
Porto é uma daquelas cidades que conquista a gente logo no primeiro dia: ruelas que descem até o rio, azulejos por todo lado, caves de vinho e um pôr do sol no Douro que vale a viagem sozinho. E o melhor é que dá pra conhecer muito bem em 3 dias, porque a cidade é compacta e grande parte das atrações fica pertinho uma da outra.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como tudo é a pé — mas atenção, galera: o Porto é cheio de ladeiras puxadas e calçamento de pedra, então tênis confortável aqui é item obrigatório, não opcional.
Nessa matéria a gente montou um roteiro de 3 dias bem aproveitado, com horários, faixas de preço, dicas de quem já errou e os melhores cantos pra comer. E não esquece: aqui no nosso guia completo a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — de como viajar barato para o Porto a hotel, transporte, seguro e ingressos.
Primeiro dia no Porto: centro histórico
Uma dica que a gente sempre dá pra aproveitar uma cidade turística ao máximo é acordar cedo. No Porto isso faz ainda mais diferença, porque os ícones do centro lotam ao longo do dia. A vantagem é que quase tudo fica na mesma região, então você anda pouco e vê muito.
Comece pela Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade, a “sala de visitas” da cidade, cercada de prédios históricos e da Câmara Municipal. É um ótimo ponto de partida. Dali siga para o Terreiro da Sé, onde fica a Catedral do Porto (Sé), um dos monumentos mais antigos de Portugal, com uma vista panorâmica linda da Ribeira. A entrada na igreja costuma ser gratuita ou simbólica; o claustro geralmente tem bilhete pago, e o horário típico de visita gira em torno das 9h às 18h.
Depois passe pela Estação de São Bento, famosa pelos azulejos azuis que retratam cenas da história de Portugal. A entrada é gratuita, mas costuma ficar lotada no meio do dia — vá cedo pra ter foto sem multidão. Daí siga para a Praça da Batalha, com a estátua do Rei D. Pedro V, a Igreja de Santo Ildefonso e o Teatro Nacional de São João.
Um jeito bacana de entender toda essa parte histórica logo de cara é fazer um free tour guiado, que passa pelos principais monumentos contando a história de cada um. Dá pra reservar esse passeio aqui.
Onde reservar ingressos e passeios no Porto
Já que a gente falou de passeios, segura uma dica que economiza tempo e dinheiro: a melhor forma de garantir ingressos e tours no Porto (e em toda Portugal) é pela internet, com antecedência. Assim você pula filas e costuma achar preços melhores do que comprando na hora.
A gente usa esse site aqui em todas as viagens. É super fácil: você acessa, escolhe a cidade e o passeio, seleciona a quantidade de ingressos e paga. Depois é só esperar a confirmação no e-mail. O catálogo tem cruzeiros no Douro, visitas a caves, free tours e ingressos das principais atrações — quase tudo com cancelamento gratuito e em português.
Os ingressos vêm com o nome do titular do cartão usado na compra (não precisa colocar o nome de cada pessoa). Leve o cartão e o documento do titular no dia, só por garantia, caso precisem comprovar a compra.
Voltando ao roteiro: não deixe de almoçar em algum restaurante do centro. E pra fechar o primeiro dia, dê uma passada no Mercado do Bolhão, mercado tradicional que reabriu renovado em 2022 mantendo o caráter antigo. Abre cedo, por volta das 7h, e é ótimo pra ver a vida local e comprar lembranças gastronômicas.
Segundo dia no Porto: Ribeira, vinhos e cruzeiro
O segundo dia é dedicado à Ribeira e a Vila Nova de Gaia, do outro lado do Douro. Comece andando pela Ribeira, que é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996 e tem uma cena cultural vibrante: bares, restaurantes e casinhas antigas lindíssimas debruçadas sobre o rio.
Por lá você encontra o Largo 1º de Dezembro, o Mosteiro de Santa Clara e a Muralha Fernandina, construída para proteger a cidade em 1336. Pra descer até a parte baixa da Ribeira sem se acabar nas ladeiras, pegue o Funicular dos Guindais — rende boas fotos e poupa as pernas.
Atravesse a Ponte Dom Luís I, um dos cartões-postais mais famosos de Portugal, com passarela superior pra pedestres. Curiosidade: ela foi projetada por um associado de Gustave Eiffel (não pelo próprio), mas o estilo de engenharia metálica faz muita gente jurar que é “a ponte do Eiffel”. Do lado de Gaia, suba até o Mosteiro da Serra do Pilar e o Jardim do Morro — dois dos melhores miradouros pra fotografar o Porto e ver o pôr do sol.
