é da Napoli Centrale e chegue com 20 a 30 minutos de antecedência.
- Subestimar a ZTL de Florença: tentar chegar de carro até a porta do hotel no centro sem checar a zona restrita rende multa garantida.
- Levar bagagem demais: no trem você carrega, sobe e desce degrau e acomoda tudo sozinho. Mala pesada vira tormento.
- Não validar bilhete em trem regional: em alguns serviços regionais e Intercity ainda é preciso validar o bilhete físico nas máquinas verdes/amarelas antes de embarcar, ou você pode ser multado. Nos trens de alta velocidade com assento marcado isso não é necessário.
Melhor época para fazer o trajeto
A rota funciona o ano inteiro, mas o contexto muda. Na primavera (abril a junho) e no outono (setembro a outubro), o clima é mais agradável e tem menos gente — pra gente, as melhores janelas.
No verão (julho e agosto), é o período mais quente e cheio. Os trens de alta velocidade ficam disputados, então reserve com bastante antecedência pra garantir bons horários e preços. No inverno (novembro a fevereiro), vêm os tickets mais baratos e menos turistas, com a contrapartida de dias mais curtos e chance de chuva.
Sobre horário, se você quer aproveitar o dia em Florença, sai de Nápoles num trem entre 7h e 9h: você chega ainda pela manhã, deixa a mala no hotel, almoça perto do Mercato Centrale e ainda pega o pôr do sol na Piazzale Michelangelo.
Pra fechar a hospedagem, ficar bem localizado em Florença faz toda a diferença — perto da estação e do centro, você economiza horas de transporte e tem tudo a pé. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como ir de Nápoles a Florença
Quanto tempo leva de Nápoles a Florença?
De trem de alta velocidade, cerca de 2h30 a 3h15 nos serviços mais diretos. De carro, em torno de 4h a 4h30 sem paradas, e de ônibus, de 6 a 7 horas.
Qual a forma mais barata de ir de Nápoles a Florença?
Em geral, o ônibus é a opção mais econômica, com tarifas a partir de algo em torno de R$100. Mas o trem comprado com bastante antecedência pode sair quase no mesmo preço, com muito mais conforto e rapidez.
Qual a forma mais rápida de ir de Nápoles a Florença?
O trem de alta velocidade (Frecciarossa ou Italo) é disparado o mais rápido e prático, ligando o centro de Nápoles ao centro de Florença em pouco mais de duas horas e meia.
Quanto custa a passagem de trem de Nápoles a Florença?
Comprando com antecedência, dá pra achar tarifas a partir de €15 a €20, com média de €25 a €35 com cerca de um mês de antecedência. Em cima da hora ou em alta temporada, pode passar de €50 a €80.
Vale a pena ir de avião de Nápoles a Florença?
Não. Com check-in, segurança e o deslocamento até os aeroportos, o tempo total fica igual ou maior que o trem e o preço costuma ser bem mais alto. O trem é mais rápido, prático e ecológico nesse trecho.
De onde saem os trens em Nápoles e onde chegam em Florença?
A maioria parte da Napoli Centrale, a estação principal. Em Florença, a chegada é na Firenze Santa Maria Novella (SMN), que fica praticamente no centro histórico, a 10-15 minutos a pé do Duomo.
Preciso validar o bilhete de trem?
Em trens regionais e alguns Intercity com bilhete físico, sim — é preciso validar nas máquinas antes de embarcar. Já nos trens de alta velocidade com assento marcado, o bilhete tem data e horário fixos e não precisa de validação.
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No fim das contas, a gente sempre recomenda o trem de alta velocidade pra esse trecho: rápido, confortável e centro a centro. Compre com antecedência pra pegar as melhores tarifas, e se quiser conhecer a Toscana no caminho, aí sim vale pegar um carro. Seja qual for a escolha, é um dos trajetos mais bonitos pra entender as duas faces da Itália.
