Saber como andar por Florença muda completamente a sua viagem, e é um detalhe que muita gente só percebe quando já está lá. A boa notícia é que essa é uma das cidades mais fáceis de explorar da Europa: o centro histórico é pequeno, compacto e quase todo de pedestres, então você faz praticamente tudo a pé.
Mesmo assim, vale entender as opções de transporte público, bike e táxi pra completar os trajetos mais longos e fugir de erros caros, principalmente com carro. Aqui a gente reuniu tudo o que você precisa saber pra circular tranquilo, organizar o orçamento de transporte e não cair nas armadilhas clássicas de turista.
Quando a gente foi pela primeira vez, a sensação foi de que o centro inteiro cabe num passeio só: do Duomo até a Ponte Vecchio dá pra ir andando em poucos minutos, parando em praças, igrejas e cafés no caminho. Pra montar a viagem completa pagando mais barato, vale conferir também o nosso guia de como viajar barato para Florença, com dicas de hotel, transporte, comida e ingressos.
Dá pra conhecer Florença a pé?
Dá, e essa é de longe a melhor forma de explorar a cidade. O centro histórico é pequeno, em grande parte peatonal, e os principais pontos turísticos estão todos pertinho um do outro.
Pra você ter uma ideia das distâncias: de Santa Maria Novella ao Duomo são cerca de 10 minutos a pé, e do Duomo até a Galleria Uffizi e a Ponte Vecchio mais uns 5 a 10 minutos. Ou seja, o coração de Florença se atravessa numa caminhada tranquila de meia hora.
Uma dica de ouro é usar o Duomo como bússola. A cúpula de Brunelleschi é visível de vários pontos da cidade, então se perder é quase impossível: se você vê a cúpula, sabe onde fica o centro. A partir dela, os trajetos ficam fáceis:
- Duomo → Piazza della Signoria (Palazzo Vecchio e Uffizi): pela via Calzaiuoli, uma rua de pedestres cheia de lojas.
- Duomo → Santa Maria Novella: pela via Cerretani e via dei Banchi.
- Duomo → Galleria dell’Accademia (pra ver o David original): pela via Ricasoli, na saída lateral da catedral.
- Duomo → Mercato di San Lorenzo: pela Borgo San Lorenzo.
Uma dica que faz diferença: antes de sair, dá uma olhada no mapa e faça um esboço de roteiro, pra não ficar andando em zigue-zague e cansar à toa. A gente gosta de pensar em eixos: o “clássico” (Santa Maria Novella → Duomo → Piazza della Repubblica → Piazza della Signoria → Uffizi → Ponte Vecchio) e o de “arte e mercado” (Duomo → San Lorenzo → Accademia → Santa Croce).
E a melhor parte de andar a pé é justamente aproveitar os trajetos: observar as ruas medievais, as construções antigas, as oficinas artesanais e os pequenos jardins. Em poucos minutos você passa por obras de Giotto, Brunelleschi e Michelangelo, tudo em escala humana.
Ingressos e passeios pra otimizar os trajetos a pé
Já que você vai circular bastante a pé, vale comprar com antecedência os ingressos das atrações principais, como Uffizi, Accademia (o David) e a cúpula do Duomo. Esses lugares ficam lotados entre o fim da manhã e o meio da tarde, e quem não reserva antes pega filas que dão a volta no quarteirão.
A gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar ingressos, free tours e passeios a pé guiados. A vantagem é que você paga em reais (sem IOF), pode parcelar e a maioria das atividades tem cancelamento gratuito, então dá pra reservar sem medo de mudar o roteiro depois.
Inclusive, os passeios a pé guiados são ótimos pra entender a cidade enquanto caminha, sem perder tempo se localizando. A gente já fez free tour por lá e foi uma das melhores formas de pegar o jeito do centro logo no primeiro dia.
Se quiser ver todas as opções com calma, dá uma olhada também na nossa matéria sobre onde comprar ingressos para os passeios de Florença do jeito mais barato e seguro.
Ônibus e tram: o transporte público
Florença tem uma rede de ônibus e linhas de tram que funciona muito bem, operada por empresas como a ATAF. É uma boa opção pra quem está com o orçamento apertado ou hospedado um pouco mais longe do centro.
O bilhete simples costuma custar em torno de €1,50 quando comprado em tabacarias, cafés ou quiosques, e vale por cerca de 90 minutos, permitindo trocas dentro desse período. Comprando direto no ônibus sai um pouco mais caro (em torno de €2) e nem sempre está disponível, então o ideal é comprar antes.
Existem ainda bilhetes de 2 e 4 viagens, passes tipo Carta Agile (com 10, 20 ou 30 viagens, saindo em torno de €1 por viagem dependendo da carga) e passes de 24 horas, 3 dias e 7 dias. Esses passes valem a pena pra quem fica fora do centro e vai usar ônibus todo dia.
