Cidade de Fátima

Se você vai passar uns dias em Lisboa e quer fugir um pouco do roteiro tradicional da capital, tem uma coisa que a gente sempre fala pros amigos: aproveita pra conhecer as cidades perto de Lisboa. Portugal é pequenininho, e em menos de 1h30 de deslocamento dá pra ver serra, praia, vilas medievais, ruínas romanas e até centros de peregrinação.

O mais legal é que muita gente nem precisa de carro pra fazer esses bate-voltas. De Sintra a Cascais, passando por Évora e Fátima, dá pra montar quase tudo de trem e ônibus. E os destinos são tão diferentes entre si que parece que você visitou vários países num só.

Quando a gente foi pela primeira vez, cometeu o erro clássico de tentar encaixar duas cidades distantes no mesmo dia e passou metade do tempo na estrada. Por isso, aqui a gente vai te mostrar cada destino com calma: como chegar, quanto tempo dedicar, faixas de preço e os erros que dá pra evitar.

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Trem andando por Lisboa

Antes de sair: o que ver na própria Lisboa

Antes de falar das cidades perto de Lisboa, a gente sempre recomenda um passeio na capital que vale muito a pena: o free tour pelo centro. Como o nome diz, é um tour sem preço fixo, em que cada pessoa dá o valor que achar justo ao guia no fim. Você passeia pelo centro conhecendo monumentos, igrejas e as curiosidades da cidade.

É uma forma ótima de se ambientar no primeiro dia, entender a geografia da cidade e já pegar dicas locais antes de partir pros bate-voltas.

Como organizar os ingressos e passeios das cidades perto de Lisboa

A gente já rodou o mundo inteiro e, com o tempo, aprendeu que organizar os ingressos e tours com antecedência salva muito a viagem. Depois de pesquisar bastante, a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar passeios, excursões e ingressos pelas cidades de Portugal.

A grande vantagem é que está tudo em português, o pagamento é seguro e você compra tudo num lugar só. Comprar antes pela internet costuma sair mais barato e ainda evita aquelas filas enormes nos palácios de Sintra, por exemplo.

Pra quem quer juntar várias cidades num só dia sem se preocupar com transporte, vale dar uma olhada na excursão a Sintra, Cascais e Estoril ou no passeio de 1 dia a Fátima, Óbidos e Nazaré. São ótimos pra quem não quer dirigir nem ficar refém de horários de trem.

1) Sintra – palácios, castelos e clima de serra

Sintra é o bate-volta mais clássico saindo de Lisboa, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995 e cheia de palácios românticos no meio da serra. Fica a cerca de 30 km da capital.

O trem (comboio) sai da Estação do Rossio e leva em torno de 40 minutos, com saídas a cada 20 a 30 minutos ao longo do dia. A passagem de ida e volta costuma custar em torno de 4 a 6 €, o que torna o passeio super barato.

Entre as atrações imperdíveis estão o Palácio da Pena (aquele colorido no alto da serra, ícone da cidade), o Castelo dos Mouros (ruínas medievais com vistas amplas), a Quinta da Regaleira (com jardins, túneis e o famoso poço iniciático) e o Palácio Nacional de Sintra, no centro. Os ingressos dos palácios costumam ficar entre 10 e 20 € por atração.

Vista de Palácio em Sintra

Dica de quem já errou: não tente fazer Pena + Mouros + Regaleira + centro em meio dia. O dia vira maratona e você passa mais tempo em fila e ônibus do que aproveitando. Chega cedo, antes das 9h, e usa os ônibus circulares (434/435) pra subir aos palácios — a caminhada é longa e íngreme. Leva um casaco leve mesmo no verão, porque a serra é bem mais fresca que Lisboa.

2) Cascais – praias, centrinho charmoso e costa dramática

Cascais era um vilarejo de pescadores que virou balneário chique, com praias, marina e restaurantes à beira-mar. Fica a cerca de 30 km de Lisboa, com o trem saindo da estação Cais do Sodré e levando uns 40 a 45 minutos.

A passagem de ida e volta custa em torno de 4 a 6 €, e olha: o trajeto acompanha o rio Tejo e o Atlântico, então já é um passeio por si só. Vale grudar a cara na janela.

