
Se Milão entrou no seu roteiro, separar um dia pro Lago de Como é uma das melhores decisões que você pode tomar. É um bate-volta tranquilo, com deslocamento curto de trem, e que entrega um cenário que parece saído de filme: águas azul-esverdeadas cercadas de montanhas, vilarejos coloridos e villas históricas espalhadas pela margem.
A gente fez esse passeio e o que mais surpreendeu foi como dá pra fazer tudo num dia só, desde que você se organize direitinho. O segredo todo está em chegar cedo e não tentar ver o lago inteiro de uma vez — calma, a gente explica isso ao longo da matéria.
Aqui você vai entender as duas formas de fazer (por conta própria de trem e barco ou com tour guiado), quais cidades visitar, quanto custa, melhor época e os erros mais comuns de quem vai pela primeira vez. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Milão a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Um pouco sobre o Lago de Como
O Lago de Como fica no Norte da Itália, pertinho da Suíça, e é uma das maiores belezas naturais do país. As águas azuis e cristalinas contrastam com o verde da costa e com as montanhas ao fundo — em alguns picos, dá pra ver neve no inverno.

Uma curiosidade bacana: o lago tem o formato de um “Y” invertido, com três braços principais — o braço oeste (de Como), o braço leste (de Lecco) e o centro, onde fica Bellagio. Saber disso ajuda a entender os roteiros de barco, que sempre falam em “braço oeste” ou “braço leste”.
É impossível não se apaixonar pela beleza do lago e pelo clima acolhedor das vilas. As principais são Bellagio, Varenna, Bellano, Menaggio, Tremezzo e Nesso. Cada uma tem seu charme, mas todas seguem um padrão parecido: construções antigas e casas coloridas rodeadas de flores, arbustos e árvores. Um ambiente digno de cinema — e não é à toa que a região é cheia de villas de celebridades e hotéis cinco estrelas.

As duas formas de fazer a excursão ao Lago de Como
Existem basicamente dois jeitos de conhecer o lago num bate-volta saindo de Milão: contratar um tour organizado ou montar o roteiro por conta própria, usando trem e barco. Os dois funcionam bem, e a escolha depende do seu perfil.
O tour organizado é a opção mais cômoda: você é buscado em Milão de ônibus de turismo, tem guia e ainda faz um cruzeiro pelo lago, tudo já amarrado. A excursão de dia inteiro costuma durar em torno de 10 horas, saindo de manhã (geralmente da Estação Central) e voltando no fim da tarde. Normalmente inclui o transporte ida e volta, guia, passeio de barco e, às vezes, o funicular Como–Brunate. Refeições e gastos pessoais ficam por sua conta.
Já o roteiro por conta própria é o queridinho de quem gosta de liberdade. O mais popular é o “triângulo” Milão → Varenna → Bellagio → Como → Milão, combinando trem e barco. Você manda no seu tempo e nos seus horários — mas precisa se organizar pra não perder conexão.
Em valores, os dois saem parecidos. Um bate-volta por conta própria com vários trechos de trem e barco pode facilmente chegar a uns 80 a 100 euros por pessoa só de transporte, sem contar comida. Os tours em grupo costumam ficar numa faixa próxima ou um pouco acima, mas você ganha a conveniência do transporte porta a porta e do guia.
Onde comprar a excursão e os passeios do Lago de Como
Se você prefere a praticidade de um tour guiado, dá pra reservar tudo com antecedência e ainda economizar. E aqui vão duas dicas de ouro que valem pra qualquer passeio na Itália.
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é quase sempre mais barato. Na bilheteria, além de sair mais caro, o passeio pode já ter esgotado pro dia que você quer — e você ainda perde um tempão na fila.
Dica do IOF: se você compra no site oficial, paga em moeda estrangeira, com IOF em cima e sem poder parcelar. Procure sempre sites que cobram em reais.
Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios da região, incluindo as excursões ao Lago de Como. Já costuma ter os preços mais baixos, mas a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (fugindo do IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar a maioria dos passeios sem custo nenhum.
- Transfer: lá você também acha o transfer do aeroporto ao hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (o que evita golpe de taxista) e o motorista te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h, em português, se precisar.
Reserve com antecedência principalmente em alta temporada e fins de semana, quando as vagas voam.
