
Quer saber como levar seu dinheiro para o Porto sem perder uma fortuna em taxas? A gente reuniu aqui tudo o que aprendeu nas viagens por Portugal: como combinar cartão e dinheiro em espécie, quanto levar por dia, onde sacar euro com segurança e quais erros os brasileiros mais cometem.
Antes de mais nada, vale guardar uma regra de ouro: a estratégia que funciona melhor hoje é combinar meios de pagamento. Um pouco de euro em espécie para emergências e lugares que não aceitam cartão, e uma conta global (ou cartão de débito internacional) para a maior parte dos gastos. Quando a gente fez isso, parou de se preocupar tanto com câmbio e com andar com muito dinheiro no bolso.
E se você quer planejar a viagem inteira pagando mais barato, dá uma olhada na nossa matéria de como viajar barato para o Porto, que reúne todas as dicas de economia.
A moeda do Porto e o que você precisa saber antes
A moeda usada no Porto (e em toda Portugal) é o euro (€). O real não é aceito no comércio — ou você leva já em euro, ou troca depois, perdendo nas conversões. Então esquece a ideia de levar real pra trocar lá: na maioria dos casos não é prático nem vantajoso.
Os cartões Visa e Mastercard são amplamente aceitos no Porto, em hotéis, restaurantes, lojas, museus e até nas máquinas de bilhete do transporte. American Express funciona em alguns lugares, mas com aceitação mais limitada — não conte só com ele.
Fica esperto também com os limites legais. Saindo do Brasil com mais de 10 mil dólares (ou equivalente) em espécie por pessoa, é obrigatório preencher a Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) na Receita Federal. E entrando na União Europeia com 10 mil euros ou mais em dinheiro, você tem que declarar à alfândega — isso vale também no Aeroporto do Porto.
Conta global: a forma mais barata de pagar no Porto
Essa forma surgiu nos últimos anos e foi se popularizando entre os brasileiros, porque é bem mais barata e fácil que todas as outras que a gente já usou. Funciona assim: você abre uma conta digital global em dólar, ainda do Brasil, e usa o cartão dessa conta pra fazer pagamentos e saques no exterior — independente da moeda do destino, ou seja, incluindo o euro.
De forma geral, a compra dos dólares nessa conta global que a gente usa sai muito mais barata, porque você compra na cotação comercial, que é a mais barata de todas. Bancos e casas de câmbio usam a cotação turismo, que é bem mais cara.
E tem mais: em vez de pagar o IOF cheio do cartão de crédito na hora de usar lá fora, o IOF cobrado nesse tipo de conta é bem menor. É uma economia gigantesca, e não só de dinheiro — de tempo também, já que você faz tudo online pelo app, com segurança. Pode pesquisar e comparar.
Outra vantagem que a gente curte é poder ir comprando dólar aos poucos, conforme a cotação vai ficando boa, em vez de comprar tudo de uma vez em cima da hora. Veja as principais vantagens:
- Você compra dólar aos poucos, na cotação boa, e ainda pode deixar investido em alguns fundos pra ir rendendo até a viagem.
- Usa o cartão em qualquer lugar do mundo — serve pra essa e pras próximas viagens.
- Atendimento e suporte todo em português.
- Não tem taxa pra abrir nem pra manter a conta.
- Dá pra sacar euro nos caixas eletrônicos do exterior pra ter dinheiro em espécie, e os dois primeiros saques são isentos de taxa.
- Assim que cria a conta, você já ganha um cartão virtual de débito no celular pra usar na hora, e pode pedir o cartão físico também.
- Tem até uma sala VIP no aeroporto de Guarulhos, que você usa em todas as suas viagens.
Pra abrir, o único documento exigido é o seu RG ou CNH, e leva menos de 5 minutos. É só clicar aqui pra baixar o app. E como muita gente abre a conta por causa dos nossos blogs, a gente conseguiu um cupom: usando o código GRUPODICAS20 na abertura, você ganha até 20 dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio (dentro de 15 dias da abertura da conta).
Com a conta aberta, você transfere reais da sua conta no Brasil pra essa conta (em dólar) facilmente pelo app e acompanha o câmbio na hora. Na hora de pagar, você paga no estabelecimento na moeda que eles cobrarem e o valor já vem descontado em dólar na sua conta, automaticamente.
Dinheiro em espécie (euros): quanto levar
A forma mais tradicional de levar dinheiro é a espécie, o famoso dinheiro vivo. A vantagem é que você não paga o IOF que incide nos cartões de crédito e pré-pagos, arcando só com a taxa de câmbio do dia da compra. É ótimo pra pequenos gastos (um café, um pastel de nata, transporte pontual), pra lugares que não aceitam cartão e pra chegada no aeroporto (metrô, táxi, um lanche).
A desvantagem é a praticidade e, principalmente, a segurança: andar com muito dinheiro vivo é risco de perda e roubo. Por isso a gente nunca recomenda levar tudo em espécie. Uma boa referência é separar algo como 20% a 30% do orçamento em euro vivo — o que costuma dar, pra uma semana, em torno de 500 a 1.000 euros por pessoa, sempre combinado com a conta global ou cartão.