É em Gaia que ficam as famosas caves de vinho do Porto. Mais de uma dezena de marcas oferece tours guiados com degustação, que duram cerca de 1h a 1h30. A visita com prova costuma sair em torno de 15 a 25 € por pessoa, dependendo da marca e da quantidade de vinhos. Em alta temporada, reserve com antecedência — muitos horários esgotam.
Se quiser, dá pra subir no Teleférico de Gaia, que liga o Cais de Gaia ao Jardim do Morro passando por cima das caves, e almoçar no Cais de Gaia, com restaurantes virados pra Ribeira. No fim da tarde, vale muito a pena fazer o cruzeiro das 6 pontes pelo Douro: dura cerca de 50 minutos a 1h e mostra todas as pontes e a silhueta do Porto e de Gaia. Dá pra reservar o cruzeiro aqui.
Outra parada que vale o ingresso é o Palácio da Bolsa, antiga bolsa de comércio da cidade, com o impressionante Salão Árabe, inspirado no estilo mourisco — um dos interiores mais bonitos do Porto. À noite, jante na região ou curta um dos melhores bares do Porto.
Terceiro dia no Porto: mirantes, arte e mar
Pra fechar a viagem, comece pela Torre dos Clérigos, símbolo da cidade. É uma torre de igreja do século XVIII com vista 360º do Porto. A subida tem mais de 200 degraus, então quem tem mobilidade reduzida precisa saber disso. O ingresso (torre + igreja) gira em torno de 8 a 10 €, e a recomendação universal é ir logo na abertura pra fugir das filas.
Pertinho fica a Rua das Carmelitas, onde está a famosíssima Livraria Lello & Irmão, do início do século XX e uma das mais lindas do mundo. A entrada é só com voucher pago, que pode ser descontado na compra de livros — e as filas são regra. A gente errou nessa na primeira vez: chegou no meio da tarde de um sábado e a fila virava a esquina. Vá cedo. A livraria ganhou fama mundial pela associação com J.K. Rowling, que viveu no Porto nos anos 1990; ela já disse que não escreveu Harry Potter lá, mas o mito permanece. Se curte o universo, dá pra fazer um free tour temático aqui. Ao lado ainda tem a Igreja do Carmo e a Igreja das Carmelitas, com o painel de azulejos super fotografado.
Depois siga pela Rua de Santa Catarina, principal rua comercial, onde fica o histórico Café Majestic. À tarde, vá aos Jardins do Palácio de Cristal, na Rua D. Manuel II — um parque verde com vista panorâmica pro Douro, gratuito e um dos mirantes preferidos dos locais.
Se ainda sobrar pique, a Foz do Douro, onde o rio encontra o Atlântico, é ótima pra um fim de tarde à beira-mar, e dá pra chegar de elétrico (bonde) histórico. Quem curte arte contemporânea pode trocar por uma visita à Fundação de Serralves (parque + museu), ou conhecer a Casa da Música, ícone da arquitetura moderna do Porto. E não deixe de fazer umas compras no Porto pra levar lembrancinhas.
O que comer no Porto
Comer no Porto é parte fundamental da viagem. O prato mais icônico é a francesinha, um sanduíche “monstruoso” com várias carnes, linguiça, queijo gratinado e um molho espesso, geralmente servido com batata frita. Tem também as tripas à moda do Porto, prato tradicional ligado ao apelido “tripeiros” dado aos portuenses — diz a lenda que, nas grandes navegações, a melhor carne ia pras embarcações e sobravam as tripas pros locais.
Vale provar ainda o bacalhau em suas mil versões, polvo à lagareiro, sardinhas (principalmente em junho, época dos santos populares), o pastel de nata e, claro, o vinho do Porto (tawny, ruby, branco, rosé) e os vinhos de mesa do Douro.
Pra faixa de preço: tasca com prato do dia fica em torno de 10 a 15 € por pessoa; um restaurante mais arrumado com vista, em torno de 25 a 35 € com vinho da casa; café + pastel de nata sai por uns 2 a 4 €. Uma dica de quem já caiu nessa: as casas com vista da Ribeira e do Cais de Gaia são lindas, mas mais caras e turísticas — alguns quarteirões pra dentro tem tasca com comida caseira muito melhor de preço.
Erros que você não deve cometer no Porto
- Subestimar as ladeiras e as pedras: sandália e sapato duro são cilada. Vá de tênis confortável.
- Chegar tarde nas atrações concorridas: Livraria Lello e Torre dos Clérigos no meio do dia = fila gigante. Coloque elas logo cedo.
- Ficar só nos restaurantes pega-turista: a vista da Ribeira é linda, mas o melhor custo-benefício está nas tascas pra dentro.
- Não reservar caves e cruzeiros na alta temporada: no verão e feriados os horários esgotam — reserve online antes.
