
Olha, se tem um destino em Portugal onde dá pra viajar bem sem estourar o orçamento, esse destino é a Ilha da Madeira. A maior parte das paisagens que aparecem naquelas fotos incríveis (picos acima das nuvens, cachoeiras caindo na estrada, plataformas de vidro sobre o oceano) tem entrada de graça — você paga só o deslocamento até lá.
A gente foi pra Madeira algumas vezes e cada vez confirma a mesma coisa: os melhores passeios da ilha são justamente os gratuitos. Neste post a gente reuniu 7 passeios de graça na Ilha da Madeira pra você montar um roteiro completo sem gastar quase nada com ingressos.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de Portugal a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Subir o Pico do Areeiro
A primeira dica é o Pico do Areeiro, o terceiro pico mais alto da ilha, com cerca de 1.818 metros de altura. O melhor é que dá pra chegar de carro praticamente até o topo — tem estacionamento junto ao mirante, e a entrada é gratuita.

De Funchal até o topo, são uns 40 a 50 minutos de carro por estradas de montanha bem sinalizadas. A vista lá em cima é de outro planeta: em dias claros, dá pra ver um verdadeiro mar de nuvens abaixo dos seus pés.
Quando ir: amanhecer e fim de tarde são os momentos mais lindos, com luz suave e maior chance daquele mar de nuvens. E o céu costuma estar mais limpo entre abril e outubro — no inverno, a neblina fecha com frequência.
Dica de quem já subiu: a gente errou feio na primeira vez indo com roupa leve. Faz frio de verdade lá em cima, mesmo no verão. Leva um corta-vento e uma segunda camada de roupa, tênis fechado e óculos escuros. O sol reflete forte nas nuvens.
2. Desbravar o Pico Ruivo
O Pico Ruivo é o ponto mais alto da Madeira e um dos lugares mais lindos de Portugal inteiro. E também é totalmente gratuito.

Tem dois caminhos pra chegar lá:
- Trilha Arieiro–Ruivo: mais famosa, com nível moderado a difícil. Tem subidas, descidas e trechos em degraus de pedra. Uma das caminhadas mais espetaculares da Europa.
- Trilha Achada do Teixeira–Pico Ruivo: mais curta e menos exigente, ótima pra quem quer chegar ao topo sem sofrer tanto.
Não tem horário formal de abertura, mas a recomendação é caminhar entre o amanhecer e o meio da tarde — voltar no escuro nessas trilhas de montanha não é uma boa ideia.
Aviso importante: muita gente subestima essa trilha achando que é passeio rápido e vai sem água, sem lanche e com calçado errado. A caminhada Arieiro–Ruivo consome boa parte do dia. Leva água, lanchinhos, corta-vento e tênis ou bota de trilha. E dá uma olhada na previsão do tempo antes — se tiver tempestade prevista, remarca.
3. Contemplar a vista no Cabo Girão
O Cabo Girão é um dos penhascos mais altos da Europa, com cerca de 580 metros de altura sobre o mar. E o melhor: tem uma plataforma de vidro suspensa sobre o abismo, com entrada totalmente gratuita.

Fica bem pertinho de Funchal, uns 20 a 30 minutos de carro. É o passeio perfeito pra quem tem pouco tempo — dá pra combinar com outros mirantes numa manhã só.
Ah, e um aviso: se você tem medo de altura, a plataforma de vidro dá um friozinho na barriga. Vale ir com calma, um passo de cada vez, e curtir a vista. O vento lá em cima é constante, então leva um casaco leve.
Dica insider: na alta temporada, o mirante fica bem cheio entre as 11h e as 15h. A gente sempre vai logo cedo ou perto do fim da tarde — o local fica mais vazio e a luz fica melhor pras fotos.
4. Caminhar pelas levadas
As levadas são canais de irrigação construídos há séculos que hoje viraram trilhas de caminhada por dentro da natureza madeirense. É a experiência mais autêntica da ilha, e o acesso é gratuito — você paga só o deslocamento até o ponto de partida.
Duas levadas que a gente recomenda de olhos fechados:
Levada das 25 Fontes
Uma trilha de cerca de 4 km em meio a uma vegetação de floresta encantada, com pequenas quedas d’água e um lago no final. Nível moderado — tem subidas, descidas e trechos úmidos. Melhor época: primavera e outono, quando as cascatas estão cheias e o clima ajuda.
Levada do Caldeirão Verde
Essa é ainda mais aventureira: a trilha passa por túneis escavados na rocha e por vistas espetaculares das montanhas. Nível moderado, mas com trechos estreitos onde é bom prestar atenção.
O que levar em qualquer levada:
- Tênis ou bota de trilha antiderrapante (nada de sandália, sério);
- Lanterna ou headlamp pra atravessar os túneis do Caldeirão Verde;
- Protetor solar, chapéu e capa de chuva leve (o tempo muda rápido nas montanhas);
- Água e lanche, porque não tem comércio no meio do caminho.
Erro comum: muita gente encara a levada como passeio de parque urbano e vai sem preparo mínimo. As trilhas têm quilômetros e passam por trechos escorregadios — vai preparado.
5. Encantar-se com a Cascata dos Anjos
A Cascata dos Anjos é uma daquelas atrações que só a Madeira tem: uma cachoeira que cai direto de um penhasco sobre uma pequena estrada costeira. Você para o carro embaixo, passa por debaixo da água e sai do outro lado — tipo um lava-jato natural.