Quando for comprar os euros, procure uma casa de câmbio de confiança, acompanhe a cotação por uns dias e vá comprando aos poucos, pra diluir o risco da variação cambial. Evite deixar pra última hora e comprar moeda no aeroporto, que costuma sair bem mais caro.
Cartão pré-pago internacional
O cartão pré-pago funciona como um cartão de débito carregado com euro, aceito na grande maioria dos estabelecimentos por ter bandeira Visa ou Mastercard. Você transfere o valor em reais pra empresa de câmbio e eles carregam o cartão em euro.
A vantagem é que você trava a taxa cambial do dia da carga e ela não varia mais, o que ajuda muito quem gosta de controle rígido de gastos, já que só dá pra gastar o que foi carregado. Dá pra sacar euro em caixas eletrônicos e recarregar pela internet ou app, acompanhando os gastos em tempo real.
O ponto fraco é que ele usa o dólar/euro turismo e o IOF cheio dos cartões internacionais. Por isso, as contas globais acabaram se tornando uma opção bem mais vantajosa em custo. Ainda assim, é uma forma segura — a empresa que a gente já usou pra esse serviço é essa aqui, com boa assistência.
Cartão de crédito internacional: só pra emergência
O cartão de crédito é aceito praticamente em todo lugar no Porto, especialmente em hotéis, restaurantes e atrações maiores. A vantagem é a praticidade: basta avisar o banco que vai viajar e liberar as compras internacionais.
O problema é que, tirando a praticidade, essa é a opção mais cara. Além do IOF, a taxa de câmbio considerada é a do dia do fechamento da fatura — que pode subir entre a compra e o pagamento, fazendo você pagar mais. Por isso, a recomendação é usar o crédito só como backup: emergências, reservas de hotel e caução de aluguel de carro, onde ele entra como uma garantia. Ah, e leve sempre desbloqueado e com as compras internacionais habilitadas, senão ele pode travar lá fora.
Quanto dinheiro levar por dia no Porto
Os valores variam muito com o estilo de viagem, mas dá pra trabalhar com faixas pra você se planejar. Sem contar hospedagem e passagens, um perfil médio costuma gastar algo na faixa de 60 a 100 euros por dia por pessoa. Quem viaja em mochilão econômico fica mais perto do mínimo; quem busca mais conforto, perto do máximo.
Pra detalhar um pouco:
- Alimentação: café simples na padaria gira em torno de 1 a 3 euros, almoço com prato do dia em torno de 10 a 15 euros e jantar em restaurante médio (com bebida) na faixa de 15 a 25 euros. No geral, dá pra prever de 30 a 50 euros por dia em comida.
- Transporte urbano: entre metrô e algum táxi ou app, costuma ficar em torno de 8 a 15 euros por dia, dependendo do quanto você se desloca.
- Passeios e atrações: muitos miradouros e igrejas são gratuitos ou bem baratos. As caves de vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia, costumam cobrar tours com degustação em torno de 15 a 30 euros. Reserve algo como 10 a 30 euros por dia pra atrações.
- Lembrancinhas: uns 5 a 10 euros por dia já dão conta sem você precisar se restringir.
Como pagar no dia a dia: cartões e Multibanco
No dia a dia, o cartão resolve quase tudo: supermercados, restaurantes, lojas, museus e até máquinas de bilhete aceitam, e o pagamento por aproximação (contactless) é super comum em redes e atrações turísticas. Visa e Mastercard são as bandeiras mais seguras de levar.
Quando precisar de dinheiro em espécie, os caixas eletrônicos em Portugal se chamam Multibanco e estão espalhados pela cidade toda — ruas comerciais, shoppings, estações — e aceitam cartões internacionais. Uma dica que vale ouro: prefira ATMs dentro de bancos tradicionais a caixas independentes de operadoras estranhas, que costumam cobrar taxas mais altas e oferecer câmbios piores.
Uma curiosidade que impressiona o brasileiro: o Multibanco em Portugal não serve só pra sacar dinheiro. Os locais pagam contas, compram bilhetes de show, carregam o telemóvel e até fazem doações nele — é um sistema super integrado.
Gorjeta, pequenos gastos e curiosidades
Em Portugal, a gorjeta não é obrigatória como nos EUA, mas é bem-vista quando o serviço foi bom — algo em torno de 5% a 10% em restaurantes. Ter umas notas pequenas (5 e 10 euros) e moedas no bolso ajuda muito nisso.
E mesmo com o cartão sendo super aceito, ainda é comum mercadinhos de bairro, cafés bem simples e feirinhas terem consumo mínimo ou preferirem dinheiro. Por isso, ande sempre com algumas notas pequenas — economiza dor de cabeça.
