
Lisboa é a cidade das sete colinas, e isso explica por que ela tem uma das maiores concentrações de mirantes (que por lá chamam de miradouros) de toda a Europa. São dezenas deles, a maioria gratuita e aberta 24h, cada um com uma vista diferente do rio Tejo, do castelo e dos telhados dos bairros históricos.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como os miradouros funcionam como as “salas de estar” da cidade: lisboeta compra um vinho no quiosque, leva petisco, escuta música de rua e fica vendo o pôr do sol como se fosse um ritual diário. Vale demais entrar nesse clima.
Aqui a gente reuniu os melhores mirantes de Lisboa, dos clássicos imperdíveis aos rooftops mais escondidos, com horários, faixas de preço e as dicas insider pra você fugir das filas e do calor. E se quiser montar a viagem inteira pagando mais barato, dá uma olhada no nosso mapa turístico de Lisboa, que ajuda a se localizar pelos bairros.
Miradouro de Santa Catarina (Adamastor)
Conhecido também como Miradouro do Adamastor, por conta do quiosque que fica ali, o Miradouro de Santa Catarina é um dos mais centrais da cidade, entre o Chiado e o Bairro Alto, na região da Bica. Esse mirante é famoso pelo ambiente descontraído, atraindo muitos jovens e turistas.
De lá, você tem uma vista magnífica do Tejo e da Ponte 25 de Abril. Na hora do pôr do sol, muitos artistas de rua costumam tocar para o público que se reúne, deixando o clima bem animado. É aberto 24h e gratuito, com bares ao redor (como o Noobai Café) pra você consumir algo.
A gente errou nessa uma vez: foi numa noite de verão de bermuda e camiseta e passou frio. Mesmo no calor, venta bastante à noite nos mirantes altos, então leva um casaco leve.

Miradouro de São Pedro de Alcântara
Outro mirante imperdível para quem está passeando pelo centro é o Miradouro de São Pedro de Alcântara, no topo do Bairro Alto, pertinho do Príncipe Real, famoso pela vida noturna. Esse mirante proporciona uma vista panorâmica e frontal do Castelo de São Jorge, da Baixa, da Avenida da Liberdade e do rio Tejo.
O miradouro tem dois “andares”, um jardim bem cuidado com estátuas e fontes, e um quiosque onde você toma qualquer coisa enquanto aprecia a vista. É aberto 24h e gratuito. Pra quem não quer encarar a subida, o jeito mais fácil é pegar o Elevador da Glória, que sobe dos Restauradores e já costuma estar incluído nos passes de transporte de 24h.

Muitos miradouros são só vista, mas alguns dos melhores pontos de Lisboa, como o Castelo de São Jorge e o Arco da Rua Augusta, são atrações pagas com mirante embutido. E pra esses, a dica de ouro é comprar o ingresso com antecedência: na hora costuma sair mais caro e muitos esgotam, principalmente em alta temporada.
A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar ingressos, tours e até transfer do aeroporto. A grande vantagem é que o pagamento já é em reais, então você não paga o IOF de pagamentos internacionais, e dá pra garantir o lugar antes mesmo de embarcar. Tem ainda os tours gratuitos, que são uma mão na roda pra conhecer a cidade.
Miradouro das Portas do Sol
Indo para o bairro de Alfama, você encontra alguns dos mirantes mais bonitos. Um deles é o Portas do Sol, com vista pro rio Tejo e pras casinhas e telhados de Alfama. É o lugar perfeito pra começar ou terminar um passeio pelo bairro histórico, já que tem vários cafés e restaurantes por perto, além de ser ponto de parada de tuk-tuks.
Uma coisa que ninguém conta: as Portas do Sol é um dos melhores lugares de Lisboa pra ver o nascer do sol, com a luz dourada banhando Alfama. De manhã cedo o local fica praticamente vazio e as fotos saem muito melhores do que à tarde, quando enche de grupos e tuk-tuks.