Roteiro por conta própria: trem + barco
Se você curte montar seu próprio passeio, anota esse esquema que funciona super bem num bate-volta:
- Milão → Como ou Milão → Varenna de trem. Pra Como Lago, o trem regional da Trenord sai de Milano Cadorna, mais ou menos a cada meia hora, com viagem de cerca de 1 hora. Pra Varenna-Esino, o trem sai de Milano Centrale, num trajeto de uns 1h10, partindo mais ou menos de hora em hora.
- Funicular Como–Brunate (se começar por Como). Sobe em uns 7 minutos, com saídas a cada 30 minutos, e te entrega vistas panorâmicas do lago e dos Alpes.
- Barco pelo lago. Tem os barcos “lentos” (com várias paradas) e os “rápidos” (hidrofoil, menos paradas). Num bate-volta, o ideal é usar o barco lento num trecho panorâmico sem muitas paradas, pra não perder tempo embarcando e desembarcando.
- Bellagio costuma ser o foco do passeio: caminhar pelas ruelas em escadaria, almoçar, curtir os mirantes e as lojinhas.
- Retorno a Milão de trem, geralmente saindo de Como Lago de volta pra Cadorna ou Centrale.
Em valores, o trem Milão–Como ou Milão–Varenna costuma sair em torno de 5 a 10 euros por trecho. O funicular ida e volta gira em torno de 6 a 10 euros, e os trechos de barco nos lentos ficam mais ou menos entre 4 e 10 euros cada (os rápidos cobram mais).
Uma dica nossa: vale a pena fazer o circuito completo no sentido que melhor encaixar com a luz do dia e com os horários dos barcos. Dá pra ir Milão → Varenna → Bellagio → Como → Milão ou inverter pra Milão → Como → Bellagio → Varenna → Milão. Essa flexibilidade ajuda a fugir dos horários mais lotados.
O que ver no Lago de Como
Como
A cidade de Como tem um centro histórico charmoso, com ruas medievais, lojas, cafés e a imponente Catedral de Como (Duomo), uma das mais importantes da Lombardia. A orla é ótima pra um passeio tranquilo, com vista pro lago e os embarcadouros. E o grande destaque é o funicular até Brunate, que sobe em poucos minutos e te leva a mirantes com vista de tirar o queixo pro lago e as montanhas.
Bellagio
É a famosa “pérola do Lago de Como” e o cartão-postal da maioria dos passeios. O centro histórico é cheio de ruazinhas em escadaria, lojas de artesanato, bares de vinho e restaurantes com terraços. A promenade à beira do lago é perfeita pra sentar e ver os braços do lago se encontrando. Quem fica mais dias consegue visitar villas como a Villa Melzi e, em outro ponto do lago (em Lenno), a cinematográfica Villa del Balbianello, cenário de filmes e acessível de barco.

Varenna
Uma vila pequena e pitoresca, na margem oposta a Bellagio, muito usada como base ou ponto de passagem no bate-volta. Tem ligação fácil de barco com Bellagio. Quem fica 2 ou 3 dias na região costuma incluir a Villa Monastero e o Castelo de Vezio no roteiro.
Melhor época pra ir ao Lago de Como
A alta temporada vai de abril a outubro, com pico em junho, julho e agosto. É quando o clima esquenta, os barcos têm horários mais frequentes e quase tudo funciona em horário ampliado. O lado ruim são as filas para barco e funicular e a lotação em Bellagio.
O outono (setembro e outubro) é um charme à parte: clima agradável, cores lindas e menos gente que no verão, embora os dias fiquem um pouco mais curtos. Já o inverno (novembro a março) tem menos barcos e horários reduzidos, com chance maior de cancelamento de passeios por causa do clima — mas o visual das montanhas com neve compensa pra quem curte.
Em qualquer época, a regra de ouro é a mesma: chegue a Como ou Varenna antes das 10h. Assim você consegue encaixar funicular, barco e Bellagio no mesmo dia sem correria.
O que comer no Lago de Como
A gastronomia da região é deliciosa e tem cara de Norte da Itália. Vale provar os pratos à base de peixe de água doce, como o peixe do lago com polenta, além dos risotos e massas típicos da Lombardia. No fim da tarde, nada melhor que um aperitivo com vista pro lago.
Em Como e Bellagio você acha desde trattorias simples até restaurantes sofisticados com terraço. Uma refeição mais básica (prato principal + água) costuma sair em torno de 15 a 25 euros por pessoa, e bem mais nos lugares gourmet.
Dicas práticas pra não errar no bate-volta
A gente errou nessa na primeira vez: tentou ver Como, Brunate, Bellagio e Varenna tudo no mesmo dia e acabou correndo o tempo todo. Olha algumas coisas que aprendemos:
- Não tente ver tudo. Mesmo perto, as conexões entre trem, barco e funicular tomam tempo. Escolha 2 ou 3 paradas e curta de verdade.
