
Fazer compras em Florença é quase impossível de resistir: a cidade é compacta, dá pra fazer tudo a pé e, a cada esquina, tem uma vitrine te chamando. Tem desde a alta moda italiana nas ruas mais chiques até o couro florentino dos mercados, passando por gastronomia toscana pra levar na mala e outlets de grife a pouco mais de meia hora do centro.
A gente sempre diz que Florença é um shopping a céu aberto. Numa das primeiras vezes que andamos por ali, saímos só pra conhecer o Duomo e voltamos com sacolas que não estavam no plano — a Via Calzaiuoli liga uma atração na outra e tem loja de tudo no caminho. É fácil se empolgar.
Neste guia a gente reuniu as melhores ruas, mercados e outlets, com faixas de preço, horários e as armadilhas que viajante brasileiro sempre cai. Se você quer planejar a viagem inteira pagando mais barato, dá uma olhada também no nosso guia de como viajar barato para Florença.
Por que Florença é tão boa pra compras
O grande trunfo é a concentração. Num raio de poucas quadras você tem moda de luxo (Gucci, Prada, Ferragamo), lojas mais acessíveis tipo Zara e Geox, mercados de couro e produtos típicos da Toscana — vinhos, azeites, queijos, massas e biscotti. Praticamente tudo no centro histórico, feito a pé.
As lojas de rua costumam abrir por volta das 9h30 e fechar entre 19h e 20h. Em comércios menores de bairro, ainda existe aquela pausa pra almoço, então não adianta chegar muito cedo nem contar com tudo aberto na hora do almoço fora das áreas turísticas.
Sobre preços, dá pra ter uma ideia geral: fast fashion sai a partir de uns 20 a 30 € numa peça simples; couro de mercado costuma ficar em torno de 80 a 250 € dependendo da peça e da qualidade; e nos outlets de luxo os descontos chegam a uns 50% sobre o preço cheio, mas é raro achar algo abaixo de uns 50 €.
Uma dica de ouro de quem já foi em época diferente: se você viaja em janeiro/fevereiro ou julho/agosto, pega os saldi, as liquidações oficiais de fim de estação. As vitrines ficam cheias de descontos progressivos em roupas e sapatos, e a diferença é grande.
O triângulo do luxo: Via Tornabuoni, Via Roma e Via Strozzi
Se o seu desejo é moda de grandes marcas, essas três ruas formam o coração do luxo florentino. A Via Tornabuoni é a mais chique e mais bonita de todas, com Prada, Gucci, Versace, Balenciaga, Alexander McQueen, Tiffany & Co., Burberry, Giorgio Armani e por aí vai. Vale a caminhada só pela arquitetura, mesmo que você não vá comprar nada — é uma das áreas mais fotogênicas da cidade.

A Via Roma é pequena, mas concentra nomes como Miu Miu, Prada, Liu Jo, Massimo Dutti, Gucci e Empório Armani. Já a Via Strozzi fecha o triângulo com marcas como Dior, Cartier, Armani, Louis Vuitton e Dolce & Gabbana. As três ficam coladinhas, então dá pra cobrir tudo numa caminhada tranquila.

E olha: como tudo isso fica no centro histórico, você não vai precisar de carro nem de transporte pra circular. Florença se faz a pé, e é justamente essa proximidade entre atrações e lojas que torna o passeio tão gostoso. Já já a gente conta como organizar a hospedagem pra aproveitar isso ao máximo.
Antes de continuar, vale uma dica que muita gente esquece: além de roupas e couro, Florença é cheia de museus e atrações que valem a visita entre uma loja e outra. A gente sempre garante os ingressos com antecedência usando esse site que a gente usa em todas as viagens. Dá pra pagar em reais, sem IOF, parcelar, e o cancelamento costuma ser gratuito — ou seja, você reserva tranquilo e ainda fura as filas que viram a esquina no centro. Tem até free tour e ingressos pra Galeria da Academia e Uffizi por lá.
Via Calimala e Via Calzaiuoli: do barato ao intermediário
Pra quem busca preço mais em conta com boas marcas, a Via Calimala é o caminho. Ela mistura lojas baratas e caras, com nomes como Zara, Geox, Puma e Calvin Klein, mas a maioria são boutiques menores. Tem de tudo: maquiagem, calçados, acessórios e bastante variedade.