O tram conecta a periferia, a estação e o aeroporto ao centro, e vem sendo ampliado nos últimos anos como alternativa ao carro. Uma das linhas liga Florença à comuna de Scandicci em cerca de 20 minutos, com bilhetes na mesma faixa de preço.
Atenção a um erro comum: em alguns casos é preciso validar o bilhete ao subir. Turista distraído que guarda o bilhete sem validar, achando que basta mostrar se for abordado, pode acabar multado. Pra quem está hospedado no centro, porém, o transporte público é quase sempre dispensável: dá pra fazer tudo a pé.
Bicicleta e e-bike por Florença
Alugar bike em Florença é relativamente barato, com faixas em torno de €2 por hora e cerca de €10 por dia em locadoras tradicionais. É uma ótima pedida pra um primeiro giro pela cidade ou pra quem curte pedalar.
Algumas locadoras conhecidas são a Florence by Bike (Via San Zanobi), a Tuscany Cycle, a Giramondo by Bike (Via Ghibellina) e a Flo Rent (Via della Mosca). Pra e-bikes, tem opções como a E-Bikes Florence (Via Santa Reparata). A cidade também já teve sistemas de bike sharing via app, que exigem cadastro e desbloqueio pelo celular.
Só fica a dica: as ruas do centro são estreitas e cheias de pedestres, então atenção redobrada ao pedalar por ali. Como o percurso turístico é curto mesmo, muita gente prefere combinar a bike com a caminhada.
Táxi: como funciona em Florença
O táxi é prático pra quem está com pressa ou chegando com bagagem, mas costuma sair mais caro que as outras opções. Do aeroporto ao centro, por exemplo, a corrida costuma ficar em torno de €20.
Uma coisa importante: pegar táxi na Itália é diferente do Brasil. Não é comum parar o carro acenando na rua. O certo é ir até um dos pontos oficiais (em praças, estações e no aeroporto) ou chamar por telefone, pelas centrais locais (prefixo 055) ou por app. Vale lembrar que pra usar app você vai precisar de internet móvel.
E o carro? A real sobre dirigir em Florença
Aqui vai o aviso mais importante deste guia: não vale a pena entrar de carro no centro de Florença. A cidade está cheia de ZTL (Zona a Traffico Limitato), áreas de circulação restrita a moradores, táxis e veículos autorizados.
A entrada nas ZTL é controlada por câmeras. Se você entrar sem autorização, a multa gira em torno de €100 por infração. E esse é um dos erros mais clássicos de brasileiro: alugar carro pra rodar a Toscana e, sem perceber, entrar na ZTL achando que dá pra “parar rapidinho” na porta do hotel. O resultado são multas caras que chegam meses depois.
Além das multas, o centro tem ruas estreitas, muitos pedestres e pouquíssimas vagas. Se você estiver com carro, o ideal é deixá-lo em estacionamentos na borda do centro ou em garagens. Os estacionamentos subterrâneos mais conhecidos são Santa Maria Novella, Fortezza da Basso, Porta al Prato, Parterre (Piazza Ghiberti) e Porta Romana, com custos típicos de €1 a €3 por hora (alguns mais centrais chegam a €8/hora). Garagens privadas no miolo histórico podem custar em torno de €30 por dia.
Em resumo: o carro faz sentido pra bate-voltas pela Toscana (vinícolas, San Gimignano, Siena), não pra circular dentro de Florença. Pra essa parte, vale conferir nossa matéria de como alugar um carro em Florença pelo menor preço.
Melhor época para andar por Florença
Como você vai caminhar bastante, vale pensar no clima:
- Primavera (abril a junho): clima agradável e dias mais longos, ótimo pra caminhar. Em compensação, é muito procurada, então as ruas ficam cheias.
- Outono (setembro a outubro): temperaturas confortáveis, luz bonita pra fotos e menos lotação que no pico do verão. Uma das melhores épocas pra andar.
- Verão (julho a agosto): muito calor durante o dia, às vezes acima de 30 °C, o que cansa nas caminhadas. A dica é concentrar os passeios cedo de manhã e no fim da tarde, deixando o início da noite pra um rolê tranquilo pelo Arno e pelas praças.
- Inverno (novembro a fevereiro): dias curtos, frio e chuva ocasional, mas totalmente viável com roupa adequada. Tem menos turista, fica mais fácil circular, ver vitrines e entrar em museus.
Dicas práticas pra explorar a cidade a pé
- Calçado confortável: as ruas de paralelepípedo cansam bastante. Tênis fechado e confortável é quase obrigatório.
- Mapas offline no celular: ajudam a otimizar as rotas e evitam aquele “andar em círculos”.
- Garrafa de água reutilizável: há várias fontes públicas de água potável pela cidade, é comum ver os moradores enchendo a garrafa.