Erros comuns que custam caro
Na nossa experiência, esses são os tropeços que mais aparecem entre os brasileiros:
- Levar tudo em espécie: aumenta o risco de roubo e perda, e você abre mão das taxas melhores da conta global e do débito internacional.
- Confiar só no cartão de crédito: é a forma mais cara e, se o banco bloquear o cartão, você fica na mão.
- Chegar sem nenhum euro no bolso: no desembarque você já vai querer metrô, táxi ou um lanche. Tenha pelo menos uma quantia pequena em espécie na chegada.
- Levar real pra trocar no Porto: leve já em euro (ou, no mínimo, uma moeda forte). Trocar real lá não é vantajoso.
- Ignorar os limites de declaração: os cerca de 10 mil dólares na saída do Brasil e 10 mil euros na entrada na UE podem trazer problema com a alfândega se não forem declarados.
- Não avisar o banco e nem habilitar compras internacionais: o cartão pode travar na hora da compra.
- Comprar moeda em cima da hora: casa de câmbio de aeroporto e operação de última hora costumam sair bem mais caras.
Afinal, como levar os euros para o Porto?
Sem dúvidas, a forma mais barata e prática de levar euro pro Porto é a conta global pra usar no dia a dia. Combine com algum valor em espécie (por volta de 500 a 1.000 euros por pessoa, dependendo do tempo de viagem) pra emergências e lugares sem cartão, e leve um cartão de crédito desbloqueado como garantia — ele vai ser pedido pra caução de aluguel de carro e reservas de hotel.
Uma última dica de segurança que a gente sempre segue: divida dinheiro e cartões em lugares diferentes (carteira do dia, cofre do hotel, um valor reserva) e anote os números de emergência dos cartões pra bloquear rápido se sumir algum.
E pra fechar o planejamento, ficar bem localizado faz toda a diferença pra economizar com transporte e aproveitar mais a cidade. Olha aqui a melhor região pra se hospedar no Porto:
Onde ficamos em Porto (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem três regiões que são as melhores para os turistas: Ribeira e Baixa. No primeiro sentirá o Porto autêntico, com muitas casinhas e varais cheios de roupa às margens do rio. A baixa é mais movimentada, com lojas, cafés e restaurantes.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como levar dinheiro para o Porto
Qual a forma mais barata de levar dinheiro para o Porto?
A conta global em dólar costuma ser a opção mais barata, porque usa a cotação comercial (mais baixa) e tem IOF menor que o cartão de crédito. O ideal é usar a conta global no dia a dia e levar um pouco de euro em espécie pra emergências.
Posso pagar com real no Porto?
Não. A moeda em Portugal é o euro e o real não é aceito no comércio. Leve já em euro ou use cartão/conta global em moeda estrangeira. Trocar real lá não costuma valer a pena.
Quanto dinheiro em espécie devo levar para o Porto?
Uma boa referência é levar de 20% a 30% do orçamento em euro vivo, o que costuma dar em torno de 500 a 1.000 euros por pessoa para uma semana, sempre combinado com conta global ou cartão.
Cartão de crédito é aceito no Porto?
Sim, Visa e Mastercard são aceitos na grande maioria dos lugares. Mas o crédito é a forma mais cara (IOF e câmbio do fechamento da fatura), então a recomendação é usar só para emergências, caução de carro e reservas de hotel.
O que é Multibanco e dá para sacar euro nele?
Multibanco é o nome dos caixas eletrônicos em Portugal, espalhados pela cidade e que aceitam cartões internacionais. Dá pra sacar euro com cartão de débito internacional ou conta global — prefira ATMs dentro de bancos tradicionais pra pagar menos taxa.
Quanto gasto por dia no Porto?
Sem contar hospedagem e passagens, um perfil médio gasta de 60 a 100 euros por dia por pessoa, somando alimentação, transporte, passeios e pequenas compras. Quem viaja econômico fica perto do mínimo.
Preciso declarar o dinheiro que levo para Portugal?
Sim, se for muito. Saindo do Brasil com mais de 10 mil dólares em espécie é preciso declarar à Receita (e-DBV), e entrando na União Europeia com 10 mil euros ou mais é obrigatório declarar à alfândega.
Economize ao máximo na sua viagem para o Porto:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para o Porto, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações do Porto da forma mais barata e segura.
- Carro: esse item facilita muito a viagem por Portugal e até pra outros países. Se está pensando em alugar um, leia como alugar um carro no Porto pelo menor preço possível.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip europeu, ainda no Brasil, clicando aqui. É mais fácil e barato!
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar no Porto pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e o seguro é obrigatório pra entrar no espaço Schengen (mínimo de 30 mil euros de cobertura). Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
No fim das contas, levar dinheiro pro Porto sem se complicar é mais simples do que parece: combine uma conta global pro dia a dia, um pouco de euro em espécie e um cartão de crédito de reserva. Foi assim que a gente viajou tranquilo, sem perder dinheiro com taxa nem ficar contando nota o tempo todo. Boa viagem!






