
Quer montar um roteiro de 2 dias em Florianópolis sem perder tempo e ainda assim conhecer o que a ilha tem de mais bonito? Esse guia foi pensado justamente pra isso: a gente combina praia, natureza, gastronomia e o centro histórico num esquema que dá pra cumprir mesmo num fim de semana curto.
A primeira coisa que a gente aprendeu visitando Floripa várias vezes é que tentar conhecer tudo em dois dias é o erro mais comum — o trânsito entre norte, leste, centro e sul pesa, e quem corre demais acaba só dirigindo. Por isso, esse roteiro distribui a ilha em eixos lógicos: um dia voltado pro leste (praias e Lagoa) e outro com norte e centro histórico.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Florianópolis a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hospedagem, transporte, restaurantes, baladas e os melhores passeios.
Dia 1 — Manhã: Praia Mole e dunas da Joaquina
Comece cedo, com um café da manhã reforçado, porque a Praia Mole — primeira parada — é mais rústica e quase não tem estrutura de comida. Você vai encontrar só alguns quiosques com opções limitadas de bebidas e pouquíssima coisa pra comer, então não dá pra contar com almoço lá.
A Mole compensa por outros motivos: a cor da água é deslumbrante, a areia é clara e fininha, e a vibe é jovem, com muito surfista entrando no mar. A água é gelada e o mar agitado, então é mais praia de contemplar e tomar sol do que de longas mergulhadas.
Da Mole, siga pertinho até a Praia da Joaquina, outro símbolo clássico da ilha. O mar também é agitado e gelado, e o lugar atrai muito surfista por causa das ondas constantes. Mas o que faz a Joaquina valer parada obrigatória são as dunas gigantes: dá pra alugar um sandboard ali mesmo e descer, vale demais a experiência.
A paisagem é completa — de um lado os morros, do outro as dunas, e o mar emoldurando tudo. Aqui tem mais estrutura de quiosques e restaurantes, então aproveite pra almoçar por lá.
Dia 1 — Tarde: Piscinas Naturais da Barra da Lagoa
Depois do almoço, vá pras Piscinas Naturais da Barra da Lagoa, um paraíso que muita gente que visita Floripa pela primeira vez não conhece. Elas ficam entre a Prainha da Barra e a Praia da Galheta (que é de nudismo). A trilha de acesso é curta, com cerca de 15 minutos e sem grandes desafios.
No verão é uma delícia: os poções de água cristalina ficam ótimos pra mergulhar. Um aviso importante: pra entrar na água, você precisa pular das pedras direto pro mar, porque não tem areia ali. Pisa com cuidado, as pedras ficam escorregadias.
Só faça esse passeio em dia de maré baixa. Em maré alta é perigoso de verdade, com o mar batendo forte nas pedras. A dica que a gente sempre dá: antes de sair do hotel, dá uma olhada na tábua das marés do dia — esse erro de não conferir trânsito de maré já tirou o passeio de muita gente.
Se sobrar tempo e pique, a própria Barra da Lagoa tem o Projeto Tamar ali do lado, que abre todos os dias das 9h às 17h (em janeiro e fevereiro fica aberto até as 18h). O ingresso costuma sair em torno de R$ 16 e é uma visita curta, mas legal, principalmente pra quem vai com criança.
Dia 1 — Noite: pôr do sol na Lagoa da Conceição
O fim de tarde na Lagoa da Conceição é um dos melhores momentos do roteiro. Vá pro Bar do Boni ver o pôr do sol — é informal, tem mesas num deck a céu aberto, música ao vivo todos os dias, cerveja gelada e bons petiscos. Pede os que levam frutos do mar, que são fresquinhos.
Depois, siga a pé pro centrinho da Lagoa. É um lugar gostoso, cheio de lojinhas, quiosques, bares e restaurantes. É muito agradável caminhar por ali à noite, e também é um bom ponto pra comprar lembrancinhas.