Miradouro de Santa Luzia
Bem ao lado das Portas do Sol fica o Miradouro de Santa Luzia, com a mesma vista clássica dos telhados de Alfama e do rio. O diferencial dele são os jardins e os belíssimos painéis de azulejos, que deixam o lugar super fotogênico e romântico. Também é aberto 24h e gratuito.
Como os dois ficam grudados, vale visitar Santa Luzia e Portas do Sol na mesma parada e seguir descendo a pé por Alfama, que é onde mora boa parte do charme de Lisboa.
Miradouro do Parque Eduardo VII
Na região do Marquês de Pombal, no alto do bonito Parque Eduardo VII, fica um pequeno miradouro com vista linear da Avenida da Liberdade, uma das principais ruas de luxo da cidade, indo até o rio Tejo lá no fundo. Não é um mirante “clássico”, mas a perspectiva da avenida é bem bacana e a área é moderna e plana.
É aberto 24h e gratuito. Combina super bem com uma passada na Praça Marquês de Pombal e um passeio de compras pela própria Avenida da Liberdade.

Miradouro da Graça
No bairro da Graça, pertinho do Castelo de São Jorge, fica o Miradouro da Graça. Ele oferece uma vista impressionante tanto dos telhados de Alfama quanto do centro da cidade e, claro, do rio Tejo.
Com um quiosque com esplanada no local, é um ótimo lugar pra desfrutar de um café ou um vinho enquanto observa a cidade. O fim de tarde é bem popular e o clima fica romântico à noite. Curiosidade legal: o miradouro foi rebatizado em homenagem à poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, reforçando a ligação de Lisboa entre vista e poesia. Por ser alto, costuma ventar bastante.

Miradouro da Senhora do Monte
Também no bairro da Graça, e considerado por muitos lisboetas como o melhor miradouro de Lisboa, fica a Senhora do Monte. Ele é ainda mais alto que o da Graça e oferece uma vista quase 360º, alcançando o Castelo, a Baixa, o rio e até o Parque Eduardo VII em dias claros.
Com uma pequena capela no alto e artistas de rua animando o ambiente, é o lugar perfeito pra capturar fotos panorâmicas, especialmente ao pôr do sol. Por ficar numa área mais residencial, tem um clima bem mais local e tranquilo que os mirantes turistões.
O erro mais comum aqui é o turista parar só no Miradouro da Graça e não subir mais um pouquinho até a Senhora do Monte, que é ainda mais impressionante. Vale a caminhada extra (ou um táxi/app pra subir e descer caminhando).

Miradouro do Castelo de São Jorge
O Castelo de São Jorge é miradouro e atração histórica ao mesmo tempo. De dentro das muralhas, você tem uma das vistas mais amplas da cidade, abraçando Alfama, a Baixa, o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril.
É um acesso pago (a entrada do castelo dá direito ao mirante): adultos pagam em torno de €15, com desconto pra jovens, estudantes e idosos, e crianças pequenas costumam entrar grátis. Costuma abrir por volta das 9h e fechar no fim da tarde ou início da noite (no verão estende, no inverno encurta), então vale conferir o calendário oficial antes de ir.
Dica de quem já errou: não deixa pra ir “correndo” no meio da tarde de verão. Você pega calor forte, fila e sol na cabeça, e a experiência piora muito. Vai logo na abertura ou no fim da tarde, e pra subir use o elétrico 12E ou 28E ou um táxi/app até perto do portão, porque a subida a pé é íngreme.
Mirantes escondidos e rooftops com vista
Além dos clássicos, Lisboa ganhou nos últimos anos vários rooftops e mirantes “informais” que pouca gente conhece, ótimos pra fugir das multidões:
- Terraço Pollux: um rooftop discreto na Baixa, no 8º andar dos Armazéns Pollux (Rua dos Fanqueiros, 276). A vista é central e você nem precisa subir ladeira, porque chega de elevador pela loja. O acesso costuma ser gratuito, com consumo opcional no bar.