- Cuidado com a estação certa. Milão tem várias estações grandes (Centrale, Cadorna, Porta Garibaldi). Pra Como Lago, o trem sai de Milano Cadorna; pra Varenna, de Milano Centrale. É super comum o turista ir na estação errada.
- Valide o bilhete de trem regional. Em algumas máquinas e bilhetes impressos, ainda pode ser preciso validar antes de embarcar (aquele carimbo na maquininha verde). Muita gente não sabe disso e corre risco de multa.
- Leve só o essencial. Com ruas em escadaria e barcos cheios, mala grande vira um perrengue. Deixe a bagagem em Milão ou use lockers.
- Leve um casaco leve, mesmo no verão. No fim da tarde, o vento no lago é fresco, e muita gente passa frio no passeio de barco ao entardecer.
Como levar dinheiro pra essa viagem
Pra não pagar caro com IOF nem ficar refém de câmbio ruim, vale planejar como levar seus euros. A gente explica todas as opções (com prós e contras de cada uma) na matéria de como levar dinheiro para Milão — tem uma forma muito mais barata que a maioria das pessoas usa.
Antes de fechar a viagem, vale pensar também na sua base em Milão. Ficar bem localizado, perto das estações de trem, deixa o bate-volta ao lago muito mais fácil — você sai cedinho sem complicação. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Milão:
Onde ficamos em Milão (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Milão é no centro histórico da cidade, principalmente próximo da Piazza del Duomo. Lá, estão os principais pontos turísticos, como a Catedral de Milão e a Galeria Vittorio Emanuele II.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre a excursão ao Lago de Como
Quanto tempo dura a excursão ao Lago de Como saindo de Milão?
Um bate-volta costuma tomar o dia inteiro, em torno de 9 a 11 horas. Nos tours organizados, a saída é de manhã (por volta das 8h) e a volta no fim da tarde, com cerca de 10 horas de duração.
Vale mais a pena fazer tour guiado ou por conta própria?
Depende do seu perfil. O tour guiado é mais cômodo, com transporte porta a porta e guia. Por conta própria você tem total liberdade de horário e roteiro, e o custo costuma ser parecido. Quem gosta de se organizar e mandar no próprio tempo tende a curtir mais o modo independente.
Qual a melhor cidade pra visitar no Lago de Como?
Bellagio é a queridinha e o cartão-postal da maioria dos passeios. Como é ótima como porta de entrada (com o funicular pra Brunate) e Varenna é uma vila pitoresca perfeita pra incluir no circuito de barco. O ideal é combinar 2 ou 3 delas no mesmo dia.
Como chegar de Milão ao Lago de Como de trem?
Pra Como Lago, pegue o trem regional da Trenord em Milano Cadorna (cerca de 1 hora). Pra Varenna, o trem sai de Milano Centrale (uns 1h10). Os dois saem com boa frequência ao longo do dia.
Quanto custa fazer o passeio por conta própria?
Considerando vários trechos de trem e barco no mesmo dia, o transporte pode chegar a uns 80 a 100 euros por pessoa, sem contar alimentação. Cada trecho de trem fica entre 5 e 10 euros, o funicular entre 6 e 10 euros (ida e volta) e os barcos entre 4 e 10 euros por trecho nos lentos.
Qual a melhor época pra visitar o Lago de Como?
De abril a outubro o clima é mais quente e os barcos têm horários frequentes, com pico de movimento no verão. Setembro e outubro são ótimos: clima agradável e menos lotação. No inverno tem menos barcos, mas o visual das montanhas com neve é lindo.
Preciso reservar a excursão com antecedência?
Em alta temporada e fins de semana, sim — vale reservar antes pra garantir vaga e ainda pegar preços melhores. Comprar pela internet com antecedência costuma sair mais barato do que na bilheteria.
Economize ao máximo na sua viagem a Milão
- Economizando: quer aproveitar melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Milão, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Milão da forma mais barata e segura.
- Carro: se você vai explorar mais da Itália de carro, veja como alugar um carro em Milão, com dicas pra pegar o menor preço possível.
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O Lago de Como é daqueles lugares que ficam marcados — a gente voltaria sem pensar duas vezes. Se organize pra sair cedo de Milão, escolha bem suas paradas e aproveite cada vista com calma. Boa viagem!