Aluguel de carro (economize até 34%)
Pra cumprir um roteiro como esse, com Joaquina de manhã, Barra da Lagoa à tarde e Lagoa da Conceição à noite, carro é praticamente obrigatório. Floripa tem ônibus, mas pra essa logística de eixos diferentes da ilha, depender de transporte público derruba o roteiro.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Localiza, Movida, Unidas, Hertz e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Dia 2 — Manhã: praias dos Ingleses e de Jurerê
Comece o segundo dia indo pro norte da ilha. A Praia dos Ingleses recebeu esse nome por causa de um naufrágio inglês que aconteceu entre o final do século 17 e o início do século 18. É uma das praias mais movimentadas de Floripa, com 5 km de extensão, e tem ótima infraestrutura de hotéis e restaurantes. O nascer do sol por ali é deslumbrante.
Depois, siga pra região de Jurerê — fica pertinho. Uma curiosidade: o bairro foi projetado por Oscar Niemeyer. A atmosfera é de luxo, com mansões, restaurantes chiques e carros caros pra todos os lados. A praia tem águas calmas e estrutura ótima, tudo organizadinho.
Em Jurerê ficam algumas das baladas e beach clubs mais famosos do Brasil, como Milk, Donna, Posh e P12. O P12, no verão, tem uma programação pesadíssima, com nomes como Anitta e Alok. O Jurere Open Shopping é um ótimo lugar pra almoçar ou lanchar com calma antes de seguir o roteiro.
Dia 2 — Tarde: caminhada pelo Centro Histórico
Depois do almoço, siga pro Centro Histórico. De carro, esse trajeto leva cerca de 30 minutos em um dia sem trânsito (em horário de pico, prepare-se pra dobrar esse tempo). O centro é pequenininho, então o esquema é estacionar e fazer tudo a pé.
Na Praça XV de Novembro, ponto zero da cidade, você vai encontrar:
- A figueira centenária, uma árvore enorme que fez sombra para as primeiras reuniões dos fundadores do Figueirense — sim, o nome do clube vem dali.
- A Catedral Metropolitana de Florianópolis, que existe desde 1678 e virou um dos símbolos da cidade.
Ao lado da praça fica o Palácio Cruz e Souza, onde funciona o Museu Histórico de Santa Catarina. O prédio é lindo, vale muito a foto.
A poucos minutos a pé você chega no Mercado Público, que existe desde 1851. É um ótimo lugar pra sentar, comer um pastel de camarão (o clássico é o do Box 32) com caldo de cana, e observar o movimento da rua. A gente sempre passa ali pra fazer essa parada — é a melhor síntese de Floripa em um só lugar: comida, peixaria, lembrancinha e história.
Dia 2 — Noite: Ponte Hercílio Luz iluminada
Pra fechar o roteiro, siga pra Ponte Hercílio Luz, cartão-postal da cidade e patrimônio histórico. É a maior ponte suspensa do Brasil, com mais de 800 metros, inaugurada em 1926 — foi um marco, porque permitiu que o transporte entre a ilha e o continente deixasse de ser exclusivamente marítimo.
À noite, a ponte fica toda iluminada, lindíssima. Depois de ficar muitos anos fechada pra carros, ela foi reaberta ao trânsito em 2020. Os melhores pontos pra ver a ponte com detalhes são o Parque da Luz e a beira-mar continental. Vale muito fazer a travessia a pé. Aos fins de semana, inclusive, só pedestres e ciclistas podem atravessar — carros ficam de fora.
Se ainda sobrou ânimo, aproveita pra fechar a noite num bom restaurante, bar ou balada — Floripa tem cena noturna pra todo gosto. A gente fez três guias dedicados pra você escolher:
- Melhores pubs e bares em Florianópolis
- Melhores restaurantes em Florianópolis
- Melhores baladas em Florianópolis
Dicas insider pra esse roteiro render
Algumas dicas que fazem diferença e que a gente aprendeu nas várias viagens pra ilha:
- Confira a maré e o vento antes de cada passeio. Piscinas Naturais e trilhas costeiras dependem de mar calmo — em dia de vento forte, troca o plano por centro histórico, Mercado Público e Ribeirão da Ilha.
- Reserve restaurante em alta temporada. Casas em Jurerê, na Lagoa e no Ribeirão lotam, e ficar 1h de espera estraga o roteiro.
- Tenha um plano B cultural. Em dia frio ou nublado, Centro Histórico, Mercado Público e Palácio Cruz e Souza salvam o dia.