- Terraço do Centro Comercial Martim Moniz: no 6º andar, com vista pro castelo e pra cidade, num ambiente jovem e cosmopolita. É gratuito (paga só o consumo nos bares) e combina com um passeio pelo Martim Moniz, zona multicultural cheia de lojas e restaurantes asiáticos e africanos.
- Miradouro dos Barros: um tesourinho escondido pertinho da Senhora do Monte, entre a Rua Damasceno Monteiro e a Calçada do Monte. É gratuito, aberto 24h e bem mais silencioso, ótimo pra fotografar o castelo sem tanta gente em volta.
Mirantes pagos e observatórios
Se você não curte encarar as colinas a pé, alguns mirantes pagos ficam em áreas planas e resolvem bem:
- Arco da Rua Augusta: terraço com vista de 360º da Baixa, da Praça do Comércio e do rio. O acesso é por elevador mais uma escadinha, e a entrada costuma ficar em torno de €3 a €5, com desconto pra jovens e idosos. Abre normalmente das 10h às 19h, com variações sazonais.
- Elevador de Santa Justa: a estrutura histórica de ferro que liga a Baixa ao Carmo, com mirante no topo. O bilhete avulso gira em torno de €6 a €7 (subida e descida) e às vezes está incluído no passe diário de transporte. Aqui vai a dica que salva tempo: a fila na base, na Rua de Santa Justa, é enorme. Suba por cima, pelo Largo do Carmo, que dá pra chegar ao mirante com bem menos espera.
- Panteão Nacional: a Igreja de Santa Engrácia, em Alfama, tem um terraço acessível no topo da cúpula com vista sobre os telhados e o Tejo. A entrada fica em torno de €4 a €8, e em muitos domingos e feriados há gratuidade pra residentes. Combina com a Feira da Ladra, a tradicional feira de rua que rola ali perto duas vezes por semana.
- Cristo Rei (Almada): na margem sul do Tejo, mostra Lisboa “do outro lado”, com vista frontal da cidade e da ponte. O ingresso fica em torno de €6 a €8 e você chega pegando o ferry no Cais do Sodré até Cacilhas (uns €1,50 a €2 por trajeto) e depois ônibus ou táxi. Muita gente acha que é perda de tempo sair de Lisboa, mas a vista é uma das mais diferentes que você vai ter.
Como chegar aos miradouros e melhores horários
A maior parte dos miradouros clássicos é gratuita e aberta 24h (São Pedro de Alcântara, Senhora do Monte, Graça, Santa Luzia, Portas do Sol, Santa Catarina e Eduardo VII). Pra chegar nos que ficam no alto, o transporte público é seu melhor amigo:
- Elétricos 12E e 28E: passam por Alfama, Graça, Portas do Sol e Santa Luzia.
- Elevador da Glória: conecta os Restauradores ao Miradouro de São Pedro de Alcântara.
- Ascensor da Bica: não é mirante, mas é uma subidinha pitoresca que deixa você pertinho do Miradouro de Santa Catarina.
Sobre o melhor horário: manhã cedo tem luz suave e menos gente (perfeito pra Portas do Sol, Santa Luzia e Castelo); o pôr do sol é o mais bonito, mas também o mais lotado (São Pedro de Alcântara, Senhora do Monte e Santa Catarina bombam); e à noite a vista das luzes é linda, mas prefira ir em grupo nas áreas mais residenciais e já deixe combinado um táxi ou app pra voltar.
Melhor época do ano para as vistas de Lisboa
Lisboa rende vistas bonitas o ano inteiro, mas cada estação tem seu charme:
- Primavera (abril a junho): clima ameno, céu costuma estar azul e a visibilidade é ótima. Pra muita gente, a melhor época.
- Verão (junho a setembro): dias longos, com pôr do sol lá pras 20h ou 21h, ideal pra emendar mirante com jantar. Em compensação, faz calor forte e os miradouros ficam mais cheios, principalmente em agosto.