A entrada é gratuita (é literalmente uma passagem na estrada), e o ideal é ir de manhã cedo, principalmente fora de fins de semana e feriados, porque enche bastante. Também vai com uma toalha e roupa que possa molhar, se quiser passar sob a água.
Dica que ninguém dá: se você quer filmar de dentro da cachoeira, esquece o celular sem proteção. Ou leva capa impermeável, ou usa câmera de ação. Já vi muita gente perder o celular ali.
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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
6. Visitar as casas típicas de Santana
Em Santana, no norte da ilha, ficam as famosas casinhas com telhados de palha e fachadas coloridas, um dos símbolos mais icônicos da Madeira. Caminhar pelo centrinho, observar e fotografar as casas é totalmente gratuito.

De Funchal a Santana são uns 45 a 60 minutos de carro, por estradas de montanha com mirantes espetaculares no caminho. Vale muito a pena combinar com paradas em São Vicente e Porto Moniz pra fazer um bate-volta pelo norte da ilha inteiro.
Dica de horário: chega em Santana pela manhã, antes das excursões grandes desembarcarem. O clima é mais tranquilo, dá pra fotografar as casas sem multidão e conversar com moradores locais. Aproveita pra almoçar num restaurante simples da região — prato principal costuma sair em torno de 10 a 15 euros.
7. Explorar o centro de Funchal a pé
A capital da ilha, Funchal, é super compacta e ótima pra ser explorada a pé. Boa parte da experiência cultural da cidade é gratuita.

O que dá pra fazer sem gastar nada:
- Mercado dos Lavradores: entrada gratuita, com frutas exóticas, flores coloridas, peixes frescos e artesanato local. Vai pela manhã (de segunda a sexta principalmente) pra ver as bancas cheias e o movimento dos moradores.
- Zona Velha: caminhar pelas ruas do centro histórico, ver as famosas portas pintadas (arte urbana espalhada por toda a região) e as igrejas antigas.
- Praças e miradouros do centro: a cidade tem várias praças históricas e mirantes com vista pra baía, todos de graça.
Cuidado no Mercado dos Lavradores: alguns produtos voltados pra turista custam bem mais caro do que num supermercado normal. Se quiser experimentar frutas exóticas, pergunta o preço da degustação antes de aceitar — já teve gente pagando fortuna por um pedacinho de maracujá-banana.
Bônus: outros passeios gratuitos pra incluir no roteiro
Se você tem mais dias na ilha, vale acrescentar esses aqui:
- Ponta de São Lourenço: trilha costeira com falésias dramáticas e vista pro mar aberto. Excelente pra pôr do sol.
- Curral das Freiras: vale cercado por montanhas altíssimas, com mirantes gratuitos e um vilarejo super típico no fundo.
- Piscinas naturais de Seixal e Porto Moniz: em algumas áreas dá pra tomar banho de graça em piscinas rochosas formadas pelo mar (algumas estruturas cobram taxa simbólica).
- Miradouros diversos: a Madeira é cheia de mirantes gratuitos, muitos com estacionamento próprio. Vai parando conforme aparecem placas — surpresas boas garantidas.
Aluguel de carro (economize até 34%)
Pra visitar quase todos esses passeios de graça, ter um carro é praticamente obrigatório. As atrações naturais da Madeira estão espalhadas pela ilha inteira, em zonas montanhosas onde o transporte público é bem limitado. Sem carro, você vai depender de tours pagos — e aí lá se vai a economia.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Dica pra economizar em ingressos e passeios pagos na Madeira
Mesmo focando nos passeios gratuitos, uma hora ou outra você vai querer complementar com algo pago — teleférico do Funchal, passeio de barco pra ver golfinhos, tour guiado por uma levada mais isolada. Nesses casos, comprar antecipado pela internet costuma sair bem mais barato do que na bilheteria.
Esse site que a gente usa em todas as viagens tem os principais passeios e ingressos da Madeira, tudo com atendimento em português, cancelamento gratuito na maioria dos tours e pagamento em reais (sem IOF). É o maior site de passeios em português do mundo.