As praias centrais (Ribeira, Conceição e Rainha) são fáceis de acessar a pé, mas Cascais também tem praias mais famosas pelos arredores, como a Praia do Guincho e a Praia de Carcavelos. Não deixa de ir até a Boca do Inferno, uma formação rochosa com mirante e pôr do sol bonito. Dá pra alugar bicicleta e seguir a orla até Estoril.

Vista de Cascais

Erro comum: ir só “dar uma olhada” e esquecer a roupa de banho. Em dia quente, é quase impossível resistir às praias. Uma refeição em restaurante turístico do centro costuma sair por 15 a 25 € por pessoa.

3) Óbidos – vila medieval murada

Óbidos é uma vila pequena e muito bem preservada, cercada por muralhas, com casinhas brancas, ruas de pedra e atmosfera medieval de conto de fadas. Fica a pouco mais de 1h de carro de Lisboa, e dá pra chegar de ônibus interurbano, tour organizado ou carro alugado.

O destaque são as muralhas, que dá pra percorrer a pé (mas atenção, porque alguns trechos não têm guarda-corpo), e o Castelo de Óbidos, que hoje funciona em parte como pousada histórica. E claro: a tradicional ginjinha servida em copinho de chocolate, que costuma sair por 1 a 3 € a dose.

Vista de Óbidos

Óbidos é conhecida como a “Vila das Rainhas”, porque foi oferecida como presente de casamento a várias rainhas portuguesas — o que ajudou na conservação caprichada. Dica: chega cedo ou fica até o fim da tarde, quando as excursões vão embora, e explora os becos laterais, não só a rua principal.

4) Évora – história romana, capela dos ossos e vinho do Alentejo

Évora é uma cidade histórica do Alentejo, com centro tombado pela UNESCO, templos romanos, igrejas e uma gastronomia farta. Fica a cerca de 1h20 a 1h30 de carro, e o trem sai da estação Sete Rios levando em torno de 1h30 a 1h40.

A passagem de ida e volta varia bastante: em tarifas promocionais dá pra achar trechos a partir de uns 5 €, mas as tarifas cheias são mais altas. Comprar com antecedência faz diferença no bolso.

Não deixa de ver o Templo romano (conhecido como Templo de Diana) e a impressionante Capela dos Ossos, decorada com ossos humanos e com aquela inscrição famosa na entrada. A entrada da capela costuma girar em torno de 2 a 5 €. A cidade ainda fica pertinho de vinícolas do Alentejo, ótimas pra enoturismo.

Vista de Évora

Évora rende fácil um dia inteiro, então evita fazer bate-volta muito corrido. E cuidado com o calor: no auge do verão o Alentejo passa fácil dos 35 °C, então caminhe nos horários mais frescos.

5) Nazaré – ondas gigantes e vila de pescadores

Nazaré ficou famosa no mundo todo pelas ondas gigantes, mas também mantém o charme de vila pesqueira, com lendas e vestes típicas. Fica a cerca de 1h30 de carro de Lisboa, e o acesso costuma ser mais prático de carro ou excursão organizada (também tem ônibus interurbanos).

Além da praia extensa, o grande diferencial é o Sítio da Nazaré, a parte alta da cidade, que você acessa por funicular e tem mirantes espetaculares. É de lá, no Miradouro do Forte de São Miguel Arcanjo, que dá pra observar as ondas gigantes no inverno.

Vista de Nazaré

Tem uma coisa que muita gente não sabe: as ondas gigantes são causadas pelo Canhão da Nazaré, um desfiladeiro submarino que concentra a energia das ondas. Mas atenção ao erro clássico: a temporada de ondas colossais é o outono e o inverno (mais ou menos de novembro a fevereiro), não o verão. Se você vai no verão, é praia tranquila e nada de ondas monstruosas.

6) Ericeira – vila de surf perto da capital

Ericeira fica a cerca de 40 minutos de Lisboa, a uns 50 km da capital, e é ideal pra visitar nos meses quentes. Começou como vila piscatória e se desenvolveu muito com o turismo, virando um dos points de surf de Portugal.