- Contar só com cartão internacional: é amplamente aceito, mas pequenos cafés e mercados às vezes têm valor mínimo ou preferem débito. Tenha algum dinheiro em espécie.
- Desprezar o clima: o Porto é úmido e o vento do Atlântico engana. Leve um casaco leve e uma capa de chuva compacta, mesmo na meia estação.
Melhor época para visitar o Porto
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) são as épocas mais agradáveis: clima ameno, menos chuva que no inverno e menos calor que no auge do verão. O verão (julho a agosto) é alta temporada — bom pra praia em Matosinhos e na Foz, mas com cidade cheia, preços altos e filas maiores. Já o inverno é mais frio e chuvoso, ótimo pra programas indoor como caves, museus e cafés, com a Avenida dos Aliados toda iluminada no Natal.
Como se locomover no Porto
Do Aeroporto Francisco Sá Carneiro (OPO) dá pra chegar ao centro de metrô (linha E) em cerca de 30 a 35 minutos até a Trindade. Na cidade, o cartão recarregável Andante simplifica o uso de metrô, ônibus e alguns trens urbanos. Os apps de transporte (Uber/Bolt) funcionam bem e costumam sair mais em conta que táxi, principalmente à noite. E pra deslizar pelas fotos clássicas, o elétrico (bonde) histórico liga o centro à Foz pela marginal do Douro — é mais turístico que eficiente, mas vale pelo cenário.
Pra um roteiro curto de 3 dias, ficar bem localizado economiza horas de transporte e te deixa mais tempo nos passeios. As zonas mais práticas são a Baixa/Aliados, a charmosa Ribeira ou o lado de Gaia, sempre perto de uma estação de metrô. Olha aqui a melhor região pra se hospedar no Porto:
Onde ficamos em Porto (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem três regiões que são as melhores para os turistas: Ribeira e Baixa. No primeiro sentirá o Porto autêntico, com muitas casinhas e varais cheios de roupa às margens do rio. A baixa é mais movimentada, com lojas, cafés e restaurantes.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em 3 dias no Porto
3 dias são suficientes para conhecer o Porto?
Sim, 3 dias dão pra conhecer bem o centro histórico, a Ribeira, as caves de Gaia, fazer um cruzeiro no Douro e ainda encaixar mirantes e uma degustação. A cidade é compacta e a maioria das atrações fica próxima, o que ajuda a render o tempo.
Quanto custa visitar as caves de vinho do Porto?
Uma visita guiada com degustação costuma sair em torno de 15 a 25 € por pessoa, variando conforme a marca e a quantidade de vinhos provados. A visita dura cerca de 1h a 1h30. Em alta temporada, vale reservar com antecedência.
Precisa pagar para entrar na Livraria Lello?
Sim, a entrada é só com voucher pago, mas o valor pode ser descontado na compra de livros. As filas costumam ser grandes, então a dica é chegar logo na abertura, por volta das 9h.
Vale a pena alugar carro para visitar o Porto?
Pra ficar só no Porto, não compensa — o centro é walkável e tem metrô, bonde e apps de transporte que resolvem tudo. O carro só faz sentido se você for explorar o Vale do Douro, Braga, Guimarães ou Aveiro de bate e volta.
Preciso de seguro viagem para o Porto?
Sim. Portugal faz parte do espaço Schengen, e o seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatório para entrar. Além de ser exigência, ele protege você financeiramente caso precise de atendimento médico, que no exterior é caríssimo. Dá pra comparar e contratar usando esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo aqui do blog.
Vale a pena comprar o Porto Card?
Pode valer, sim, principalmente pra quem vai usar bastante transporte e visitar várias atrações pagas em 3 dias. Ele oferece transporte público e entradas ou descontos em museus. Faça as contas com o que você pretende visitar antes de decidir.
É seguro andar pelo Porto?
O Porto é relativamente seguro, especialmente comparado a grandes cidades brasileiras. Mas em áreas muito turísticas, como Ribeira, São Bento e a Livraria Lello, atuam batedores de carteira, então redobre a atenção com bolsas e celulares em locais lotados.
Economize ao máximo na sua viagem para o Porto:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para o Porto, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações do Porto da forma mais barata e segura.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para o Porto, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip europeu ainda no Brasil clicando aqui. É mais fácil e barato!
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar no Porto pra saber a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e o seguro é obrigatório no espaço Schengen. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
O Porto é uma cidade pra voltar mais de uma vez — e a gente sempre acha um cantinho novo. Com esse roteiro de 3 dias você cobre o melhor da cidade sem correria, comendo bem e fazendo as fotos clássicas. Boa viagem, galera!