Uma dica boa é procurar por free tours pelo Funchal e outras cidades da ilha — são passeios guiados a pé em que você paga só uma gorjeta ao guia no final, de acordo com o que achar justo. É uma forma barata de conhecer a história local com um morador.
Os ingressos ficam no nome do titular do cartão de compra, então leva o cartão usado e o documento junto no dia do passeio — só por precaução.
Seguro viagem pra Ilha da Madeira
A Madeira faz parte de Portugal, e Portugal está no Espaço Schengen — o que significa que o seguro viagem é obrigatório pra brasileiros entrarem, com cobertura mínima de 30 mil euros.
Além de ser exigido por lei, ele te protege de despesas médicas altas (uma consulta simples em Portugal pode custar mais de 100 euros pra estrangeiros sem plano), problemas com bagagem e cancelamento de voo. E se você vai fazer trilhas como as levadas ou o Pico Ruivo, aí é ainda mais importante — torcicolo, entorse ou queda numa trilha isolada pode virar um problemão sem seguro.
Pra achar o melhor preço, a gente usa esse comparador de seguros, que compara todas as seguradoras do mercado e já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do blog. Vale demais fazer a cotação por lá antes de fechar direto com qualquer seguradora.
Chip de celular pra usar internet na Madeira
Pra usar o Google Maps sem se perder nas estradas de montanha, procurar restaurantes na hora, chamar Uber em Funchal ou postar aquela foto no topo do Pico do Areeiro, você vai precisar de internet no celular o tempo todo.
A gente sempre usa esse chip de viagem que a gente usa. É um chip internacional que você recebe ainda no Brasil, com internet ilimitada em vários países da Europa (Portugal incluso). Muito mais prático do que ficar procurando loja de operadora local ao chegar.
Perguntas frequentes sobre passeios de graça na Ilha da Madeira
Qual o melhor mês pra visitar a Ilha da Madeira?
A melhor época pra visitar a Madeira é entre abril e outubro, quando o clima está mais estável e os picos costumam estar sem neblina. No inverno pode chover bastante e as trilhas de montanha ficam mais complicadas por causa da visibilidade reduzida.
Precisa alugar carro na Ilha da Madeira?
Sim, alugar carro é praticamente essencial pra aproveitar bem a Madeira. A maioria das atrações naturais (picos, levadas, mirantes, Santana, Cabo Girão, Cascata dos Anjos) fica em zonas de montanha onde o transporte público é limitado. Com carro, você tem total liberdade de horário e economiza em tours organizados.
Quanto custa em média um dia de passeios gratuitos na Madeira?
Se você foca só nos passeios gratuitos, o gasto do dia se resume basicamente a combustível, estacionamento (na maioria dos mirantes é gratuito) e alimentação. Refeições simples ficam em torno de 10 a 15 euros por pessoa, e menus turísticos entre 12 e 20 euros. Um dia inteiro pra duas pessoas raramente passa de 50 a 70 euros somando tudo.
É seguro fazer trilhas nas levadas sozinho?
É seguro fazer trilhas nas levadas sozinho?
As levadas mais movimentadas (25 Fontes, Caldeirão Verde) são bem sinalizadas e frequentadas o dia todo, então dá pra fazer sozinho tomando cuidado básico: calçado adequado, água, lanterna nos túneis e sempre avisando alguém sobre a rota. Pra trilhas mais isoladas ou pra quem não tem experiência, um tour guiado pode ser mais tranquilo.
Quantos dias são ideais pra conhecer a Ilha da Madeira?
Pra conhecer bem os principais pontos gratuitos e alguns pagos, o ideal são de 4 a 6 dias. Em 3 dias dá pra ver o essencial (Funchal, Cabo Girão, uma levada e um pico), mas fica corrido. Em 5 ou 6 dias você consegue misturar dias de trilha intensa com dias mais leves pelo centro histórico e mirantes.
É preciso ingresso pra plataforma de vidro do Cabo Girão?
Não, o acesso à plataforma de vidro do Cabo Girão é totalmente gratuito. Você paga só o estacionamento, e mesmo assim em muitos horários é livre. Não tem catraca nem controle de horário formal.
Dá pra fazer o Pico do Areeiro até o Pico Ruivo sem ser guia?
Dá sim, a trilha é aberta e sinalizada. Mas é de nível moderado a difícil, com desnível considerável e trechos em degraus de pedra. Só encara se tiver condicionamento físico básico, calçado apropriado, água, lanche e um dia de tempo firme. Reserva o dia inteiro pra essa aventura.
Economize ao máximo na sua viagem à Ilha da Madeira
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Então, não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Lisboa e Portugal, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da forma mais barata e segura.
- Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Madeira. Se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro em Portugal. São dicas de como alugar o carro pelo menor preço possível.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Portugal, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Lisboa pra saber qual é a melhor localização e economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo, e é super importante fazer um seguro viagem pra qualquer destino. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
A Ilha da Madeira é aquele destino que a gente sempre recomenda pra quem quer viajar bem sem gastar demais. As melhores paisagens da ilha são de graça, o povo local é super receptivo e a comida é excelente por preço justo. Se planejar direitinho, dá pra viver uma semana inesquecível no meio do Atlântico gastando pouco — e voltando com um monte de história pra contar.