Já a Via Calzaiuoli liga o Duomo à Piazza della Signoria e é a rua perfeita pra combinar turismo com compras. Ela é cheia de lojas de roupas, calçados, bolsas, malas, lingerie, óticas e cafés — e é por ela que a maioria dos turistas passa de qualquer jeito indo de uma atração à outra. Fica de olho na carteira, porque é fácil sair com sacola que não estava no orçamento.
Mercados de couro e gastronomia: San Lorenzo, Mercato Centrale e Porcellino
O Mercado de San Lorenzo é uma feira a céu aberto perto da Basílica de San Lorenzo, que lembra um pouco a 25 de Março de São Paulo. As barraquinhas vendem bolsas, calçados, carteiras, jaquetas de couro e souvenirs variados. Tem até comerciante brasileiro por lá, o que ajuda na hora de negociar.

Um aviso importante de quem já se enganou: a qualidade do couro no mercado varia muito. Tem peça ótima e tem peça fraca vendida como se fosse de primeira linha. Antes de fechar negócio, confere a costura, o forro, o cheiro do couro e os acabamentos. Se quiser algo realmente premium, vale comparar com lojas especializadas bem avaliadas — couro florentino de verdade costuma passar dos 300 € numa jaqueta, então preço baixíssimo já é sinal de alerta.
Logo ao lado fica o Mercato Centrale, um mercado histórico que é uma festa pra quem gosta de comida. No térreo você encontra massas, queijos, embutidos, vinhos, azeites e doces típicos; no andar de cima tem um food hall com bares e restaurantes servindo pratos florentinos. Funciona em geral das 9h às 19h na parte de mercado, e a área gastronômica costuma esticar até mais tarde.

Pra levar de lembrança, vale uma massa gourmet (uns 4 a 6 € por 500 g das mais elaboradas), queijos como pecorino e parmesão (que saem mais em conta que no Brasil), vinhos toscanos como Chianti e Brunello, e azeites da região. Dá pra achar lembrancinha simpática a partir de uns 10 a 15 €.
Tem ainda o Mercato del Porcellino (ou Mercato Nuovo), no centro histórico, famoso pela estátua do javali, o Il Porcellino. A tradição diz que quem esfrega o focinho do bicho e coloca uma moeda na boca dele, fazendo cair pela grade, tem sorte e garante o retorno a Florença. Rende foto e uma pausa divertida no meio das compras — os produtos são parecidos com os do San Lorenzo: couro, artesanato e souvenirs.
Outlets de luxo perto de Florença
Em Florença a oferta de outlets é até maior que a de shoppings, e é onde dá pra fazer compra de marca pagando bem menos. Os mais populares são o The Mall Firenze, o Barberino Designer Outlet e o Space. A vantagem é a grande oferta de produtos de grife com bom desconto, muitas vezes de coleções anteriores difíceis de achar em loja convencional.

O The Mall Firenze é o outlet de luxo mais conhecido da Toscana, a uns 40 minutos de carro do centro, na região de Leccio Reggello. Tem Gucci, Prada e outras grifes de alto padrão, com descontos que podem chegar a uns 50% sobre o preço cheio. O horário costuma ser das 10h às 19h, esticando até 20h em algumas épocas. Dá pra chegar de shuttle saindo do centro, em tours organizados ou de carro.
O Barberino Designer Outlet fica ao norte, em Barberino di Mugello, num formato de vilarejo ao ar livre, e abre em geral das 10h às 20h. Aqui vai uma dica de quem já gastou o dia errado: reserve um dia inteiro pro outlet, vá em dia de semana e chegue perto da abertura. Fim de semana de alta temporada fica lotado e você acaba com pouco tempo pra garimpar.
Se for com crianças, dá uma olhada antes no site do outlet pra ver se tem área kids — é comum, já que a ideia é passar o dia todo. E uma forma de economizar: a maioria tem restaurantes e cafés, mas você também pode levar um lanche e comer nas áreas abertas.

Tax Free: como recuperar parte do imposto
Essa é uma das melhores formas de economizar em compras maiores, e muito brasileiro deixa passar. Como turista de fora da União Europeia, você tem direito ao reembolso do IVA (o imposto embutido no preço) em compras acima de um valor mínimo por loja.
Funciona assim: na hora da compra, peça o Tax Refund Cheque à loja (dá pra juntar cupons e emitir depois). No aeroporto, antes de embarcar, você apresenta o cheque, o passaporte, as notas fiscais e, se pedirem, os produtos. Depois de carimbar na alfândega, recebe o dinheiro em euro, geralmente em espécie, num balcão específico após o raio-X.
O reembolso pode chegar a uns 13% do total gasto, dependendo da compra. Numa peça mais cara, isso faz diferença real — então não esquece de pedir o formulário.