É um destino mais tranquilo e charmoso, ótimo pra quem quer fugir das multidões e curtir praia com clima de vila. As ruelas brancas e os restaurantes de peixe fresco completam o passeio.

Vista de Ericeira

7) Fátima – centro de peregrinação religiosa

Fátima está a cerca de 1h20 de carro de Lisboa e é um dos principais destinos de turismo religioso do mundo, por conta das aparições relatadas em 1917. Excursões de bate-volta e ônibus interurbanos são as formas mais comuns de chegar.

O coração de tudo é o Santuário de Fátima, que inclui a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, a Capelinha das Aparições e amplas áreas de oração. A entrada é gratuita. Independente da sua religião, vale muito a visita pela dimensão do complexo e pela atmosfera.

Cidade de Fátima

Pra vivenciar as grandes celebrações, maio e outubro (especialmente os dias 13) são os meses-chave. Se prefere evitar multidões, escolha datas fora desses eventos. E lembra: é um local religioso, então respeite o silêncio nas áreas de oração — muita gente esquece disso.

8) Tomar – o Convento de Cristo dos Templários

Tomar fica a cerca de 1h30 de Lisboa, no distrito de Santarém. É uma cidade de poucos habitantes, mas com riqueza cultural enorme. O grande destaque é o Convento da Ordem de Cristo, ligado aos Templários e Patrimônio Mundial da UNESCO.

Você também pode visitar o Castelo de Tomar, com uma arquitetura de encher os olhos. É um daqueles destinos que surpreendem quem gosta de história e não imaginava tanta coisa numa cidade pequena.

Convento da Ordem de Cristo em Tomar

9) Setúbal e Serra da Arrábida – praias cristalinas e vinho Moscatel

Setúbal está a cerca de 50 minutos de Lisboa e, apesar de não ser tão conhecida pelos turistas, é cheia de atrações. O trem saindo de Sete Rios leva em torno de 55 minutos, com passagem de ida e volta na faixa de 9 a 12 €.

O grande trunfo da região é a Serra da Arrábida, com praias de água turquesa como Galápos, Galapinhos e Figueirinha. No centro histórico, vale provar o famoso choco frito e peixe fresco nos restaurantes locais. Por ali também rolam passeios de barco pra observar golfinhos no estuário do Sado.

Vista de Setúbal

A região é famosa pelos vinhos Moscatel, e muitas caves oferecem visitas com degustação. Dica importante: se for de carro à Arrábida no verão, planeje o estacionamento, porque alguns acessos têm controle de fluxo e podem fechar quando lotam. Chegar cedo é fundamental.

10) Santarém – mirantes sobre o Tejo

Santarém é a capital do distrito de mesmo nome e fica a cerca de 1h de Lisboa. Tem um visual colorido e acolhedor, com ótimos mirantes. Vale passear pelo Jardim das Portas do Sol, que tem uma vista linda do rio Tejo, e explorar o enorme Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

A cidade também guarda várias igrejas históricas, como a Igreja da Graça, a Igreja de Santa Maria e a Igreja de Santa Clara — um prato cheio pra quem curte arquitetura e história.

Serra em Santarém

Outras vilas que valem o passeio

Se sobrar tempo, dá pra incluir ainda alguns destinos pertinho de Lisboa:

  • Mafra – famosa pelo monumental Palácio Nacional de Mafra, com basílica e uma biblioteca de tirar o fôlego.
  • Sesimbra – vila costeira com castelo, praia e ótima gastronomia de peixe.
  • Palmela – castelo no alto com vista pros vinhedos e pra Arrábida.
  • Almada – na margem sul do Tejo, com a estátua do Cristo Rei e vistas de Lisboa do outro lado do rio.
  • Oeiras – litoral a uns 10 km da capital, com passeios à beira-mar e o forte de São Julião da Barra.

Melhor época para fazer bate-volta a partir de Lisboa

A primavera (abril a junho) é uma das melhores épocas: clima agradável pra caminhar e fazer trilhas, paisagens verdes (principalmente Sintra e Arrábida) e menos lotação que no auge do verão.

O início do outono (setembro a meados de outubro) também é ótimo, com mar ainda em temperatura suportável, praias menos cheias e a época perfeita pros vinhos do Alentejo.