- Fuja dos horários de pico: Duomo, Uffizi, Accademia e Ponte Vecchio lotam entre o fim da manhã e o meio da tarde. Nesse horário, aproveite pra caminhar por bairros menos óbvios.
- Explore o Oltrarno: do outro lado do Arno, bairros como Santo Spirito e San Niccolò têm bares, artesãos e um clima mais local. Caminhar por ali à noite é um contraste delicioso com o centro monumental.
A gente errou nessa na primeira viagem: programamos museu, igreja e mirante no mesmo dia, com horário marcado pra tudo, e o piso irregular acabou com a gente. O segredo é deixar espaço pra descansar e pra simplesmente perambular sem pressa.
Seguro viagem para a Itália
Pra entrar na Itália e em todo o espaço Schengen, o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. Além de ser exigência, ele te protege de imprevistos: atendimento médico na Europa custa caríssimo, e um problema simples pode virar uma conta gigante.
A gente sempre cota no esse comparador de seguros, que mostra várias seguradoras lado a lado e já vem com desconto exclusivo do Grupo Dicas. Dá pra achar uma boa cobertura pagando bem pouco. Pra entender melhor, veja nossa matéria sobre o melhor seguro viagem para Florença.
Chip de internet pra usar mapas e apps
Como boa parte das dicas aqui depende de mapa offline, app de táxi e bike sharing, ter internet no celular faz toda a diferença. A gente usa esse chip de viagem que a gente usa, que já chega funcionando assim que você pousa, sem precisar ficar caçando wi-fi ou comprando chip local.
Pra mais detalhes, dá uma olhada na nossa matéria sobre o melhor chip de viagem para Florença.
Pra circular bem a pé, ficar bem localizado é o que mais importa: hospedagem perto do Duomo, de Santa Croce ou de Santa Maria Novella significa fazer quase tudo caminhando e gastar zero com transporte. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como andar por Florença
Dá pra conhecer Florença só a pé?
Dá, sim. O centro histórico é pequeno e em grande parte de pedestres, e as principais atrações ficam todas a poucos minutos de caminhada umas das outras. A pé é justamente a forma mais agradável de explorar a cidade.
Quanto custa o ônibus em Florença?
O bilhete simples costuma custar em torno de €1,50 quando comprado em tabacarias, cafés ou quiosques, e vale por cerca de 90 minutos com direito a trocas. Comprando dentro do ônibus sai um pouco mais caro, em torno de €2.
Vale a pena alugar carro pra andar em Florença?
Pra circular dentro de Florença, não. O centro tem zonas de tráfego restrito (ZTL) com multas em torno de €100, ruas estreitas e poucas vagas. O carro só compensa pra bate-voltas e road trips pela Toscana.
O que é a ZTL de Florença?
A ZTL (Zona a Traffico Limitato) é uma área de circulação restrita no centro, controlada por câmeras, liberada só pra moradores, táxis e veículos autorizados. Entrar sem autorização gera multa de cerca de €100 por infração.
Como funciona o táxi em Florença?
Diferente do Brasil, não se para táxi acenando na rua. O ideal é ir até um ponto oficial (praças, estações, aeroporto) ou chamar por telefone (prefixo 055) ou por app. Do aeroporto ao centro, a corrida costuma sair em torno de €20.
Quanto custa alugar bicicleta em Florença?
É relativamente barato: gira em torno de €2 por hora e cerca de €10 por dia em locadoras tradicionais. É uma boa opção pra um primeiro giro, mas atenção às ruas estreitas e cheias de pedestres.
Quanto tempo leva pra atravessar o centro de Florença a pé?
De Santa Maria Novella ao Duomo são cerca de 10 minutos, e do Duomo à Uffizi e Ponte Vecchio mais 5 a 10 minutos. Ou seja, dá pra cruzar o coração da cidade numa caminhada tranquila de meia hora.
Economize ao máximo na sua viagem a Florença:
- Economizando: quer aproveitar melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para Florença, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Pontos turísticos: descubra os principais pontos turísticos de Florença pra montar seu roteiro a pé.
- Ingressos: saiba onde comprar ingressos para os passeios de Florença do jeito mais barato e seguro.
- Carro: se for rodar a Toscana, veja como alugar um carro em Florença pelo menor preço possível.
- Euros: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Florença, com prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip europeu ainda no Brasil clicando aqui. É fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Florença pra acertar na localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, andar por Florença é parte da experiência: a cidade foi feita pra ser percorrida a pé, com a cúpula do Duomo te guiando e uma obra de arte a cada esquina. Calce um tênis confortável, deixe o carro de fora do centro e aproveite cada trajeto. A gente sempre volta pra lá e a sensação de redescobrir as ruazinhas continua a mesma de sempre.