- Outono (setembro a novembro): luz dourada e temperaturas agradáveis, excelente pra fotografia.
- Inverno (dezembro a fevereiro): dias curtos e chance de chuva, mas quando o céu abre a luz fica linda e tem bem menos turista.
Sugestões de roteiro pelos miradouros
Pra você não ficar perdido, dá pra organizar os mirantes em “blocos” e aproveitar melhor o dia:
- Dia dos miradouros de Alfama: Castelo de São Jorge → Portas do Sol → Santa Luzia → Panteão Nacional.
- Pôr do sol romântico: São Pedro de Alcântara ou Senhora do Monte, com jantar depois no Bairro Alto ou na Graça.
- Alternativos e rooftops: Terraço Pollux → rooftop do Martim Moniz → Santa Catarina à noite.
- Lisboa vista de fora: Cais do Sodré → ferry pra Cacilhas → subida ao Cristo Rei.
Pra aproveitar todos esses miradouros sem cansar à toa, ficar bem localizado em Lisboa faz TODA a diferença: você anda menos nas colinas e fica perto dos elétricos e do centro histórico. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Lisboa:
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Perguntas frequentes sobre os mirantes de Lisboa
Qual é o melhor mirante de Lisboa?
É difícil eleger um só, mas muitos lisboetas apontam a Senhora do Monte como o melhor, por causa da vista quase 360º que alcança o castelo, a Baixa e o rio. O São Pedro de Alcântara e o Castelo de São Jorge também estão no top de qualquer lista.
Os miradouros de Lisboa são gratuitos?
A maioria dos clássicos é gratuita e aberta 24h, como São Pedro de Alcântara, Senhora do Monte, Graça, Santa Luzia, Portas do Sol e Santa Catarina. Já mirantes que ficam dentro de atrações, como o Castelo de São Jorge, o Arco da Rua Augusta e o Elevador de Santa Justa, são pagos.
Qual o melhor mirante para ver o pôr do sol em Lisboa?
São Pedro de Alcântara, Senhora do Monte e Santa Catarina são os queridinhos pro pôr do sol. Eles enchem bastante nesse horário, então chega com antecedência pra garantir um lugar pra sentar, principalmente na alta temporada.
Qual mirante é melhor para ver o nascer do sol?
O Miradouro das Portas do Sol, em Alfama, é um dos melhores pontos pra ver o nascer do sol, com a luz dourada iluminando os telhados. Como bônus, de manhã cedo o local fica vazio e as fotos saem bem melhores.
Como chegar aos miradouros sem subir as colinas a pé?
Use os elétricos 12E e 28E (que passam por Alfama e Graça), o Elevador da Glória (até o São Pedro de Alcântara) e o Ascensor da Bica (perto de Santa Catarina). Táxi e apps também ajudam a subir, e aí você desce caminhando, que é mais gostoso.
Preciso pagar para subir no Castelo de São Jorge?
Sim. O mirante fica dentro das muralhas e o acesso é pela entrada do castelo, que custa em torno de €15 para adultos, com descontos para jovens, estudantes e idosos. Vale comprar o ingresso com antecedência pra evitar fila.
É seguro ir aos mirantes à noite?
Os miradouros centrais costumam ser tranquilos à noite, mas a recomendação é ir em grupo, evitar levar grandes quantias de dinheiro e já deixar combinado um táxi ou app pra voltar, principalmente nos que ficam em áreas mais residenciais como Graça e Senhora do Monte.
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Lisboa é daquelas cidades que você curte mais de cima, com o Tejo brilhando lá embaixo e os telhados se espalhando pelas colinas. Se a gente fosse repetir a viagem, voltaria sem pensar duas vezes pro pôr do sol na Senhora do Monte e pro nascer do sol nas Portas do Sol. Aproveite cada miradouro com calma, leva um casaquinho leve e bom passeio!