O verão (julho e agosto) é o melhor pra praia, mas vem com multidões, sol forte e preços mais altos. Já o inverno é ideal pra ver as ondas gigantes em Nazaré e curtir as cidades históricas mais vazias, mesmo que com chance de chuva e frio.

Erros que os brasileiros mais cometem nesses bate-voltas

  • Subestimar o tempo de deslocamento: montar roteiro com 2 ou 3 cidades distantes no mesmo dia (tipo Évora + Nazaré), sem contar a estrada e as paradas.
  • Não checar o tipo de trem: nem todos são iguais. Alguns são regionais mais lentos, outros são Intercidades ou Alfa Pendular com reserva obrigatória.
  • Não comprar ingressos antecipados: Palácio da Pena, Regaleira e outras atrações de alta demanda têm filas longas. Comprar online economiza muito tempo.
  • Confiar só nos apps do Brasil: em Portugal é comum combinar comboio + ônibus + caminhada. Checar os sites oficiais de transporte dá mais segurança.
  • Usar cartão sem checar tarifas: muita gente se surpreende com IOF e variação cambial. O contactless é amplamente aceito, mas vale ter algum dinheiro em espécie.

Com a hospedagem certa, esses bate-voltas ficam muito mais fáceis: ficar bem localizado em Lisboa, perto das estações de trem (Rossio, Cais do Sodré e Sete Rios), encurta o tempo de deslocamento e te dá mais horas de passeio. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Lisboa:

Onde ficamos em Lisboa (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem três regiões que são as melhores para os turistas: Alfama, Chiado e Baixa. No primeiro sentirá a Lisboa mais autêntica, com casas de fado por perto. O Chiado e a Baixa são regiões com uma arquitetura linda e cheias de hotéis e restaurantes, com valores de hospedagem para todos os bolsos.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Lisboa

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre cidades perto de Lisboa para visitar

Qual a cidade mais bonita perto de Lisboa?

Sintra costuma ser a queridinha pela combinação de palácios coloridos e clima de serra, mas Óbidos encanta pela vila medieval murada e Cascais pelas praias. Vai do seu gosto: serra, vila histórica ou praia.

Dá pra fazer bate-volta de Lisboa sem alugar carro?

Dá sim. Sintra e Cascais são fáceis de trem (saindo do Rossio e do Cais do Sodré). Évora e Fátima também têm trem e ônibus. Já Óbidos e Nazaré ficam mais práticas de excursão organizada ou carro.

Quanto custa o trem de Lisboa a Sintra ou Cascais?

Os trens suburbanos pra Sintra (do Rossio) e Cascais (do Cais do Sodré) costumam custar em torno de 4 a 6 € a ida e volta, o que torna esses passeios baratíssimos.

Quantas cidades dá pra visitar em um dia?

O ideal é focar em uma cidade por dia pra aproveitar de verdade. Em excursões organizadas dá pra combinar destinos próximos, como Fátima + Óbidos + Nazaré, mas fazer isso por conta própria costuma virar maratona.

Quando ver as ondas gigantes de Nazaré?

A temporada das ondas colossais vai mais ou menos de novembro a fevereiro, no outono e inverno. No verão o mar é tranquilo e bom pra banho, mas sem as ondas monstruosas que deram fama à cidade.

Qual a melhor época para fazer os bate-voltas?

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro a outubro) são as melhores: clima agradável, menos lotação e preços mais amigáveis. O verão é ótimo pra praia, mas mais cheio e caro.

Vale a pena alugar carro para conhecer as cidades perto de Lisboa?

Pra destinos servidos por trem (Sintra, Cascais, Évora, Fátima), o transporte público resolve bem. O carro faz mais diferença pra explorar a Serra da Arrábida, vilas menores e a região do Alentejo com calma.

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Lisboa é uma daquelas bases perfeitas: em poucos minutos de trem você troca a cidade pela serra, pela praia ou por uma vila medieval. A gente sempre fala que vale dedicar pelo menos dois ou três dias pra esses bate-voltas — escolhe os destinos que mais combinam com você e aproveita cada um com calma. Boa viagem!