- Saia cedo dos hotéis no norte. O trajeto Jurerê–Centro pode ficar caótico depois das 10h em alta temporada.
- Se a viagem for em verão, considere esticar pro Ribeirão da Ilha num almoço — ostras frescas com vista pra ilha de Santo Antônio são uma das melhores experiências gastronômicas do Brasil.
Seguro viagem (mesmo dentro do Brasil)
Muita gente esquece, mas mesmo viajando dentro do Brasil, contratar um seguro viagem vale a pena. Acidente em trilha, problema médico fora da cidade, cancelamento de voo, extravio de bagagem — tudo isso pode acontecer e custar caro do bolso. A gente já viu várias histórias de viagem que virou prejuízo por causa de uma queda boba.
A gente sempre usa esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras do mercado e já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. O atendimento é em português e o pagamento é em reais, parcelado.
Pra um fim de semana em Floripa, um plano básico já resolve — mas em viagem com criança ou idoso, vale subir a cobertura.
Onde ficamos em Florianópolis (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Podemos dividir Florianópolis em: norte, leste, sul e centro/continente. Cada uma dessas regiões tem suas particularidades e vai proporcionar uma experiência diferente de hospedagem.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 2 dias em Florianópolis
Dá tempo de conhecer Florianópolis em 2 dias?
Dá pra ter uma boa primeira impressão da ilha em 2 dias, mas não dá pra conhecer tudo. O segredo é escolher eixos: leste e centro, que é o que esse roteiro propõe. Pra incluir também sul da ilha (Ribeirão, Pântano do Sul, Lagoinha do Leste), você precisa de pelo menos 4 dias.
Qual a melhor região pra ficar hospedado num roteiro de 2 dias?
Pra esse roteiro específico, ficar na Lagoa da Conceição ou no Centro é o ideal — fica entre os eixos das praias do leste e o centro histórico, reduzindo deslocamento. Jurerê é ótimo se você prefere estrutura de luxo e baladas, mas vai gastar mais tempo dirigindo.
Precisa alugar carro pra fazer esse roteiro em Floripa?
Sim, é praticamente obrigatório. As atrações estão espalhadas em eixos diferentes da ilha (norte, leste, centro) e os ônibus não dão conta dessa logística em 2 dias. De carro, você cumpre o roteiro tranquilamente; de Uber, vira um custo alto.
Qual a melhor época pra fazer esse roteiro?
Pra praia e mar mais convidativos, os meses mais quentes (de dezembro a março) são os melhores. Mas a ilha também rende bem em dias ensolarados fora da alta temporada, quando tem menos trânsito e lotação. Se o foco for cultural e gastronômico, dias mais frios funcionam super bem.
Quanto custa em média um dia desse roteiro?
Pra uma faixa casual, considere R$ 40 a R$ 80 por pessoa por refeição em quiosques e lugares simples — restaurantes de frutos do mar em áreas turísticas como Jurerê e Ribeirão saem bem mais caros. Some combustível, eventuais ingressos (Projeto Tamar custa em torno de R$ 16) e aluguel de sandboard na Joaquina.
É seguro fazer a trilha das Piscinas Naturais da Barra da Lagoa?
A trilha em si é fácil, cerca de 15 minutos sem desafios. O cuidado é com a maré: só vá em maré baixa, porque em maré alta as ondas batem com força nas pedras e o local fica perigoso. Sempre confira a tábua das marés antes.
O que fazer em Floripa em dia de chuva ou frio?
Esse é exatamente o dia perfeito pra antecipar o Dia 2 e dedicar mais tempo ao Centro Histórico, Mercado Público, Catedral e Palácio Cruz e Souza. Um almoço de ostras no Ribeirão da Ilha também é programa ótimo pra dia nublado.
Economize ao máximo na sua viagem a Florianópolis
- Guia completo de Florianópolis
- Melhores restaurantes em Florianópolis
- Melhores pubs e bares em Florianópolis
- Melhores baladas em Florianópolis
Esse é o roteiro que a gente recomenda pra quem tem só um fim de semana na ilha e quer sair com gostinho de quero mais. Floripa tem várias caras — praia, surfe, história, gastronomia e badalação —, e em 2 dias dá pra provar um pouco de cada. Boa viagem!