Cuidado com falsificações na rua
É comum ver ambulantes oferecendo bolsas e itens falsificados (imitações de grife) por uns 10 €. Parece souvenir barato, mas tem um detalhe que muita gente não sabe: na Itália, a fiscalização também pega o comprador, com multas que podem ir de 500 € a 1.000 € pra quem leva falsificação. Não vale o risco — passa reto.
Erros comuns de quem vai às compras em Florença
A gente já viu (e cometeu) alguns desses, então fica a lista pra você não cair:
- Achar que couro de qualidade é pechincha: no San Lorenzo é fácil levar peça inferior achando que fez negócio. Compare acabamentos e desconfie de preço baixo demais.
- Comprar falsificação sem saber da multa: o risco financeiro existe e é alto.
- Esquecer do peso da bagagem: vinho, azeite, queijo e louça pesam e ocupam espaço. Leve uma mala extra dobrável ou planeje o espaço.
- Deixar o Tax Free pra trás: não pedir o formulário é dinheiro jogado fora em compras grandes.
- Ir ao outlet em horário ruim: chegar tarde ou em fim de semana lotado estraga o garimpo.
- Esperar milagre no câmbio: outlet de luxo não é barato, é mais barato que o preço cheio. Alinhe a expectativa.
Dicas finais pra aproveitar melhor
Antes de sair, faça uma lista do que você quer comprar pra priorizar o que importa e não se perder no meio de tanta loja. Acorde cedo, tome um bom café da manhã e vá de roupa e calçado confortáveis, porque é muita rua cheia e muita vitrine pra explorar.
E vale lembrar: como quase tudo fica no centro e se faz a pé, ficar bem localizado é o que mais economiza tempo (e dinheiro com transporte) numa viagem de compras. Pra aproveitar as ruas comerciais e os mercados sem depender de táxi, olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre compras em Florença
Qual a melhor época do ano pra fazer compras em Florença?
Os meses de janeiro/fevereiro e julho/agosto são os melhores, porque acontecem os saldi, as liquidações oficiais de fim de estação. Nesse período é comum ver descontos progressivos em roupas e sapatos pelas vitrines.
Vale a pena ir aos outlets de Florença?
Sim, se você procura grifes com bom desconto. The Mall Firenze e Barberino ficam a cerca de 40 minutos do centro e têm descontos que chegam a uns 50% sobre o preço cheio. Mas lembre que é raro achar peça abaixo de uns 50 €, então não é exatamente barato, e sim mais em conta que o preço de loja.
O couro do Mercado de San Lorenzo é confiável?
A qualidade varia bastante. Tem peça ótima e tem peça fraca vendida como premium. Vale conferir costura, forro, cheiro e acabamentos antes de comprar. Se quiser couro realmente de primeira, compare com lojas especializadas bem avaliadas.
Como funciona o Tax Free na Itália?
Turistas de fora da União Europeia podem pedir o reembolso do IVA em compras acima de um valor mínimo por loja. Você solicita o Tax Refund Cheque na loja, carimba na alfândega do aeroporto antes de embarcar e recebe o valor (que pode chegar a uns 13% do total) em euro.
Posso comprar bolsas falsificadas na rua de Florença?
Não recomendamos. Além de serem imitações de baixa qualidade, a fiscalização italiana pode multar quem compra falsificação em valores que vão de 500 € a 1.000 €. O risco não compensa.
Dá pra fazer compras em Florença a pé?
Sim, e é justamente o charme da cidade. Via Tornabuoni, Via Roma, Via Strozzi, Via Calimala, Via Calzaiuoli, Mercato Centrale, San Lorenzo e Mercato del Porcellino formam um circuito compacto, todo no centro histórico. Só os outlets ficam fora e exigem deslocamento.
O que comprar de típico em Florença?
Couro florentino (jaquetas, bolsas, cintos), massas artesanais, queijos como pecorino e parmesão, vinhos toscanos como Chianti e Brunello, azeite de oliva e souvenirs com a flor-de-lis, símbolo da cidade.
Economize ao máximo na sua viagem a Florença:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Florença, com todas as dicas para economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Florença da forma mais barata e segura.
- Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Itália e toda Europa. Se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro em Florença. São dicas de como alugar o carro pelo menor preço possível.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Florença, com os prós e contras de cada opção. Existe uma nova forma que é muito mais barata!
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Florença para saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: como Florença fica na Europa, o seguro viagem é obrigatório no espaço Schengen, com cobertura mínima de 30 mil euros. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro.
- Transfer: precisa de um para ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
No fim das contas, fazer compras em Florença é tão prazeroso quanto visitar os museus — e dá pra fazer os dois no mesmo passeio. Vá com tempo, lista na mão e a cabeça aberta pra se apaixonar por uma jaqueta de couro que você nem sabia que queria. A gente volta de lá sempre com a mala mais pesada e zero arrependimento.